Poesia sobre Lagrimas
As Lágrimas que Não Caem
Já sentiu a tristeza chegar sem fazer alarde,
como a noite abraçando o fim de uma tarde?
Ela entra sem pedir licença ou perdão,
faz morada no peito e silêncio no coração.
Há dias em que tudo parece pesar,
e a alma só deseja o direito de chorar.
Mas meus olhos aprenderam o idioma das secas,
como rios perdidos entre lembranças desertas.
Não sei por que sou assim, tão fechada em mim,
nem quando o silêncio passou a morar aqui.
Talvez eu tenha aprendido, sem sequer perceber,
que algumas dores sobrevivem sem nunca dizer.
Não sei o que sinto, nem sei explicar,
só sei que há um vazio difícil de nomear.
É um aperto no peito, um nó na respiração,
uma ferida invisível sangrando o coração.
Dentro de mim, tempestades rompem o horizonte,
mas o céu dos meus olhos jamais se desmonta.
O pranto se perde antes mesmo de nascer,
como se até as lágrimas tivessem medo de viver.
Quis chorar...
Mas até o choro parece ter me esquecido.
Enquanto o mundo pergunta se está tudo bem,
eu visto um sorriso e respondo baixinho: "sim".
Ninguém escuta o barulho do que desaba por dentro.
E talvez o mais cruel não seja a tristeza,
mas querer desabar e permanecer de pé;
sentir a alma implorando por alívio,
enquanto o peito aprende, em silêncio, a sofrer.
Então sigo...
Carregando um oceano inteiro preso nos olhos,
uma tempestade acorrentada na alma,
um inverno escondido entre os meus versos
e um coração que descobriu, tarde demais,
que existem lágrimas que nunca tocam o chão.
Elas escorrem por dentro,
afogam o que ainda resta de luz,
fazem da esperança um sussurro distante
e da saudade uma morada.
Porque nem todo choro molha o rosto.
Há lágrimas que escolhem o silêncio.
E são justamente essas...
as que mais doem.
O LENÇO DAS LÁGRIMAS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando a penumbra desfolha o infinito,
E o sino verte o derradeiro rito,
Retiro, em muda e sepulcral unção,
O alvo sudário do meu coração.
Não é de linho, cambraia ou cetim;
Foi urdido onde não floresce jardim.
Fiaram-no os dedos da Ausência infiel
Com fios de névoa e fragmentos de fel.
Ali repousam, translúcidas, sem voz,
As gotas que o destino verteu por nós;
Cada cristal, em sua fria claridade,
É um relicário da eternidade.
Há prantos que jamais encontram chão;
Suspensos vivem na constelação.
São pérolas que o Tempo não desfez,
Velando o que não há de vir talvez.
À meia-noite, quando o Éter se abre,
E a solidão seus sacrários descobre,
Ergue-se o lenço, em místico esplendor,
Como um incenso tecido de torpor.
Ninguém o vê. Contudo, ele vagueia
Pelas galerias da memória alheia;
Tange os espelhos da consciência aflita
E desperta a culpa que ninguém evita.
Seu tecido não conhece deterioração;
Alimenta-se da humana aflição.
Quanto mais se esquece um rosto querido,
Mais alvo se torna o pano esquecido.
Vi-o descer sobre um túmulo ermo,
Sem vento algum, em movimento enfermo;
Não ocultava a pedra funerária:
Cobria a saudade necessária.
Então compreendi, no átrio do Mistério,
Que toda lágrima é um silencioso império.
Ela não morre quando a face a esquece:
No Invisível, amadurece.
Quem enxuga os olhos apenas da fronte
Ignora a nascente escondida no monte.
Há lágrimas que recusam sepultura,
Porque pertencem à eterna criatura.
E quando eu partir para o país sem nome,
Onde o relógio já não conta nem consome,
Desejo apenas — sem louvor, sem vaidade —
Levar comigo esse véu da eternidade.
Pois nele dormem, em arcana mansidão,
As cinzas vivas de cada ilusão;
E talvez Deus, ao recolhê-lo enfim,
Descubra que suas dobras... também choraram por mim.
RÉQUIEM POÉTICO.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Lágrimas Sobre Poemas.
9° Livro de nossa lavra independente. Escrito quando tínhamos 17 anos de idade. Sinopse: O Livro trás uma visão libertadora desmistificando a única e inevitável realidade, que é a morte. De uma forma poética livre a cada poema o leitor vai se alforriando aos poucos do prisma do abismo da tristeza à luz de uma leveza do sub consciente até o ápice de uma vida sempre existente desde o micro ao macro cosmos. Obs. Em homenagem ao compositor Austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, (1756-1791).
Oh Senhor,
Minha alma se abre como flor ao sol,
E as lágrimas que descem são rios que buscam Teu abraço.
Cada gota carrega meu medo, minha dor, minha esperança.
Em silêncio, Te chamo;
Em cada suspiro, Te entrego meu coração.
Mesmo quando a noite parece infinita,
Teu amor ilumina meu ser,
Como farol que guia na tempestade.
Recebe, Senhor, minha total vulnerabilidade,
Transforma minha fraqueza em força,
Minha dor em luz,
Meu pranto em hinos de gratidão.
Pois em Ti encontro meu refúgio eterno,
Minha paz que excede todo entendimento,
Meu Deus, meu tudo, meu princípio e meu fim.
As lágrimas tocam, mas a fé move;
Há momentos em que nossas lágrimas falam mais alto do que mil palavras. Deus não despreza o coração quebrantado, Ele recolhe cada lágrima (Sl 56:8). Mas existe um lugar ainda mais profundo: o lugar da fé.
A lágrima mostra a dor, mas a fé mostra a confiança. A lágrima expressa fragilidade, mas a fé declara vitória antes de ela se manifestar.
As lágrimas tocam o coração de Deus, mas a fé move a mão d’Ele.
A mulher do fluxo de sangue não precisou chorar diante de Jesus, ela precisou crer. E ao tocar na orla do manto, pela fé, ela recebeu cura (Mc 5:34).
Lázaro estava morto, Marta chorava, Maria chorava… mas foi a fé na palavra de Jesus que trouxe vida novamente (Jo 11:40-44).
Não despreze as lágrimas; elas têm valor diante de Deus. Mas não pare nelas. Ele te chama a dar um passo além: crer mesmo quando os olhos marejados não veem saída.
Porque lágrimas tocam o coração de Deus, mas é a fé que move a mão d’Ele.
“Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6).
As lágrimas são expressões da alma, mas a fé é a linguagem do espírito.
As lágrimas mostram a dor, mas a fé mostra a confiança.
O choro revela fragilidade, mas a fé revela rendição.
A lágrima pede consolo, mas a fé move montanhas (Mt 17:20).
Jesus disse a Tomé:
“Bem-aventurados os que não viram e creram” (Jo 20:29).
Ou seja, lágrimas podem nascer do que vemos e sentimos, mas a fé nasce do que não vemos e mesmo assim acreditamos.
É necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe e que é galardoador dos que O buscam." (Hebreus 11:6)
"Deus não se move por manipulação emocional. Lágrimas não O convencem, mas a fé O agrada. É pela fé, e não pela emoção, que tocamos o coração do Pai."
"Ora, sem fé é impossível agradar a Deus..." (Hebreus 11:6)
Lágrimas podem expressar dor, mas a fé revela rendição.
Lágrimas podem tocar o coração humano, mas a fé abre portas nos céus.
"Não tente negociar com Deus com lágrimas. Lágrimas não O convencem, mas sim a fé.”
“Hoje, Senhor, não apenas choro, mas creio! A minha fé declara: o impossível vai acontecer, porque o Senhor reina sobre todas as coisas.”
No secreto não há plateia, há entrega. Não há holofotes, há lágrimas. Não há fama, há presença.
E é justamente desse lugar escondido que nascem os maiores milagres e ministérios.
Aqui é tudo passageiro…
as dores, as glórias, os aplausos, os palcos e até as lágrimas.
Nada disso permanecerá.
Mas há algo que meu coração clama:
que Jesus lembre-se de mim.
Deus honra quem se move antes de ver,
quem planta lágrimas e colhe alegria.
Então plante, Cave. Permaneça.
O Deus que vê no secreto é fiel para fazer brotar no tempo certo. miriamleal
Os que semeiam em lágrimas colherão com alegria.
É orar chorando. É servir chorando. É permanecer fiel chorando.
E o mesmo Deus que permitiu a semeadura… também preparou a colheita. miriamleal
Existe uma tristeza que nem as lágrimas conseguem alcançar.
Ela não grita.
Não quebra nada.
Não pede ajuda.
Apenas se senta em silêncio ao seu lado e passa a morar ali, como se sempre tivesse pertencido àquele lugar.
- Tiago Scheimann
Os Sete Mares
Num mar de lágrimas, estive a nadar contra a maré.
Neguei o ciclo que havia se encerrado, até que meu barco fosse levado para longe,
para uma ilha onde fui obrigado a me bastar.
Vejo destroços de embarcações e alguns náufragos, agarrados às tábuas, tentando sobreviver nesse nefasto oceano.
Aquela água não é própria para consumo, mas eles bebem, acreditando que é tudo o que lhes resta.
Vejo-os ir e voltar, repetindo o mesmo trajeto.
E eu, em minha ilha, espero.
Minha jangada ainda está sendo construída.
Até que chegue o dia em que partirei,
não para fugir do oceano, mas para conquistá-lo.
Conhecerei os sete mares e não serei mais refém de suas águas.
Lágrimas caem devagar,
como chuva em noite fria,
levando tudo o que eu queria
e aquilo que não pude falar.
Cada lágrima guarda um segredo,
uma dor que ninguém consegue ver,
um coração cheio de medo
de amar e outra vez sofrer.
Chorei por quem não ficou,
por palavras que nunca ouvi,
por todo amor que eu entreguei
e que nunca recebi.
Mas minhas lágrimas também ensinaram
que até a tristeza pode passar.
E, depois de tanto chorar,
meu coração aprendeu a se levantar.
Hoje, quando uma lágrima cai,
eu já não penso que é o fim.
Talvez seja só a minha alma
dizendo: “cuida mais de mim”. caem devagar,
como chuva em noite fria,
levando tudo o que eu queria
e aquilo que não pude falar.
Cada lágrima guarda um segredo,
uma dor que ninguém consegue ver,
um coração cheio de medo
de amar e outra vez sofrer.
Chorei por quem não ficou,
por palavras que nunca ouvi,
por todo amor que eu entreguei
e que nunca recebi.
Mas minhas lágrimas também ensinaram
que até a tristeza pode passar.
E, depois de tanto chorar,
meu coração aprendeu a se levantar.
Hoje, quando uma lágrima cai,
eu já não penso que é o fim.
Talvez seja só a minha alma
dizendo: “cuida mais de mim”.
Ah! Tristes olhos
Por que chora em silêncio a dor que ninguém ver?
Por que deposita tuas lágrimas no oculto do teu vazio?
Por que corre?
Por que foge?
Por que se esconde?
Por que se disfaça?
Quando escuridão cobrir teus olhos e não enxergar mais nada, porque não volta seus olhos ao criador?
Cinco coisas que a morte não terá de mim:
Minha presença,
Meus pêsames,
Minhas lágrimas,
Meu luto,
Meu adeus.
Afinal, a morte é pura ilusão.
