Poesia sobre Cidade
Na pequena cidade, o galo não canta,
os jardins escavados, o povo acorda tarde,
nas soleiras das portas, toda mulher solteira
tem um buquê de rosas.
CABEDELO - PB.
Cabedelo é uma cidade
que tem forte, porto e trem
o pôr do sol, uma raridade
das lindas praias que tem
quem já veio tem saudade
se não veio tem vontade
de vir um dia também.
Cidade do pequi, do cerrado, do pôr sol de 50 tons...
Terra dos sons sertanejo, artesanato, do biscoito de queijo.
Agui no Goiás - Goiânia!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
cerrado goiano
ALVORADA
Alvorece
as gaivotas acordam a cidade
os sinos cantam ao desafio
com os sonhos interrompidos
a maré lambisca a margem
os raios de sol diluem a bruma
e os meus lábios fogosos
engomam as rugas do teu corpo
com a mesma devoção
com que a natureza regenera.
Velhas Pedras da Cidade - Évora -
Velhas pedras da cidade
que outrora já foi Moura
"Ruas-Frades" por piedade
que o passado não perdoa.
Velhas pedras da cidade
que o silêncio não calou
passe a vida ou a idade
pois o tempo as consagrou.
Velhas pedras da cidade
são cansaços do destino
são poemas sem vaidade
de poetas sem caminho.
Velhas pedras da cidade
- cinza fria que não sente -
não se esqueçam da saudade
no olhar de toda a tente.
No Berço da Cidade -
Cinco letras tem o nome
da cidade onde nasci
é palavra que não dorme
nesse berço onde cresci.
Ó Évora cantada,
pelas águas da fonte,
és Évora, doirada,
erguida num monte.
Oito ruas tem a Praça
oito bicas tem a fonte
e à quina do Arcada
está a igreja de fronte.
Entre portas e janelas,
oito entradas na igreja,
cinco grades moram nelas
Santo Antão as proteja.
Também há oito solidões
p'ra quem vive de saudade
é a dor dos corações
neste Berço da Cidade.
Gangrenas -
Ó empedernida solidão, estática, parada
num jardim desta cidade, sobre o busto que levanta
uma espera imortal! Fitando a luz do nada
ergue-se do chão, Florbela Espanca!
Minha vida é cor da sua! E ninguém me peça
pausa ou silêncio! Que a vida que me deram,
cor dos olhos dos mortos que morreram
é fria, porque os mortos arrefecem depressa ...
Só não arrefece a minha eterna e profunda solidão
cor da mágoa das Gangrenas do Senhor,
meu espelho ou ilusão de Ser nas necroses do coração
num sentir que está parado neste imenso mar de dor!
No Jardim Público de Évora frente ao busto da Poetisa.
Dentro do ônibus eu escuto do barulho da rua nessa cidade
Dentro de mim o pensamento faz barulho da tua saudade
Ta difícil escrever
O ônibus não para de balançar
Da janela eu posso ver...
A noite que passa devagar
E se escrevo é por não saber...
Tudo o que eu queria te falar
Na rua o som dos carros...
Melodia inquietante
Na poltrona de trás, o cheiro de cigarro...
E a cobradora que me olha a todo instante
Luzes de natal
As luzes enfeitam com beleza toda cidade
A gruta agora é um presépio iluminado
A orquestra do amor afina seus acordes
Há notas musicais ao som da linda harpa
As lágrimas derramadas na esperança
Apascentam a doce alegria cumprida
Momentos mais que perfeitos entre danças
Promessa de que o nosso salvador nasceria
É natal, as estrelas contemplam a eternidade
As árvores brilhantes resplandecem os rostos
Num instante aparece aos homens a caridade
Levantando os que estavam demais apagados
Na criança feliz está a ilusão de cada dia
No desejo de servir ao aflito o amor sorrir
Acenda a luz das boas novas em sua vida
E deixe um pouco mais do seu amor provir
Andando, vagando pela cidade.
sozinho, solto, jogado pelo frio da noite.
desesperado, desprezado, pobre criança, homem, mulher.
mas um dia tudo acaba, a pobreza não é infinita, mas Deus é.
Porto velho
Encontramos beleza na charmosa cidade de Porto Velho,
Criada em 1907 na Floresta Amazônica por desbravadores.
Hoje é conhecida como a capital do estado de Rondônia,
Município criado em 1914 quando pertencia a Mato Grosso!
A sua cultura é característica da bela região Amazônica,
Suas festas são tradicionais no mundo como o Boi- bumbá,
As Pastorinhas e as lindas quadrilhas de festas juninas.
O Parque Nacional de Pacaás Novos é sua reserva ambiental!
Quando mudamos de casa, cidade, pais ou emprego é porque o nosso tempo nesses lugares terminou. Aprendemos tudo o que tínhamos que aprender, ensinamos tudo que tínhamos para ensinar, conhecemos todas as pessoas que tínhamos que conhecer, ajudamos a todos que precisavam de ajuda e recebemos ajuda de quem precisávamos, quem sabe, prejudicamos a todos que quisemos prejudicar. O tempo não para.
Precisamos acreditar que vamos encontrar outro emprego e, quem sabe, até mudar de profissão. Vamos conhecer outras pessoas, ensinar e aprender, ajudar e ser ajudado, e coisas boas vão acontecer. Embora, muitas vezes não acreditemos nisso, Deus está no comando da nossa vida e, só ele, sabe o que é verdadeiramente bom para a nossa vida e aprendizado
Virtual - Preciso de dinheiro, namorado novo, pessoas novas, cidade nova, tudo novo.
Uma vida nova, onde clico?
Coisas da vida
Capítulo 2:
Clarissa vive mudando de cidade. Amanda e Natália vivem em Aurora desde que nasceram. Clarissa não. E agora ela vai se mudar novamente. Sua mãe teve de arranjar um outro emprego numa cidade vizinha. Ainda bem que é numa cidade vizinha. Então elas vão poder se ver de vez em quando, apesar da distância. Estarão separadas, mas apenas fisicamente.
Algumas semanas depois, Clarissa liga para Amanda avisando que já se mudou de cidade, assim de repente.
- Oi, Amanda. A gente já ta aqui em Ituporanga. Já estão colocando os móveis no lugar. Bom, a mãe ficou medo que desse outra enchente aí. Então a gente já ta aqui. De qualquer modo, a gente teria que vir mesmo né.
Amanda ficou louca com a novidade. Não acreditava nisso. Mas tentou compreender.
- O.k. , entendo. Não queria que fosse assim. Mas querer não é poder, né.
- É. Bom, eu não avisei a Naty ainda. Pode fazer isso pra mim? Tô cheia de coisas pra fazer aqui e tenho que desligar. Assim que der ligo de novo.
- O.k., aviso sim.
-O.k., beijos, tchau.
- Tchau, beijos.
Elas desligaram o telefone. Amanda ligou imediatamente para Natália.
- Oi, Naty. Péssimas notícias.
- Urg. Que foi dessa vez?
- A Clara mudou de cidade. Me ligou agora dizendo que as mudanças já estão todas em Ituporanga. Pediu pra eu te ligar, porque ela tá sem tempo.
- Cara, eu não acredito.
- Nem eu.
- Tá, mas como isso?
- Bom, ela disse que a mãe dela tava com medo que desse mais uma enchente aqui né, como da outra vez, e aí ela já mudou de cidade. Achei um pouco precipitada essa decisão, mas ela já iria embora mesmo se não fosse por isso né.
- É mesmo. Bom, pelo menos ela vai continuar estudando aqui esse ano, não vai?
Se você quiser construir a cidade das estrelas, uma nova sociedade, você precisa ser guiado pela intuição.
(Raul Seixas)
Por que já não enxergamos as estrelas à noite? Dizem que é a luz da cidade que ofusca o céu, refletindo no ar e escondendo o que está além. Mas e se isso for mais do que um acaso? E se, de forma sutil, algo quisesse conter em nós o anseio de olhar para o infinito e sonhar com o que existe além da Terra?
Como está escrito: 'A sabedoria clama em voz alta nas ruas, ergue a voz nas praças públicas' (Provérbios 1:20). Talvez o céu oculto nos lembre que a verdadeira luz e o verdadeiro chamado não estão apenas acima de nós, mas também dentro de nós, esperando ser ouvidos mesmo em meio ao ruído das cidades
Talvez as luzes da cidade não escondam apenas as estrelas, mas também o nosso desejo de olhar além. E se essa névoa luminosa fosse um espelho do mundo tentando nos distrair do infinito?
Mas a sabedoria nos lembra: 'O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.' (Provérbios 16:9).
Mesmo quando o céu parece apagado, há um chamado maior brilhando dentro de nós.
Talvez o céu encoberto pelas luzes da cidade não seja um fim, mas um lembrete: mesmo quando não vemos as estrelas, elas continuam lá. Assim também é o propósito — às vezes escondido, mas nunca ausente.
Como diz a Palavra: 'A esperança adiada faz o coração ficar doente, mas o desejo realizado é árvore de vida.' (Provérbios 13:12).
Há um tempo para enxergar, e há um tempo para apenas crer. O propósito permanece, mesmo quando o brilho parece ter sumido.
A Teia Invisível
Em uma pequena cidade cercada por montanhas, vivia Ana, uma jovem que sempre prezou pela independência. Desde cedo, aprendeu a confiar apenas em si mesma, acreditando que depender de alguém seria sinal de fraqueza. Construía sua rotina com disciplina, evitava pedir ajuda e mantinha as pessoas à distância, como se pudesse controlar tudo ao seu redor.
Certo inverno, uma tempestade inesperada atingiu a cidade. As estradas ficaram bloqueadas, a energia caiu e o frio apertou com força. Ana, sozinha em sua casa no topo da colina, percebeu que sua reserva de alimentos estava quase no fim. Tentou sair para buscar suprimentos, mas uma queda a deixou com a perna machucada, impossibilitada de andar.
Imobilizada, Ana sentiu pela primeira vez o peso da solidão e da vulnerabilidade. O orgulho que a acompanhava parecia pequeno diante da necessidade urgente de ajuda. Foi então que ouviu batidas na porta. Era João, seu vizinho, que havia notado a tempestade e decidiu verificar se todos estavam bem.
Sem hesitar, João entrou, cuidou da ferida de Ana, trouxe comida e companhia. Nos dias que se seguiram, ele ajudou a limpar a neve, a consertar o aquecedor e a reacender a esperança na jovem que tanto temia depender dos outros.
Ana entendeu que a força verdadeira não está em ser invulnerável, mas em reconhecer que, às vezes, a vida nos entrelaça em uma teia invisível de apoio e confiança. Depender de alguém não diminui a nossa coragem; pelo contrário, revela a coragem de aceitar que juntos somos mais fortes.
E assim, entre montanhas e tempestades, Ana aprendeu que a verdadeira independência nasce do equilíbrio entre o cuidar de si e o permitir-se ser cuidado.
TRANQUILIDADE
A vida na roça é assim
É paz longe da cidade
O dia desperta cedo
Se colhe a felicidade
Famílias reunidas
Onde vivem de verdade.
No terreiro começa a festa
De galinhas e o galo
Gado berrando no curral
No estábulo o cavalo
Borboletas nas roseiras
Uma lagarta dorme num talo.
Do fogão sobe a fumaça
O café está coando
No campo é bem assim
Se sentam conversando
Entre um dedo de prosa
O tempo vai passando.
Entre os encantos da natureza
Longe da modernidade
Sentindo o cheiro da brisa
Se respira tranquilidade
Da minha vida na roça
De tudo sinto saudade.
Irá Rodrigues.
Santo Estevão -BA
