Poesia eu sou Asim sim Serei
Você é a obra de arte mais linda que Van Gogh não pintou, cada pincelada é uma camada profunda de sentimentos que se entrelaçam, uma tela viva de sensações intensas.
Ele não te pintou, mas eu eternizei teu retrato e tua alma em poesias e canções.
Nem sempre alegre, nem sempre triste, nem sempre real, mas sempre verdadeiro, como um pintor que deu lugar às palavras que ganharam cor.
Enterrei-te vivo, nas profundezas do meu ser,
Amordacei-te dentro de mim, amarrado sem direito a fuga,
Mas posso ouvir o barulho devastador do desespero,
Se contorcendo e revirando tudo na busca de escapar e renascer.
Teu lar em mim é na câmara fria do meu coração,
Na escuridão da minha alma, onde encontras morada,
Meu silêncio em relação a ti é absoluto,
Talvez, um dia, possas emergir, mas será apenas um oi até nunca mais.
Pois o que um dia foi amor, hoje é uma sombra silenciosa,
Um eco distante do que fomos um dia,
Uma presença que se desvaneceu no tempo,
E agora paira como uma memória vazia e melancólica.
Desejos
(Marcel Sena)
De repente acontece: sentimento em chamas o corpo transcende
De repente enlouquece: Imagens visualidades de momentos improváveis
Vontade descabida esvaindo pelas veias, vontade absurdas novas ou obsoletas
Futuro imaginário eloquente, apropriado.
Avivado a realidade o destrona.
Viver é um pesadelo, marcado por inúmeros defeitos
Meu coração é um rio seco, alimentado por álcool, trabalho e desprezo
Mas sonho com a pureza, amar a melhor maneira
Desmontar o bordel na minha alma e lhe entregar como uma criança inocente.
Palavras bem ditas, uma mente perfeita, maça do Éden um forte desejo.
Ca do paraíso por ti eu me perco, não culpe a serpente, um ser inocente
Desejo louco e efervescente toma-me por inteiro e da razão eu me perco
A noite olhando as estrela, preso a esse desejo.
Quero tomar-te em meu ser e satisfazer esse desejo.
As pessoas e as estrelas
Há zilhões de faces e jeitos e cores
Assim como há zilhões de estrelas
No céu distante, calmo e arroxeado.
(porque eu enxergo diferente de você)
Qual será a mais bela?
Então, cada uma das zilhões de faces podem apontar
Uma estrela diferente.
Há estrelas para todos
Mas aquela que lhe é especial
Parece enfeitar a todo o céu
Como se sem aquele pontinho
Nenhum brilho enfim existisse
E o espetáculo não se cumprisse
Eternamente.
Você pode se confundir
Se iludir
Cair e se machucar, porém...
Um dia descobrirá a sua estrela
Que lhe fará sentir-se especial
Porque sabe o seu sabor
Cheiro e expressão
E lhe dá a cor da vida...
E ela nem é notada por todos.
Ela é somente a sua estrela.
As estrelas estão sempre lá...
É só olhar
Mas elas não brilham quando você quer
Elas brilham quando tem de brilhar.
E então, será como um abraço terno e silencioso
Que sempre te fez falta
Mas você nem sequer sabia...
Ah, sei lá, a vida é assim...
Ás vezes você pensa
que perdeu,
mas na verdade, ganhou...
O tempo que passou
e que você não lutou
Só te faz lutar mais
determinado agora, mais firme
E nunca é um tempo perdido.
Nunca é tempo perdido.
Sempre, sempre se proteger...
O boxe é assim...
A vida é assim?
Ah, a vida é assim...
Do alto da escada, ela o fitava, firme.
Ele, no entanto, mantinha os olhos baixos,
perdido entre palavras que não vinham.
Foi ela quem rompeu o silêncio,
com voz embargada pelo choro,
mas certa do que precisava falar:
— A verdade.
Eu a encontrei nesta noite.
Ela veio até mim…
E falou comigo.
luz lunar
força da noite e da madrugada
em um açoite com o dia
fostes o suor do meio dia
a poesia da pessoa amada.
pingos gélidos de dor
sucumbe a pena em vapor de esperança
da fonte pecaminosa do horror
renasce o amor e jamais se desmancha
pois o cemitério
da ilusão
é o mistério
da noite em oração
fechando os olhos
molhados de lágrimas
batendo o coração
parando com minha alma
em uma noite de horror
perdi meu grande amor
subjuguei meu coração
em doses sondadas
com lágrimas caladas.
retidão e justiça
razão e luz
iluminação da vida
no contestar reluz
na faceira vontade de ser verídica.
Entre os embates revolucionais
nas disputas pelo amor-perfeito
o argumento ideal de forças virginais
perfaz a idiossincrasia do direito.
Passou à época de dá flores, ninguém sente mais o cheiro das rosas, os enamorados não são como antes - românticos, não se presenteiam mais com rosas, as senhoras dormem em silêncio com o caixão com cheiro de flores.
- Quero outro cheiro, cheiro de flor e de rosas, cheiro de amor.
Quanta honra ouvir Manuel Bandeira
Ensina pela nostalgia
Propõe-se com singeleza
Os jovens não escutam Manuel Bandeira
Não sei se já sabia
Ele escreve como ser na vida
E inspirou-nos a revermos o dia
Assim foi Manuel Bandeira.
dentre as mãos - quisto vivente,
nos encalços dos meus passos,
é o amor que ninguém mais sente,
o soluço de um sorriso calado.
é a dor dos torturados
da opressão e do horror
feito escravo que engole sua dor
sobrevivente de um amor açoitado.
vi do horizonte brotar uma rosa
feito arrebol na mansidão da aurora
nas tempestades de onde brotou o sol.
Silêncio, silenciosamente
a vida se cala profundamente
no entreter das horas
no último canto das aves candoras
na desilusão do anoitecer
a vida, simplesmente a vida
um dia irá amanhecer.
Adeus, adeus
vou deixando os meus
sem dor e cicatriz.
Sorrir, sorrir
o bom da vida é não desistir
das pessoas que me fizeram feliz.
se restar ainda uma verdade
será apenas a saudade.
na solidão das desoras,
das dores envoltas de maldades,
vai escurecendo a noite tenebrosa,
e chuvas cálidas,
de lágrimas e saudades.
As lágrimas da escuridão
vagando na vasta imensidão
da solidão.
nada se ouve e se ver
sozinho a se perder
nos intervalos do viver.
o acaso solta rojões
de infindáveis ilusões
que só merece orações.
as águas que correm do monte se acalantam lentamente entre as pedras e se jogam oferecidas ao infinito.
ainda há sangue nas feridas que causou logo pela manhã o destino, quando cantava o novo dia o assobio de um passarinho.
haverá chuva e sol, assobios e caminho, um dia encontraremos nosso ninho...
o tempo é tão inútil quanto seu penar
e vou ter com esse tempo te esquecer
e com você em minha vida morrer
como se eu nunca tive que te amar
para sempre, não posso te chamar de amor
foi alguém em minha vida que tudo alegrou
a minha vida, minha vida de horror
almas sozinhas vagam e se espraiam
nos vazios das saudades desesperadas.
O sol se agoniza ao se pôr em seu próprio ventre com raios luminosos se envermelhando.
as flores despetaladas no caixão acenando para o fim em lágrimas contidas quando a garganta estava chorando.
o sangue que corre todo ser é algo perplexo que invade o peito quando nada dá jeito e o medo assola volta e meia assobiando.
o girassol se curva à noite na fidelidade espúria da natureza, com a certeza do nascer do sol.
as cálidas noites pareciam ensolaradas em quentes desoras no ápice sonoro do meu êxtase.
tudo era eterno e o sol no céu se perdia no lacrimejar de uma madrugada ensolarada.
só exista eu e apenas um eu na união envergonhada de nossos corpos.
o pensamento tem cheiro de alguma coisa com gosto de nada, porém, existe.
ensolarado os restos de nossas vidas, a vagar na escuridão do dia, esperando por alguma coisa que brilhe.
