Poesia eu sou Asim sim Serei

Cerca de 239639 frases e pensamentos: Poesia eu sou Asim sim Serei

Ó Mama África!
Tu que vistes teus filhos serem arrancados dos teus seios.
Sentiu o estalo do chicote que ardia feito fogo,
No tronco eram castigados, sem mesmo serem culpados,
Só queriam liberdade para todos.

Ó Mama África!
Teus filhos ainda sofrem o mesmo castigo,
São marginalizados, desvalorizados, oprimidos...
Mas tu ensinastes teus filhos a ter resistência,
São guerreiros natos,
E jamais esquecem sua essência,

Ó Mama África!
Teus filhos vêm reconstruindo a história,
Lutando por liberdade.
Tem um preto em cada canto do mundo, Transformando a sociedade

Inserida por luane_farias

Noutr'época redimido, amedrontado e fútil,
Instalei em minha angústias alheias das quais não precisava.
Vive, senti, morri e renasci, e ainda era inútil,
Rodas em Marte, anéis em Saturno e nada amava.

Inserida por Lafontinne

ULTRAVIOLETA
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Mantenha seus lábios selados como um segredo,
Atento aos desejos que sobrevenham...
Mantenha-os longe!
Sobretudo do mar que abarcar desdenhos.

Inserida por zack

FELIZ ANO NOVO
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Rolhas pelo ar, tudo está para recomeçar...
Um brinde ao arrependimento
E Dois últimos a este sentimento.
Três passos solitários...
Deus perdoe meus pecados.
Estraguei tudo mais uma vez,
Sei que me odiarei até morrer
Mas agora não me abandone,
Pois Preciso de você!
Eu lhe prometo que será a última vez.

Inserida por zack

Sensações \sǝ̃o̧ɔɐsuǝS
_
Flutuando sobre os ecos de minha mente
Pude perceber,
O quão vasto era os sentimentos
que tinha por você.
Ressonância de corpos e sentimentos abstratos,
memórias tão fragmentadas
Consoante aos passos que tínhamos dado.
_
Fez-se Verão insólito e índole,
Proeminência de afetos desleixados
E alimento de obsessão mística opressora
_
Era recessão de memórias passadas,
Interferidas pela casualidade.
O destino que transcendia nossas almas,
Foi tão incerto quanto a ressonância
que tínhamos pelo certo.

(2018-2019)

Inserida por zack

44 MINUTOS APÓS A MEIA NOITE
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44 minutos após a meia-noite
Os demônios fica à espreita
As palavras são reprimidas
E a tristeza de outrora desbota
_
44 minutos após a meia-noite
Maldição subjuga os
sentimentos
Solidão ganha linhas e contornos
E um grande nó permeia minha alma
_
44 minutos após a meia-noite
Já não sou humano ou demônio
O maligno esmorece o coração
O abismo entoa uma ode à derrota
Magenta tinge o véu negro
Torno-me noiva do abismo
E refém dos sentimentos.

Inserida por zack

dos olhos derrama
o que afoga por dentro
alma branda em sofrimento
agoniza e clama

consomes da vida
o amargo de sentir
toda dor em existir
dos males embutida

expurga o que te afogas
traz a par paz concisa
soluça

não deixes de sentir
solta e não prendas
chora

Inserida por glauciose

Para cada porta fechada há sempre muita história não contada.
Pessoas que nem sempre te apetecem precisam estar do lado de dentro.
As vezes são te impostas e levam se por ruídos e atropelos,
E quando sabemos que há luz e cores dentro de nós passamos a receber os dias sem nostalgias.
Dentro desta porta carregamos sempre espaço para o que é verdadeiro neste mundo,
E aqueles que fecham são incapazes de enxergar que as vezes é do avesso onde esta nossa maior coragem se seguir mais um dia feliz.
E ai qual seu plano para hoje?

Inserida por geraldo_neto

A flor do bigode

Uma flor brotou no bigode daquele homem.

Nasceu uma e depois a outra.
Elas ficavam lá o tempo todo.

Ele era tão engraçado
que aquelas flores traziam
beleza ao seu rosto
e uma fragância matinal ao seu nariz!

Ele se perguntava: porque estas flores nasceram aqui?

Então eu pensei: deve ser porque você é diferente!
É uma pessoa privilegiada!
Nem todos os bigodes tem flores!

Inserida por niviarodrigues

O coração deve ser nossa bússola,
Precisamos saber ouvi-lo e sem pressa,
Pois ele sempre sabe aquilo que nos fará bem.

Inserida por geraldo_neto

ESCREVER DÓI

Escrever dói.
Não são as mãos.
É que a alma escapa
Pelas pontas dos dedos
E desembarca no papel
Através da caneta.
Sinto que é como
Se me tirassem um pedaço.

Inserida por poetamarcosfernandes

Minha maior vingança
é que tudo o que
me irrita no outro,
aperfeiçôo em mim.
Se você me rasga, vou dar
curativos a outros
e a você, só o fim.
Tudo o que eu queria
que fosse diferente,
revoluciono em como sou.
Mando embora o que machuca,
mas machuco de volta somente
virando cada vez mais o oposto
do que me sufocou.
E sufoco nem sempre
é sobre gente que aperta:
às vezes é sobre gente
que não soube segurar.
É seguindo em frente
que a lição foi dada,
é melhorando para quem chegar.

Inserida por poeticos

De vez em quando há vozes e risos,
De vez em quando há silêncios momentâneos
E em certos dias há silêncios profundos,
O subjetivo que caracterizam você nada mais é do que a foça daqueles que te atribuíram.
Há pessoas que esperam acertos e esquecem dos próprios erros. Vou levando a minha vida assim no caos destes sentimentos, deixando do lado de dentro das portas fechadas o meu próprio avesso.

Inserida por geraldo_neto

Decisão

Decidir sabiamente é ter responsabilidade
É não se dar ao luxo de exercer a imaturidade
É ter que analisar cada ação e reação
Sem deixar que na balança pese mais a emoção

Decidir corretamente é lançar mão do julgamento
E não se dominar pela vontade num momento
É entender que a colheita é fruto do que plantamos
E depois não amargar com os tormentos que enfrentamos

Escolher um caminho um ficar ou um partir
Exige sempre muita crítica e muita calma
Pra saber a hora certa em que se deve decidir

Decisão nem sempre é fácil, mas necessária para agir
Decisão é respeitar que decidir é renunciar
E quem decide sabe quão difícil é ter que decidir

Inserida por Luizgsp

AS FLORES DO MAL


De João Batista do Lago


Vago-me como “Coisa” plena
pelo labirindo que me cidadeia
meus passos são versos inacabados
há sempre uma pedra no meio do caminho:
tropeços disruptivos que me quedam
na dupla face das estradas
espelhos imbricados na
memória experencial dos meus tempos


Vago-me como “Mercadoria” plena
atuando no teatro citadino a
comédia trágica dos atos que não findam
um “Severino” ou um “Werther” autoassassinos
transeuntes de suas identidades
perdidas pelas ruas das cidades
onde me junto e me moro nos
antros cosmológicos de experiências e memórias


Vago-me como o “Amor” sempre punido
tonto e perdido no meio da sociedade
donde me alimento do escarro possível
onde “sujeitos” sem experiência e sem memória
negociam os amores vendidos na
fauna de “humanos” prostitutos
segredados nos prostíbulos das igrejas:
lavouras de todas as flores do mal

Inserida por joao_batista_do_lago

NECROFILIA


De João Batista do Lago


E esta carne que se me apodrece
a alma, o espírito e os ossos,
que fará de mim?


‒ Me danará pó
na consciência de todos
os condenados de miserável sorte!?


‒ Terei então dado a resposta do que sou:
antropoema nascido da vagina do universo,
sacrário que me guardará no ventre
do meu eterno retorno do mesmo;


Serei, então, o épico do humano
na minha própria comsmogenia
enterrado no sarcófago
da minh’alma errante e vagabunda.

Inserida por joao_batista_do_lago

INFANTICÍDIO


De João Batista do Lago


Minha barriga está cheia!
Preciso urgentemente defecar
as tradições que degluti
e que me foram impostas
pelas tradições de todos poderes…


Estou empanzinado!
Necessito cagar velhos poemas
não posso deixá-los crescer:
se os parir como alimentos
serei algoz; cometerei infanticídio

Inserida por joao_batista_do_lago

QUERENDO PELA VIDA TE QUERER

De João Batista do Lago


No meu coração
Há um mundo de paixão
Guardado só pra você
Querendo pela vida te querer
Viajar contigo as emoções
Entre versos e canções

No meu coração
Há um campo vasto de ternuras
Sensato, sublime e puro
Capaz de suportar todas as dores
E assim alcançar teu porto seguro
Contigo viver instantes de amores

No meu coração
Há um jardim de flores
Pronto para o aconchego
Ao raiar de cada dia
Fazer do meu coração
Tua eterna moradia

Inserida por joao_batista_do_lago

Autorretrato

No retrato que me traço
Às vezes tô no avesso
Pontilho branco e preto
Às vezes me pinto de mar
De amar amarelo

Um girassol na multidão
Em formato de castelo
Do meu mundo faço sol
Mesmo em dia cinzento

Quem nasceu para ser luz
Não importa a cor do tempo
Mesmo sem perceber
Leva o sol sempre por dentro

E no fim eu sempre sei
A força que tenho nos passos
Não importa o caminho
A esperança está comigo
Poema de autoria #Andrea_Domingues ©

Todos os direitos autorais reservados 13/12/2019 às 08:40 horas

Manter créditos para autoria original #Andrea_Domingues

Inserida por AndreaDomingues

Resumindo

Poesias, inspiradas, quantas
Quantas da alma pra cantar
Grandes as paixões, tantas...
Nossas vidas, grande alçar
Várias estórias, as santas
Ou não - vale é o poetar.
Fados, pequenos contos
Todos tão pouco pra contar
O tempo, reticências e pontos
Ah, estes são para superar
Quando se olha bem no fundo
Segundo, e tem brilho no olhar

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
13 de dezembro de 2019, 11’05”
Cerrrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol