Poesia eu sou Asim sim Serei
De vez em quando há vozes e risos,
De vez em quando há silêncios momentâneos
E em certos dias há silêncios profundos,
O subjetivo que caracterizam você nada mais é do que a foça daqueles que te atribuíram.
Há pessoas que esperam acertos e esquecem dos próprios erros. Vou levando a minha vida assim no caos destes sentimentos, deixando do lado de dentro das portas fechadas o meu próprio avesso.
Decisão
Decidir sabiamente é ter responsabilidade
É não se dar ao luxo de exercer a imaturidade
É ter que analisar cada ação e reação
Sem deixar que na balança pese mais a emoção
Decidir corretamente é lançar mão do julgamento
E não se dominar pela vontade num momento
É entender que a colheita é fruto do que plantamos
E depois não amargar com os tormentos que enfrentamos
Escolher um caminho um ficar ou um partir
Exige sempre muita crítica e muita calma
Pra saber a hora certa em que se deve decidir
Decisão nem sempre é fácil, mas necessária para agir
Decisão é respeitar que decidir é renunciar
E quem decide sabe quão difícil é ter que decidir
Não fique triste, vamos!
levante a cabeça e sorria,
poderá fazer muitos planos
sempre haverá um outro dia
Seja apenas uma gaivota,
voando acima dos mares,
asas sincopando nova rota,
distante de todos os males
AS FLORES DO MAL
De João Batista do Lago
Vago-me como “Coisa” plena
pelo labirindo que me cidadeia
meus passos são versos inacabados
há sempre uma pedra no meio do caminho:
tropeços disruptivos que me quedam
na dupla face das estradas
espelhos imbricados na
memória experencial dos meus tempos
Vago-me como “Mercadoria” plena
atuando no teatro citadino a
comédia trágica dos atos que não findam
um “Severino” ou um “Werther” autoassassinos
transeuntes de suas identidades
perdidas pelas ruas das cidades
onde me junto e me moro nos
antros cosmológicos de experiências e memórias
Vago-me como o “Amor” sempre punido
tonto e perdido no meio da sociedade
donde me alimento do escarro possível
onde “sujeitos” sem experiência e sem memória
negociam os amores vendidos na
fauna de “humanos” prostitutos
segredados nos prostíbulos das igrejas:
lavouras de todas as flores do mal
NECROFILIA
De João Batista do Lago
E esta carne que se me apodrece
a alma, o espírito e os ossos,
que fará de mim?
‒ Me danará pó
na consciência de todos
os condenados de miserável sorte!?
‒ Terei então dado a resposta do que sou:
antropoema nascido da vagina do universo,
sacrário que me guardará no ventre
do meu eterno retorno do mesmo;
Serei, então, o épico do humano
na minha própria comsmogenia
enterrado no sarcófago
da minh’alma errante e vagabunda.
INFANTICÍDIO
De João Batista do Lago
Minha barriga está cheia!
Preciso urgentemente defecar
as tradições que degluti
e que me foram impostas
pelas tradições de todos poderes…
Estou empanzinado!
Necessito cagar velhos poemas
não posso deixá-los crescer:
se os parir como alimentos
serei algoz; cometerei infanticídio
QUERENDO PELA VIDA TE QUERER
De João Batista do Lago
No meu coração
Há um mundo de paixão
Guardado só pra você
Querendo pela vida te querer
Viajar contigo as emoções
Entre versos e canções
No meu coração
Há um campo vasto de ternuras
Sensato, sublime e puro
Capaz de suportar todas as dores
E assim alcançar teu porto seguro
Contigo viver instantes de amores
No meu coração
Há um jardim de flores
Pronto para o aconchego
Ao raiar de cada dia
Fazer do meu coração
Tua eterna moradia
Autorretrato
No retrato que me traço
Às vezes tô no avesso
Pontilho branco e preto
Às vezes me pinto de mar
De amar amarelo
Um girassol na multidão
Em formato de castelo
Do meu mundo faço sol
Mesmo em dia cinzento
Quem nasceu para ser luz
Não importa a cor do tempo
Mesmo sem perceber
Leva o sol sempre por dentro
E no fim eu sempre sei
A força que tenho nos passos
Não importa o caminho
A esperança está comigo
Poema de autoria #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 13/12/2019 às 08:40 horas
Manter créditos para autoria original #Andrea_Domingues
Resumindo
Poesias, inspiradas, quantas
Quantas da alma pra cantar
Grandes as paixões, tantas...
Nossas vidas, grande alçar
Várias estórias, as santas
Ou não - vale é o poetar.
Fados, pequenos contos
Todos tão pouco pra contar
O tempo, reticências e pontos
Ah, estes são para superar
Quando se olha bem no fundo
Segundo, e tem brilho no olhar
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
13 de dezembro de 2019, 11’05”
Cerrrado goiano
sexta-feira 13:
ter o coração do lado certo, amor para dar, coragem para fazer acontecer.
Hoje é dia de agradecer ainda mais a sorte de fazer parte do lado bom do mundo, agradecer a sorte de me rodear de pessoas que, como eu, acreditam que é de vontades e não de intenções que se move o mundo.
No mundo tereis aflições,
Nos alerta a palavra de Deus.
Mas a Bíblia também nos diz
Que o Senhor tem cuidado dos seus!
Então pra que tanta preocupação?
Descansa Nele o seu coração!
O Senhor do universo tudo vê,
E Ele fará o melhor para você.
Se deixar Deus conduzir a sua vida,
Mesmo que pareça não haver saída,
Poderá ver um milagre acontecer!
Creia nEle e deixe que Ele cuide de você!
MELANCOLIA
Não há nada mais catastrófico que um poeta de alma partida, é catástrofe em cada estrofe de maneira decidida.
A alma do poeta é onde contém sua arte,
E a divisão dela pode ocasionar diversos dilemas morais, em diversos dilemas poéticos, em dilemas ecléticos.
Dividir a alma de um poeta é quase uma contravenção, um crime sem punição, sim, quase, pois se tal não fosse partida, jamais existiria no mundo mais doce poesia de amor.
O poema de amor nasce da dor de um poeta magoado, de um poeta machucado, de um poeta alcoólatra e melancólico e viciado, de um poeta que cheira a desespero.
A melancolia que devia ser sua amiga,
Desaparece deixando apenas a garrafa de vinho barato na mesa, dando espaço para o remorso, arrependimento e a tristeza profunda, amarga e fria.
Doce café frio
Acordei, infelizmente
Vou me arrumar, expediente me aguarda
Já orei, e pedi proteção a meu anjo da guarda
Logo cedo, sinto que todos me encaram
Trabalho... e mais um dia eu foquei no sorriso de todos
Esqueci do meu, como sempre
Pois eu nunca me priorizo
Sou insuficiente o bastante para isso
E eu deixo você considerar isso mais um clichê
Um adolescente querendo escrever por 'aê'
Até porque, todos nós somos clichês
Você sabe disso
A noite chega
Tomo mais um gole de café
Já frio
Porém, ainda doce
Eu convivo com pessoas que vivem me elogiando
Como se eu fosse incrível
Falam que me querem, e para sempre
Mas como sempre, me trocam por um rostinho bonito
Mentira
Coisa que como todos, odeio
Mas cismam em mentir
E minha vida acaba como uma velha roupa colorida, pois
O ciclo está para retornar
Leio mensagens de quem diz me amar
Mesmo desconfiado
Acabo sendo recíproco, ele retornou, o ciclo.
- Oliveira RRC
HELENA, HELENA, HELENA!
É profundo...
É imenso, é inteiro,
Intenso e Verdadeiro.
Este amor quase perfeito,
É teu... Somente teu,
De fato, é de direito.
É sereno, sincero,
Este poema de emoção plena,
Que dedico a ti...
Helena, Helena, Helena.
Sol que ilumina meu viver,
Luz do meu querer, calor do meu calor,
Helena, Helena, Helena,
Meu doce e puro amor.
Gutemberg Landi
12.01.1988
Na curva do horizonte
o infinito deságua
e caímos nos braços da ilusão
vestida de nuvens e imensidão.
Na reta da tarde
a noite se aproxima
incendeia o céu
e se veste de paixão e dor.
No silêncio da aurora
a alma descansa e sonha
com mares mais azuis
com o sorriso da eternidade.
Para que sofrer a desdita
tudo passa ou passará
na reta ou torta linha escrita
que só a você caberá
O que lhe foi destinado
nem assim será certeza
siga outro caminho traçado
e nele lute com destreza
há um tempo provo da vulnerabilidade,
carne crua,
contato real.
despercebo.
não tenho lidado muito bem.
humano látex,
vulgar em demasia.
de mim, carrego um vendaval
que um dia suscitei.
ainda que inconcebível,
sem muito redemoinho.
digo, do interno
há que se provar desse sabor de ventos.
de ventos...
não menos poeira em vendaval.
digo, em movimento.
do mundo, o mito do mundo.
das barreiras ilimitadas.
das fronteiras em primazia.
do amor primário,
do bom dia interrompido.
do abraço não incorporado.
da frieza e quentura.
da pele,
a secura do que se é.
do que se tem sem escolher,
ou,
de que se tem, mas tem escolha?
do olhar, a perdura.
o movimento em descompasso,
da pupila dilatada
corroendo a lágrima do choro manso,
que deveria transbordar.
há muito, tenho provado
o quão não se deve provar.
de ciranda,
das quais um dia dancei
aprendi que em círculos não se ultrapassa
o que vem à frente.
mas o que vem à frente?
da incógnita,
a dúvida.
se não sinônimos,
antônimos.
teses ou antíteses.
sínteses.
da incógnita a incógnita.
a incongruência da matéria.
desmaterializada.
DICÍPULO
Não anelo o alvorecer do cerrado, belo
Quero a inspiração do horizonte divino
Talhando verso, ferino, donzelo e singelo
Que outro, não eu! O faz tão cristalino
Invejo o magarefe, na lida de seu cutelo
Com ele, harmoniza a carne em traço fino
Benino, na retidão e um esmero paralelo
Que reputa, tal o ouvido ao som do violino
Mais que bardo, um eminente extraordinário
Enfeita, desenha, ressona num campanário
A poesia, em alto relevo, em divinal destaque
Por isso, escolto, imito-o, com meu pincel
Meus rabiscos, sobre o branco dum papel
Cingindo honraria, ao maior - Olavo Bilac!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/12/2019 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Os céus demonstram a sua glória, Deus,
A natureza nos lembra o seu amor.
Criou um mundo tão lindo,
E fez tudo pensando em nós, meu Senhor!
Seu amor é tão grande, é infinito!
Sua bondade é perfeita, é sem igual!
Tu és Deus majestoso, pai tão amoroso,
És meu rei, meu amigo, meu descanso celestial!
Tudo o que quero, Senhor!
É ter a minha vida inundada com o Seu amor.
E por Sua bondade, faças chover sobre mim,
Chuvas de bençãos que não terão fim!
