Poesia eu sou Asim sim Serei
MELANCOLIA
Não há nada mais catastrófico que um poeta de alma partida, é catástrofe em cada estrofe de maneira decidida.
A alma do poeta é onde contém sua arte,
E a divisão dela pode ocasionar diversos dilemas morais, em diversos dilemas poéticos, em dilemas ecléticos.
Dividir a alma de um poeta é quase uma contravenção, um crime sem punição, sim, quase, pois se tal não fosse partida, jamais existiria no mundo mais doce poesia de amor.
O poema de amor nasce da dor de um poeta magoado, de um poeta machucado, de um poeta alcoólatra e melancólico e viciado, de um poeta que cheira a desespero.
A melancolia que devia ser sua amiga,
Desaparece deixando apenas a garrafa de vinho barato na mesa, dando espaço para o remorso, arrependimento e a tristeza profunda, amarga e fria.
Doce café frio
Acordei, infelizmente
Vou me arrumar, expediente me aguarda
Já orei, e pedi proteção a meu anjo da guarda
Logo cedo, sinto que todos me encaram
Trabalho... e mais um dia eu foquei no sorriso de todos
Esqueci do meu, como sempre
Pois eu nunca me priorizo
Sou insuficiente o bastante para isso
E eu deixo você considerar isso mais um clichê
Um adolescente querendo escrever por 'aê'
Até porque, todos nós somos clichês
Você sabe disso
A noite chega
Tomo mais um gole de café
Já frio
Porém, ainda doce
Eu convivo com pessoas que vivem me elogiando
Como se eu fosse incrível
Falam que me querem, e para sempre
Mas como sempre, me trocam por um rostinho bonito
Mentira
Coisa que como todos, odeio
Mas cismam em mentir
E minha vida acaba como uma velha roupa colorida, pois
O ciclo está para retornar
Leio mensagens de quem diz me amar
Mesmo desconfiado
Acabo sendo recíproco, ele retornou, o ciclo.
- Oliveira RRC
HELENA, HELENA, HELENA!
É profundo...
É imenso, é inteiro,
Intenso e Verdadeiro.
Este amor quase perfeito,
É teu... Somente teu,
De fato, é de direito.
É sereno, sincero,
Este poema de emoção plena,
Que dedico a ti...
Helena, Helena, Helena.
Sol que ilumina meu viver,
Luz do meu querer, calor do meu calor,
Helena, Helena, Helena,
Meu doce e puro amor.
Gutemberg Landi
12.01.1988
Na curva do horizonte
o infinito deságua
e caímos nos braços da ilusão
vestida de nuvens e imensidão.
Na reta da tarde
a noite se aproxima
incendeia o céu
e se veste de paixão e dor.
No silêncio da aurora
a alma descansa e sonha
com mares mais azuis
com o sorriso da eternidade.
Para que sofrer a desdita
tudo passa ou passará
na reta ou torta linha escrita
que só a você caberá
O que lhe foi destinado
nem assim será certeza
siga outro caminho traçado
e nele lute com destreza
há um tempo provo da vulnerabilidade,
carne crua,
contato real.
despercebo.
não tenho lidado muito bem.
humano látex,
vulgar em demasia.
de mim, carrego um vendaval
que um dia suscitei.
ainda que inconcebível,
sem muito redemoinho.
digo, do interno
há que se provar desse sabor de ventos.
de ventos...
não menos poeira em vendaval.
digo, em movimento.
do mundo, o mito do mundo.
das barreiras ilimitadas.
das fronteiras em primazia.
do amor primário,
do bom dia interrompido.
do abraço não incorporado.
da frieza e quentura.
da pele,
a secura do que se é.
do que se tem sem escolher,
ou,
de que se tem, mas tem escolha?
do olhar, a perdura.
o movimento em descompasso,
da pupila dilatada
corroendo a lágrima do choro manso,
que deveria transbordar.
há muito, tenho provado
o quão não se deve provar.
de ciranda,
das quais um dia dancei
aprendi que em círculos não se ultrapassa
o que vem à frente.
mas o que vem à frente?
da incógnita,
a dúvida.
se não sinônimos,
antônimos.
teses ou antíteses.
sínteses.
da incógnita a incógnita.
a incongruência da matéria.
desmaterializada.
DICÍPULO
Não anelo o alvorecer do cerrado, belo
Quero a inspiração do horizonte divino
Talhando verso, ferino, donzelo e singelo
Que outro, não eu! O faz tão cristalino
Invejo o magarefe, na lida de seu cutelo
Com ele, harmoniza a carne em traço fino
Benino, na retidão e um esmero paralelo
Que reputa, tal o ouvido ao som do violino
Mais que bardo, um eminente extraordinário
Enfeita, desenha, ressona num campanário
A poesia, em alto relevo, em divinal destaque
Por isso, escolto, imito-o, com meu pincel
Meus rabiscos, sobre o branco dum papel
Cingindo honraria, ao maior - Olavo Bilac!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
17/12/2019 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Os céus demonstram a sua glória, Deus,
A natureza nos lembra o seu amor.
Criou um mundo tão lindo,
E fez tudo pensando em nós, meu Senhor!
Seu amor é tão grande, é infinito!
Sua bondade é perfeita, é sem igual!
Tu és Deus majestoso, pai tão amoroso,
És meu rei, meu amigo, meu descanso celestial!
Tudo o que quero, Senhor!
É ter a minha vida inundada com o Seu amor.
E por Sua bondade, faças chover sobre mim,
Chuvas de bençãos que não terão fim!
Acredito nos recomeços e nos fins, acredito nas tempestades e nas bonanças, na chuva que lava e no sol que esquenta.
Acredito no que quando for pra ser será e também que se deu errado é porque era pra ser assim.
Acredito na verdade, mesmo que doa, na coragem de viver e lutar pelo que me faz feliz. Acredito em heróis disfarçados de pessoas comuns e em demônios de anjos. Acredito na ignorância de algumas pessoas pois isso faz bem ao ego delas mas também acredito na força de quem é do bem. E vocês em que acreditam?
O Natal não pode existir apenas no calendário que segue o tempo.
Não!
O Natal tem que existir dentro de nós, essa data é um presente ao nosso espírito. Basta reconhecer isso e será Natal todos os dias em nosso coração.
Feliz Natal!
Então tu és criador.
Se és,
Não-cries-dor,
No que se auto-cativa…
Na mente ativa,
Se fazem milagres,
Que curam até “peca-dores”…
Sempre sabemos onde esta o erro,
Onde esta o problema,
E qual a solução,
Mas faz parte sentir o drama.
Enredo…
De roteiros , bipolares...
E medos confiantes,
É a força da maré
Que habita,
Que grita,
Nos faz ser gigantes.
Colina , montanhas e curvas!
Geografia do teu corpo…
Fazem mapas que percorrem
Brevemente…. minha mente…
Antes mesmo do esboço.
O Natal bate à porta!
Abra-a, deixe que entre a alegria nestemágico momento, como se o mundo fosse perfeito e apenas cores lindas o enfeitasse sem nenhuma sombra ou mazelas. Que a paz fosse plena entre todos os povos em geral e a cada pessoa em particular dentro de seu próprio mundo.
Natal!
Data especial da fé cristã comemorando o nascimento de Jesus, porém deveria ser lembradotodos os dias em nosso interior. A verdade é que muitas pessoas lembram-se apenas do consumismo, comes e bebes até emdesperdício. Nos quatro cantos do planeta hámilhõesmal tem o que comer. Quando esta data é comemoradaapenas baseada nos bens materiaisseu verdadeiro sentido é esquecido e então o Natal torna-se triste.
Como ficar completamente feliz se ao nosso lado, sabemos que pode haver uma criança que sofre maus tratos, idosos doentes e abandonados, moradores de rua que se entregaramà bebida e depressão caindo pelas calçadas, famílias destruídas por drogas, guerras e a fome também sucumbindo pessoas? Nada é perfeito, nunca será enquanto em cada ser humano não houver a verdadeira união entre todos e o amor fraternal imperando.
Mesmo assim meus votos são de um Feliz Natal a todos eque este traga a conscientização a quem precise mudar um pouco o modo de ser, olhando de maneiramais cristã o seu semelhante.
Há muito tempo já não me habitava
quando resolvi me mudar.
Pensei em ir além mar,
mas era tanta água,
que nem mil braços me nadariam até lá.
Resolvi me ilhar,
bracei alguns dias e cheguei aonde já estava,
mas não queria comigo morar,
sempre fui difícil de viveres.
Resolvi me dividir enquanto eu dormia,
me acordava para sonhar.
Encandecente
Segue a Vida, protegendo.
O corpo que protege o cérebro.
Que desenvolve, o ser pensante,
Nas convecções com a Vida.
Não conduzimos.
E a gravidade. Puxa para religação.
E, o ser individual, tenta entender.
Entender, estendo a consciência. Do-que?
Estado de ser Presente.
Esquecimento. Lembrança. Mudança.
Formando novas conexões. Continuum,
O Sol nunca para.
Idas e retorno, a mesma massa, circula.
Pensante. Sentida, pelas águas da Vida.
Na procura do atman.
Para se refletir em espelho.
Mas com um conteúdo de consciência possível.
Sensibilizada pelas cordas do Instrumento;
Que transporta a Vida, de um ponto, para outro.
Para a proteção da Vida.
De tamanha grandeza, inexiste forma.
Sendo o vazio. Que impulsiona a busca.
Mais quente. Mais leve. mais forte.
De maneira que.
A água da vida circula, formando o espirito.
Até a próxima etapa da Vida.
Sendo o tempo.
Apenas a medição de um ponto ao outro.
E o Sol. Sempre estará lá.
Marcos FereS
A vida pode ser um sonho ou um pesadelo.
E, como todo sonho ou pesadelo,
não é você quem escolhe
a hora de acordar ou de dormir.
