Poesia eu sou Asim sim Serei
Diga não para o racismo
Lute contra o preconceito
Abomine sexismo
Tenha sempre mais respeito
Deixe a discriminação
Bote amor no coração
E o mundo terá jeito
O SISTEMA SOLAR
Em primeiro vem Mercúrio,
Depois tem Vênus e Terra,
Marte e Júpiter, depois,
Vê se aprende e não erra.
Saturno e seus anéis,
Eu declamo com cordéis,
E ainda não se encerra.
Então vem planeta Urano,
E Netuno, mais distante,
Esse sistema solar
É de um tamanho gigante.
Ficou fora o Plutão,
Porque é planeta anão,
Mas é muito apaixonante.
AFORA
Passaste como a flor do ipê fugaz
que se desprende na sua aurora
do desvelo só tiveste àquela hora
em que do afeto o emotivo traz
Ter-te e perder-te! sensação voraz
que inunda o peito, e a dor piora
sem ver-te, o poetar por ti chora
em tristes versos, saudade tenaz
Demorou essa presença em mim
minha alma ainda adora, e flora
emoção num sentimento marfim
Neste querer, o querer é outrora
se sonhei contigo, calou o clarim
dessa estória, o amor vai afora!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Setembro de 2020, 02 – Triângulo Mineiro
Se seu filho dá trabalho,
É criança bem arteira,
Dê-lhe muita atenção,
Junte-se à brincadeira.
Tudo ele memoriza,
E se você o prioriza,
Ele o ama a vida inteira.
No tempo de antigamente,
Imperava o machismo.
Mulher nem podia votar,
Então houve ativismo.
Mesmo com toda bravura,
Elas não perdem doçura,
Na luta do feminismo.
PERMISSÃO
Aos olhos que enxergam e não vêem...
Aos que falam e não sentem...
Aos que escuram e não ouvem...
Aos que têm e não são...
Tudo tem um porquê,
Porquês tem significados.
Mudar faz compreender.
Tempos difíceis passam,
Oportunidades se apresentam no tempo,
O tempo segue alheio as incompreensões.
A demora é razão sem pressa...
Não há uma gota de orvalho,
Ou uma folha caída ao chão
Sem a suprema permissão.
Tudo volta, sem prazo, sempre volta.
Começar a aprender é deixar de questionar.
Deus permite o cair e permite o levantar,
Permite o fim para que possamos recomeçar.
Oh céu,
Quão belas são tuas cores
Já te vi com tantas delas
Mas nunca os teus bastidores
Sois belo no amanhecer
E não menos ao entardecer
Mas amo as suas estrelas
E a lua ao anoitecer
Nos envolves e protege
Como queria te compensar
Pena que não eleges
Quem de ti irá cuidar
RUPTURA
Mergulhou na sombra púrpura...
Ao ter um pensamento desastrado;
Que fez brotar a ruptura;
Nos limites de um ego alimentado.
Aquelas memórias eram vazias...
Protegidas pela afinada ilusão;
As mãos levemente ficaram frias;
Ao tocar na incógnita emoção.
Encontra-se distante do olhar...
Abstrato olhar cultuando a cegueira;
Rompeu com o medo de deixar;
Deixando livre pela vida inteira.
Guimarães Júnior
11/12/2018
NO ALTO DA SERRA
Já é de manhã...
O sol apontou no alto serra.
Levo no bolso o meu talismã
Pra trazer sorte a esta terra.
Sou filho moço do sertão...
Que trova a beleza desse lugar.
Cantando com emoção
O sonho de ver a vida mudar.
No alto da serra eu sonhei...
Pela estrada eu cantei
Pra musa do meu coração
Carregando o meu violão.
Uma dose rasa de alma feliz...
Nunca cheguei a pensar,
Que um dia você me quis
Pra na vida eu te levar.
Deixo pegadas pela estrada...
Montado no velho Corredor
O animal bravo sai na galopada,
Levando eu e o meu amor.
Guimarães Júnior
29/10/2016
O IMAGINÁRIO
A realidade fragmentada
Mostrou sua razão...
Ao surgir uma nova estrada
Nas linhas da minha mão.
O futuro está por perto;
De tão longe ele voltou;
Algo novo foi descoberto;
Que o tempo transformou.
Não há nada perfeito...
Nem o amor, nem o verão;
Mas pra tudo tem um jeito
Quando existe emoção.
O imaginário pode ser real;
Até aquela dor no peito...
Desaparece por igual
Quando no mar eu me deito.
O amor não foi censurado;
Pelas letras da avenida;
Ele está bem representado;
Pelo que fazemos da vida.
Guimarães Júnior
02/09/2017
Estrondo
Caro leitor, que ouve sua própria voz
Ressoando na cabeça,
Te explico
Implicitamente abaixo:
O início do processo criativo
Não chegou ao meu conhecimento
Seu local talvez seja privativo
Nem passou por meu pensamento;
Me debruço sobre o nada
Como se fosse num parapeito
De cabeça eu mergulho
Mas o que sai, está feito;
Disso não me orgulho
O mérito não é meu
Terminado o barulho
O crédito é todo seu.
OLHAR ALÉM
Ferida constante;
Amargo instante;
Num sopro distante;
Que morre adiante;
O amor viveu...
Também enfureceu;
Mas amadureceu;
Depois esqueceu;
Do que prometeu;
Até que morreu...
Olhar além;
Procurando alguém;
Sentindo-se refém;
Do tempo aquém;
Esperou o bem...
Sorrateiro sentimento;
Arrastando o vento;
Semeando o momento;
Mesmo desatento;
No esquecimento...
Guimarães Júnior
15/02/2018
CARTA DE AMOR
Escreva uma carta de amor
Me diga tudo o que sente
Preciso do seu carinho
Acho que estou carente
Escreva uma carta para mim
Me faz esse favor
Dizendo o quanto me ama
Falando do seu amor
Escreva uma poesia
Dizendo que sem mim não existe
Use as palavras mais bonitas
Com cuidado para não ficar triste
Escreva uma carta meu bem
Como se falasse baixinho
Me diga coisas suaves
Me fale devagarzinho
Diga que com saudades estava
Que longe de mim não suporta
Mesmo que por um dia
Que só meu amor lhe importa
Escreva uma carta singela
Como as muitas que eu já escrevi
Fale que gosta de mim
Como eu gosto de ti
Escreva uma carta bonita
Com toda sua emoção
Dessas que ficam para sempre
Gravadas no coração
Cigano Romani Em 22/06/17
Doce Pecado
Roubei uma flor para você
Daquela floricultura
Quase não sinto remorso
Da minha doce loucura
Importante é que eu fiz
O seu sorriso brilhar
Perdoa esse meu pecado
Foi só para te agradar
Aquela rosa que eu te dei
Tão charmosa e delicada
Ficou ainda mais bela
Sendo por você beijada
Meu rosto se iluminou
Vendo as duas lado a lado
A rosa que eu te dei
Enfeitando seu penteado
Cigano Romani Em 08 /05 / 17
FB Romanipoesias
A noite com você é sublime
Nem tenho como descrever
A mulher que compartilha minha cama
Toda noite satisfaz meu prazer
Cigano Romani Em 10 /06 /17
Direitos autorais reservados®
Aguarde, sua hora vai chegar!
Pra você que já sofreu
Que se dispôs a chorar
Que acha que o dia ruim
Nunca mais vai passar
Tenha fé e aguarde
Sua hora vai chegar!
Nunca perca a esperança
Tenha fé, nunca duvide
Não tenha medo, acredite
Não perca o seu sonho de criança
Sei que as vezes a gente cansa
Não suporta mais lutar
Mas só te peço, AGUARDE
Sua hora vai chegar...
E quando sua hora chegar
E então você vencer
Bênçãos sobre te vão derramar
Você voltará a crescer
Voltará a brilhar, a sorrir e agradecer
Sua hora vai chegar, acredite você vai ver.
Não desanimem amigos
O sorriso é de graça
Dias ruins são como fome
Come, que ela passa
Não precisa mais chorar
Basta ter fé e aguardar
Pois sua hora vai chegar.
A ALMA DOS POETAS
Então você quer ver
a verdadeira alma dos poetas?
Ah!
Eles carregam em seus peitos flamejantes
o encanto primaz, fiel à sabedoria
ainda que dentro de realidade instigante
a loucura reine, impregnada em desarmonia,
no coração, trazem amor maior que um gigante
e jamais na alegria ou na fatalidade se distanciam
de um canto puro, angelical e emocionante.
Teus olhos são minha paz
que traz-me a te olhar
seu sorriso é meu encanto
que hipnotiza-me a te observar
Seu abraço é conforto e
jamais quero lhe soltar
sua voz é serena canção do amar
sorrisos vem de mim bobalhado
apaixonado, felicidade vem de nós quando estou ao seu lado
Vamos engolindo aos poucos
cada dose desse vinho.
Tinto, fino e caro
Bobeira a nossa achar
que o valor e a fineza
fara de algo um melhor.
Até mesmo nas flores
existem espinhos, quem dirá
de nós ou do vinho.
Vestir-se bem não diz quem és
não mostra sua face
apenas esconde
quem és de verdade.
Um vinho caro, não diz
riqueza, mas sim que se pode
na esquina achar uma
garrafa e encher como queira
e na falta de cultura
se deliciar acreditando
ser verdadeira.
TEMOR
Sofro... vejo o vão e o desespero envasando
Os pensamentos inventivos, agora são atoa
Abandona-me a fé, pouca, fé que me atraiçoa
Chora o peito e, o olhar, em lágrima sangrando
Me perdoa!
Que fazer pra ser os de sorte? Os de boa!
Se a ambição na lama, neste poetar nefando
Fala em glória, com aspereza de ser brando
Quando na verdade a sofreguidão amontoa
O tempo expirando!
Choro... sofro... sobre a desdita e a oração
Padeço no silêncio engasgado na garganta
Amarga a ilusão que na inspiração agiganta
Haja emoção!
O que se fazer neste infortúnio, sem enredo?
Sacripanta! A piedade não se fará de infanta
Deixe este poetar poetando, e levanta!
Que medo!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
31 de maio, 2019
São Paulo, SP
Olavobilaquiando
