Poesia eu sou Asim sim Serei
Vida me mate aos poucos, mas não me deixe
Me apague aos poucos, mas não se deixe
Se valorize e não se queixe
Dance! Não fique encostada na parede
Sorria! Mesmo que tudo escureça
Tirar o brilho também evita dor de cabeça
Aprendizado também se conquista nos momentos de fraqueza
Seja feliz, enlouqueça!
" Onde estão os ventos que acariciavam meu rosto?
onde está o horizonte que tanto procurei?
onde está o amor da minha vida?
talvez eu não soube segura-los quando passavam
deixei-os ir sem tentar ao menos convencê-los a ficar
agora eu sei que sorrir é preciso
que levantar a cabeça é vital
agora eu sei, preciso viver
correr pelos campos imaginários de minha alma
hoje é tempo, ainda tenho muito, mesmo em meio às perdas
sobreviverei
Acho que é hora de recomeçar...
MORDA
N'água, nada...
Nade e se afogue
se afogue grogue, com gole
tome tudo, não seja mole
tome o mundo, tome seu porre.
Corra, corre...
Se esconde e se sacode
Morde, morda, não morde,
bate a cabeça como bode
logo depois, faça como pode.
Morda, todos os dentes da gangorra
todo peso, toda arroba boba
sem moda sem estilo sem roupa
morda a popa escorra a loca
feixe a porta d'essa masmorra.
Antonio Montes
BEIJO TEMPORAL
Seus beijos são ardentes
assim, como aguardente quente...
Evoluem como chuvas de temporal
formando corredeiras, cachoeira...
ventos assoviando no varal.
Correntes de água correntes
brisa de aconchego,
sob laranjeiras do quintal
... Arrastão de sentimentos
inebriando paixão...
Deixando o coração contente.
Antonio Montes
´´Curta o agora divirta-se...
Pois amanhã pode chegar tua hora de partir, ir embora...
E quem sabe não está neste instante jogando tua chance de ser feliz, fora.``
´´Solidão
No início é torturador
Depois, satisfatório
Onde o sol ilumina vivo em guerra
Onde a penumbra
Assombra, choro!``
´´Não aceito ser substituído
Nem mesmo ser substituto
Foi escrito nosso destino
Cada volta que o mundo deu
Foi pra quê ficássemos mais juntos.``
Momentos de uma noite agitada, ou não... Onde musicas mal cantadas se tornam risadas e o papo cabeça nada mais é que uma brisa, aí é que vem a diversão..
No chão de terra, na noite, no calor do fogo, cada olhar uma tradução, e eu só consigo enxergar o céu, estrelado, com a lua e nossa imensidão...
Nem sempre nossa mente está no mesmo lugar que o corpo, ainda bem... viajo tanto sem sair de onde estou, e nem me dou conta de quando quero voltar.. aliás, eu não quero voltar, onde o céu estiver acompanhado da lua, será o meu lugar.
O simples sempre será mais, taí a explicação do porquê muita coisa hoje tanto faz.
imaginar a solidão deste sol, pôr-se
sem a contemplação dos teus olhos.
Imagina a aflição do mar, nos meus...
O coração é como o amor
de olhos abertos ou fechados
ele vai...
sem saber se é certo, se é errado
ou se um dia, chorará a dor...
Sopra vento cósmico
na vereda entre os hemisférios
do meu cérebro...
Ressoa nas câmaras do meu coração
e palpita e ecoa içando velas
nos canais fluídicos de minhas artérias;
nau a velejar pelos rios de minhas veias...
Preenche minhas mãos e os dedos
dando forma às palavras
que se tornam poesia com asas;
são pássaros eloquentes saindo do livro
para voarem juntos com os pensamentos
dos que ousam ler poemas.
MENINO INVISÍVEL
E aqui vemos o menino invisível
Em sua amável casa invisível,
Com um queijo invisível,
Alimenta um ratinho invisível.
Oh, que imagem linda de se ver!
Desenhe para mim uma imagem invisível?
Crônica: quando te olhei me apaixonei.
Autoria: Vítor Mathiolly.
Quando te olhei me apaixonei
Pelo teu olhar
Pelo teu sorriso
Com teu jeito especial me encantei
Você é tudo que um dia eu sonhei
Vou pegar em suas mãos
Vou te abraçar
E seguir por essa estrada do amor
Para o tempo
Para o mundo
Eu só quero amar você
Minha princesa sua beleza
Faz pulsar meu coração
Porque eu te amo
Sim,!eu te quero!!
Pela magia desse amor
Baby eu te amo.
Lá Estava Ele
Lá estava ele a ser sentido:
Sua história é que era sofrido,
Mas, se quisesse, seria divertido!
Que teria sacrifícios, mas,
Se quisesse, não teria suplícios!
Que teria escolhas:
_ Se mal, teria dores!
_ Se bem, teria amores!
O Amor estava lá...
Só a espera de ser sentido!
Autor: Vauvei Vivian
Do livro: Acordes Para Sonhar
Conheci certa vez numa conversa informal
Uma pessoa que estava, bem longe de ser natural
Podia ser profissão ou o cargo que ocupava
Arrogância no falar, e no trono sentada pensava.
Mas as noites ao surgirem,
Revelava sentimento profundo,
Onde a tal superioridade,
Só existia em seu pequeno mundo.
Pode até, refazer seu externo,
Vestida com roupas de linho.
Só aquilo que eles enxergavam,
Era um ser vazio e sozinho.
Essa satisfação momentânea,
Alterou sua vida num instante.
Transformou sua família, seus filhos,
Em singelos seres arrogantes.
E o sonho de um castelo construído,
Vai caindo por terra e por mar.
As pessoas que um dia seguiram-na,
Devem agora te rejeitar.
Como as ondas aumentam no raso,
Raso mundo te deu ilusão,
A altura que pensastes ter,
É um abismo do seu coração.
O poeta precisa chorar, para os outros rirem.
Ele precisa perder o sono para que outros possam sonhar.
Poeta produz o tesouro para enriquecer a outros.
O poeta vive e morrer para gerar suas poesias, e sabe que muitas vezes do seu nome ninguém vai lembrar, mas tem a certeza gravada no coração, que os frutos de suas poesias nunca serão esquecidos.
Ser poeta, é ser planta no deserto.
Tem que aprender a produzir flores, vida e esperança em suas palavras, mesmo que ao redor só existam horrores e sequidão de sentimentos.
O poeta retira suas palavras das entranhas de sua alma, assim como as plantas com suas raízes cravadas nas profundezas da terra encontra a água.
MOTORISTA FOQUE
Certos motoristas, se acha...
Anda e esculacha por ai.
De noite, não dá luz baixa,
de dia, ultrapassa na faixa...
Não esta ai, para atenção
e quando o pior acontece
então, reclama da situação.
Motorista...
A sua luz alta , me encandeia,
é uma peia para minha visão
... Se sabe dirigir, dirija...
Dirija para mim,
que eu, dirigirei para ti
e assim, vamos todos dirigir.
por ai.
Motorista, foque enfoque
Não se esqueça do bodoque
e que... Um dia é da sorte
o outro, poderá ser da morte.
Antonio Montes
