Poesia eu sou Asim sim Serei

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[Invasão]
⁠Sou uma eterna apaixonada da natureza e, no quintal passei a cultivar tomates. Especies: longa vida; rasteiro; tomatinhos cereja e tomate "gaúcho" (uma espécie aqui do RS).
Tirei duas colheitas e estava perto da terceira ...
Na última semana, uma família de insetos (Percervejos) invadiu meu novo plantio, escalou livremente os caules dos tomateiros, atacou e causou uma verdadeira destruição das folhas e dos frutos ainda verdes..
Os tomates não apenas nos alimentam, mas também fazem parte da cadeia alimentar de insetos, pragas e coisinhas similares.
É um círculo inevitável!

Inserida por jofariash

Janela dos Sonhos "Poema

Não sou nada.

Mas tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Da Janela dos meus sonhos...

Tenho milhões de sonhos...

Que ninguém sabe qual é.

Apenas um mistério guardados em meus sonhos.

Nos meus sonhos apenas uma rua...

Uma Campa gelada.

Um anjo adormecido que dorme na campa fria.

Uma rua deserta com pouquíssima gente por perto...

É uma rua inacessível a todos os pensamentos reais.

Com o mistério das coisas por baixo das pedras frias e dos seres adormecidos...

Como a morte que,deixa umidade nas paredes.

Paredes geladas, uma campa fria onde dorme os seres sem vida. ..

Mesmo os que,sem cabelos brancos são conduzidos a seus destinos.

Vageiam -se pela estrada do nada.

Estou hoje lúcida, como se estivesse passado pela escuridão...

E acordando ao romper do dia...

E chegando ao final de uma rua sem saída.

E como se não tivesse mais irmandade...

Senão uma despedida, tornando-se esta casa deste lado da rua...

A fileira de carros e uma partida gelada...

Que conduz ao destino final.

E uma sacudida nos meus nervos que, me conduz ao meus sonho.

Estou hoje perplexa, como quem pensou e achou e esqueceu...

Estou hoje dividida entre a realidade que devo seguir...

À campa fria do outro lado da rua, como coisa real por fora...

E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada...

Apenas um sonho...

A aprendizagem talvez.

Desci dela pela janela dos sonhos...

Voltei à realidade e percebi que os mortos vivem através de um sonho...

De um mundo paralelo ao meu mundo.

Um mundo onde não podemos ter sonhos...

Mas podemos sentir através da campa fria.

Onde um dia terei meu sonho...

Um sonho só meu...

Que dividirei comigo mesma.

Como um anjo adormecido eu acordarei.

Inserida por Marylucy

"Assim sou feliz"

Tenho um instinto só meu.

Gosto de viver assim, sem limites, fazendo a vida se moldar em mim.

Brinco com o tempo, contrariando sua exatidão.

Nada pode ser sério demais.

Ao mesmo tempo levo tudo ao pé da letra.

Sigo os ponteiros do meu coração.

Sou de um jeito exagerada, sou o espanto por não ter na fala a pausa precisa.

Sou borboleta arisca, que arrisca, à espera da flor mais bela.

Sou a cada minuto, a sugestão de um momento.

Sou sentimento, apego, carinho, a falta.

Sou criança, adulta, mulher guerreira.

Mais sou frágil como um passarinho.

Sou a caneta que, escreve no papel as lágrimas contidas.

Sou feliz a minha maneira.

Amo a vida por que a vida é bela.

Se caio me levanto, equilibro-me em gestos desconexos numa pranche de ilusões.

Enfrento as ondas gigantes da incerteza em autenticas vagas de emoções.

Agarro a onda que se agiganta.

Repito os gestos a queda apanho a próxima onda numa teimosia constante.

Por quanto tempo eu viver, seguirei achando que ainda não amei o suficiente.

Sou só eu mesma a todo instante.

Inserida por Marylucy

Sempre estive a sua procura.
Então você chegou.
Resta saber se sou a pessoa certa na sua hora errada ou você a pessoa errada na minha hora certa.

Inserida por romatos

Sem você.
Sou só saudade.
Que os dias insistem em apertar no peito e me fazem viver apenas de doces lembranças.

Inserida por romatos

Como romântica que sou...
Apesar de não acreditar no "pra sempre",continuo acreditando no amor.
E que seja eterno enquanto dure.

Inserida por romatos

⁠COM VOCÊ

Com você sou criativa
Tenho asas, não tenho limites.

Com você não tenho medo, nem pudores
Tenho planos, ouso sonhar.

Com você faço e aconteço
Corro riscos, quebro regras, me reinvento.

Com você voltei a sorrir
Passei a valorizar os minutos do dia.

Com você preciso ir além
Quero sempre mais e nenhum porém.

Com você voltei a acreditar na felicidade
E a agradecer pelo milagre do amor!

Inserida por deborahpaledzki

Não que seja poeta.

Não sou!

Nem escritor, artista

ou compositor, mas

De repente me vejo triste

E a tristura quero que esvaia

pelos meus dedos aflitos



Quero que após a escrita

o vazio que fica,não dure

Repentino se farte

De uma alegria perene

rara, desconhecida...



E um arremedo se faça

De um poeta que passa

Que derrama na tinta

no papel e na graça

Um pouco da alma

Que do artista já indo

Vai sorrindo...

E não sendo!

Inserida por RitaCeli

No meio desta multidão, sou apenas um estrangeiro
Que busca compreensão, para seguir em meu caminho.

Inserida por RuanCarlos22_

Madrugada.

Solidão e solitude.
Sou amante, praticante
da solitude.
Principalmente nas madrugadas.
Madrugadas libertam o pensar.
Por vezes o pensar dói, ao contrário
do imaginar.

Inserida por ricardo_mellen

NOVOS TEMPOS

Vivemos Democracia,
Respeitem minha opinião!
Sou contra ignorância
Greve e Revolução.

A hora de protestar
É sempre na eleição,
Fazendo a nossa parte
Não votando em ladrão.

Pátria amada querida
Ecoa em nossa memória,
Quem clama por ditadura
Nunca estudou a História.

Mas como diz o poeta:
O tempo é sempre Senhor.
Que vá embora as mazelas
E o Brasil mostre o seu valor,
E que venham novos tempos
E uma nação superior.

Inserida por thiago_rosa_cezar

Poema: a culpa de um prédio

Sejam todos bem-vindos ao poema: a culpa de um prédio.
Sou um prédio cinco estrelas.
Perdão um hotel cinco estrelas.
Todos usufruem, desfrutam da minha beleza.
Não há quem resista aos meus confortos.
Aqui já desfrutaram as mais belas celebridades.
Sou o melhor, o mais sofisticado prédio que já existiu.
Mas o que ninguém sabe é que, culpo-me todos os dias.
Tudo que se pode imaginar nos solos hoje em dia é somente concreto.
A floresta não existe mais,
As pessoas também.
Todos que me admiravam não estão mais aqui.
Estão desprovidos de vida.
Eu continuo belo, com um pouco de poeira.
Mas do que adianta ser o mais belo para si mesmo?
Sem poder compartilhar o melhor de si?
Pena que não pude falar,
Pois fui destruído por máquinas enormes.
Ainda tenho medo de elas um dia me derrubar.
Queria saber de onde elas vieram.
Mas só vim acordar quando já era um prédio.
Sinto falta dos seres humanos,
Pois tenho a certeza que eles não iriam permitir
As máquinas fazerem o que fizeram conosco:
Toda uma floresta tornou-se concretos.
Caso existir alguém vivo ai
Venha-me visitar, pois estou muito solitário.
Voltem sempre.

Inserida por oeversondv

Sou apaixonada pelo modo especial que Deus tem de nos cuidar.
Pela forma como nos mostra que jamais nos abandona.
E confesso que, geralmente, são nos pequenos
detalhes desta vida que percebo este zelo todo.

Inserida por AlexsandraZulpo

Ouvi rumores ao meu respeito
Sabe o que mais gostei ?
Se falam muito de mim,
Isso significa que sou especial na vida delas.

Inserida por NeiaCastro

"Sou, tua terceira dimensão, e em qualquer lugar que voce possa estar, estarei com você
e não deixarei você acordado no sonho de alguém, pode contar comigo."

Inserida por robertogbichara

"Sou resultante da superação. De vários eventos que sobrepujei.
Nada é fácil, e em cada cicatriz houve somatório de várias palavras que me ensinaram a lidar com dor, decepção e com o maldito silêncio de quem eu nunca esperei. Meus desejos, minha necessidades. Mas continuo a seguir os rastros do invisível."

Inserida por robertogbichara

"⁠Os que não sou, mas que deixaram rastros"
por Luiza_Luiza_Grochvicz.

Alguns filósofos não fazem parte de mim, mas suas ideias são como vestígios que deixam marcas, sem nunca se fundirem com o que sou. Eles não tocam minha alma, mas de alguma forma me lembram de quem não sou, de caminhos que jamais trilhei.

Descartes acredita que a dúvida leva à certeza.
Mas para mim, a dúvida não é ponto de partida — ela é uma constante. A certeza que ele busca é algo que nunca almejei.
Sua confiança na razão me parece uma tentativa de fugir da incerteza que é a essência da vida.

Hegel vê o mundo como uma progressão inevitável, mas eu não acredito que a história seja uma linha reta.
Eu não vejo a totalidade que ele fala, porque a vida, para mim, é feita de rupturas, não de continuidade.

Aristóteles fala da razão e da moderação.
Mas eu não sou feita de equilíbrio — sou feita de intensidade. A vida, para mim, não é sobre encontrar a média, mas sobre viver sem medidas.

Spinoza quer explicar tudo pela razão universal.
Mas eu acredito que a razão não pode capturar a caos da vida. A liberdade que busco está justamente no que não pode ser controlado, no que é imprevisível.

Comte quer medir e explicar tudo.
Mas para mim, a verdade não está na quantificação. A vida não é para ser controlada, mas para ser sentida.

Esses pensadores não se conectam a mim.
São como estradas que eu nunca percorri, como mapas de um mundo que não é o meu.
Eles deixam rastro, mas não definem quem sou.
Eu sou mais que isso, sou o que não sou em relação a eles.

Inserida por Luiza_Grochvicz

"Na esquina do vai e vem"


No trânsito do coração,
sou farol vermelho, paro demais —
você é seta verde, dispara pra frente,


toda pressa, sem olhar pra trás.
Eu, calmaria de domingo à tarde,
você, café quente na madrugada fria,
sou samba lento, respiração profunda,
você, batida rápida, quase poesia.


Corremos no mesmo asfalto,
mas em calçadas distintas,
procurando esperança
na velocidade da rotina.
Pense aí: e se a gente parasse?


Não a caça frenética do outro,
mas a dança mansa do acaso,
o convite silencioso do tempo parado.
Na pausa do elevador,
no banco da praça,


vai que a alma gêmea não é um flash,
mas a sombra que se estica e encaixa.
Porque opostos são um par de tênis,
um improviso meio torto,
é ver o outro tropeçar e sorrir:


“Te espero, só desacelera um pouco…”
No jogo urbano da pressa,
o melhor passo é sentir o ritmo,
não correr atrás, mas confiar:
a alma gêmea tá na esquina…


— só esperando a gente baixar a guarda.

Inserida por sezar_kosta

Prólogo do Livro MICROCUSPEs

PRÉ-CUSPE

Não sou poeta, não me chame assim.
Quando criança, na escola, uma professora de redação,
dessas que vivem de dar nota, me disse:
Vai, Kiko, ser gauche na escrita.

Quem me dera que meus cuspes fossem leminskiados.
Sinto inveja desse cachorro louco. Como é que ele consegue?

Nem se eu caetanasse o que eu escrevo...sairia um inutensílio.

Ponho R em Buarquer, Francisco Buarquer, pois assim me sinto mais
confiante. Posso ponhar à vontade, pois sempre acerto as crases
e dou rodopios nas mesóclises.

"Caro leitor, escrever-lo-ía com clareza, mas..."

mas (adoro conjunções adversativas),
mas... descubro
que
mais
importante
do
que
o
que
quer
ser
dito,
é
o
que
quer
ser
impresso.

Então, se tá feio, takai-me na ternura. Pra mim tá bão.
Não páro pra pensar mesmo.
(não páre o "pra" nem o "bão", muito menos "páre" este acento,
pois agudo já estou).

Apenas seleciono alguns versos, rimas tolas e pronto.

Por fora, um status quo de bestos textos.

Impressão preto & branco.
centímetros de largura.
pixels de altura. CMYK.

Sorriso de selfie e uma voz arnaldoantuniada dizendo
que o livro existe porque foi feito.

Por dentro, ah...interjeições....

Trago na Pessoa a suavidade em nada se dizer.
Grandes espaços em branco, Duncan to a canto.

Ainda acho que um louco vai pesquisar "neologismo" no Google.

Um desocupado, com certeza.
Um ocioso severo, caso de morte ou vida.

Me cubro de humanidade
irrespiro o brio do transparente
ignoro a qualidade,
mas sou gente. (já falei que adoro conjunções adversativas?)

Inserida por kikoarquer

Para,
ideia sem sinal pelo pelo mostro o enjoo.

E velho peludo que sou,
trëmo sem bengala
e bólo o coloquial.

Mas se velha,
volpamente,
pudesse ser véia

perderia o acento
então,
a veia da veia
ortogloficaria o rabugento

Inserida por kikoarquer