Coleção pessoal de ricardo_mellen
Não se preocupe comigo
Eu sempre naufrago...mas
Sempre volto à superfície
Sempre sou pássaro sobre a planície
Sempre afago o fogo
E assopro aos olhos do tempo.
Não se preocupe
Eu sempre bebo dos piores venenos
E sobrevivo...
Não há perigo!Não se preocupe comigo!
Sou feita de uma outra matéria,
E sempre tenho tesouros entre minhas toscas misérias,
Sou feita de ametistas trançadas e pérolas
E quanto mais negro o meu dia,
Mais doce é minha poesia!
Não se preocupe comigo
Ou com minha concha vazia
Não há perigo!
É de entre essas rudes coisas
Que arranco minha alegria.
Eu na madruga
daquilo que não passou, o que fica?
A saudade tem várias facetas. Às vezes várias faces.
Minha maior saudade é daquilo que não vivenciei, por mais paradoxal que isso soe.
Aquilo que fica guardado na memória pode ser resgatado, digamos que revivido com uma intensidade menor do que a vivência original.
Mas e aquilo que não foi registrado, que não foi vivido? E que não tem possibilidade alguma de se efetivar? Sim, estou pensando em quem partiu sem um adeus, sem despedida, sem um tchauzinho.
A morte é mesmo um mistério. Assim como a vida também o é.
As lágrimas vêm para purificar a alma, para abrir espaço para a leveza, para fazer vir a tona aquelas boas lembranças que estão nos detalhes mínimos, em algumas circunstâncias, nas cores, nos cheiros, nas semelhanças ou nos contrastes, enfim em quase tudo tem um pouco daquilo que ficou para trás. Essa sensação é indescritível. É um misto de valeu a pena com gostinho de quero mais.
Mas a interrupção sem aviso prévio deixou irrealizável o que estava por vir. E, novamente, a saudade não é do que ficou para trás, mas daquilo que não aconteceu.
A saudade também tem nome. E endereço fixo: coração e alma de quem a sente.
E a vida vai passando. O tempo não poupa nada, nem ninguém.
Tem gente guardando emoções para sabe-se lá quando sem perceber que esse tempo pode não chegar.
Fazer agora o que poderia ser feito depois não é burrice. Num piscar de olhos tudo pode se transformar em saudade. E aí, meus caros... ah aí a saudade do que não aconteceu pode vir e a gente só vai poder ficar com a clássica pergunta "como teria sido se?".
Poesia Voluntários da Pátria I
Até quando esperar?
Até quando esperar se nada mudou,
se nada te importa?
Até quando esperar se é complicado te dizer alguma coisa?
Até quando esperar se já se perdeu,
se ficou pra trás?
Mas não é nossa culpa,
não é desculpa.
Pois eu sei que uma só força da fração do seu amor,
desse amor que só acontece quando realmente se quer,
é grande,
é como se fosse um “eu te amo” na primeira semana.
Ouvir um “eu te amo” na primeira semana
faz disparar seu coração,
despeja na corrente sanguínea adrenalina suficiente pra você nunca ter que pular de paraquedas na vida,
te faz sentir vivo.
E mesmo sabendo
que toda a riqueza que anda por aí tá nas mãos erradas,
que existe corrupção,
que existe injustiça,
a força de um “eu te amo” na primeira semana
nos dá a certeza de que
juntos
nós vamos ganhar o mundo.
Ainda que hoje seja um dia comum.
A MENTIRA SINCERA:::::::::::::::
Me desculpe, mas eu menti para você.
Menti, quando disse que por você
Não sentia mais nada.
Menti, quando disse que desejo ser apenas amigo.
É, eu minto, desculpa, eu minto.
Tudo aquilo que eu dizia que era crescente, latente,
que era amor verdadeiro.
Tudo aquilo esta vivo.
Vivo e vive aqui dentro de mim.
Este sentir, simplesmente adormece dentro,
como um vulcão esperando o momento
da erupção, para assim derramar sobre você
as larvas de amor contidas em minhas profundezas.
A partida de Faby.
Então ela se vai, após longo período de reflexão, esta é a decisão.
Com ela lá se vão as palavras trocadas, as poesias apaixonadas, os sorrisos, os encontros marcados que nunca aconteceram.
Ela esta indo, carrega consigo mais dúvidas do que certeza.
Ela tem por hábito, gostar das coisas previsíveis, pois assim tem a falsa segurança de que não irá naufragar no sonho que projeta enquanto esta sozinha. Vejo um aceno ao longe, ela esta indo, sem saber para onde, sem saber porque, lá vai ela.
Olhos marejados, sorrisos embargados, aceno contido, mãos no bolso, punho cerrado.
E na curva ela esta sumindo, tem a frente uma nova estrada, também repleta de curvas sinuosas, de aclives e declives, e lá vai ela, na certeza da dúvida...
"O que fazer com tantas flores?
Teu gesto me encanta.
Tuas palavras perfumam meus dias.
Me perco nessa ânsia de te encontrar.
Meus pensamentos voam além desse infinito mar que nos separa a procura do seu olhar...
A distância, você consegue tocar meu coração
que pulsa e sonha com essa paixão.
Me conte seu segredo.
Me diga quem é você que colhe meus sorrisos, me beija em meus sonhos
e me faz perder a noção do tempo observando o céu da noite."
(Faby Poesias)
Noturno (sonho com Faby)..
Não sei como dormes, não sei com o que sonhas.
Mas, se algum dia, em algum momento dentro de algum sonho eu estiver, por favor não acorde, só me deixe te pertencer mesmo que em sonhos, mesmo que seja apenas por uma noite apenas e nada mais.
Plantão no RX..
Te quero com ou sem radiação.
Quero mão na mão, corações em sintonia a pulsar.
Sorrisos largos, iluminados, iluminando os
caminhos que ainda vamos juntos percorrer.
Quero Sussurros e aos seus ouvidos sussurrar, suspirar de amor.
fazer amor, poder te amar.
Coração a disparar, com ou sem radiação, somente juntos radiar.
Meu jardim..
Em tempo de guerra, planto as minhas flores.
Decoro a estrada da vida com as flores mais belas existentes.
Gira sois ficam voltados para o leste.
As flores do campo, marcam os limites da estrada.
Orquídeas, ornamentam os quatro cantos da casa.
Um caminho de lírios conduzem ao meu interior.
Venha por ele, caminhe suave, tenha cuidado para não machucar e não se machucar.
Cheguemos juntos ao paraíso e desfrutemos deste viver em flores e odores.
Delicadeza e paz.
Saboreando a calmaria do amar, do amor.
As Pedras:
Junto pedras, não para serem arremessadas, não para construir o meu castelo.
Simplesmente para ornamentar os meus caminhos.
Chegadas e partidas.
Nossos olhares cada vez menos se cruzam.
A mão estendida já não encontra a sua que suspensa no ar se perde no tempo.
O distanciamento traz consigo um vazio, que traz ausência.
Surge o esquecimento, alimentado diariamente pela sua não presença, "abandono".
A sua face vai lentamente sendo esquecida, desaparecendo na memória do querer.
E aos poucos a sua figura vai deixando de ser, para mim, para nós, para o amor.
Cada vez mais me convenço de que não é por falta de amor, e sim de que as pessoas tem medo de amar, de viver algo, algo que as tirem do lugar comum.
Algo que possa mexer dentro, já que está tudo arrumadinho, "já sofreu tanto por amor".
Diante disso, vive reprimindo o que senti o sentir. O amor morre sufocado em um peito que dia, após dia, pratica um esvaziamento, até murchar e morrer de solidão.
Nós, a folha e o Tempo.
Tão implacável é o tempo, não para, não perdoa.
Sem culpa alguma ele simplesmente vai passando.
Ele é apenas o tempo.
Ele em si é "atemporal".
Já em nós, e em tudo o que vida tem, ele age de maneira implacável, vai passando sem olhar para trás.
Ele é simplesmente o tempo, o Deus da horas
sempre correndo na direção do futuro.
Sem tempo para esperas, ele precisa passar...
Bom dia pra Faby.
Estou sempre a lhe procurar, nos jardins mais lindos.
Nas flores mais singelas, nos perfumes mais suaves.
Te procuro na beleza mais simples, na paz mais serena.
Nos desenhos das nuvens, nas águas que correm rumo ao mar.
Mas sempre que quero lhe encontrar, te acho dentro de mim.
Lembranças Póstumas de um amor que surgiu atrás dos muros.
Apesar da distância do caminho, ainda me recordo dos encontros, do seu sorriso.
Dos poemas declamados, dos beijos dados e roubados.
Ainda me lembro, dos passeios ao sol, da garganta seca, da baixa umidade.
Ainda lembro do quarto do hotel, do lençol desarrumado sobre a cama, seu olhar sacana.
Ainda lembro da gota de suor escorrendo por suas vértebras em direção ao paraíso.
Sorrisos, gargalhadas, passeios nos parques, ahh, mãos dadas.
Ar condicionado, passeio de carro, amigos, piadas, beijos , você toda assanhada, descabelada.
Pois é, ainda me lembro de tudo.
Felicidade é coisa simples, gosta de coisas simples.
Anda todos os dias por ae.
se veste normal, por vezes chique, canta e dança quando chove.
Gosta do sol, da praia, mas ama um bom vinho ao pé da serra, lareira, andar descalça.
Todos os dias você deve passar por ela, mas sua cabeça está baixa, muitos pensamentos rondando ao mesmo tempo, não lhe permitindo percebe-la, toca-la.
As vezes ela esbarra em você, mas sabe, vida moderna, correria, contas a pagar, trabalhar, e outra vez ela passou do seu lado.
Ela anda de carro, de ônibus, trem, metrô, bicicleta, de escorrega e de elevador.
Gosta de roda gigante, de pique esconde, cinema, teatro ela é um barato.
Confesso que depois que a conheci, não largo mais, meu sobre nome agora é FELIZ.
Aqui embalo sonhos,
dou impulso a cada um deles.
Uns vão, outros voltam,
nesse movimento vou
sonhando e embalando.
