Poesia do Preconceito Vinicius de Morais
Não consigo
ser diferente...,
A poesia que enxerga
em mim,
É mais tua
do que minha,
Essa poesia mora
mais em ti
Do que mora em mim;
Não consigo
ser diferente...,
Escrevo para causar
contentamento,
Escrever para mim
é como um rubi,
Escrevo com o que há
de mais vermelho,
- em mim -
Escrevo para mexer
com o sentimento.
Nunca duvide
do que a minha poesia
é capaz,
Quando menos imaginas,
tu irás atrás,
Do Bem que só
ela te faz;
Tu bem sabes do
que ela é capaz,
Além de ser canto, ela é
o teu colo de paz.
Não consigo
ser diferente...,
Sou o verso presente
nos teus lábios,
A doçura caída do céu
em teus átrios,
Para mudar o teu presente
– um presente,
Nunca estou ausente,
és ciente,
Porque eu
sou diferente;
Não consigo
ser diferente...,
Cheguei para mudar
os teus dias,
Para trazer sorrisos
e mil alegrias,
E fazê-lo feliz
e cheio de valentia,
Guardando cada escrito
meu como magia,
Para sempre se orgulhando
que eu existo: sou poesia.
Um poeta morre e nasce,
Sempre que escreve poesia,
E vai seguindo o curso da maré,
Ele reinventa,e sempre ressurge;
O poeta quando menos se espera,
- ele ressuscita
O poeta é feito de sangue, pó e ouro.
Um poeta se mata e ressuscita,
Sempre que declama poesia,
E vai seguindo o curso do rio,
Ele inventa, e surpreende;
O poeta não espera nada de ninguém,
- ele é eterno
O poeta é feito de amor, ódio e mistério.
Vocês não fazem a mínima ideia
do que é feito um poeta,
E muito menos como na vida
um poeta surge;
Portanto, desejo que todos vocês
vão para o Inferno!
Testemunho versal
dos amores dos outros,
A minha poesia é
refúgio indestrutível
Feita de talvez,
salto no abismo
De peito aberto,
sem asas,
Porque é humana.
Abrigo celestial
dos rumores da vida,
A minha utopia é
amor impossível
Cheio de esperança.
Sentimento invernal
das dores do mundo,
A minha nostalgia é
por ti desnorteada
Porque te perdi.
Motivo abissal
dos desejos profundos,
A minha magia é
de amor inesquecível,
Para vencer a distância,
causa por mim reconhecida:
Insegurança feminina,
voto de amor eterno,
Que por medo não vivi.
Enquanto a poesia não
se torna lei universal,
Faço dela a minha
íntima constituição,
Escrevi o meu projeto
de fina resistência,
Olhando no céu
para as mesmas
estrelas da História,
As tais dos anos áureos
desses centauros ombros;
Para o reviver integral
da reconstituição
da prisão do General.
Estamos em tempos
de Economia
em estado crítico,
E não em tempos
de guerra como alguns
insistem em noticiar,
Isso só me fez pensar
que ele não depende
de estar numa lista,
Mesmo que eu não
tenha feito essa lei,
Sou mais esperta
do que você imagina.
Não tente de me
fazer de idiota,
Não faça manobra
para esconder o quê
Todo o mundo sabe
que ele se tornou
desde o dia no
qual foi carregado,
E não há como
negar que ele
se encontra há
seis meses
na aterradora
condição de ser
um preso político,
Porque fizeram dele
assim desde a captura,
A cisma contra ele é
nascida da loucura,
Quem é preso por
um erro ou intriga
é vítima de Ditadura.
Na poesia nada é pecado,
A fantasia ela se permite,
E transforma a distância
No paraíso encantado...,
Na poesia não há limite;
A alegria vem pela noite,
E madruga bem cedinho
No teu sublime sorriso...
A tua pele é um convite..!
Na poesia que vem de mim,
A sinfonia ela se permite,
E transforma os versos
No mais lindo convite...,
Na poesia que se permite,
À espera do teu abraço,
E também pelo teu beijo
No meu aurirosado regaço...
A tua boca é um fetiche...!
Na poesia que vem com o tempo
A carícia ela reverencia,
E movimenta orante o mundo,
No mais perfumado intento...,
Na poesia que gira tudo,
À espera da vinda do astro,
E convém pela recompensa
No meu recanto íntimo...
A tua cor é da cor de Afrodite...!
No teu parto cheio de luz,
À beira da água doce,
Com as rimas de mar,
Com o teu cheiro de mato,
És um manso regato;
O teu oceano é de amar,
És poeta da cor corada:
- A tua poesia me trouxe.
E fez de mim fêmea domada.
Se eu posso ser poesia:
- desabrocho em [flor]
Se eu posso ser tua:
- escrevo versos de amor.
Se eu posso ser fascínio:
- viro o melhor sabor
Se eu posso ser [rio]:
- deságuo no teu mar.
Se eu posso ser aurora:
- posso ser [poente]
Se eu posso ser noite:
- viro luzeiro presente.
Se eu posso ser tua:
- andarei nua no paraíso
Se eu posso ser mistério:
- viro logo um mar feitiço.
Porque me deito em ti
Meu sonho de amor,
És meu solo sagrado.
Aprecio tudo o quê te atrai,
O quê perfuma o ar...,
Aprecio tudo o quê te traga,
Transformando em contentamento:
as manhãs, tardes, noites
Transformando a madrugada
em poesia de versos esplêndidos,
Cintilando em cada um o romantismo
Puro, sublime e necessário;
Que me torne a mulher do teu agrado.
Eu encontrei você de um jeito
Que sempre sonhei e quis;
Poesia de tão perfeitas luzes,
- suspensas
Eu encontrei você perfeito
Com o faro e a minha diretriz;
Poemas de tão perfeitos lemas,
- emblemas
És o mais alto dos comandos,
- teoremas
Coragens, renovações e sutilezas,
Escolhi você para ser o meu amor
- indecente
Que sempre sonhei não ser menos
Amor meu doce amor, simplesmente.
Não me importo com a rima,
E igualmente com a métrica;
A estética se abre com a alma,
O quê vale mesmo é a poética.
Eu desenhei você de um jeito
Que sempre sonhei e quis;
Paixão de tão intensas luzes,
- aquecidas
Eu encontrei você inteiro
Com a minha habilidade feliz;
Potência de tão doces juras,
- destemidas
És o mais alto dos astros
- sem segredos
Que sempre esperei sem medos
Amor meu doce amor, contente.
Não me importo com a opinião
Pudica, invejosa e alheia,
A poética é toda minha...,
Com você nunca estarei sozinha.
Não existe poesia desacompanhada
Nenhum pouco de si mesma,
Não existe quem não resista o beijo
Por um intenso e pio desejo;
Não existe dália apaixonada,
Que não seja também ninfeta,
Tampouco desejada...
Não compreende o sentimental
- poemário
Arrancado do pomar
Amansado pelo vento;
Não menos belo que o Balneário.
Não existe malícia incendiária
Nenhum pouco por ti recusada,
Não resiste carícia reprimida
- Por um só amanhecer,
Não existe ninfeta sonetista
Que não saiba fazer-se dália.
Não compreende o gutural
- soneto
Plantado no lugar
Espalhado pela onda;
Não menos corajoso do que o mar.
Não existe métrica discreta,
Que não seja capaz de revelar:
- A poesia de beber e de amar
Outrossim, que seja ousaz
No ponto urgente e necessário
De fazer-te provar o hálito
- sabor de orvalho -
E da rima da mulher amada.
(...) A poesia segue
- implacável -
A te procurar,
Nada mais me importa
Só você me importa;
- Eu vou te encontrar! -
A poesia aliada
- interminável -
Da procura,
Nada vai me impedir
De te encontrar;
- Eu não vou desistir! -
A poesia eterniza
- a dor -
E toda a busca,
A venda retira
De tudo o que os olhos
- [ofusca...
- Não desisto dessa busca! -
A minha jura
- eterna -
É declaratória,
Irrevogável,
Irretratável,
Intransferível,
Impenhorável,
...é interminável!
De uma loucura de amor
- endoidecida -
Por ti filho de Santa Catarina
- desaparecido!
Que por ti não como, não durmo,
Não desisto e atravesso
Qualquer desafio! (...)
Mãe Aparecida,
Materna poesia,
Minha Senhora,
Castíssima Rosa,
Padroeira do Brasil,
Com o seu manto azul anil,
Zelai por nós,
Que o tempo não seja algoz,
Por nossas fronteiras,
Do nosso povo não te esqueças,
Por nossas águas,
Pelo verde das matas,
Por nossos ares,
Proteja os nossos lares,
A tua presença,
Vai muito além dos altares,
Ela está em todos os lugares.
Poesia para quê?
Para libertar
o centauro,
E todos os que
estão em cativeiro,
Poesia que grita
que a guerreira
Não recebeu trégua,
ela se encontra
Absurdamente presa,
e foi agredida.
Na tribuna
toda a poesia
que nesse mundo
há gostaria
ter seguido
com as esposas
e as famílias,
e sobretudo
ter recebido
a palavra,
mas como é
feita de letras
ela é como
a chuva caindo
no guarda-chuva
respingando
para se espalhar,
ela não para
jamais por aí,
e não há mais
como segurar.
Você não
imagina,
que eu
te quero
em silêncio,
poesia
açucarada
e com o 'quê'
da mística
incidental
das flores
das dunas
que nasceram
aqui no vale,
e mesmo que eu
recatada me cale,
saiba que daqui
para frente
cada letra só
será para você.
Eu não pertenço
a esse mundo,
e sim a cena
do suave beijo
a enternecer,
e a sua mão
irreversível
que virá
por debaixo
do vestido
me fazendo
enlouquecer.
Porque eu
te quero,
e é mais forte
do que eu,
o meu desejo
cadencial
é bem assim:
repleto,
intenso,
urgencial
e cheio
de mel.
Não vai passar,
porque sem
se conhecer,
algo em ti
me reconheceu
de forma
inefável,
e te fez oceano
pacificado
para me receber,
porque de maneira
doce e inefável:
já me tens
inexplicável.
Sou presa de mim,
Nada me prende,
Sou feita de poesia,
Asas não criei,
Não sumi da pena,
Se ele aparecer
Para me soltar,
Nada mais sei,
sorrir ou inventar.
Dançando no abismo,
Sentimento revelado,
Alçando o estribilho,
Momento recordado.
Nada mais além
De mim e dele,
Na boca a sede:
Do beijo angélico
Que não provei,
Do abraço quente
Ainda guardado
para o amor divino.
Escrevo de mim
Para a largada,
Salto de partida,
Palavra reconhecida.
Egressa de mim,
Nada me prenderá,
Livre do passado,
Revoada do recomeço,
Nada me impedirá
De viver a toda hora,
Em todas as escalas
E de todos os planos,
Não quero mais enganos.
Alma lá da sacada,
Cabeça reerguida,
Vitória sobre o ego,
Estou amadurecida.
Nos teus olhos titânicos,
Eu vejo a cor do amor...
Em liberdade ou não
tenho a poesia e a oração
como companheiras
enquanto o amor
de verdade não vem,
acontece que eu
sou habitante no teu peito
mesmo que os teus
olhos não me veem.
Não sei se é preciso
fazer um novo
movimento romântico
para você entender
que o amor e a amizade
não sobrevivem
a falta de educação
e a falta de interesse.
Em giros na tua orbe
como se eu fosse
a personificação
delta aquáridas do sul
ou a própria Lua Azul,
sou um misto de trégua,
oração e rendição
depois de uma explosão
e a esperança que
em ti jamais cessa.
Sem querer você
acostumado comigo
ainda não faz idéia
do que eu sou capaz de fazer,
só sei que você pediu
muito além dos meus passos
e neles você conseguiu
por tanta ousadia se perder.
A minha poesia
não é trabalho,
doar amor
não dá trabalho,
Pelo amor doado
ganho amor em troca,
Todo o amor dado
recebe amor de volta;
A minha poesia
é pura rebeldia,
é sutil atalho
e noiva da revolução.
Que ninguém se importe,
não veja ou não creia:
continuo sempre a mesma.
Sou a poesia desta cidade,
traçando rotas que tragam
você em alta velocidade.
Sei que você não é mais
o mesmo de antes,
e me deseja de verdade.
Vem em ti surgindo muito
antes do Ano Novo
Lunar imparáveis desejos.
Por adivinhação algo diz
que todo o dia você tem
me colocado no seu ritmo
para me colocar junto
ao calor do teu peito.
Em fascinante silêncio
desfruto em segredo
a sua capciosa sedução,
porque este romance
como o Sol está se erguendo.
Onde há poesia
sempre haverá
sonho e alegria,
Este poema não
é qualquer poema;
É um poema cheio
de fé na vida,
Com galope e rima.
É uma dedicatória
aos poetas da cidade:
Porque sempre
que houver poetas
haverá liberdade.
Não haverá nunca
pós ou vida vazia,
sou a que não é
nem será perfeita;
porque de poesia
nasceu feita porque
é cheia de vida.
Como ocupação
mansa e divina
de um por um
dos teus enigmas,
virei conhecedora
das tuas armadilhas.
Sei o quê quero
e como mereço,
quando percebo
o sentimento fútil,
apenas não aceito,
porque não convivo
e total me pertenço.
Como dona de si,
alma sacudida
e origem igual a tua;
sem pensar você
se tornou entrega,
e fui pela rota de fuga.
Sob todas as luzes,
sóis, luas e estrelas:
não gostei do que vi,
certa, como e tal
a Fortaleza Santana,
optei daqui adiante
distante ficar de ti.
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