Poesia do Carlos Drumond - Queijo com Goiabada
A solidão como lenda na soma natural que vem a ser o existir. São tantos os nasceres. Em todos os sentidos e nos sentidos todos há profundidade ou filosofia além de uma insanidade não diagnosticável.
Para o poeta, há tanta beleza em flores se movendo com a brisa quanto há no movimento de toda uma galáxia.
Sempre há uma esperança em algum cantinho de nossa alma e nela brilha uma luzinha que parece vinda do universo. É isto que nos faz acreditar que vale a pena viver e lutar pelos nossos ideais.
Talvez tenha que rasgar a pele, para que lhe surjam as asas, para que haja uma revelação do que se escondeu no exterior das pedras e, só então, decodificar as nervuras, o olhar duro das magnólias, por não desconhecer as feridas geradas pelo aprendizado. E entender. Porque é preciso saber do solo antes de alcançar a amplidão absoluta do céu.
Até mesmo a lua passa por breves e momentâneos eclipses sombrios - revelando em si o teu lado mais obscuro -, as vezes imerso em mistérios vagando e equilibrando-se entre a luz e as sombras, Porém singelo ,belo e sincero existente igual ao coração dos homens...
Escrevo drama, escrevo romance, escrevo paixão desenfreada, escrevo o amor imperfeito, escrevo sonhos perfeitos, sonhos, pois só lá säo reais, escrevo a sinceridade infeliz, escrevo os mais sinceros rascunhos, escrevo as palavras erradas que não deram certo, escrevo todas as vezes que não fui bem compreendido, escrevo o que restou mais uma vez de mim, escrevo o meu eu sem fim.
"Todos os versos jamais escritos de uma história de amor, são menores que o instante em que ele acontece."
Cristo veio ao mundo também para mostrar que justo quem pode atirar a primeira pedra é justamente quem não a atira.
A história nos conta que os tempos difíceis são os tempos das mais difíceis escolhas. No entanto, se quisermos subsistir, é preciso insistir no ritmo da criação e lembrar que todo tempo é um tempo poético. Mais que nunca, nesses tempos em que vivemos, precisamos da esperança que brota da poesia e para isso é preciso lembrar que a poesia, ao casar-se com a vida, a acompanha sempre. Seja na alegria ou na tristeza, na paz ou na guerra, na saúde ou na doença, na abundância ou na indigência. Assim, é preciso crer que enquanto houver poetas no mundo os frutos da indigência podem tornar-se flores e a esperança sempre pode ressurgir aninhada em seus botões. (Porquê poesia em tempo de indigência? - Renata B R BARRETO, 2003)
Você foi a certeza de quê há ternura no amor nesse mundo de incertezas e desolação. Você foi o calor nessas noites frias afastando as sombras das horas tristes. Você foi a doce fantasia nas loucas horas de um desejo incrível.
Eu sou a favor das flores. E do direito de todo pássaro viver livre , assoviando suas canções vida afora.
Se é verdade que no interior de cada adulto há uma criança, ao contrário, não podemos aceitar que no interior de qualquer criança haja um adulto.
Quão bom seria se abandonássemos a dialética que diz que um homem é o que o outro homem o faz ser; as pessoas seriam apenas a sua própria realidade, não mais uma mera construção teórica, e quase incompreensível.
"Meu problema é que meus sentimentos me causam CEM problemas por dia e as pessoas pensam que vivo SEM problemas com meus sentimentos.."
"Abrir os olhos e acordar todos os dias é fácil, abrir os olhos e acordar para a vida pelo menos uma vez na vida é para poucos.."
"Bem-aventurados são aqueles que enfrentam o próprio orgulho e lutam contra as mais angustiantes incertezas e ainda assim não deixam o Amor morrer."
Neste corpo que nada em águas de fé, vou firmando o desejo por dias de sol. Enquanto não vêm, oferto meu rosto à chuva e me deileito no cintilar da lua que se despede da tristeza de outrora...
E você chegou como um farol na minha vida, não só porque me trouxe luz, mas também porque resistiu a minha fúria.
A mocinha da fazenda corria livre e sem perceber encalços pelos caminhos. Seguia por musgos macios, beirando ribanceiras, arriscando-se a cair, mas loucamente prosseguia. Vestia suas asas de borboleta e voava sobre as paisagens, recolhendo a beleza que conseguia captar. Suas tranças eram velas ao mar em aventuras infantis ou seriam asas de um colibri em busca de néctar? Ela não percebia isso ainda, apenas voava em sua imaginação - ao sol cantava, as estrelas do céu apanhava e um colar fazia. Se enfeitava toda, não para aparecer, mas porque já viera ao mundo como poeta e assim seria, toda e qualquer poesia.
Pensando em você eu nem preciso dormir para poder sonhar e nem acordar para poder saber que tudo não passa de um sonho.
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