Poesia de Medo
“A mente nem sempre apaga por fraqueza; muitas vezes, ela apaga por excesso de medo, cobrança e dor não elaborada.”
Do livro Apagão Mental — Quando a Mente Apaga: A Amnésia que Bloqueia Sonhos e Como Superá-la, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“Quando o medo ocupa o lugar da confiança, a memória pode se esconder exatamente no momento em que mais precisamos dela.”
Do livro Apagão Mental — Quando a Mente Apaga: A Amnésia que Bloqueia Sonhos e Como Superá-la, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“O desejo revela a alma: mostra onde há chamado, onde há ferida e onde ainda existe medo de receber.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A fé não elimina o mistério, mas impede que o medo seja a única voz dentro dele.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“O medo chama de proteção aquilo que, muitas vezes, é apenas prisão antiga com outro nome.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“A bênção precisa encontrar uma alma capaz de não destruí-la por medo de recebê-la.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
“O medo também acredita antes de ver; por isso, muitas vezes, ele é uma fé colocada a serviço da ameaça.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Há desejos que precisam de silêncio, não por medo, mas para proteger a semente do sagrado.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
O Mendigo de Afeto
Era o mestre do pranto, o servo do medo,
Guardando no peito um triste segredo.
Expulso de casa, jogado ao relento,
Vivia o calvário de cada momento.
Ela gritava com voz de trovão,
Fazendo do homem o pó do seu chão.
Batia na porta de um velho parente,
Com o corpo cansado e o olhar de doente.
Pedia um canto, um prato, um favor,
Curando a ferida de um falso amor.
Mas ela chamava, querendo humilhar,
E ele, cativo, aceitava voltar.
Porém, o destino teceu nova trama,
Longe das cinzas daquela chama.
Um dia o silêncio foi sua resposta,
Ele virou de uma vez as costas.
Não houve conversa, nem houve partida,
Apenas o passo pra uma nova vida.
Agora o cenário mudou de lugar,
Não há mais ninguém para ela mandar.
O teto que sobra é o teto que isola,
A sua soberba agora é esmola.
Caiu em depressão, no fundo do poço,
Sentindo no peito um amargo nó na garganta, um esforço.
Perdeu quem servia, perdeu quem amava,
Aquele que ela sempre esmagava.
Ele está livre, em paz, no caminho,
Ela está presa no próprio espinho.
O tempo ensinou, com o seu rigor,
Que quem planta o ódio não colhe o amor.
A ganância do homem raramente começa como maldade.
Ela nasce como medo.
Medo de faltar.
Medo de ser pequeno.
Medo de voltar a ser ninguém.
No início, é só cuidado. Depois vira acúmulo.
O problema é que o limite quase nunca chega — porque a ganância não quer coisas, quer controle.
Quanto mais o homem tem, mais ele teme perder.
E quanto mais teme, menos ele confia.
Aos poucos, troca relações por vantagens, princípios por conveniência, caráter por resultado.
A ironia é cruel:
a ganância promete segurança, mas entrega prisão.
Promete poder, mas produz vazio.
O homem ganha o mundo e perde o senso de “basta”.
E quando tudo vira meio — pessoas, tempo, até a própria alma —
ele já não sabe mais se vive para possuir
ou se possui apenas para não encarar o que falta dentro.
A ganância não é excesso de desejo.
É falta de sentido.
Até o Lodo Foi Cristalino
No escuro do meu quarto,
levanto as minhas mãos.
Sinto medo.
A escuridão está tão densa que quase posso tocá-la.
E é nesses momentos que choro e clamo ao Criador pela luz divina, muito antes que o torpor me alcance.
Continuo questionando o que vejo, mas ainda acredito no ser humano.
Porque até o lodo, um dia, foi cristalino.
Quando o medo de perder
é maior que a alegria de amar,
o que existe já não é amor, é apego travestido.
Não tenha medo do tempo.
Ele não vem pra tirar, vem pra
ensinar.
Toda dor que parece infinita
um dia se transforma em sabedoria.
O tempo é o jeito de Deus dizer:
“calma, ainda estou escrevendo.
Caro discípulo,
Desejo que sua coragem seja sempre maior que o medo. E se um dia cair... Saiba que no chão não poderá ficar.
Desejo que a vida lhe proporcione muitas marcas, mas que nenhuma delas mude o seu coração.
Desejo que nessa casa aprenda a respeitar os valores humanos. E se um dia partir, leve consigo minha espada e total admiração.
Trocar o dia pela noite é o meu abrigo,
contra o medo do mundo, esse antigo inimigo.
Exigem que eu me prove, que eu mostre o valor,
como se a maturidade fosse um erro, uma dor.
Construí minha estrada com estudo e suor,
para ser lida em uma palavra, do jeito pior.
"Incapacitada" — sentença vazia e injusta,
para quem tem uma história que tanto custa.
Não sou o status que tentam me dar,
sou quarenta e oito anos prontos para voar.
Ass Roseli Ribeiro
Muitas pessoas deixam de gostar
com medo de se apaixonar;
Mais eu logo digo tenha medo de nunca
mais poder amar...
SABE O QUE É SER UM HERÓI?
É ser tomado pelo medo e, mesmo assim, enfrentá-lo.
E arriscar a própria vida por pessoas distantes, que talvez te desprezem ou nem saibam que você existe.
É não desistir. mesmo carregando o peso do mundo nas costas.
É continuar se levantando, mesmo quando todos desejam que voce permaneça no chão.
Porque um herói é aquele que continua de pé, mesmo com dor e com o corpo tremendo.
Nunca tive medo de viver ou arriscar...
Foi arriscando que acertei várias vezes, e também foi arriscando que errei. Dos erros, ficaram os aprendizados. Dos acertos, colhi os frutos que hoje tenho.
Porque o mundo não é para os covardes, é para quem tem coragem de tentar.
