Poesia de Medo

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“A vítima não defende o agressor porque a dor é pequena, mas porque o medo muitas vezes reorganiza a percepção da realidade.”
Do livro Síndrome de Estocolmo — Quando o Afeto Nasce do Cativeiro, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“O cárcere emocional começa quando a pessoa já não sabe se fica por amor, por medo, por culpa ou por não lembrar mais quem era antes.”
Do livro Síndrome de Estocolmo — Quando o Afeto Nasce do Cativeiro, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“A clínica não deve rir do delírio; deve escutar o medo que construiu aquela certeza.”
Do livro Síndrome de Fregoli — Quando a Pessoa Acredita que Pessoas Diferentes, na Verdade, São a Mesma Pessoa com Diferentes Disfarces, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Brincar não é perda de tempo; é a linguagem pela qual a infância transforma medo, desejo e mundo em experiência possível.”
Do livro No Começo, o Afeto — Winnicott e as Raízes do Desenvolvimento Emocional, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“A terra invisível da mente não distingue medo de desejo; por isso, cuidar do que se pensa é também cuidar do que se cultiva.”
Do livro A Terra Invisível — O Subconsciente que Escuta e, sem Julgamento, Faz Nascer Tudo o que Você Plantar, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Nem toda memória aparece como imagem; algumas retornam como medo, tensão, silêncio, dor ou escolha repetida.”
Do livro O Grande Universo das Memórias, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“O texto sagrado também carrega as marcas humanas de sua construção: fé, poder, medo, esperança, exclusão e sobrevivência.”
Do livro A Bíblia Antes da Bíblia — Poder, Fé, Política e Sangue na Construção dos Textos Sagrados, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“O amor de Cristo não aprisiona a alma ao medo; ele amplia a visão para que o humano reconheça sua própria luz.”
Do livro Jesus à Luz das Estrelas, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“A mente nem sempre apaga por fraqueza; muitas vezes, ela apaga por excesso de medo, cobrança e dor não elaborada.”
Do livro Apagão Mental — Quando a Mente Apaga: A Amnésia que Bloqueia Sonhos e Como Superá-la, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“Quando o medo ocupa o lugar da confiança, a memória pode se esconder exatamente no momento em que mais precisamos dela.”
Do livro Apagão Mental — Quando a Mente Apaga: A Amnésia que Bloqueia Sonhos e Como Superá-la, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“O desejo revela a alma: mostra onde há chamado, onde há ferida e onde ainda existe medo de receber.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“A fé não elimina o mistério, mas impede que o medo seja a única voz dentro dele.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“O medo chama de proteção aquilo que, muitas vezes, é apenas prisão antiga com outro nome.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“A bênção precisa encontrar uma alma capaz de não destruí-la por medo de recebê-la.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

“O medo também acredita antes de ver; por isso, muitas vezes, ele é uma fé colocada a serviço da ameaça.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

Há desejos que precisam de silêncio, não por medo, mas para proteger a semente do sagrado.”
Do livro A Palavra que Cria Mundos — Manifestação, Imaginação e Fé, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

​O Mendigo de Afeto


Era o mestre do pranto, o servo do medo,
Guardando no peito um triste segredo.
Expulso de casa, jogado ao relento,
Vivia o calvário de cada momento.
Ela gritava com voz de trovão,
Fazendo do homem o pó do seu chão.
​Batia na porta de um velho parente,
Com o corpo cansado e o olhar de doente.
Pedia um canto, um prato, um favor,
Curando a ferida de um falso amor.
Mas ela chamava, querendo humilhar,
E ele, cativo, aceitava voltar.
​Porém, o destino teceu nova trama,
Longe das cinzas daquela chama.
Um dia o silêncio foi sua resposta,
Ele virou de uma vez as costas.
Não houve conversa, nem houve partida,
Apenas o passo pra uma nova vida.
​Agora o cenário mudou de lugar,
Não há mais ninguém para ela mandar.
O teto que sobra é o teto que isola,
A sua soberba agora é esmola.
Caiu em depressão, no fundo do poço,
Sentindo no peito um amargo nó na garganta, um esforço.
​Perdeu quem servia, perdeu quem amava,
Aquele que ela sempre esmagava.
Ele está livre, em paz, no caminho,
Ela está presa no próprio espinho.
O tempo ensinou, com o seu rigor,
Que quem planta o ódio não colhe o amor.

A ganância do homem raramente começa como maldade.
Ela nasce como medo.

Medo de faltar.
Medo de ser pequeno.
Medo de voltar a ser ninguém.

No início, é só cuidado. Depois vira acúmulo.
O problema é que o limite quase nunca chega — porque a ganância não quer coisas, quer controle.

Quanto mais o homem tem, mais ele teme perder.
E quanto mais teme, menos ele confia.
Aos poucos, troca relações por vantagens, princípios por conveniência, caráter por resultado.

A ironia é cruel:
a ganância promete segurança, mas entrega prisão.
Promete poder, mas produz vazio.
O homem ganha o mundo e perde o senso de “basta”.

E quando tudo vira meio — pessoas, tempo, até a própria alma —
ele já não sabe mais se vive para possuir
ou se possui apenas para não encarar o que falta dentro.

A ganância não é excesso de desejo.
É falta de sentido.

Até o Lodo Foi Cristalino

No escuro do meu quarto,
levanto as minhas mãos.

Sinto medo.

A escuridão está tão densa que quase posso tocá-la.

E é nesses momentos que choro e clamo ao Criador pela luz divina, muito antes que o torpor me alcance.

Continuo questionando o que vejo, mas ainda acredito no ser humano.

Porque até o lodo, um dia, foi cristalino.

Quando eu estiver com medo ou vergonha de viver de verdade, podem me matar.
Ali já não será eu, talvez seja um alguém corrompido pelas modas atuais, embriagado na existência do outro ou enganado por si mesmo.
Matem-no.