Poesia de Filha Querida

Cerca de 104055 frases e pensamentos: Poesia de Filha Querida

Pode até
Parecer poesia
Mas não é
O modo como a gente
As diferencia
Conta muito mais
Uma coisa entre o vento
que corre e que varre
E o ventre da terra
que produz e reproduz em paz; que multiplica
Entre a morte, que não morre e que não erra
E o tempo, que apesar de não ser eterno
Ao que tudo indica
Corre eterno, eternamente
A noite que se vai, pra dar lugar ao dia
A noite que chega no final do dia...e fica
Pode parecer poesia
Porém, essas são perfeitas
Outras, hoje a gente ajeita
Amanhã, as modifica
Pois precisam ser refeitas.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Agora é outro dia
Poesia de que?
Hoje é dia de nuvens
São só palavras que se vão no vento
Amanhã é outro dia
Pode ser que elas voltem
E que nos contem por um momento
O que era que estava escrito
Numa manhã de Sol qualquer
Poder ser manhã de um Sol que se sente só
Sentindo um nó na garganta
Por ver-se só, lá acima da tempestade
Numa tarde de chuva que nos invade
Só que é aquela chuva que não chove
Poesia de quê?
Poesia de tarde, poesia que vem de cima
Que não faz chorar e nem sentir
Poesia de nuvem, que não comove
E esconde o Sol que nos olha
Sem nada nos olhos, nem no olhar
Cada dia é outro dia
Pode ser que hoje, ainda
Elas chovam sobre nós por um momento
Trazendo uma noite estrelada, uma noite linda
Dia de esperar, não era
Era dia de espera só
De olhar o Sol detrás da nuvem, igual criança
Com o todo nos olhos, tendo estrelas no olhar
Escrevendo poesia de esperança.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠"Agora é outro dia
Poesia de que?
Hoje é dia de nuvens
São só palavras que se vão no vento
Amanhã é outro dia"

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Poesia Sutil.

Eu penso ser muito bom
O fato de a flor não saber
Pois, se a flor dedicasse atenção
À tamanha admiração
daquele que a fita
Pode ser que aconteceria
de a flor então desejar
Querer ficar mais bonita
A estranha rareza a que se busca
Alçada no ver da vaidade
é beleza irreconhecível
Pois o olhar da cobiça a ofusca
Conduzindo almas perdidas
Nos caminhos da ilusão
Felicidade ... rara; querida!
Pobre plágio de alegria
A transforma num fácil jogo
E vem a falsa impressão
de estar dando as cartas
Farta-se em vê-las perdidas
Difícil esse jogo da vida
Perceba a felicidade
em andrajos vestida
Fingindo desenxabida
Morando na casa ao lado
Simplicidade é ter um valor
Invisível aos olhos de ver
Que nem ao menos pára para iludir
Infinita ... reluzente
Milhões de vezes mais cara
Real essência da vida
Modesta, invisível
Contrasta ao que não se basta
Do desejo em possuir
Àquilo que a alma enleva
Palavra jamais aludida
Uma entrave obsessiva
Insistente em mentir pra verdade
Suave arremedo, perdida
Enquanto a beleza mais bonita
É o fato de a flor
Ser bela sem o saber
A beleza mais bela da vida
É aquela que a gente não vê.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"A tristeza é mãe da poesia
Mas se o Poeta, mesmo triste
Não as faz assim
Seu problema não é de alegria
Tem dias em que o Poeta
Está passando por uma frase ruim"

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Cerro meus olhos todo dia
Na esperança de guardar aqui
A toda fantasia
E poesia que se encerra
No final de cada olhar ao longe
E também cada alegria não vivida
Que eu dividi comigo mesmo
Nos tempos mal vividos
Que o caminho abrange
Pois a sorte desta vida
Não consiste em deparar
Com o diamante bruto
Que a cada um de nós
Há de esperar pelo caminho
E, sim, reconhecê-lo
Agradecer-lhe, com o devido zelo
Pois cada um de nós
Um dia há de encontrá-lo
Mas, nem sempre
Vê-lo
E lapidá-lo
Longe de toda malícia
Distante de qualquer olhar astuto
Somente a mansa gratidão
Que qualquer criança
Encerra dentro de si mesma
Quando tem na mão
Um brinquedo de papel
Um desenho que ficou bonito
E um coração escrito
E cerra os olhos
Na esperança de guardar ali
A sensação de fantasia
Que todo dia finge em reviver
No final de cada olhar ao longe
Que o tempo não deixou guardar.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Pterodactilia.

Era doença sem nome.
Uma crença que não tinha um credo.
Era Deus a fazer poesia
Daquelas que o tempo não leva
Tão belas, que leva muito tempo
Para lê-las todas
Um meio-dia infinito
Era um minuto na eternidade
Mas o vento
Sempre as levaria
Pra lugar distante
Pois, diante de força tamanha
A existência do Universo
É breve
A verdadeira força do vento
Se esconde
No ato de soprar de leve
E sem pressa
Transformando
A mais alta montanha
Em algo leve
Em algo que o vento leve
Tão depressa quanto a vida
Era a pterodactilia de Deus
Doença de fazer
Versos
Poesias
Universos
Fazendo-as parecer
Um pensamento esdrúxulo
E em meio a tudo isso.
Durante o correr de Eras
Saber que era o mundo inteiro
Alguma coisa que coubesse
dentro de um cinzeiro
E sobraria espaço
Era somente questão de espera
Outra parada em qualquer estação
Escrito e previsto
Que o começo e o fim
Se encontram num lugar comum
Num ângulo
de trezentos e sessenta graus
Vai e volta e se consome
E assim bem e mal se vão
Todo lugar é um lugar qualquer
E qualquer lugar é lugar nenhum
Aquilo que ontem era tudo
Desaparece em movimento mudo
Em questão de momento
O vento leva
Até mesmo o sinal de igualdade
E tudo acaba
Sendo eternamente igual
Não se divide o invisível
Em partes iguais
Ponto final
Nada mais.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Eu não sei escrever
poesia bonita
Como as fazem os poetas
Mas a minha é sincera
Tão fingida
e mais mentirosa
Que as deles
Do jeito que se espera
Quando se lê poesia
Um pouco de versos
Um dedo de prosa
E inverdades
Das quais lanço mão
No formato de poesia
Deixo-as aqui
Pra não usá-las
no meu dia-a-dia
Diferente dessa gente
Que traz na ponta
da língua comprida
E não tem paz na vida
Se não conta.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Anos atrás eu escrevia
Minha poesia rupestre
Escondida à luz do dia
Inexistia um guia
Não carecia de mestres
E também não havia
Erros mortais
A queimar em alguma pira
Como em qualquer
Livro que eu já tenha visto
Um misto de verdade e invenção
Me adentrou o coração
Um ser que tocava lira
E encomendou-me um poema
Que tivesse o amor como tema
E eu fui atender a tal pedido
Sem saber
Que o diabo é pai da mentira.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Bela era ela
Poesia entre acordes
Beleza que se beija
Mordida que se deseja
Ela morde
Espinho que ardia
Que ardia atrasado
Era dor que era viva
Como são vivas as saudades
Como eram vivas
As árvores em cujas sombras
De mãos sujas estávamos
Todo dia, na hora do almoço
Onde a gente semeava
Sementes de sonhos
Que permaneciam
Aguardando que lágrimas de tempo
Viessem regá-las
E era vida e morria
Mas ficaram chaves escondidas
Em meio a frases sem sentido
Que nos vem nas falas, nos acertam
Nos momentos em que a alma
Te parece que deseja desertar
Bela era ela
Beleza que deseja ter por perto
Como belo é o olhar
Quando a gente só quer ver
Sem medo de perder
Nem prender e nem tocar
Assim que nos pertence
Por ter conquistado
Pois o tempo vence a quase tudo
No silêncio que se escuta
O poder que se oculta
Temeroso aliado
Que luta em favor do outro lado
É assim que nos parece
Vida à toa
Alegria que dói
Dor da boa
Amor que faz sentido
Bela era ela
Poesia que transforma a gente
Em ser pensante
No momento em que descobre
O fruto da vivência
O ser vivente
Que devia sempre ter sido.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Era uma vez, um dia que amanheceu
Simples, puro e singelo
E que nos trouxe uma poesia
Um poema que versava sobre o dia que nasceu
Onde o sol brilhou pra mim e pra vocês
Como uma folha em branco
Um tecido de linho
Um pássaro num ovo em casca
Uma garrafa ainda cheia de vinho
Uma lasca de madeira que queimava
Pra acender a fogueira do longo da vida
E que logo se espalhava
Pelo dia, pela vida toda; inteira
Era uma vez uma manhã
Que não era como outra qualquer
Era a primeira
Tão pura, a ponto de desconhecer
Que de fato nem sempre a primeira
Chega a ser a mais importante
Apesar da primazia
Com o tempo ele tornou-se
Apenas um outro qualquer
Só mais um dia
Os sinais do mundo
Espalhados pelo caminho
Assim como o branco do linho, de vinho entornado
Um pássaro que alçava voo
E o galgou pra distante do ninho
O poder sutil do tempo
Uma tarde se setembro
A flor que se abriu
O olhar que se foi
Existe uma parte na vida
Que se chama nunca mais
Tempestade em tempestade fez o rio
O leito, a corredeira
Que correu do seu jeito a vida inteira
E que um dia secava
Porque nada é pra sempre
Além do nascer dos dias
No seu ciclo eternamente interminável
Onde a ausência de regras
Era a única que se seguia
Amanhece pra que pássaros acordem
Que se entreguem a formidáveis canções
Em poemas que versassem
Sobre cada dia que corresse
E que fossem ímpares aos pares
À espera de nada, nem de olhares.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Nasce o dia na janela
Bela luz que resplandece
Cresce o canto de pássaros lá fora
Poesia infinita pra olhares falantes
Olha o ar com olhar de ouvinte
Um certo manto vem cobrir-me a alma
O momento, o instante, o segundo seguinte
Um mágico nascer de dia
A magia sobrepõe-se à lógica
Transcende ao frio caminhar das horas
Põe as coisas onde estão
Aquece o caminho
Navega o mar sem pressa
Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia
Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece
Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira
Tem que ver como é bonito
Quando o espírito da gente
Volta lá na primeira manhã
Relembra o quente que era
Cada sol que alvorecia e mostrava
Toda gota brilhante
Cada instante percorria a nova primavera
Vivida ou vindoura
Cada lágrima chorada
Pois a vida é nada, se a gente não chora também
Se são elas que douram as lembranças
De todas as dores e alegrias
Noites bem ou maldormidas
Manhãs orvalhadas
São as horas da vida e há de sempre faltar
Vamos sempre carecer daquele mero instante
Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros
Corre o tempo, passa tudo
O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão
Nasce o dia na janela, é preciso viver
E se a vida é bela ainda
Cada um de nós precisa ouvir
A voz que tem o coração
Só ela pode dizer.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Um Texto sobre a Poesia da Relatividade.

Enxergamos despedidas
Tempo e lugares distantes
Borboletas antigas
Buscando uma pétala vaga
Pra descansar as velhas asas
Vagando sobre flores desbotadas
Que recobrem um resto de alegria
Que flutua na memória
Uma pintura
Uma palavra do Mestre
Arte rupestre do acender das luzes
Traz de volta à vida outras luas passadas
A felicidade primordial, rudimentar
A única que foi real
Vem romper com a ruptura
Em formato de palavra dura
E mostra uma flor que não víamos naqueles dias
Provando que o tempo não retrocede
Senão como saudade
Que nem mesmo a sede, uma vez saciada
Há de voltar às nossas vidas
Se despede, se despe de nós
Vai zunir nas asas de uma velha abelha
Fazer morada nas telhas
De uma casa há muito demolida
Tudo está pra sempre lá
Porém velho, desbotado e sem vida
Talvez seja essa a relatividade do tempo
A velha roseira ao meu lado
Sempre trará flores novas
A roseira nova do passado
Não há provas que tenha existido.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva




Se a música a arte e a poesia é uma projeção do desenvolvimento social
Então,temo a afirmar que estamos em decadência...

Inserida por marcio_henrique_melo




Quando esquecido o poeta se cala
Silencia a poesia
a beleza murcha
a primavera é um inverno frio e sem cores...
O silêncio do poeta...

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠Poesia que faz pensar
É aquela que parte do coração.
Não um emaranhado de palavras.
Não sentidas.
Não vividas

Inserida por erlon6000

𝙰 𝙰𝚁𝚃𝙴 𝙳𝙴 𝚅𝙴𝚁𝚂𝙴𝙹𝙰𝚁

⁠A poesia nasce assim...
No instante em que a alma aflora livre.
Versos vão tecendo sonhos alados
Que como pássaros partem em revoada.
Uma estranha paz, um êxtase supremo...
E nos transportamos ao limiar do real!
Bendita a mão quer verseja...

Como bendito é o pranto que inspira...
Pois o poeta se alimenta deles!
Em sua arte de vasculhar o íntimo,
Compor desejos... Decifrar pecados...
Se um poeta chora solidões, saudades...

Seu pranto iluminado se transforma em versos.
E de sua alma ferida, brotam flores, luares, campos...
Descrições incautas... Narrações fantásticas.

Seu coração é todo inspiração e luz!
Na sua poesia ele desnuda a alma...
Reinventa o belo, consolida o mágico...

E vai destilando no papel seus sentimentos
Ousando sonhos nunca revelados!
E na suprema criação das mãos que escrevem
Os versos, estrofes, rimas...vão brotando assim...
Livres... Ditados pelo íntimo que se exprime
Se mostra na forma mais sublime e bela.

Se o poeta sofre, sofre em versos...
Se é feliz.... Transparece em estrofes...
Se sonha... Cria rimas...
Se morre... Ah! Se um poeta morre...
Apaga-se uma estrela, morre uma flor...

E seus poemas se perpetuam nas madrugadas chuvosas
Carregados de vida e forjados no fogo da paixão!
E vão cantando os amores que viveu.... Os amores que sonhou...
Os amantes que conheceu...
A natureza em seu fulgor.

E por toda a eternidade sua poesia permanece
Infinitamente bela.... Infinitamente nova
Enternecendo os corações sedentos de sonhos...
Com fome de sentimentos e exausto de solidão!!!!!

Inserida por inezcurado1959

Pode ser que eu tenha colocado poesia demais em uma história qualquer que nunca teve o suficiente pra virar o livro que eu queria te dar.

Eu sempre fui de exagerar.

Gabriela Freitas
Tudo que meu coração grita desde o dia em que você (o) partiu. Belo Horizonte: Crivo, 2020.
Inserida por SaraMendes

É Deus, que ti faz entender toda poesia, que torna mais valiosa a vida, e mostra que ainda dá pra ser feliz..

Pela minha parte creio na ciência como uma poesia, mas há exceções, amigo. Sucede, às vezes, que a natureza faz outra coisa, e nem por isso as plantas deixam de crescer e as estrelas de luzir. O que se deve crer sem erro é que Deus é Deus; e se alguma rapariga árabe me estiver lendo, ponha-lhe Alá. Todas as línguas vão dar ao céu.

Machado de Assis
Esaú e Jacó