Poesia de agradecimento

Cerca de 101939 poesia agradecimento Poesia de


Muitas léguas de saudades
o poeta pronuncia,
indecifráveis verdades
contidas numa poesia.

Inserida por pedro_monteiro_2

⁠Não te colocarei no papel

Você é a poesia que nunca escreverei.
Talvez por isso seja a única que me atravessa inteira.
Habita a profundidade do meu ser,
num espaço onde nem a razão alcança.
Fica ali, inquieta,
como quem nunca foi,
e ainda assim, nunca deixou de ser.
Não preciso escrever teu nome,
nem de apresentações
nos reconhecemos no escuro,
onde só a cumplicidade respira.
Te escrever seria te tornar concreta demais.
Prefiro te guardar onde ninguém toca.
Te nego no verbo,
mas te carrego no pulso,
feito veneno escolhido,
bebido em silêncio.
Transbordas em mim,
mas eu me contenho
porque quem transparece, sangra.
Eu aprendi a sangrar por dentro.
O que há entre nós não cabe na lógica.
É um corpo que sabe,
uma alma que hesita…
um erro que eu cometeria mil vezes.
És desejo vestido de ausência,
lembrança que nunca aconteceu,
febre contida no gesto calmo.
E por mais que eu siga só,
como as estrelas
longe, intacto, em silêncio
há em mim um canto,
imoral, teu, intacto,
que ainda arde.
E se não te escrevo,
é porque não suporto a ideia
de alguém ler tuas entrelinhas
e ocupar o lugar que só eu sei.
Augusto Silva

Inserida por augusto_silva_1

⁠Saúdo aqueles que têm o poder de mudar semblantes, de inspirar poesia, de extirpar preocupações e de acalmar pensamentos.
Que partilham a luz que carregam e exercem o bem com espontaneidade — sem a obrigação, nem sequer a intenção de fazê-lo.

Inserida por mairany

⁠"Eu me lancei na poesia como uma agulha no palheiro,
Não quero sair daqui, quero expressar,
Tudo aquilo que é difícil de falar,
Seja do amor, o que causa dor,
O que promete cura, e no final nos fura,
O que causa um sorriso, que não vem sozinho, acompanhado, porém, de lágrimas

Fiz meu inverno no verão, mas não de chuva, e sim de lágrimas.
Esqueci dos toques da sua mão,
E nas minhas letras você se tornou um refrão constante.
Te perdi no inverno, e estou, estou no outono esperando,
Haviam me dito que é nessas épocas que as flores aparecem..."

Inserida por jhon_lisboa

⁠DA POESIA INDIGESTA
Corro, recorro
Penso, repenso
Sem pressa a prece em socorro
Em absurdo meu Eu absorto
Num rastro de uma dúbia linha
Agora tênue linha transpasso
E creio
Na pele
na carne
E no espaço
Quando nem homem resta
Do que sobrou
Do risco
Da fresta
Sem rima
Na via sem volta
Da poesia
Por fim
Em mim, indigesta

Inserida por douglastrindade

⁠Poesia de um beijo

Seus olhos fixos nos meus
Sua mão na minha , e derrepente
Seus lábios encostados no meus
O coração acelerado a mais de mil
O gosto da sua boca na minha
A lua e as estrelas como testemunha
E o vento ao redor dançando e celebrando
O nosso amor

Inserida por Pacula2025

⁠SENTIMENTO DE CRISTAL (soneto)

Num soneto amoroso, a poesia pura
esquecida de sua encabulação
sente nos versos o afago e ternura
suspirado da angelical emoção
Enquanto espalha a formosura
nas entrelinhas, aquela sensação
tímido, se modela da ventura
e romântico, o amor, doce razão

Quando surge, por fim, encantada
a prosa, cheia de rima apaixonada
sussurrada em uma trama especial
E o poema, apaixonado, feliz, seduz
os versos consoantes e divina luz
murmurando sentimento de cristal.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 junho, 2025, 16’46” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Poesia:

Na madrugada, eu me apago
No café da manhã, eu tento me entender
No almoço, eu tento me controlar
No jantar, eu tento me encaixar

Enquanto eu como, eu enxergo a poesia como os pontos cardeais
Norte, sul, leste e oeste, ambos com o brilho que a poesia carrega
É só identificar
O argumento brilhante em sua testa

E que os outros olhem
Não me importo para outras opiniões
Porque isso não muda minha vida

E isso é o que a poesia trás
O poeta escreve e fala
- É só enxergar o brilho de sua mente

Inserida por danilo_tavares

⁠Sem tempo para fazer o que mais amo, escrever.
A poesia não está engavetada , apenas engasgada .
Os versos fluem, mas não são expostos, eles sobrevivem ao tempo curto e a rotina desgastante.

Inserida por ISLENESOUZA

⁠MAGIA DA POESIA (soneto)

No versejar doloroso, não diviso
dor alguma, é sentir e recontar
tem, choro e riso, céu e paraíso.
Todo um sentimento a poetizar
Também, um momento conciso
vindo d’alma, percebo, entanto.
No soneto triste, há um indeciso
verso de alegria e de um encanto

Uma dualidade, é dentro, é fora
embora, surgirá sempre a aurora
e uma ilusão pincelada na poesia
O canto, se com pranto, saudade
com o sorrir é cheio de felicidade
para bordar a poética com magia.

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15 junho, 2025, 14’24” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Eu sou rima, sou poesia.
Eu sou um furacão.
Mais este lado só depende de vc querer apertar o botão.

Inserida por Janinekelle

⁠A poesia que de mim deixo para o meu amor
Quantas vezes estive a te procurar?
Não sei, não parei para contar
Não percebi que te procurava.
Não sabia por onde olhar
Te queria sem saber,
Te esperava sem querer
te amava sem pensar
Me sinto teu.
Do amor que tive:
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure
Que eu não perceba dele o tempo voar
Que a chama queime como se fosse a última
Madeira a perdurar
Não sei se é passageiro, se é amor ou se é apenas amizade
Apenas sei que mais do que tudo que quero te esperar independente do tempo voar
Afinal
Por ti vou me doer amar, teu silêncio vou me esforçar para respeitar,
Não vou sequer perguntar a razão mas meu carinho você vai ter
E caso a tristeza venha te dominar,
Dar-te-ei o meu coração,
Farei de tudo para que do seu lado eu consiga estar
Eu amo você mesmo sem você me amar

Inserida por Yatsuya

⁠Cada poesia que escrevo
fala de você
porque todas as palavras que
permeio por entre as linhas
fala de amor.

Sueli Matochi

Inserida por SueliMatochi

⁠CORAÇÃO FERIDO (soneto)

A poesia geme e a saudade murmura
No verso. Tão impaciente que parece
Um cântico, árdua toada, uma prece
Atulhando o versejar com desventura
Largando a imprecisão como messe
Aonde nas rimas a cólera configura
Então, a inspiração ruge, ó amargura!
É um aperto que da tentação floresce

Soa tom túrbido, convulsivamente
Trêmulos versos saem ferozmente
Por entre as mãos, sombria aurora
Roga o sentido nestes versos feridos
Com lastimas, sentimentos partidos
De um coração que pulsa e chora!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18 junho, 2025, 18’23” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠FRANCAMENTE

Minha poesia francamente...
Contém ela a luz solar
Um recuo e vai à frente
Embalançada pelo mar...

Sem mistério ou desnorteio...
Paira aqui.. E vai onde der
Evitando algum bloqueio
Se expressando como é...

Flui tão leve tal a livre ave...
Percorrendo o céu sem fim
Feito balão, feito astronave
Feito pipa de papel cetim...
(FRANCAMENTE - Edilon Moreira, Maio/2025)

Inserida por moreiraedilon_1100186

⁠ONDE NASCE A MINHA POESIA

É numa hora encantada...
No embalançar da baía
Sobre as marolas salgadas
Que nasce a minha poesia...

Portanto ela é tão viva...
Da natureza transborda
Tem sua beleza e cativa
Todo bioma que aborda...

Sou um poeta anônimo...
E ao mundo quero dizer
A escrita não dá desânimo
Se a envolve por prazer...

Eu tudo posso guardar...
Na gaveta do pensamento
O dia que for mais solar
O sopro da brisa ou vento...

Sou a plateia de um só...
Aplaudo o mar com gritinho
A tanto espanto... Digo: Oh!
Na rima de um bom vizinho...

O verso se engrandece...
E não cabe na amplidão
Cai da lágrima na prece
Fugindo da inundação...
(ONDE NASCE A MINHA POESIA - Edilon Moreira, Setembro/2020)

Inserida por moreiraedilon_1100186

⁠BARCO A NAVEGAR

Eu sou barco a navegar...
O imenso mar da poesia
Sem pressa de regressar
Sem medo da ventania...

Fazendo o tempo passar...
Mais lento do que queria
E quem sabe alcançar?
O patamar da maestria...

Se a solidão me incomodar?...
Eu grito alto com euforia
Uma estrela há de escutar!
E virá fazer-me companhia...

A sua luz vem abrilhantar...
A minha poesia a acaricia
Na quilha vai continuar
E se colar com a maresia...

Verso a verso a se rimar...
Ao avesso da melancolia
Que só me faça ancorar
Quando a noite já for dia...
(BARCO A NAVEGAR - Edilon Moreira, Fevereiro/2020)

Inserida por moreiraedilon_1100186

⁠ME TRAVISTO DE POESIA

Eu me travisto de poesia...
Sem manter desfaçatez
Para surgir à luz do dia
Como o Criador me fez...

Tenho um lado masculino...
Inerente à minha pessoa
Tenho um lado feminino
Que esvoaçante ressoa...

De duas partes fui gerado...
De um homem de uma mulher
E há muito sou emancipado
Para estar onde me quiser...

Cultivando a real amizade...
Ao longo deste caminho
Tendo a total serenidade
Até me tornar já velhinho....
(ME TRAVISTO DE POESIA - Edilon Moreira, Junho/2024)

Inserida por moreiraedilon_1100186

⁠TODO ESCRITOR É POETA?

Todo escritor é poeta?
Todo poeta é escritor!
A sua poesia é honesta
Perante olhos do leitor...

Em toda noite tem festa?
Nem todo dia faz calor!
Quanto de tempo resta?
A visitar-me, meu amor...

Se o céu é uma linha reta...
Ele tem a cor que o dou
Nasce lá uma rosa ereta
E nasce todo tipo de flor...

Há no universo, uma fresta...
E ninguém por lá passou
É onde o verso atravessa
É onde o poeta tem louvor...
(TODO ESCRITOR É POETA? - Edilon Moreira, Novembro/2019)

Inserida por moreiraedilon_1100186

POESIA MUNDANA

A minha poesia mundana...
Não fica parada ao vento
Viaja por longeva semana
Buscando desbravamento...

Vagueia pelo breu do céu...
E passeia sob a luz do dia
Às vezes é doce tal o mel
Ou somente sal da maresia...

Vivaz como toda criança...
Tem a calma de um ancião
E traz a cor da esperança
Realçada na imaginação...

Na beira do mar, nasce, vive...
Atravessando as 24 horas...
E lembra-me onde estive
Preservando boas memórias...
(POESIA MUNDANA - Edilon Moreira, Agosto/2022)

Inserida por moreiraedilon_1100186