Poesia Completa e Prosa
LIQUIDIFICADOR
Os deveres de casa, me fazem,
devedor dos meus fazeres,
... Errante do meu tempo...
Em momentos de espantalho,
que eu faço-os de soslaio...
Em colapso em frangalho
intrépido, quebrando o galho
... Todavia o mesmo talho.
Um varrer de todos os dias
lava, lava que não passa
queima gás panela e lata,
p'ra encher-se com Ave-Maria
ou, nas belas horas das graças.
Na cozinha, quanto tempo!
Demarcando o quadrado
um dançar de sentimentos
um olhar que ao olhar, anda
passos compassos, passado.
Rodo pano escovão
na historia atrás ficou
cinzas pó poeira de chão
flora rios, fauna e ribeirão...
Galgados pelo aspirador.
Na cozinha, política...
liquidificando as nações
ética, derramada as vistas
manobram com arte de artistas
sem respeito de sermões.
Antonio Montes
- Toda nossa riqueza indo para o ralo, a intelectualidade sendo dispensada, trocada por profissionais menos experientes,salários menores, ( não que nossos jovens, talentosos e promissores profissionais não mereçam oportunidades, mas a experiencia precisa ser respeitada, amadurecida, preservada e não é algo que se conquistada de um dia para outro) uma perda irreparável, principalmente quando a área afetada é a da educação. Universidades têm dispensado grande número de professores, a maioria com vasta experiencia e décadas de dedicação ao ensino e à pesquisa. Esperam baixa demanda de alunos (crise), consequentemente menor taxa de pessoas formadas e preparadas para o futuro, alegam falta de investimentos ou financiamentos públicos. Enquanto do outro lado, bilhões são perdoados em acordos e isenções para grandes grupos, paralelamente vende-se tudo. Hoje 27/10/2017 estampava o noticiário a venda através de leilão do nosso pré sal. Estima-se o valor de arrecadação em 6,15 bilhões reais, enquanto noticiou-se também o perdão das dividas dos bancos na ordem 30 bilhões.Em tempo, as caixas de dinheiro apreendidas com o geddel, tinham 10% do valor do leilão do pré sal
Tais fatos não são isolados e acontecem
à luz do dia.
O que será de nós, meros mortais assalariados?
Onde querem chegar com esse antipatriotismo?
A quem compensa tanta desordem?
Por que o povo fica calado?
Quem ficará com as nossas riquezas?
Tantas perguntas e pouquíssimas respostas.
Sempre ouvi falar que nossa geração era uma geração perdida em função da classe politica que tomava conta do país
Estou começando a não duvidar.
Ontem em viagem, conheci e ouvi de um engenheiro desempregado que o brasileiro dá um jeito para tudo, citou inclusive Uber como opção
Nego-me a crer...
PIRAMBÓIA
Atira! Há tira-de-pano, tipóia
... Atira bala, tramóia,
pirambóia engole, bole...
Cobra jibóia, outras cobras...
Cobra o dia o mês a vida
cobra a hora da partida.
Escorrega, cai na chuva, molha
passa fome, o fila-bóia bóia.
Atire, atira... Atire a pedra que se integra
... Segue siga, segrede...
Segreda a sua vida cega.
Segrede o seu pavio esguio
desça manso pelo rio e vá!
Vá se afogar no Mar.
Antonio Montes
A vida é tão passageira
- É como uma nuvem ligeira –
Breve, como um sutil piscar...
É um filme com rapidez,
São cenas com nitidez
Que na memória vão ficar!
Para uma vida ser marcante,
É preciso, a cada instante,
Aproveitar bem as situações,
Impregnando-as com o toque
Do afeto, da amizade, do coração,
Da alegria, da sinceridade, da emoção,
Mudando a visão e todo o enfoque...
Portanto,
Faça a sua vida bem marcante,
Torne-a longa, bela, vibrante!
Seja amigável, tenha lealdade
- É o caminho para a felicidade!
Leia mais, isto traz energia:
- É a fonte suprema da sabedoria!
Brinque: é uma atitude terna!
- É o segredo da juventude eterna!
Doe em oculto, não faça escarcéu
- Desprender-se é um dom do céu!
Pense! Isto ajuda a ascender
- É a origem plena do poder!
Ria... Isto acalenta e acalma
- É a música gostosa da alma!
Seja generoso, sem esnobismo...
- A vida é curta demais para o egoísmo!
Trabalhe... Tenha todo o progresso
- Há um preço para todo o sucesso!
Ame a você, aos amigos e aos seus:
- É um grande privilégio dado por Deus!
Ore... Deus existe e Ele não erra:
A oração move os céus
E faz milagres aqui na terra!
E naquele momento
- momento de decisão –
Havia apenas uma ordem:
“Sai da tua terra,
Deixa a tua casa,
Caminha para um lugar
Que eu te mostrarei...”
Mas onde ir, onde andar?
Qual o caminho seguir?
Em que estrada caminhar?
Mas havia uma promessa:
“Qualquer que for o teu destino,
Qualquer que seja a tua habitação,
- garante o Deus Divino –
Vai, Sê tu uma bênção.”
EU SEM MIM
Outro dia, logo cedo, ao me despertar,
me peguei mirando a aurora da vida...
Acordei, falei qualquer coisa fãnha,
não reconhecendo a minha voz, corri ao
espelho, e me vi... Vi meu olhos vermelhos,
em lagrimas ali. Ali... Não me reconheci!
Assustei-me comigo mesmo...
Assustei-me com, o eu do outro lado.
Aquele eu apresentou-se, distante de mim...
Longe, muito longe dos meus sentimentos!
Aquele eu ali, estava...
Amassado, cansado, enrugado velho...
Para aquele eu ali, o mundo parecia esta
por um fio... Um ébrio na corda bamba
Eu nem me vi ficar assim! Não sei por onde
andei, não tive tempo de prestar atenção
em mim. Agora, sob a sombra desse
crepúsculo... Aqui! As vezes me convenço que,
esse mim, não sou eu, e que esse eu, todavia
carrega saudades de mim. Agora perto do fim....
Procuro o eu, que à muito... Esteve em mim.
Antonio Montes
ATROPELOS
Meus Deus, meu Deus!
No cálice de traçada vida
taça, que desalinha os seus
futuro goles sem linha
inebriado os fariseus.
Derramam-se pelos ventos
acima do terra e dos céus...
Sibila fresta dos sentimentos
felicidade é momentos...
Rasgando a pele do véu.
E esses filhos seus...
Essas margens essas retas,
traçadas por reles ateus
vivem tremendo o alerta
dos trilhos da mão de Deus.
D'agora avante...
nas sombras os elefantes
compactuando atropelos
vivem o ontem o desmazelos
amanhã fora de moda
no mundo duro de telos.
Antonio Montes
INFINITO TINO
No Dia de Finados, afinei as lágrimas
para molhar o chão do passado e andei,
montado nos sentimentos dos meus
cacos encilhados, eu...
Chorei de saudade e viajei no tempo
salpicando o ar dos momentos.
No dia de finados...
Eu vi as flores, arrancadas dos seus braços
largada sob a ira do sol, para satisfazer
o enfado do cansaço...
Vi os jardins chorarem suas felicidades
e os ventos soprarem o sopro oco, dos
seus amores.
No dia de finados... Eu vi a dúvida,
aflorando seus medos, seus credos, e seus
sonhos de horrores... Vi as lambanças
mística, revivendo o ato do seu assassino...
Eu vi o findo, cantando o hino...
No fino infinito do seu tino.
Não olhe para os lados.
As feras espreitam na escuridão.
O vento sussurra subitamente aos seus ouvidos,
E sem saber você simplesmente começa a correr.
Não olhe para os lados criança...
As árvores lhe observam,
Como vigias elas te cercam.
Somente continue andando,
A luz está no final do caminho de pedras e folhas mortas.
Menina-Fran
(Victor Bhering Drummond)
Menina querida, menina do coração.
Mulher do belo sorriso, da gargalhada leve, doce, gostosa.
Menina-Fran, menina-Franca,
Menina-fã da alegria, que contagia, que perfuma a vida de outros.
Tantos, tantos risos e sorrisos,
Tantas brincadeiras,
Bobeiras e momentos de falar sério.
Nesta data sua, tão sua,
Há mais do que motivos pra sorrir.
Porque seu caminho se perfuma e se “primavera” ainda mais.
No auge da estação-luz,
Nasceu a menina-flor,
Cheia de energia e calor,
Irradiados para o mundo,
Aquecendo a vida de todo mundo que é tocado por ela.
Cabelos ao vento,
Lindos, livres, vivos,
Tingidos pela cor da noite,
Aveludados pelo luar.
Ah! tanta coisa pra viver,
Tanta coisa pra contar,
Tanta coisa pra cantar.
Como é bom viver,
Como é bom viver
Sendo seu amigo,
Sem saber nem como nem quanto,
Simplesmente te amando
E desejando FELIZ ANIVERSÁRIO!!!
25 de novembro de 2007
TERRA DO NUNCA
Ela vive a realidade,
mas se afasta assim que pode.
A realidade que foge,
enquanto tenta alcançá-la.
Ela finge, se acomoda.
Ela está sonhando acordada.
Ela vive suas loucuras.
Fugindo sempre pro mundo da lua.
Experimenta a dureza do chão,
enquanto ela ainda não descobre,
por qual caminho se consegue "cair para cima".
Porque a sua sabedoria,
ainda é loucura pro mundo.
A tempestade que abala,
quer chover de novo.
Mas vou ser forte
e menos confusa,
menos egoísta e mimada.
Quero te ver sorrindo,
deixarei seu céu limpo,
sem viver vida amarga.
Como você não existe igual.
Porto seguro.
Paz sem final.
Você já faz parte da minha loucura.
Te amo e me desculpa por isso.
ELA GOSTA DO SOL
Ela nunca entendeu,
quem não gostava de sol.
Quem preferia ficar em casa,
ao invés de viver o dia.
Ela preferia sentir o vento
e o cheiro da maresia.
Ela respirava muito profundo,
assim como seus amores...
Ela preferia por os pés na areia,
ao invés do chão gelado.
Ela preferia te ver sorrindo,
do que te ver calado.
Ela nunca entendeu,
quem não gostava de a(mar).
Coloque sua mochila nas costas e dentro dela somente aquilo que realmente te importa: seus sonhos, melodias, poesias, coragens para desbravar o desconhecido, enfrentar o temido; a ausência de culpa, a capacidade de não julgar, o esforço para perdoar, a certeza de amar e a vontade férrea de transformar e deixar o mundo melhor do que quando o encontrou. Para essa bagagem não há excessos, limites. Apenas carregue-a e siga adiante! À sua frente um mundo pedindo socorro, uma estrada gigante. Vamos? (Victor Bhering Drummond)
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FORÇA SOBRENATURAL
Acho que não me conhecia tão bem
Desconhecia a minha força
Então caí, chorei, me desesperei
E atravessei a minha dor
Sobrevivi toda tormenta
Que em mim se instalou
Algumas vezes me mantive cabisbaixa
Por não ter coragem sequer, de me olhar
Como bambu, me senti envergada
Mas não quebrada e nem despedaçada
Me reergui, voltei a sonhar e sorrir
O inimigo tentou me destruir
No meu Deus, me reconstruí
Consegui ver a vida com outros olhos
O que ficou para trás, deixei por lá
Pedi ao Senhor, para me renovar
Ele me fez sentir livre e aqui estou
Não sou mais um caso perdido
Mantenho a minha cabeça erguida
Não nasci para ser quebrada
E nem despedaçada
Hoje, conheço a minha força
Porque sei de onde ela vem
CONTRA MÃO
Essa trilha concretizada...
pinche, pedra, força motriz,
contem morte n'uma errada
enforca vida por um triz.
Facão e cutelada no ar...
Nessa afiada guilhotina
todo dia, carrega tristeza
dentre sua sina assassina.
Sangue pinta suas margens
norte, sul ao fim do mundo
racional, irracional visagem
em uma fração de segundo.
Ceifadeira de vida e órgão
banco de adeus e lagrima
vacilo intimo, um contra mão
e o preço alto se propaga.
Antonio Montes
TÍTULO / TEXTO
Título barra texto
barra contexto
todo título,todo texto
toda história tem um trecho
-
Cada título
uma palavra
cada palavra
um título tem
-
Numa história
uma estória
uma história
de glória
-
O título da vida
do amor da
tristeza e
dor
-
O texto real
o título da
vida real.
Temos os dias e as noites
horas e mais horas que lentas
nem percebemos, aos poucos se vão,
sem pena, envelhecendo a vida
Temos os risos e choros
em tremulos lábios,
orações sussurradas
com medo do outro lado
Temos promessas e ilusões
pensamentos entorpecidos
onde muitoslutam e morrem
dentro de si mesmos...
Segunda-Feira
Eu, você
Despertar
Sinto sua respiração
Na mais pura sintonia
Com os pássaros a cantar
Na cama, uma sincronia
Os mirins sentem a paz e energia
Um encontro de almas
Fenômeno que ali acontecia
E eu, de gratidão, sorria todo menino
Sentindo nossas pernas acalentadas
Sem cadeado, pelo universo acorrentadas
Tão enroscadas quanto o nosso destino
Recado a uma sereia
O mar é sua casa, lar e estadia
Se agitado
Desafia tentando torna-la pequena
Quando calmo
Reflete grande alma serena
Eis que surge
Em meio ao caos de uma vida vazia
Uma bela sereia, Senhora do mar
Brilhando junto com o sol a se por
Sorte a minha, não poderia imaginar
Há nela uma semente de paz e amor
Tamanha seria a atração, sereia
Pelas curvas desse sorriso aberto
Como a cumplicidade do mar e areia
Quem sabe um dia estaremos por perto
Uma sereia do mar, uma Senhora bela
Mania de bom dia com sol e flor
Se onde há mar, amor
Gratidão por você ser ela!
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