Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Eles se amavam por poesia
e com poesia
não eram poesias do mundo ...
essas de versos ordinários
que nascem de noites entorpecidas ou , quem sabe, da lúcida luz
a poesia deles vinha da alma ...
de dentro ...
mas era tão pura e verdadeira
que escapava dos olhos e dos lábios
era tanta poesia ...
tanta ...
que se calaram
mas amor em silêncio, quando é verdadeiro, é capaz de deixar o mundo surdo
eu não sou um Drummond
e nem tão pouco um Pessoa
mas gosto de fazer semi-poesia
mesmo sem rimas
assim à toa
não importa é a maestria
com que o semi-poeta
descreve :
o que sente
o que pensa e
o que ver
e apesar das batalhas
no meio disso tudo
EU NÃO ME CANSO
Do livro E5PELHO5 POEMAS
DE CINCO AUTORES
ESTA SEMI-POESIA
É De : Lúcio Cleto Paiva Uchôa
Para a coleção lúcius éon
#Se eu me for 4
Tanta história , tanta filosofia
Tanta mas tanta poesia
Mas não me canso de procurar entender , quando e porquê !
De tanta procura , as vezes acredito eu que achei as respostas para todas as minhas questões .
Hoje porque sei que a minha morte será uma grande tristeza para o mundo e ao mesmo tempo felicidade ao sobrenatural , isso porque será o meu retorno a casa .
Sempre que me coloco de joelhos eu agradeço a Deus pela vida e peço que ele possa tardar a minha morte , isso porque não sei exatamente o que me espera em outra vida .
Há uma grande dúvida em mim , não sei se vivo o mundo com gozos e prazeres mundanos ou me preparo para a grande descolagem .
Se eu me for não chore
Porque estarei num lugar onde terá o reflexo do que foi a minha vida .
O poder do amor
Poesia minha...
Ah poesia....
Te aquieta....
Fique aí onde está...
Não me atormente...
Não me faça te usar...
Estou agora em repouso...
Me deixe dormir...
Eu preciso descansar....
Não me provoque...
Dentro de mim..
Está adormecido...
Eu me recuso á lhe escrever...
Se eu me despertar...
Não quero mais parar...
Em trazer-te aqui...
Em minhas inspirações...
Quando te uso Poesia minha...
Algo dentro de mim dói...
É uma dor que não quer cessar...
Todas as vezes que te uso...
Sem eu saber...
E sem você querer...
Juntos sofremos....
Sem ao menos saber nos defender...
Você chora de um lado...
E eu de outro...
Nas lacunas de nossa existência...
Sangra e atormenta...
Feridas abertas...
Que não querem cicatrizar...
Tu me sufoca....
Trazer-te aqui...
Não basta...
Eu preciso de algo real...
Não irreal ou virtual....
Porque tem que ser assim...
Em minha solidão....
Tu és a razão...
Somos cúmplices....
Por favor.....
Afaste-se de mim...
Minha alma está desgastada...
Machucada...
Eu preciso fazer ela se curar...
Só um pouquinho...
Estou no meu ninho....
Dormindo sozinho....
Ao amanhecer...
Te darei bom dia....
E juntos...
Iremos continuar...
O nosso poetizar.....
Autor:José Ricardo
Não tão distante.
Um dia não tão distante...
A poesia me encontrou....
Me cutucou e comigo gritou...
A alma...
Nessa hora...
Naquele dia...
Abri o ziper do meu coração....
E deixei cair tudo que não me pertencia...
Repleto de alegria...
E comecei a armazenar todos os meus passos nessa terra que vivo..
Soltei as asas da imaginação....
Busquei todos os alfabetos...
Coração completo e sonhador....
Alma de Poeta Voador...
Tranformei eu...
De um poema esvaziado...
Numa terna e bela canção....
Ao canta-la...
Percebi isso logo de imediato...
Ângulo perfeito dessa minha inspiração...
Ao horizonte de meus olhos....
A poesia em mim nunca mais faltou...
Não me lembro de nada...
Não sei se joguei alguma semente no passado por onde andei...
Quando me senti...
A pesença da poesia já estava comigo....
Entendi tudo...
Voltei nesse dia não tão distante...
Me lembrei que Amei sem saber....
E vi que o Amor é tudo...
Eis razão desse meu despertar...
Novamente caminhei....
Fechei novamente o ziper do meu coração...
Hoje...
Não desisto...
Até o momento...
Sou assim de fato...
O que me inspira..
É tudo..
Enquanto eu não escrevo..
Eu não me calo...
Ao escrever o que nem arquitetei em pensamento....
Esqueço de tudo...
Mais jamais posso esquecer...
Que a poesia está em mim...
E ela que faz eu ser assim...
E pra onde eu vou...
Comigo ela vai...
Confesso que não sei....
Pra onde vamos...
Se ela me contasse...
Sem medo de revelar...
Eu diria onde é o paraíso...
Que ela quer me lavar.....
Autor Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
O POETA, O POEMA E A POESIA
Eu como Escritor...
Não crio imagens...
Mais ás caço...
E com elas..
Observo e faço poesias....
Essa vida que levo...
Respiro o alfabeto completo....
Uso meu olhar e junto letras...
E derramo no filtro de minha alma....
Após isso...
Me sinto um caçador...
Aos poucos....
Me transformo em um trovador...
Nutrido e abastecido com letras filtradas dentro de mim...
Uso-as...
E faço Poemas e versos...
Universo esse...
Que me pernite em ser um Poeta....
Onde a dor e o clamor...
Misturam-se com alegrias e poesias...
Nas idas e vindas...
O teclado é o companheiro...
Onde o toc...toc...toc do meu dedilhar...
Se faz em meus ouvidos a melodia não cantada...
E poesia não falada...
E o poema não definido...
Explicar em detalhes...
Não...
Isso é inexplicável...
E defino tudo isso..
Em um sabor doce e notável...
E sinto que sou o poema...
Que faço o verso..
E inspiro poesias....
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
ENTRE POESIA E MISÉRIA
Extirpa-me a língua, os olhos,
Mas não peças que me cale!
Impossível calar-me a alma!
Nas entranhas dessa História
Vi beleza e barbárie!
Eu vi as rosas...
De Hiroshima
E também de Nagasaki.
Vi a luta de Zumbi
Das senzalas a Palmares.
Anjo preto nunca vi
Nos adornos dos alteres.
Vi Revolta da Chibata
Contra nossa força armada.
Entre os "muros do apartheid"
O sussurro de Mandela
Implorando igualdade.
Entre poesia e miséria
A palavra é o que me resta!
Então não peças que me cale!
Extirpa-me os ouvidos, os dedos das mãos,
As cores e o pincel, a pena e o tinteiro!
Mas não peças que cale.
Impossível calar-me a alma.
Temos telas de Monet
Os telões de Charles Chaplin.
Castro Alves e Pessoa,
A lírica poesia.
Não me fujam
Beethoven e a 5ª Sinfonia,
O Bolero de Ravel
E o tango de Gardel.
Entre poesia e miséria,
A palavra é o que me resta.
Então não peças que me cale!
Extirpa-me a liberdade!
Mas não peças que me cale.
Impossível calar-me a alma.
Eu vi os trens de Auschwitz
Holocausto e massacre!
Então não peças que me cale.
A palavra ainda me resta.
Dualismo Colossal!
Do mesmo orginal
O mais absoluto extremo de bem e de mal.
Jamais peças que me cale.
Mas se um dia me faltar
O esplendor das coisas belas;
Se faltar-me o espanto das barbáries,
Arranca-me do peito esta alma!
Pois de nada mais ela me vale.
Marcos Profanus
O seu lucro não é tudo, não é minha poesia que flui, usufrui, flutua e deságua em mim.
Seu lucro não é nada, não se compara a meu soluto gênico, não busca a explicação da vida.
Seu lucro não é tudo, não é definitivamente meu caráter espelhado e refletido, minha cultura, meu viver.
Seu lucro não é nada, não me realiza não te realiza, não sacia sua sede de pseu-espaço preenchido em si.
Seu lucro não é tudo, te encaminha para destruição programada, fôlego mortal, destrutivo.
Seu lucro não é nada, é a fonte da miséria, da matéria extrínseca, é invasiva, é óxido.
Seu lucro não é tudo, corrosão na escala a frente, ao morrer se lembra da modéstia.
Repito seu lucro não é tudo e ao mesmo tempo não é nada.
POESIA SENSAÇÕES
Não é apenas este mar que reboa nas minhas vidraças,
Mas outro, que se parece com ele
Como se parecem os vultos dos sonhos dormidos.
E entre água e estrela estudo a solidão.
Não queira me chama para que siga por cima dele, nem por dentro de si, deixe-me apreciar, sentir e partir...viver...
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
"Muitas vezes sou tomado pelo pensamento de que a poesia e a literatura não me servem de nada, que meus textos são pura insignificância e perda de tempo.
E é logo após tal pensamento que mais me ponho a escrever. Primeiro rejeito a mim mesmo, depois rejeito minha própria rejeição. Sem escrever, não sou. Se não pudesse escrever para fora de mim, o faria dentro de minha própria cabeça."
Poesia Nublada
Ei, você mesmo que está lendo,
já não ouço mais o seu canto,
o que houve?
Sinto falta das suas poesias
declamadas entre risos às 02 (h)
da manhã.
Eu sei, você se foi,
a chuva chegou,
escondeu o sol,
o meu sol se foi.
O que tenho é um dia nublado,
com nuvens espessas em pleno céu,
e ainda assim, o dia alvoreceu,
eu ainda acredito em arco-íris.
“Poesia não tem idade. Quando escrita com fervor.
Quer menino, ou gente grande. Todas tem seu valor".
Sou como uma tela que só de falar
não há como descrever!
Sou feito de poesia,
Que não há
como pintar!
PauloRockCesar
Poesia
"Poesia é tudo aquilo que não podemos explicar, mas que a reconhecemos, pelo simples fato de misturar-se em nós...." (Rose Felliciano)
Um dia uma voz de poeta
Escreveu uma poesia que não se consegui proferir
Pois era feito de algo mais forte
Sentimentos que só se podiam sentir
..
E então pegou nessa poesia
E dedicou a alguém em especial
E essa pessoa só podia ser uma
E tu és a tal
..
Tu és como a sereia
Que passeia no mar
E eu o homem no leme
Que passa a noite a te ouvir a cantar
..
Não me puxas para o oceano
Mas me puxas para ti
Dando um doce beijo
E que para mim sorri
..
És a lua que brilha
E fazes a noite melhor passar
És o farol que me guia
Para a ti sempre encontrar
..
Tu és a tal
Aquela que me faz tudo sentir
E um dia quem sabe
Ao teu lado vou dormir
Ainda não sabia de poesia ...
Fixava seus olhos no desabrochar da flor...
E a via pequena, gigante, de toda cor...
Nenhuma outra magia a tiraria desse torpor ...
Essa poesia eu dedico para você:
Não importa onde estamos Nossa amizade é eterna.
Nossa amizade sincera se fortalece a cada dia, mesmo longe uma da outra, a nossa amizade é mais forte do que a distância.
Na Natural Seleção
Mãe Natura é Implacável
Se não puser coração
Poesia fica impraticável
Pedro Gonzalez
Belezas ao léu se vão
Só um deserto se ceva,
Se não restar mais paixão...
Respeito à ordem primeva!
Ana Maria Gazzaneo
Paixão?! Chama que abrasa,
Pra me queimar, venha logo
Escancaro a porta de casa
Com ou sem chama, chama fogo...
Pedro Gonzalez
E teu treino com bombeiros?
Tá querendo desafio?
Paixões são fogos morteiros...
Paixão? Arranco o pavio!
Ana Maria Gazzaneo
O estopim já aceso
"nada segura o Sansara"
um beijo de contrapeso
e a colher a seara!
Pedro Gonzalez
Céus desnudos, tudo aclara...
Já não penso mais em nada...
Puro amor que se escancara?
Fico a sonhar na sacada!
Ana Maria Gazzaneo
( ..."nada segura o samsara")
Da sacada ao chão duro
são poucos metros de queda
mas da sacada ao céu puro
é o Cosmo que me enreda!
Pedro Gonzalez
(...Tua altivez, minha estela...)
Quedo-me ao chão, voo espaço...
Tenho as asas da alegria.
De sacada em ti me acho...
Descortinada a poesia...
Ana Maria Gazzaneo
Voo alto, asas ou vinho...
Acrobacias ou tropeços...
Na sacada do vizinho,
Um olhar... Será o começo?
Pedro Gonzalez
Mais em cima, mais embaixo...
Mais do lado, acerto o passo.
Verso truncado ao capricho?
Deixa disso, aperta o laço!
Ana Maria Gazzaneo
Laço apertado, gravata?
Passo apertado, ladeira?
Punho apertado, bravata?
E ela se diverte, faceira!
Pedro Gonzalez
Ele enfim já compreende
De tudo a grande beleza
Diversão que se dispende
Palavrinhas sobre a mesa...
Ana Maria Gazzaneo
