Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
DIFAMAÇÃO
Quem faz
Já tá
No chão
Poema MINDIM estilo criado por Luna Di Primo
construção em 3 versos de ATÉ 2 silabas gramaticais; pode marcar tônica, porém, dentro das 2 sílabas gramaticais. Vogal sozinha pode ser usada livremente, pois não tem valor de sílaba,ou seja, só conta como sílaba quando formar palavras.
Cheguei até a pensar que escrevia.
Durou até o dia em que percebi o papel preenchido e a tela inundada.
Era algo mais que palavras.
Eram versos…
com alma…
A Lua é a musa do poeta
Mas, a sua fiel companheira se chama Solidão.
A Lua é a dama do sonho deste cavalheiro.
Ela vem à noite de mansinho,
Feitiça ele com carinho,
E quando ela não aparece;
Ele dorme com saudade da sua bela.
A Solidão nunca lhe abandona.
Permanece quando todos vão embora,
Está na sua mão agora e toda hora,
Ela é persistente, não desaparece;
Ele só encontra a paz quando foge dela.
A Lua é complicada,
De tempo em tempo muda o seu semblante.
A Solidão sempre estável;
Tão sem graça, que nem sabe ser amante.
É a Lua, divina e perigosa,
A musa deste pobre poeta,
Cheio de ilusão.
Porém sua companheira,
Aquela amargosa;
Sempre será a Solidão.
Ei vamos curtir a vida é curta,
ouve aquilo que te dito e escuta.
Deixa de ser rap da net e mostra o k vales,
acaba com essas merdas e deixa-te desses males.
A Tom Jobim.
15 anos sem Jobim.
Realmente, tudo que é bom, tem fim.
Tanta coisa ruim pra ruir
e vai se embora meu maestro.
Cancionar, harmonizar o sol de Copacabana.
Eita saudade corroída pelo tempo,
eita tormento, piano com pano.
Consigo ouvi-lo quando em silêncio, ponho-me
na enevoada manhã dessas montanhas.
Estrangulo com as mãos, o pecado do ócio.
A ansiedade dessa cidade.
O tribunal de inquisições formais.
As bruxas de hoje não usam vassouras,
usam a mídia para se locomover.
Cansado dessa euforia do tempo,
de passar gota a gota pelo relógio,
coloco um vinil de Jobim e pronto!
Agüento mais um tempo até o disco acabar.
Túmulo de pesares.
Pensa, pensa, pensa,
túmulo de pesares.
Produz sua dor em mágoa,
pra mais tarde em paz, chorares.
Busca, busca, busca,
filho do desprezo e do escuro.
Busque encher seu embornal,
de todo mal e costure os furos.
Não perca um grão de desesperança,
que faz falta pra essa velha criança.
Melhor ter solidão do que nada.
Melhor só ter uma estrada,
do que procurar nos caminhos já percorridos,
sua morta amada.
Sejam bem-vindos as ruas sujas da cidade,
onde hoje em dia a pouca liberdade.
Que se lixe o governo e a sua falsa democraçia,
é por causa desses ladrões k o povo anda com azia.
Oh estrela que brilha
Oh estrela brilhante
Se vistes meu demasiado sofrimento até hoje,
Por que não me acolhestes?
Ristes da minha desgraça...
Ou simplesmente me esquecestes?
Solidão dos pensamentos.
A pior solidão que existe, de dia, a noite ou a todo momento é a solidão dos pensamentos.
Mesmo repleto de virtudes, sorrisos e gemas, correntes de ouro o prendem a realidade, lavando de suor, os sonhos.
Ser repleto é ser completo, só com os pensares que povoam o ar.
To dear Sue.
Meu Deus, meu Deus, meu Deus,
como acontece toda hora,
uma presença grandiosa e bela,
bela ninfa, esplendorosa aurora.
A caminho da Alemanha se vai,
aquela que tocou meu coração.
Meu refrão, minha canção, meu bolero.
A poesia, a trova, a canção.
Como faróis num mar sem fim,
seu sorriso ilumina a manhã,
uma saudade boa, uma fina garoa,
é o pensar que em minha alma assanha.
Querida e bela Sue,
Onde estará dentro de mim?
Num barco qualquer, bem longe no mundo,
torcendo os desejos, arranco do fundo,
forças que não possuo para continuar.
Estrela da manhã,
aura estelar grandiosa.
O acaso trouxe você,
a vida te leva a voltar,
para seu lugar, para seu lugar.
Borboleta errante.
Eu vi borboletas voando em duplas.
Depois de um tempo, só uma voltou.
Bem vinda borboleta ao meu mundo
De possuir o céu,
de voar sem rumo,
de amar o prumo da vida,
de ter a esperança perdida,
de encontrar nesse quintal mundano,
a outra borboleta que errando,
foi com o vento passear.
Brisa implacável.
Olha quanta coisa se perdeu,
olha onde escondeu a solidão.
Nunca foi morada tal esfinge,
tão nobre és teu coração.
Veja quantas noites nós choramos,
tristes, desolados, separados.
Sou mais que a bela borboleta,
que perdeu uma asa na brisa implacável.
A arte emana.
Passa por mim, passa por nós, pega você.
Isolado em seu mundo, ator maior moribundo, poeta.
Sub-quarto só e liquido, tendo ainda a grandeza de ser inteiro, completo e só.
Que a chuva lhe traga calma,
Através dela, limpe toda sujeira de tua alma.
Se livre de toda agonia.
Expira aquilo que não lhe inspira.
Viva a poesia!
Faça de hoje um novo dia!
Adoro escrever em versos
Neles expresso
N é tão complexo
N paro quando começo
Pra n ficar sem nexo
Aqui me despeço.
CASA CORAÇÃO.
..."O coração é um órgão de fogo, movido pelo sangue e motivado pelas paixões! É uma casa de um só cômodo sem portas ou janelas, que para muitos, é só um abrigo temporário e para poucos um asilo eterno. Quem nele entra e conquista o seu espaço, nele se eterniza e reside verdadeiramente e quando isso ocorrer, ao invés de chamá-lo de coração podereis carinhosamente chamá-lo de morada, porquê esse é o verdadeiro lugar onde habitará aqueles que fizeram a diferença."... Ricardo Fischer
ESPECTRO DO SONHO
Quem me dera, n'essa hera
um café do velho coador
torrado, coado com saco
na tapera do meu avô.
Sentado no banco de tabua
do machado e transado
um tempo que não apaga
os rastros de Nosso Senhor.
Uma etnia da velha vida
vivida pelos batalhadores
a terra... Sempre querida
com a colheita dos amores.
Vai o totem e vai a guerra
essa fera que nos consome
que o tempo leve as quimeras
e os devaneios da dita fome.
Esse azul na imensidão
feita de ozônio e oxigênio
a cada batida o coração
alcança mais um milênio.
Antonio montes
A Mãe da Última Mais Nova
Gotejou em quem estava no colchão
E a flor de sede
Agradecia se afogando…
A mãe da filha
Olhando a última mais nova
Entristecida com o céu a irrigando.
Cinco de Setembro
Em nome do que agora é medo
Esconde-se o dissoluto aspecto da solidão
Imediato e matinal desejo
Invólucro ao breu na escuridão.
Delírio silencioso e sem fim
Remete ao espelho um rosto condoído por mim.
O tempo vence...
