Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
A ONDA
Horas pitombas!
Porque tanta bombas nessa bomba?!
Essas bombas que se trombam,
tombam, desandam pelas ondas
e zombam balançando as bandas.
Essas bandas... Essas bandas!
Essas bandas se banda de banda
se esbaldam na onda e zombam
zombam no tempo,
e destrambelham em desalento
o zoa pela proa que debanda
e anda pela onda da corda bamba.
Porque rondar pelas ondas!
Que servirão para alavancar trombas...
Essas ondas d'essas bandas que debandam
quando a banda não curtem a onda!
Onda mar, onda bomba
que ronda pelo tempo
e ronda apela onda que desanda.
Antonio Montes
PALMATÓRIA
A palma da palma da mão
espalma palmada para agradecer,
bate palma como palmeira
na brisa do alvorecer.
A palma e a palmada, batem
arriba nádegas por nada
aniversária com palma, molecada.
Palmatória e sua palma, coração
palma de gado, arame farpado
palmada na mão, Sebastião
cardiológica a lógica zangão...
Palmeando a festa, de são João.
Antonio Montes
CANÁRIO E O PIÁ
O canarinho pia, piá
piou bonito em seu voar
um piado assim como cantor,
piando as coisas para o amor...
Pousou no galho do amar.
Piá... O canário piou, piou.
Outro dia piá, o canário piando...
Grosou aquela canção do pio
e com piadeira dedilhou
as lagrimas do tenro amor.
O canário piá, piou
engaiolado em sua saudade
os arames da vida lhes cercou
tirando a sua liberdade.
Antonio Montes
Talvez
Talvez.
Tanto faz.
O que se fez.
o que se faz.
Então, o que aconteceu?
No mais, entristeceu.
O que posso sentir agora.
Então posso ser agora.
O melhor pra mim.
O melhor pra você.
Será que vale tanto ser assim?
Ser calado, e se matar por dentro.
Se matar no sentido de não aguentar comentários.
Talvez.
Tanto Faz.
Ser meu amor maior.
Ser meu maior amor.
Tanto pra amar e ser amado.
Talvez o amor não sei o que é.
Quero sentir que te amo.
Quero sentir que te adoro.
Quero sentir que te gosto.
Vem pra mim.
Ricardo Lima Brito
14/10/2017
DESGASTA
Tanto tempo, tanto tempo...
Papa terra, papa vento,
papa a papa da mamadeira
taca e ataca no jumento
atracando a vida inteira
celibato, papa, convento.
Vou na papa da papada
papando com colherada
as águas batem na proa
engaja,canja gente boa
brisa induze a garoa
e asas, voam por nada.
Tanto tempo, quanto tempo!
passa rispes sentimentos
será a chave da vida!?
Ou enfeite de momento...
Quem sabe, tudo desgasta?
ou se acaba, ou se arrasta
na face do senhor tempo.
Antonio montes
Para quê?
(Victor Bhering Drummond)
Para que servem os entardeceres?
Para que agradeça pelo longo dia que viveu.
Para que servem os finais de tarde?
Para entender que há sempre um recomeço.
Para que servem os pores do sol?
Para agradecer pela poesia da noite.
E para que servem os lagos?
Para contempla-los e mergulhar neles todos seus sonhos para que ressurjam como realidade.
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BEIJO TEMPORAL
Seus beijos são ardentes
assim, como aguardente quente...
Evoluem como chuvas de temporal
formando corredeiras, cachoeira...
ventos assoviando no varal.
Correntes de água correntes
brisa de aconchego,
sob laranjeiras do quintal
... Arrastão de sentimentos
inebriando paixão...
Deixando o coração contente.
Antonio Montes
´´Curta o agora divirta-se...
Pois amanhã pode chegar tua hora de partir, ir embora...
E quem sabe não está neste instante jogando tua chance de ser feliz, fora.``
´´Solidão
No início é torturador
Depois, satisfatório
Onde o sol ilumina vivo em guerra
Onde a penumbra
Assombra, choro!``
Quando os postes se apagam
É quando os vizinhos saem de suas casas
Perguntam uns para os outros quando a luz volta
E enchem a rua dela
SORRIO E TREMO
Eu te vejo e ao te ver...
tenho empenho
tenho medo,
sorrio e tremo
inebrio no desejo, desse querer
e também me perco,
me perco no labirinto da vontade
e no medo de perder você.
Antonio Montes
Sopra vento cósmico
na vereda entre os hemisférios
do meu cérebro...
Ressoa nas câmaras do meu coração
e palpita e ecoa içando velas
nos canais fluídicos de minhas artérias;
nau a velejar pelos rios de minhas veias...
Preenche minhas mãos e os dedos
dando forma às palavras
que se tornam poesia com asas;
são pássaros eloquentes saindo do livro
para voarem juntos com os pensamentos
dos que ousam ler poemas.
MENINO INVISÍVEL
E aqui vemos o menino invisível
Em sua amável casa invisível,
Com um queijo invisível,
Alimenta um ratinho invisível.
Oh, que imagem linda de se ver!
Desenhe para mim uma imagem invisível?
Ás vezes, anseio partir...
Eu queria poder viajar
para longe deste lugar (aqui),
onde os amores nos deixam
e os amigos se afastam...
ir para além das realidades
que am mim se encrostam,
como se fossem
criaturas minhas.
Crônica: quando te olhei me apaixonei.
Autoria: Vítor Mathiolly.
Quando te olhei me apaixonei
Pelo teu olhar
Pelo teu sorriso
Com teu jeito especial me encantei
Você é tudo que um dia eu sonhei
Vou pegar em suas mãos
Vou te abraçar
E seguir por essa estrada do amor
Para o tempo
Para o mundo
Eu só quero amar você
Minha princesa sua beleza
Faz pulsar meu coração
Porque eu te amo
Sim,!eu te quero!!
Pela magia desse amor
Baby eu te amo.
Vou pra Minas apanhar Tanajura
Que é fim de outubro
E 'cê jura que eu aguento tanta saudade de casa?
Se num quer ficar só, vem comigo
A gente vai comer mingau de milho
Pescar dois lambari naquele riachinho.
Vem que lá cabe 'nois' dois
Ou então deixa estar
Que la deve ter chuva e ainda tá frio
Não é julho, mas sei onde tem fogueira pra me esquentar.
São João não me deixa na mão
Mas se não tiver tem cachaça,
Cana, uns trem assim amargo que esquenta o peito quinem quando a gente ama
E o que não falta lá é amor, sabor
Que o coração fica maior que manga
Espada ou rosa.
Em Minas quase ninguém chora
Se tem algo que o meu povo sabe,
faz direitin
'inda ensina é amar.
Pelas veredas outonais, olhos âmbares
seguem a ternura dos lilases d'alma
em sincronia com os passos dados
sem rebeldia, pintando a calma
A FALIDA CERTEZA
Então você acha que em vida
já é santo, que tem a cura e o poder de
salvar, e de condenar a nação...
Você acha, que pode mandar as almas
para Deus, ou para o cão?! Hum!!!
Então, você acha que é dono
do caminho da vida e da grande porta!
E que você tem as passagens,
as quais pode vende-las para os seus...
Em nome de Deus e da promessa
da eternidade? Hum!!!
Então você acha que os outros seres
é inferior a você, e que você pode
sugá-los em sua fé, alegando dizimo...
Tirar o pão em troca de salvação, no
mesmo tempo que você auto se propaga,
mais salvo que o resto do mundo? Hum!!!
É... Você faz isso, tudo para agregar
riquezas tendo muito mais do que precisa...
E vive surrupiando bens e vida!
Em que dimensão esta aquela parte
do camelo e agulha? Hum!!!
Porque tem o poder de salvar e a certeza
da salvação, de vida eterna... E mesmo
com todo esse poder, tem tanto medo
de morrer?! Você não acha, que achando
você nunca achará o que acha?! Hum!!!
Antonio Montes
Qual o meu problema?
Dia desses estava me questionando: “qual o meu problema?”. Eu, poucos anos de vida e uma inconstância de uma vida inteira. Julgava essa mudança um caso gravíssimo. Por que semana só leio, outra só escrevo? Por que semana só choro, outra só rio? Por que semana só amo, outra só clamo?
Alguns anos atrás me intitulava “bipolar”; santa ignorância! Bipolaridade, uma doença tão séria sendo confundida e banalizada por uma simples inconstância. E o que há, afinal? Hoje, chamarei, carinhosamente, de 3 M’s: movimento, mudança e momento. Eu, num mundo que não para. Eu, num mundo que se transforma. Eu, num mundo que tudo passa. E serei eu, então, nesse mundo igual para sempre?
Mudo como boa humana que sou. Hoje quero sorvete, amanhã salpicão – não gosto, mas amanhã vai saber. Hoje quero cantar, amanhã dançar. Hoje quero sonhar, amanhã amar. Hoje quero escrever, amanhã quero ler. Hoje quero você, amanhã quero ser. Adapto-me, como camaleão, ao meu momento, ao meu sentimento, tormento e lamento. Quero samba, rock e instrumental.
Por que cantarei, se não sinto vontade? Por que deixarei de sorrir, se não há razão para isso? Nem todos os dias são iguais, as pessoas também não! Como terei para sempre a mesma reação?
Ora, deixem-me sentir, que sentir faz parte do processo de cura. Deixem-me descobrir, que descobrir faz parte da evolução. Deixem-me ser, que ser é preciso para viver.
Qual o meu problema? Não me permitir; limitar-me; tentar me descrever. O meu problema? Achar que tudo é um problema!
