Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Nada do ponto de vista finito do universo, isto é, do ponto de vista humano é digno de maiores discussões. Quando penso que só na nossa galáxia temos aproximadamente 400 bilhões de estrelas, e que no universo observável existem cerca de 2 trilhões de galáxias, e cada galáxia com no mínimo 200 bilhões de estrelas, realmente tentar definir a realidade a partir de uma expectativa finita e humana se torna impossível, para não dizer loucura e arrogância.
A nossa existência é poesia, arte e amor, e cada encontro um milagre calculado neste universo mágico em que vivemos, algo inexplicável em termos mensuráveis, pois não se mede o amor, ou a beleza da capela sistina, ou ainda a poesia de Dante.
Assim deve ser interpretada a vida de cada ser vivo no universo, com poesia, arte, amor, mágica e milagres.
Feliz Natal a Todos
Alex Rich
Já comprei minha agenda
Vinte e um vai começar
Tanta coisa a se fazer
Mas ainda vai esperar
Faça hoje, viva agora
Pois a vida não demora
Diga “amo” a quem gostar
O Senhor das terras - uma confissão 🌼
Este espaço é o meu coração, nele eu confesso, me expresso, choro e sou feliz. Esta paisagem nele é muito bonita! Tem árvores tropicais, flores silvestres, chuvas de verão e noites perfumada de primavera, que só surgiram no espaço desse coração por causa de você.
Pare de maltratar essas terras.
Elas lhe pertencem! 🌴🍃🌺 das terras - uma confissão 🌼
Este espaço é o meu coração, nele eu confesso, me expresso, choro e sou feliz. Esta paisagem nele é muito bonita! Tem árvores tropicais, flores silvestres, chuvas de verão e noites perfumada de primavera, que só surgiram no espaço desse coração por causa de você.
Pare de maltratar essas terras.
Elas lhe pertencem!
- Yr🌹
Para Oussama;
Embarguei no choro
Naveguei nos meus mais profundos mares.
Você de roupa de mergulho entrou junto, e tudo pareceu ser mais fácil.
Página Virada
O tempo é veloz
É folha de outono amassada
É saudade num retrós
Fazendo da alma amarrotada
Ah! Poema de nostalgia
Com rimas em preto e branco
Que dói no peito sem serventia
O fado com crueldade e tão franco
Sim, quer me enganar com ilusão
Escondendo a vil realidade
Do poeta que fantasia a emoção
Bordando sonhos e felicidade
Nada sobrevive sem quimera
Nem tão pouco o amado ou amada
São flores sem validade na primavera
Oh! Tempo. Na desilusão, página virada...
(Não se pode ao sentimento esconder,
o meu amor não existe sem você)
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
03/01/2015, 22’18” - Cerrado goiano
Reflexões sobre o ocaso IV
O que me sobra
Ao fim da caminhada?
Um punhado de terra
E ser comida de bactérias.
"E quando mais nada sobrar
Potencializaria a equação do verbo amar?
No acabar
No após
E durante
Cada pegada escaldante
Mesmo que pareça fora de alcance
A miragem de real nuance"
Wesley Poison - Cor[Ação]
Saiba que ouço a canção do teu coração,
são toques suaves, mas fortes,
afinados em bemóis e sóis de verão,
reverberam junto ao meu, uma canção de ninar,
sob a lua que insiste em sorrir
desse devaneio - que anseio -
mas não é possível alcançar.
Marcha fúnebre
Quem será o responsável
Pelo meu olhar acabrunhado?
Quem carregará
O fardo de puxar o gatilho?
Quem vai embalsamar
O meu corpo para a hora da partida?
Quem trará uma lágrima,
Ao menos uma, para o meu funeral?
Quem?
Eu, que guardei tantas dores,
Acumulei desilusões
E chorei tantos dissabores,
Agora sei rir sem motivo aparente.
Tudo que sofri acabou com apenas um toque.
Vi que toda névoa se dissipou
E agora tudo faz sentido.
Nem a conheço, mas ela assim é
É mesmo grandiosa,
A esta vou dar um livro e um buquê,
À outra dei um poema e uma rosa!
Não me perguntem porquê,
Porque eu digo que ela é linda e jeitosa!
Tu usas a retórica que é arte de bem falar,
E por amar-te e por te querer tanto já me quero matar!
E por falar em convencer,
Eu também te convencerei,
Que tu vais em amor por mim arder,
E eu vou ser o teu rei!
teu sorriso é um mar
que me pego a navegar
teus olhos um lar
que venho a morar
pele a me afogar
lábios que a brisa
se pôs a tocar
há males
que vem pra bem
há mares
que bem já vem
há amores
que bem me tens
amar-lhes tão bem
que de trem já vens
quando eu flor
seja meu agricultor
quando tu flores
floresça com todas as cores
quando ele flor
regue-o com tuas mãos com fervor
quando nós flor mos
não nos deixeis decompormos
quando vós flor tis
brotaremos mais fortes
e quando eles florem
semearemos com nossos grãos de pólen
e o mundo inteiro florescerá
antes de ir embora, pensa nas vezes que partiram e por dentro te partiram.
antes de magoar, lembra o quão foi doloroso quando também te feriram.
antes de fechar seu coração, lembra quando fecharam a porta no exato momento que você estendia a mão. antes de uma ação impensada, lembra que do outro lado tem alguém que também sente, e que podia ser você.
Soneto do desejo
Às linhas azuis a quem escrevo
desejo uma curta vida de aventuras
desejo o medo de não temer as alturas
desejo o desejo de ser imatura
Desejo que reveja a assinatura
desejo que misture sua loucura
desejo que mate e descubra a cura
desejo que releia as escrituras
Desejo paz a pele escura
desejo vida a quem é pura
desejo fruta que esteja madura
Desejo mais de mais cultura
desejo curvas as esculturas
desejo amor a esta jura
“Chamei meu passado para conversar
Separei três cadeiras para presente, futuro e passado sentar
O presente estava vazio
O futuro incerto
O passado decepcionado
Conversamos sobre a vida
Vimos o tempo voar”
“O mesmo pôr do sol de todo dia
O mesmo nascer do sol
Meus olhos os enxergam como diferentes
E todo dia vejo
O pôr do sol mais lindo da minha vida”
“O que você deixou
Só eu e você vamos saber
As palavras profundas que te disse
Só eu irei saber
Tuas mágoas largadas no chão da sala
Cabe a mim tentar te esconder
Dos meus pensamentos”
(Ser) tão
Quando, à tarde, o sol risca o céu de encarnado
E a vida debreia seu ritmo normal
Vejo advir um ser tão bonito
Com um jeito sincero, de um povo sereno
Onde falar sorrindo é tão natural
Ser tão realista, da cerva trincada
Do banho de rio, da alma lavada
Que pede conselho e não desafina
Como sanfoneiro em festa junina
Um ser tão livre, que anseia por mais
Que nunca desiste e não volta atrás
Mas luta e persiste, pegando a estrada
Na mala um sonho, sem rumo, sem nada
Qual flecha atirada, não voltam jamais.
