Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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A magia de Xanadu não reside no ouro de suas cúpulas, mas no silêncio de uma mente viajante que descobre que todo lugar idílico, paradisíaco e de opulência extravagante é apenas o espelho de uma busca eterna por aquilo que a alma jamais poderá possuir.
Reno Fioraso

Não moro no talvez

Pode ser que um dia a vida nos coloque frente a frente. Pode ser que a conversa aconteça, que o acaso nos devolva um ao outro por alguns minutos.

Pode ser.

Mas eu não moro mais nesse talvez.

Não vou construir meus dias na casa de uma possibilidade, nem deixar a porta aberta esperando passos que talvez nunca venham.

Não preciso dizer que nunca mais.

Não preciso matar o futuro para conseguir sobreviver ao presente.

Basta não esperá-lo.

Se acontecer, eu encontro o que acontecerá com a mulher que serei então.

Mas hoje, eu fico aqui.

Sem negar a possibilidade, sem alimentá-la.

Porque há uma diferença imensa entre saber que uma porta existe e passar a vida sentada diante dela.

Eu já esperei demais.

Agora, se algum dia você voltar, que me encontre vivendo.

Não esperando.

Deborah Surian

A foto sou eu mesma

Deborah Surian

Em um Brasil de 2026:


Pesquisa eleitoral, não é só falha...
Ela, normalmente, só atrapalha...
É paga e favorece ao pagador...
Com isso, muitas vezes, está enganando o eleitor...
A justiça eleitoral deve impedir essa fraude...
Pois, sua principal função, é evitar a Ilicitude!!!


Pedro Marcos

Cuide!

Me leve para casa,
Não estou bem.
Preciso de um caminho,
Perdi minha bússola,
Ou talvez, nunca a tive.

Não consigo dormir,
Cochiche em meu ouvido,
Faça-me cafuné,
Beije-me a meia noite.
Faça a mim o que quiser,
Só não me deixe só.

O incerto sempre é certo.
Não temos domínio do depois.
A cada segundo, vivemos um milagre.


A insegurança bate forte.
A pressão imposta.
A necessidade do imediato.
Tudo satura, desgasta.


Só nos resta viver
Ou sobreviver,
Um dia de cada vez,
Pois é o que temos.


Não há momento ideal.
O amor não é um mar de rosas.
Amizades podem ser passageiras.


E nós, passageiros de um tempo sem regresso,
Desenhamos caminhos sobre o desconhecido.
Nenhum destino nos pertence por inteiro,
Nem o mundo obedece à nossa vontade.


E, enquanto esperamos a certeza de um porto,
A vida segue, indiferente à nossa espera.
Talvez o maior naufrágio
Seja nunca ter partido.

Um menino inocente
Habita um jardim vazio.
O sol já não brilha,
E as estrelas perderam sua luz.


O vento sopra mansamente,
Acariciando os cachos do menino,
Enquanto o silêncio repousa
Sobre aquilo que um dia floresceu.


Mas, em seus olhos,
Ainda amanhece.
E o jardim, esquecido pelo mundo,
Desconhece a luz que abriga.


Talvez o menino não saiba
Da escuridão que o cerca.
Talvez a chama que carrega
Seja a última a se apagar.

Não desista..


Está proibido abandonar seus sonhos, não importa quantas vezes você caia; levante-se, respire fundo, abrace a fé e vá!


"Caio Camara Cesar"

Uma fã me disse,
que as moças preferem os mais velhos, não soube explicar,
só soube se declarar,
não sabe ela,
que meu coração,
não pode ser dela!

Uma vez namorei um escritor a quem, certa manhã, comuniquei os desejos mais profundos: quero não ser. Sem entender, disfarçou, riu e fitou a atenção para outro assunto. Escritor de araque! Se fosse escritor mesmo, saberia exatamente onde é esse não-lugar em que não se é! Onde não se vai para não ser! Saberia exatamente que caminho trilhar, pois, para ter desejo de escritor, deve-se não ser.


E, ao não ser, saberás da existência do vazio, do real. Saberás que ali, onde não se é, é que é a vida. Conhecerás os mundos profanos que teus leitores esperam — se o autor espera apenas leitores, espera em vão. Pode ler-me, mas será capaz de decifrar-me?


Afinal, de que servem as palavras senão para esconder aquilo que, de dia, se expressa no brilho ofuscante, no branco ríspido que reflete o sol nas superfícies dos átomos terrestres: a pura natureza divina? E, à noite, na vasta imensidão cósmica, a alma, em sincronia com o mar de energia, que viaja em busca de sentido e significado?


Se crês que, com esta viagem, desfrutarás apenas daquilo a que se chegou, és um homem enganado, que desperdiçou seu bilhete único simplesmente por não olhar pelas janelas do vagão.

Cristo não esperou que os seus inimigos se tornassem merecedores para morrer por eles; morreu por pecadores, e pela cruz transformou a inimizade em reconciliação, porque a graça não encontrou homens dignos, encontrou pecadores e lhes abriu, em Cristo, o caminho de volta para Deus.
Romanos 5:8 ,10

A procura de mim mesmo.


Não, não é redundância, a procura de mim mesmo, busca, o meu eu superior, busca a energia, que está por trás do todo e de tudo; busco a mim mesmo de maneira frenética, de forma a encontrar o sentido da vida, busca o porquê da minha existência..


A procura de mim mesmo é subjetiva, ativa e intangivel..


A procura de mim mesmo, é a força motriz, que leva, eleva, e me faz desistir, de desistir de existir.
A procura de mim mesmo, passa pelas dores, lágrimas, sofrimento, angústia e também pelo amor, pela alegria de viver, e muito pelo o quanto a vida é bela, essa busca liberta dos grilhões da incerteza.


A procura de mim mesmo, está na criança que se perdeu.. se perdeu e agora se sente só, se sente abandonada em algum corredor de um lar por aí..
A procura de si mesmo, precisa passar pelo silêncio, pela atenção plena e si próprio, atenção à essa criança esquecida..


O encontro de sí mesmo requer enfrentar seus medos, iluminar suas sombras, requer coragem e muito esforço.
E encontrar a sí mesmo é elevar-se ao divino, é aprender amar a quem não damos tanta importância e atenção.
É sobre aprender a amar a sí próprio!
Acredito que ao finalizar essa procura, tudo se dissolve, como quando se pega um punhado de areia nas mãos e a abrimos dentro do oceano..


"'Caio Camara Cesar"'

Amo você..


Amo você, com uma intensidade que não consigo descrever, pensar em você faz meu coração transbordar na mais bela paixão.


Amo olhar seus olhos, amo acordar e ver que você está ao meu lado, olhar as curvas do seu belo corpo reveladas nas primeiras horas da manhã.


Te amo pq te amo, simples assim.


"Caio Camara Cesar"

Seja ou não seja.. Dane-se!


Que assim seja ou não seja, talvez sim, talvez não...


Então, dane-se os padrões com seus padrões, é padrão de beleza, de moda, de estética e todos vão se tornando escravos de um sistema que corrói, corrompe, vicia e adoece almas e mentes.


Bora viver, porque, viver é simples demais.


"Caio Camara Cesar"

O mundo, por si só, não é capaz
de trazer paz às pessoas, mas
as pessoas são capazes de
construir um mundo de paz
para todos.⁠

O QUE NÃO VOLTA ATRÁS


⁠Essas coisas não voltam atrás:
o tempo, a vida, a palavra lançada
e a oportunidade perdida.

Portanto, tenha mais cuidado hoje com o que você faz,
para não prejudicar ninguém.

Cuide de como está vivendo,
atente-se àquilo que vai falar
e valorize as únicas oportunidades que você tem.

⁠

Não se perde o que nunca se teve, nem se conquista o que já nos pertence.
A insistência em olhar para longe nos impede de perceber o que sempre esteve perto.

⁠Equivalência, não somente na física..., mecânica ou engenharia, mas a palavra que descreve a força que sustenta todas as estruturas do universo observável, inclusive o das relações humanas.
Onde não há aplicação de forças equivalentes, estruturas se rompem, pontes caem, estrelas perdem a luz e galáxias colapsam.

⁠Te amar e não te ter é uma forma lenta de morrer um pouco todos os dias.


(Ítalo do Couto Ferreira)

Há dores que não gritam... apenas ecoam no silêncio. Há corações que não batem... apenas cumprem o rito de estar vivos. E há almas que, de tanto sangrar invisivelmente, aprenderam a viver em estado de ausência.

Morrer? Como se mata o que já morreu por dentro? O que foi despido de esperança, esvaziado de fé, consumido pela saudade? O que vagueia entre os vivos, mas pertence ao território dos fantasmas?

Talvez morrer seja um luxo reservado aos que ainda têm algo a perder. Aos que ainda amam, aos que ainda sonham, aos que ainda acreditam. Porque há quem não morra... apenas continue existindo, arrastando o corpo onde a alma já não habita.

E é aí que mora o verdadeiro fim: não no instante em que o coração para, mas no momento em que a vida deixa de pulsar dentro do olhar.

Há amores que não pedem casa, pedem abismo. O nosso foi assim: intenso, especial, mas inabitável. Não por falta de sentimento, mas por excesso de medo. Não por ausência de amor, mas por incapacidade de o sustentar no mundo real. O que existiu entre nós nunca foi pequeno... apenas nunca encontrou chão.

Nós nos amamos no território onde tudo é permitido: na palavra, na promessa, na eternidade abstrata do “para sempre”. Ali, o amor era livre, belo, absoluto. Mas quando se aproximava da vida concreta (do tempo, das escolhas, das consequências) ele recuava, tremia, se escondia. Amar, para nós, não era encontro: era vertigem.

Você me amou sem me escolher. Eu te escolhi sem poder te ter. E nesse descompasso, criamos um laço feito de presença e ausência, de retornos e fugas, de silêncios que gritavam mais do que qualquer declaração. Não foi mentira. Também não foi completamente verdade. Foi sentimento sem morada.

O que nos uniu não foi a possibilidade de ficar, mas a impossibilidade de partir por completo. Eu fui o lugar onde você sentia sem precisar decidir. Você foi o lugar onde eu esperava sem poder avançar. Um amor clandestino não por traição apenas, mas por existir fora do tempo certo, fora da coragem necessária.

E ainda assim, isso não me diminui. Nem te transforma em vilã. Mas nos impede de seguir.

Porque há amores que não adoecem por falta de afeto, e sim por falta de destino. Eles não morrem... suspendem. Ficam pairando como uma música bonita demais para ser interrompida, mas dolorosa demais para ser repetida.

Talvez seja isso que fomos: um amor real demais para ser esquecido, e impossível demais para ser vivido. E amar assim é belo, mas ninguém mora no abismo.