Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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Manual para perder o juízo
Primeiro, não apresse o desejo.
Ele gosta de ser cortejado, ainda
que finja o contrário
. Depois, escute o que não é dito: o suspiro que
muda de ritmo, o corpo que se aproxima, a mão que permanece.
Não confunda ousadia com descuido.
O verdadeiro libertino sabe
que a liberdade do outro é o que torna possível a sua própria.
Há mais prazer em conduzir uma chama que responde do que em
incendiar uma casa vazia.
Por fim, não peça desculpas por sentir.
Peça desculpas apenas se
ferir. O resto é vida ,e a vida, quando se despe, não costuma falar baixo.




Alzira Aquino Mendes.

Às coisas que acontecem comigo são exatamente assim:

-Eu não acredito! - Isso esta acontecendo comigo?

- Sim, aconteceu!

Às vezes o silêncio de uma pessoa enigmática...

Não passa de uma euforia significativa que te leva para o maior dos maiores sentimentos do mundo.

Certa vez, você irá se desiludir, naturalmente isso vai ocorrer... não se desespere você também desiludirá alguém. Um processo natural da vida e dos nossos aprendizados.



⁠

Suportar decepções é fácil, difícil é aguentar o enjoo que se vem acompanhado.
E as borboletas não abandonam...

"O seu paraíso é tão artificial, tão cheio de ilusões que somente você cria. (Não sei por qual motivo)... Isso me faz sorrir"
Ou talvez eu já sabia e apenas prefiro me manter com meu meticuloso silêncio.

" o silêncio é a resposta"


Sinto profundamente,
mas não demonstro.
não há palavras,
em minha boca.


Na escrita,
me encontrei.
consegui ver quem sou,
porque me escondo.




Em um dia qualquer
estive em silêncio,
e nele permaneci.
depois percebi,
o porquê sou assim.




Eu estava na loucura,
pois não achei saída.
naquele momento,
eu quis desaparecer.
porém vivo
ainda calada,
Sem dizer e sentir.

Quando o tempo passou, eu não estava me importando. Até que a vida me mostrou como a realidade é diferente, e eu tive que aprender a amadurecer e a ter mais conhecimento sobre mim mesma.

Passei por momentos ruins que me transformaram em uma pessoa completamente diferente. Hoje em dia, olho para trás e percebo que, se eu não tivesse tomado aquele choque de realidade, ainda seria alguém imatura e orgulhosa.

Consigo reconhecer meus erros e aprender com eles. Então, sinto orgulho de mim mesma e do esforço que fiz para chegar até aqui.

"Não falo, só sinto"


Não digo o que sinto,
pois não sei dizer.
Mas sei que é preciso,
porém não consigo.


Sou conhecida como alguém
distante e fria.
Mas não sou assim,
só aparento ser.


Às vezes, gostaria
de ser vista como sou,
não como
acham que sou.


Isso é uma grande
loucura.

"Meu desejo"


Queria ser poeta,
mas poeta não sou.
Pois poeta sabe muito,
e eu aprendo com o tempo.


Sou escritora poética,
penso, sinto, digo e não falo.
Todos os poemas escritos
contêm meus sentimentos.


Escrevo muito
para não falar,
pois o silêncio
é a minha resposta.


Alguns querem reconhecimento,
e eu quero conhecimento.
Muitas palavras
e poucos lábios.


Observo atentamente
antes de dizer uma palavra.
Depois interpreto,
até compreender.
E isso me torna
uma pensadora.

" Cada pessoa é um mundo"


Eu vejo,
você vê.
Eu sinto,
você sente.
Mas não somos iguais,
somos diferentes.


Faço uma escolha,
você toma uma decisão.
Reflito sobre mim,
você reflete — ou não.


Você é um mundo,
eu sou mudo.
Faça acontecer
o que aconteceu.


Há uma razão
para cada solução.
Há um exemplo
para cada explicação.
Há pensamentos
para todos os pensadores.

"Ao te ver, me encontrei"


Quando te vi,
algo em mim despertou.
Não sei quem você é,
mas algo em você
me chamou.


Talvez seja por causa
dos seus olhos castanhos
ou do seu sorriso,
radiante e brilhante.


Não conheço seu mundo,
mas queria fazer parte.
Porém, não faço,
e compreendo.


Esse sentimento
me traz paz.
Por isso me sinto
tão leve.


Penso em você,
imagino você,
desejo você,
mas sei da realidade
e do que acontece nela:
não passamos
de dois estranhos.

Ser você mesma é uma das formas mais preciosas de liberdade.
Não há necessidade de aprovação quando se aprende a habitar a própria essência.

Há uma elegância que não se veste, uma beleza que não se imita e um perfume que não se esquece.
É a essência de uma mulher que conhece o próprio valor e jamais precisa revelar todos os seus mistérios.

Gestão eficiente não é apenas controlar recursos, mas saber onde cada recurso deve estar.


— Valdoir Slapak

ADEUS.
Adeus... Não chores. A noite me chama,
e o vento desfaz a derradeira chama.
O piano suspira num quarto vazio,
enquanto o silêncio se torna meu rio.
Teus olhos, outrora jardim de esplendor,
são lírios banhados na névoa da dor.
O tempo, esse artista de mãos tão cruéis,
desfolha promessas, coroas, papéis.
Partirei sem ruído, qual folha ao luar,
que aprende com o outono a arte de tombar.
Não levo riquezas, nem glória, nem voz;
apenas o eco do que fomos nós.
Se um dia escutares a chuva cantar,
recorda meu nome a contigo sonhar.
Nas gotas que beijam o vidro sem fim,
talvez sobreviva um pedaço de mim.
O céu tem caminhos que ninguém jamais
desenha com passos iguais aos mortais.
E a vida, qual valsa que chega ao final,
inclina-se, lenta, ao silêncio fatal.
As rosas que deste conservam perfume;
o amor verdadeiro não teme o negrume.
Ainda que a morte nos venha apartar,
há coisas que o tempo não pode apagar.
Adeus... Não é ódio, tampouco é prisão;
é apenas o adeus que amadurece o coração.
Porque todo encontro que o destino encerra
transforma-se em estrela escondida na terra.
Quando a lua pousar sobre o velho jardim,
e o mundo esquecer o princípio e o fim,
talvez uma valsa desperte do além,
tocada em segredo por mãos que ninguém
jamais conseguiu ver, tocar ou deter,
pois vivem onde o amor não pode morrer.
Ali, entre as notas que o vento conduz,
te esperarei vestido de eterna luz.
E se Deus permitir que o infinito, enfim,
reúna outra vez teu destino ao meu ,
não diremos "adeus", " nenhum"adeus outra vez;
seremos dois sonhos na mesma altivez.
Até lá, caminha sem medo, sem dor.
Quem ama de verdade jamais perde o amor.
O adeus é somente a pausa da canção;
o último acorde prepara a amplidão.
"Há despedidas que encerram uma vida, mas há amores tão profundos que transformam cada adeus no prelúdio de um reencontro eterno."

A DOR.
A dor não bate à porta; entra.
Não pede licença às alegrias, nem consulta os calendários da esperança. Vem quando o céu parece mais azul, quando a mesa está posta para a felicidade ou quando a alma, iludida, acredita haver encontrado repouso.
Há quem a amaldiçoe, chamando-a de tirana. Há quem a receba como sentença. Mas a dor, essa peregrina austera, nada possui de caprichosa. Caminha silenciosa pelos séculos, ceifando ilusões para semear verdades.
Ela derruba os soberbos, porque o orgulho não floresce sobre lágrimas. Cala os vaidosos, porque a vaidade se desfaz diante do túmulo. Desnuda os poderosos, porque a morte não distingue coroas de andrajos.
É no cadinho da dor que o homem conhece a fragilidade da própria grandeza.
Quantos ergueram palácios e não souberam construir um coração! Quantos ajuntaram moedas e morreram mendigando um gesto de afeto! Quantos venceram o mundo e perderam a si mesmos!
A dor contempla tudo isso sem escárnio. Apenas espera.
Espera que o orgulho se ajoelhe, que a revolta se canse, que o desespero silencie, para então revelar, entre os escombros da existência, uma centelha de eternidade.
Porque toda lágrima que nasce da consciência vale mais do que mil sorrisos comprados pela ilusão.
Bem-aventurado não é o homem que jamais sofreu.
Bem-aventurado é aquele que, depois de sofrer, tornou-se mais justo, mais compassivo e mais humano.
Se a dor visita teu caminho, não a transformes em ódio.
Transforma-a em luz.
Porque o sofrimento que apenas endurece o coração é tragédia; mas o sofrimento que desperta a consciência converte-se em sublime redenção.
E quando, por fim, a noite cerrar seus véus sobre a derradeira jornada, compreenderás que a dor nunca foi tua inimiga.
Foi a severa mestra que, sem promessas fáceis nem palavras lisonjeiras, ensinou tua alma a caminhar em direção ao infinito.

ENFIM, O MEU EPITÁFIO
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Não chores sobre a fria sepultura;
Ali repousa apenas a moldura.
Quem fui não cabe em pedra ou inscrição,
Pois fez da própria ausência uma canção.
Passei qual sombra errante pela estrada,
Levando a alma de esperança ornada.
Perdi jardins, abracei o inverno,
Mas preservei o lume do que é eterno.
Se amei, foi com a força das ruínas;
Se caí, foi beijando as disciplinas.
Jamais verguei ao ouro ou à vaidade;
Busquei, na dor, a face da verdade.
Não tragas flores para o meu jazigo;
Prefiro o bem semeado entre o perigo.
Que cada gesto nobre em teu caminho
Transforme em luz o pó do meu destino.
Se um dia leres estas derradeiras linhas,
Não contes minhas perdas ou conquistas.
Recorda apenas que um coração sincero
Jamais morreu por ter amado austero.
E quando o tempo apagar meu nome inteiro,
Sem voz, sem retrato, sem roteiro,
Escreve apenas, simples, sobre a fria pedra:
"Aqui repousa um homem que jamais deixou de procurar a Verdade; e, procurando-a, aprendeu que o amor é a única herança que não conhece sepultura."

ENFIM, O MEU EPITÁFIO. - Parte II
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Não venhas despertar meu pó cansado;
Silenciou meu último chamado.
A voz que outrora incendiava o vento
Dissolveu-se na cinza do momento.
Fechai meus olhos. Nada mais espero.
Bebi o fel, atravessei o austero.
Cada ilusão, qual lâmpada sem lume,
Findou perdida em seu mortal negrume.
Fui peregrino de incontáveis dores,
Colecionando espinhos, não louvores.
A cada queda, o peito se rompia;
A cada aurora, a noite renascia.
Amei além da força dos humanos;
Morri um pouco em todos os enganos.
Guardei sorrisos para quem partia,
Ocultando a própria agonia.
Jamais medi o preço do perdão;
Entreguei inteiro o coração.
Em troca, recebi o frio inverno,
Companheiro constante do meu inferno.
Agora, enfim, nenhuma voz me chama;
Extinguiu-se o derradeiro drama.
Nem glória peço, nem qualquer memória;
O esquecimento também possui vitória.
Se alguém passar diante desta pedra,
Não diga que o destino foi uma queda.
Escreva apenas, com piedade e calma:
"Aqui repousa um homem que perdeu quase tudo, exceto a dignidade. Buscou a verdade quando a mentira era mais confortável; escolheu amar quando o abandono parecia inevitável. Partiu em silêncio, mas deixou, na eternidade, a prova de que um coração ferido ainda pode iluminar o mundo."
E quando o vento apagar meu nome derradeiro,
Quando o tempo consumir meu paradeiro,
Não procurem meu rosto entre os mortais...
Procurem-no na lágrima que insiste em não cair mais, no abraço que chega tarde, na saudade que jamais encontrou sepultura. Porque há mortos que desaparecem da terra magoada e impura; e há almas que permanecem respirando dentro da dor daqueles que amaram sorvendo só amargura.

Capítulo XVIII -
O TESTEMUNHO DO FILÓSOFO DO ABISMO.

Livro: NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .

Joseph bevouir - Escritor. .

Eu o vi.
Não com os olhos, pois estes sangrariam, mas com a lucidez que somente a dor oferece aos que vivem à margem da existência.
Vi o instante em que o lírio branco mas vermelho e insano nasceu entre os dedos trêmulos de Joseph Bevoiur. Nenhum motivo biológico. Nenhuma explicação botânica. Era arte.
Ou era Camille.

Mas o lírio nasceu no porão.
E isso muda tudo.

Sou o que restou da razão depois que a beleza foi assassinada pela obsessão.
Sou o filósofo do abismo.
E aqui, neste antro de memórias devoradas, trago palavras que não salvam — apenas explicam, em linguagem febril, o que nem o amor soube justificar.

Camille...
Tua presença é o próprio grito calado.
Tua ausência, a certeza de que Joseph jamais poderá voltar ao mundo dos homens.
Porque te amou.
E amar o impossível é o primeiro crime de toda alma sensível.

A gaita de fole, aquela maldita gaita, toca em descompasso com as teclas secas de um piano que não deveria sequer existir.
Mas existe.
Assim como Joseph, que ama e fere na mesma mão.
Assim como Camille, que aceita e morre com o mesmo olhar.

Talvez Joseph nunca tenha querido te ferir, Camille.
Mas há amores que nascem fadados à crueldade… como lírios em porões sem luz.

E eu…
eu apenas escrevo.
Escrevo como quem sangra para que vocês dois não sejam esquecidos, mesmo que nunca tenham existido fora das páginas deste livro.