Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
MERO
Quem tem poesia: o céu ou as estrelas?
Dirias ser os astros no esplendor
ou todo o manto azul, feito de amor
no simples ato seu de, ali, contê-las?!
Relembres que o poeta, trovador,
abria a sua janela só pra vê-las
e, em sua compreensão fugaz, sabê-las
nos versos em que o céu era o doador.
O fato é que a poesia não tem dono,
nem palco, nem salário, nem patrono…
Cativa-nos por livre ser em tudo!...
Eu cá, um mero poeta entre outros tantos,
ao ver estrelas, céu, sorrisos, prantos,
não posso, ante a poesia, ficar mudo!
Teu sorriso é uma bela poesia
Teu sorriso penetra em mim
suaviza minha alma
um semblante inocente
abriga minha essência
na lucidez da tua palavra
encontro afago para o coração
tua presença me descortina
uma pluma sonhadora
enfeita o céu estrelar
do meu coração
e a vida se aninha
@zeni.poeta
Alma do poeta
Ah, poesia que absorve meu tempo
com generosidade
minha alma engrandece
meu coração lateja felicidade
em todo lugar uma caneta
um pensamento
um rascunho
faz parte de nossas vidas
um caminhar de simplicidade
para entender nossa existência
extrair da essência
o que Deus nos concedeu
com muito amor
libertar-se do profano
apegar-se à missão
em deixar um mundo
mais belo
onde vidas se transformam
e o homem
torna-se mais humanizado
@zeni.poeta
Um poeta teve uma ideia singela.
Um pesquisador que gostava de poesia, fez um estudo com cautela.
Após anos de pesquisa, escreveu um artigo dela.
Um escritor muito culto, leu a pesquisa numa janela.
Escreveu um romance, dedicado a uma donzela.
Um pintor renomado leu o livro dedicado a moça bela.
Muito tocado pela obra, fez uma arte em aquarela.
Um compositor aposentado encontrou a arte na favela.
Fez uma música e como capa usou aquela tela.
Um quadrinista iniciante se inspirou ouvindo ela.
Publicou a sua obra, mas morreu numa viela.
Um cineasta encontrou o quadrinho numa passarela.
Resolveu fazer um filme dando a um poeta uma ideia daquela.
Um poeta teve uma ideia singela.
Dia mundial da poesia - 21 de março
Ah, me embalo nas asas da poesia
no alvorecer de suas magias
nas horas estreladas
em devaneios
erguer os olhos e ruminar
para arriar na folha a fantasia
suspeita de um coração sonhador
lugar este que o mundo pouco percebe
o espaço ocupado
vivenciado
encantado
do artista poético
@zeni.poeta
Na angústia das horas,
troco lágrimas por poesia.
Em cada verso carrego o mundo
de saudades
de despedidas
de retalhos de histórias
vividas ou sonhadas.
Poesia sem título.
Mais do que um belo olhar
mais do que um belo sorriso
Sua energia me faz bem
E transmite paz ,quando estou perto de ti ou até mesmo longe consigo sentir algo
Muito bom vindo do seu espírito
Você me faz acreditar que ainda existe algo bom no mundo
Num mundo onde quase tudo é cinza ,você chegou pra ser as cores que faltam
E quanto mais eu gosto de você,mais eu gosto de mim ,e isso faz você diferente de todas as outras pessoas , oque te torna única.
Sei que é difícil arriscar ,pois você sabe que talvez não tenha volta porque você começa a se sentir insegura, mesmo sabendo de si. Tem medo do desconhecido.
Eu sou o desconhecido
A POESIA
Atenção, senhores:
a poesia
nem sempre cabe
nas palavras.
Para parir o verso...
As palavras flutuam
nascem e morrem
no mesmo instante
do pouso.
Silêncio!
Abram-se as portas!
O poeta descobriu
as metáforas!
Dizer- se,
Fingir-se,
Rasgar-se,
Embriagar-se...
Até a última
gota de alma.
Pronto.
Pariu-se a poesia!
— Que ruflem os tambores!
Até o dia clarear.
DA COXIA DA POESIA
Só quando os olhos cerro, sinto a poesia
Suspirando em uma prosa cheia de ilusão
Os tons marcantes duma doce imaginação
Perdidos nos sonhos, em uma poética via
Só quando cerro os olhos, vejo a fantasia
A tudo esqueço e sussurro com emoção
Pra não acordar aquela singular sensação
Onde é sentido, e não apenas o que seria
Só quando os olhos cerro, vejo o alheio
Amor, por entre o agrado e a sabedoria
Nada ou pouco quero se for sem anseio
Só quando cerro os olhos, que há quantia
N’alma, nos poemas, sem nenhum custeio
Tudo pegado de dentro da coxia da poesia
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
07 setembro, 2022, 17’12” – Araguari, MG
POESIA " O DESASSOSSEGO "
Desfacei-me de sossego
Nesta fria solidão,
Estando em paz comigo
Mas atribulada no coração
O que será de mim se um
Dia eu não te ver?
Seria eu tão fria sem
Sentir falta de você?
Claro que não!
Estou em meu sossego,
Falei de ti a Deus,
Apenas eu pedi
Que eu morra nos braços teus...
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
POESIA
" DESCONSTRUIR PARA DESCONTRAIR "
Permita-se desconstruir
Em teu interior à teu favor
Sem temor do falsário ilusório
Opressor
Agora, em tua nova história
Dirás " Prazer, eu SOU"
- Cansei de ser alguém,
Deixe-me cair para voar.
Desconstrução não destruição,
Apenas um evoluir por
Desamá o que fabricaram
Para mim
Assim pois,
Sou dona de mim, livre
Desapaixonada para
Te confundir... Quer me seguir?
Nasci forte demais para ficar ...
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
Contágio
Se a pandemia é contagiosa
A poesia é contagiante.
Já que a vida nos contagia…
Que seja de poesia!
Expressão da Alma
Um dia me perguntaram:
“O que é a poesia?”
E eu então respondi:
“É a expressão da alma
Em forma de melodia.”
E daí me questionaram:
“Você se sente um poeta?”
Foi quando esclareci:
“Sou simplesmente mineiro.
Todo mineiro é poeta…
Tal qual cada brasileiro.”
POESIA " FICOU "
Nesta angústia onde se misturam
Mil dores, tristezas, desamores;
Incertezas e lembranças dos
Dias de flores
Te vejo ao meu lado sem medo
Que fostes, quantas dores,
Tu fostes, assim deixaste
Um desastre ao meu lado...
A solidão que grita em silêncio,
No meu peito hemisférios
Aparecem das neblinas
Que te lembro aqui,
Balançando olhando pra mim...
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
Cada Poesia está para o Poeta
como cada Consciência está para a Alma, por isso,
cada Poeta está na escrita ao seu nível de Consciência!
NARRATIVA
Sobre a folha, aquela poesia plural
No verso, sentimentos empilhados
Nas saudades, os suspiros arfados
Na quimera, a ventura sem igual
E, tudo, numa poética sentimental
De especiais eventos, ali pintados
Em cadencias e tons apropriados
Dando a escrita um traço visceral
É dum sussurro com certo legado
Cochichado de um intimo secreto
De um momento, assim, inspirado
Então, a poesia, se faz num trajeto
E o poeta não mais se senti calado
Narrando as sensações no soneto!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/09/2022, 20’53” - Araguari, MG
ARCA VELADA
Guardei na poesia os meus segredos
As saudades, lembranças. o que pude
Tranquei na cadência aqueles medos
Na rima, a tal dor, asperamente rude
E, fui buscar o que não tinha, amiúde
Aquilo que apraz, os olhares, os ledos
Ai, conservei nos versos a boa atitude
Mas, muitas me fugiram pelos dedos
O momento, passou breve, rude sina!
Assim, como a inspiração que ilumina
Mas, a esperança sempre apaixonada
Ah! quanta poética sensação arquivada
Nesta arca velada... ah! quanta rotina!
Versando paixão e a alma enamorada!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19 setembro, 2022, 17’37” – Araguari, MG
EM CURSO
Nosso fado é uma poesia inacabada
Uma sedução de pluralidade na vida
Rimas indefinidas e epopeia velada
Arrematada de chegada e de partida
Nos inspiramos a cada uma alvorada
Em cada poética há palavra incontida
Cheia de sentimento, contos de fada
Ou não, talvez, uma cadência ferida
É a narrativa do tempo num existir
A estória num sentido inteiramente
Mesmo que não saibamos, sentir...
E tudo é breve, prosápia, vai tendo
Quanto caso tem em uma saudade
Quanto drama em cada odes sendo
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20 setembro, 2022, 15’17” – Araguari, MG
COM SEQUÊNCIA
O verso nasce, assim, se tem a poesia
Tem magia, utopia, agrado, inspiração
Sem deixar a ilusão e aquela sensação
Num alfabeto do coração, em quantia!
O verso nasce, assim, se tem o encanto
Aquele canto em voo rumo a docilidade
O pranto sussurrando ao poeta saudade
E a cadência saciando o travador, tanto!
Que assim possa, quando o verso nascer
Ter em um sentido, ir além, e o pra valer
Completando cada estrofe com essência
Pois, o tudo se tem, e nada é terminante
Na bagagem apenas o que for importante
Numa poética de emoção com sequência...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23 setembro, 2022, 13’42” – Araguari, MG
Música * poema, poesia...
A valorização dos valores morais e éticos no poema, poesia ou seja numa melodia, são criações, inspirações proveniente da alma, entretanto, almas de índole generosa, sentimentos duradouros e intensos, experimentações gigantescas. entranhada de vivências, comoções. Solange Malosto
