Poemas Vinicius de Moraes de Mar
Ela toda ventania...ele brisa leve..
ela toda mar revolto...ele calmaria..
ela toda poesia ... ele apenas estrofe ..
ela musica para os ouvidos ..ele silencio ..
ela paixão ardente ..ele apenas atração passageira..
Ela então um adeus.. ele , no máximo um até breve..
Ela é sol, universo...
Ela é mar, amar, oceano... intensa...
Ela é poema, poesia, música...
Ela é mistério, enigma, quebra-cabeça...
Ela é fogo, faísca, incêndio, brasa ... embriaguez de alma...essência...
Ela é livre, leve, solta, borboleta... aventureira...
Ela é doce, meiga, carinhosa, pimenta, ardida, fera.. mulher de fases, mulher de lua, constelação, céu de estrelas...
Ela é girassol, iluminada..de temperamento forte, ela é luz, paraíso, o caos, a perdição... menina, mulher, força,emoção, razão.
Ela é o mar... de uma alma infinita, livre, leve e solta ..de um coração enorme e uma coragem inabalável.
Ela é mar de emoções, de sentimentos profundos e de uma força incomum ..
Misteriosa, enigmática, intensa...
Feito vendaval revirando tudo..ela passou por mim..e desde desse dia..eu nunca mais fui o mesmo...
Eu conheci o mar..
eu mergulhei bem fundo em teus olhos..
esse oceano verde de segredos..
essa esmeralda preciosa de verdades..
eu pude ver bem fundo..
quando coloquei meus olhos castanhos..
no oceano dos teus olhos verdes..
Fé
Você não viu o mar se abri, você não viu o coxo anda, você também não viu o gigante cair, mas você escolheu confiar, você não viu Jesus ressuscitar, você também não viu o pão se multiplicar, mas pela Fé você e o Justo viverá. Muitos duvidam e zombam de você, eles dizem teu Deus não existi e não vai te ouvir, mas isso eu sei que não vai te abalar. Pois a Fé não consiste no que você pode ver, mas crer que o impossível vai acontecer. Bem aventurado você que crer sem ver.
"Já procurei encontrar através das ondas do mar,
o que meu coração ainda não conseguia esquecer
além do horizonte "
Quanto
Quanto a te agradar
Quando fui água, tu querias que fosse mar
Quando fui chuva, tu querias que fosse tempestade
Quando fui céu estrelado, tu querias que fosse céu nublado
Quando fui amor, tu querias que fosse rancor
E quando finalmente fui eu, tu não querias mais nada de mim
E quando for tentar te agradar, de nada lhe importará
E no meu tempo perdido, te agradar foi desperdício
Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
Mar Tempestuoso
Mar revolto ,
mar tempestuoso
Ao homem o deixa medroso
às garças pacientes a esperar
que volte a calmaria
para que possam se alimentar
Sorumbáticas , encorujadas
Sabem por instinto próprio
que não adianta
o furor do mar enfrentar
Então , empoleiradas aguardam
a tempestade passar
Confiam no amanhã
Como o bom pescador,
sabem esperar a maré baixar
edite lima/2019
As ilusões de sua vida
Sangrada pelas trilhas nascidas
Entre o mar de solidão
e a praia de pensamentos
Corroe a alma e o coração..
VOU ME LEVAR !
Eu vou me levar!
Pra ver as ondas do mar
Sentir cheiro de mato
Pegar frutas no pomar.
Eu vou me levar!
Ver o brilho das estrelas
Tomar banho de chuva
Sabor de frutas vermelhas
E vinho de pura uva.
Eu vou me levar!
Abraçar os amigos
Que tempos eu não via
Quero pescar no rio
Sentir tudo que sentia
O vento soprando suave
Sentir-me como criança
Voar como se fosse ave
Brincar aquela velha dança
Ver as minhas professoras
Que ensinaram viver
Na dura arte da lição
Construir vida como missão
A primeira paquerinha
O coração disparava
Emoção que não me esqueço
Lembranças que me aqueço
Eu vou me levar!
Vou me levar pra passear
Vou me levar pra sonhar
Vou me levar para amar!
Sim... Tudo por amor!
Só me amando de verdade
Poderei de todo meu coração
Amar a todos pela eternidade!
JOÃO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES
POESIA
É tarde de mês de novembro
É tarde de ventania
É dia de chuva
A chuva é de vento
Não existe Mar à vista
Nenhum continente pra conquistar
Não há Mar pra eu andar sobre as águas
Não é tarde de conquista
Ela é só mais uma tarde de novembro
Eu nem me lembro quantas vezes vivi
Ou quantos meses eu vi este ano
Nesta tarde planejo
Molhar-me na chuva
Troveja
E eu vejo pela janela
O vento carregando aquela nuvem
Pra distante
E antes que chova
Novamente o Sol arde no Céu
Como há muito esse Céu não ardia
Malogrando meus planos
Num dia de tarde de mês de novembro
Era chuva de vento
E lentamente o meu banho de chuva
Outra vez se distancia
Numa tarde de Sol
de outro mês de novembro.
Edson Ricardo Paiva.
Mar
Nada mais
Que deserto
Apesar
de tudo que a gente pensa
A única diferença
Entre Mar e deserto
é a água e a sua ausência
Tudo mais
é Sol por cima
há vida por sob ambos
e dispersos caminhantes
Tudo mais
Assim como era antes
Compara-se a isso
A única diferença
É estarmos atentos
ou não
No momento certo
A própria vida
Ilusão concreta
Algo errado
Que deu certo
ou não
Tudo mais é atravessar
O Mar
Deserto
Solidão!
Edson Ricardo Paiva.
Às vezes rosa
Às vezes chumbo
Às vezes mar
Às vezes mundo
Todo dia vida
Às vezes prosa
Às vezes verso
Às vezes má
Outras o inverso
Sempre vida
Às vezes isso
Às vezes disso
Às vezes esse
Às vezes desse
Eis a vida
Às vezes queima
Às vezes arde
Às vezes longe
Às vezes tarde
Sempre, todo dia
Vida mesmo
Só de vez em quando
Edson Ricardo Paiva.
Meu coração ficou lá
Deslumbrado, à beira da enseada
Vendo naus e o mar
Minh'alma, de certa maneira
Vida inteira a olhar
Pássaros velozes, de olhares felizes
No ar, com ares de alegria
No nascer de mais um dia, assim, do nada
Um pedaço de céu
Que passa pelo espaço
De um pedaço de papel
Que eu faço de outro céu
A vida em folhas mortas
Espalhadas pelo vento
Esperando a vida nova, renovada
Sentir o que se sente
destarte, sem querer
Assim se passaram os dias
Sem saber quais horas eram
Tudo sempre era momento
O tempo não tinha idade
Acima da linha do olhar
O que fica de verdade
É em parte invisível
Além do fim do caminho
É a arte de ver a luz
Que reluz ao redor
Meu coração ficou lá
Creio que será melhor
Esperar outro dia
Que vai sim, nascer do nada.
Edson Ricardo Paiva.
Os Felizes.
Eu atravessava um mar de verdades
Embarcado numa nau de fantasias
Sendo apenas um cara comum
Assim era a rotina
Eu assim cuidei de mim
Deixando a alma lá no alto da colina
Descia pra vida
Eu era só mais um
Num mar de avenidas
Um avião de papel
Num céu verdadeiro
carregado de mentiras
Esse era o segredo
Era assim que eu vivia
E chegava inteiro, lá no fim do dia
e voltava pro mesmo caminho
Repleto de maldades e inverdades
No íntimo, outro nenhum
Eu tive que aprender a diferença
Entre concreto e quimera
Caminhar descalço e sem nada nas mãos
Somente o latido de um cão eu sabia legítimo
Primaveras verdadeiras
Flores falsas. sóis fingidos
Qual de nós soubera
Decifar seu brilho entre os olhares
Se eles foram milhares?
Subir no trem devaneio
Deslizar em meio aos trilhos
Assim, quando o dia termina
Regresso à minh'alma, lá no alto da colina
Sem pressa, dormir
Comigo ao meu lado
Repleto de calma
Sonhar um mundo perfeito
Nas ruinas do ruido do silêncio
Do imperfeito que me atinge
Saber que é apenas um sonho
Que me aflige e não me fere
Todo dia era do mesmo jeito
Hoje eu vejo olhares vivos
Ativamente em desacordo
Conhecem os segredos do mundo
Tem até vontades próprias
Pensam preferir
Preferem
E seguem sendo enganados
Fingem de outro modo
Atolados no lodo
Felizes
Perdidos na vida.
Edson Ricardo Paiva.
Quando quiser voar
ouse alçar, que o Céu é seu
e quando quiser navegar
pode içar, que o Mar é nosso
se acaso quiser partir
pois que lance um olhar às estrelas
há muito te espera o infinito
basta desejar tê-las
não se esqueça, não há segredo
é só despedir-se do medo
e dos poemas cinza-pálido
se seus ouvidos pudessem ver
o que tento dizer em silêncio
e o coração esquecer
aquilo que a mente receia
faria um acampamento
na cratera de um cálido vulcão
sentado à beira da fogueira
a olhar o Céu e o voo do condor
pomares, mares em flor e chão de areia
decifrar o segredo da vida
antes que ela seja
totalmente consumida
irremediavelmente perdida
abra os seus olhos e asas
não há sonho que não se viva
não existe nenhum horizonte
cuja vista não alcance
se lance
vá viver a vida
à tarde o vento empurra a vela
Vejo o mar pela janela
Se à noite o vento apaga a vela
Mesmo assim, no escuro, és bela
Te vejo passando e pergunto
Meu Deus, o que foi que te trouxe?
Quisera fugir de presença tão doce
Quem sabe se ao menos
Tão bela não fosses
e quando não estás
vou pra janela
olhar as estrelas pulsando
teu nome e teu sorriso
brilham no Céu
de vez em quando
Lembranças que se acendem
e esperanças que se apagam
Qual lume, dos insetos
que à noite vagam
dá até pra sentir o perfume
que emana da tua presença
posso até parecer triste
sou mais feliz
que você pensa
Seu cheiro tua ausência compensa
e meus sentidos embriagam
embriagado então
grito baixinho
que é pra não acordar
minha tristeza adormecida
que existe por não poder
estar em você
nem na sua vida
e isso torna a minha
sem sentido
se cego e surdo
fosse eu, de fato
quem sabe a sorte permitisse
ver-te bela
pelo tato.
Quando o Mar finalmente secar
Quando o Mundo deixar de girar
Quando os pássaros não mais voarem
Quando os últimos olhos se fecharem
Quando a última Estrela se apagar
E Deus desistir de nós
Talvez eu finalmente compreenda
Que amei a pessoa errada.
De vez em quando eu vou à Lua
Hoje, não sei se voltei de lá
E fui direto ao fundo do Mar
Este lugar é tão pequeno
Me deixes ao menos querer
Assim como sempre me deixaste
Partir e ir embora
Sei que nem ao menos percebeste
Mas viajaste comigo no tempo
A sessenta minutos por hora
Achando tudo errado
O que quero, o que penso e o que faço
Neste tempo e neste espaço
Criticando o meu sucesso
e aplaudindo meus fracassos
Não sei se te deste conta
Mas um dia estarei partindo
E pra sempre estarei por lá
Aproveites hoje o meu abraço
Pois não voltarei jamais
Pra este lugar ao seu lado
e tu, que tanto me preteriste
Finalmente há de saber
O que é ser triste.
