Poemas Vazio

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A síndrome do corpo vazio.
Sem elementos de vida emocional.
A existência tornasse algo atroz de disatinos assim vemos aglomerados vertentes.
A simbiose da superação juntamente com caminhos da luz celeste.
Vemos que podemos superar antigos conceitos para novos horizontes libertadores.

Aglomerados de rocha vagam pelo vazio contínuo do espaço, sem dar pistas de que, sob suas camadas de poeira e gelo, repousam as tumbas dos novos faraós cósmicos.
​Cruzando o infinito, uma supervia quântica corta o cosmos — um corredor multigaláctico idealizado e erguido pelos antigos construtores da humanidade. Entre as sombras do passado, os Anunnakis permanecem como silhuetas de histórias possíveis e impossíveis; nunca os vimos, mas suas crenças ecoam através dos séculos. Mais adiante, nas lendas da mídia antiga, sussurra-se sobre os Dopras, uma civilização lendária cujas colônias abrigam humanos e híbridos em perfeita coexistência mútua. E há Atlantis: suas cidades submersas e pirâmides desafiadoras fazem a imaginação arder, revelando que o Egito e seu povo escravizado foram tristemente injustiçados, transformados em meros artifícios de uma história mal contada.
​Enquanto isso, nós, em nosso profundo desequilíbrio, tateamos o escuro tentando alcançar a Lua e, quem sabe, Marte. Os anos passam, as tentativas falham, e o vácuo deixado pelo progresso é preenchido por teorias de conspiração e alienações como o terraplanismo. Paradoxalmente, até mesmo esses retrocessos parecem ser degraus — dolorosos, mas inevitáveis — na lenta evolução da mente humana."

O abismo ouve...
O abismo responde...
O vazio está no máximo silêncio...
A palavras são sussurros aos ventos


Lágrimas veladas sao catigas de amor
As mesmas lágrimas escorrem num rio de solidão. ..
Entre linhas dos céus lágrimas são gotas dos ceus...


Luz calida sob ador da alma fria sem vida, mais vida é resiliência. . .
Canta todavia a música da paixão...
Que embriagado sonho seja maravilhoso...
Os primeiros raiar do sol sua alma canta no linear do despertar sonhos parecem ser o desejo de viver cada instante eterno....

Clamo no meu vazio existencial...
Sou coveiro de tantas ideias...
A filosofia é simplicidade compreensão inata do cepucro da alma livre.


Corvos encantam as sombras de alegorias que invente a farsa dos poderoso.


Palhaços clamam por atenção diante da alienação... um brinde por mais notórias aplausos aplausos todo tem vários tamanhos diferentes para sermos capazes de corrupção chantagens outras coisas mais.

Nossa dor atrozes...
Pois declínio é a ignorância
Virtudes que nadam num mar vazio.
Dias passados foram feitos pelo astros.

A ausência de lembranças é um triste vazio. A memória é o elo entre o passado e o presente, entre o corpo e a alma, entre o vivido e o sonhado.


(Tostão)

ESPERANÇA

Quando a esperança morre, nasce um vazio que parece engolir tudo por dentro.
A vida perde o sentido. É como se algo essencial na nossa existência apodrecesse — algo que não se recupera com palavras bonitas ou com frases prontas de motivação.

O que sobra é o instinto mais primitivo: sobreviver.
Dormir depois de uma batalha, acordar para outra… torcendo apenas para chegar ao fim do dia respirando, e repetir o ciclo no dia seguinte. Sem cor. Sem brilho. Sem magia. Apenas sobrevivência.

É caminhar no escuro, sentindo o peso da desesperança e a ausência de qualquer promessa de luz.
É conviver com um vazio que não explica nada, não consola, não responde. Apenas ocupa.

E o mais doloroso é perceber que, quando a esperança se perde, nenhum argumento parece capaz de trazê-la de volta.
É só o silêncio… e o vazio.

O seu vazio afetou estruturas que eu duvidava existir;
O medo e a inconstância não podem habitar aqui;
Num existir à flor da pele, o raso que você traz não sente o que sou e acomete meu ego o querer fútil de um olhar;
Um olhar pra dentro que você não é capaz de dar.
Ninguém é abrigado se não é lar.

Silêncio


O silêncio não é vazio.
É casa cheia de coisa que a gente não fala.
É a noite em Salvador
quando o vento para
e só o mar conversa baixinho.
É o espaço entre uma palavra e outra,
onde a alma respira
e Deus conserta o que quebrou por dentro.
O silêncio cura.
Tira a poeira da mente,
acalma o coração apressado,
ensina a ouvir o que o barulho esconde.
Tem silêncio que pesa,
de solidão.
E tem silêncio que abraça,
de paz.
No silêncio a gente se encontra.
Escuta o próprio pensamento,
escuta o outro sem interromper,
escuta a vida acontecendo mansinha.
Porque às vezes
o que mais precisa ser dito
se diz calado.

O tempo colhe experiências de suas escolhas. Impossível o tempo colher só tempo , no vazio, uma vez que ele passa e repassa em tantos altos e baixos . Tempo que voa e como depressa passa !

João Batista Barbosa

Do que antes era vazio, criou-se forma...
Do que antes era árido, criaram-se águas...
Do que antes era cinza, criaram-se cores...
Do silêncio, do vazio e do frio, nasceram sons e calor...
Do que era somente parte, virou todo...
Do que antes era pouco, deságua uma infinidade de possibilidades...


Então, aqui, inquietante espera,
até te conhecer...

Nem sempre um coração vazio tem espaço;
Nem sempre um sorriso é de felicidade;
Nem sempre um estou bem é real;
Nem sempre um não importa, realmente não importa;
Nem sempre estar sozinha é solidão, só uma escolha;
Nem sempre uma dor é de amor, mas falta dele;
Nem sempre vemos o que realmente está diante dos nossos olhos;
Mas de uma coisa tenho certeza, nada é para sempre.

"Quando nossa cabeça
está cheia, é que, o nosso
coração está vazio"

"A minha saudade não é vazio, é o amor que ficou guardado no peito, aquecendo o coração quando a presença já não se pode tocar."


By Amauri Alves

Entre o excesso e o vazio

Gosto do equilíbrio:
nem tanto, nem tão pouco.

Há coisas que não podem perder a cor,
porque o colorido também é uma forma de alegria.

Outras não precisam de excessos.
O minimalismo tem sua própria calmaria,
e não precisa ser ausência de detalhes.

Porque simplicidade também pode ser rica:
em cor, em textura, em calor,
em tudo aquilo que, mesmo sem exagero,
faz os olhos permanecerem.

Tua ausência tornou-se o compasso vazio dos meus dias. Há uma melancolia profunda em redescobrir o mundo sem o brilho do teu olhar para iluminar os pequenos detalhes que só nós sabíamos decifrar. Dizem que o tempo cura todas as feridas, mas, para mim, ele tem sido apenas um relógio parado — um eterno inverno que se instalou desde que nossos caminhos se desencontraram.
​Sinto uma saudade latente da simplicidade de sermos, apenas, um só coração. Daquela época em que a nossa maior promessa era o próximo encontro e o meu tesouro mais sagrado era o som da tua risada, que ecoava como música em minha alma. Perdi-me em labirintos de palavras não ditas e em gestos que o orgulho ou o medo adiaram. Hoje, com a clareza que só a saudade traz, percebo que, no afã de viver a vida, esqueci que o meu mundo só possui sentido pleno quando está ancorado no teu porto seguro.
​Não te peço que apagues as cicatrizes ou esqueças as dores, pois elas também narram a nossa história. Peço apenas que permitas que a ternura prevaleça. Lembra-te do toque que desarmava qualquer tempestade e daquela conexão que parecia ter sido escrita nas estrelas, muito antes de os nossos corações aprenderem a bater.
​Se ainda restar, nas profundezas da tua alma, um pequeno refúgio guardado para o que fomos, deixa-me provar que podemos ser ainda mais. Não desejo voltar para o mesmo lugar de antes, mas sim construir um novo destino, como alguém que finalmente compreendeu o valor inestimável do que possuía e que hoje está pronto para lapidar esse sentimento como o mais raro e precioso dos cristais.
​O meu coração, teimoso e eternamente fiel, ainda pulsa no ritmo do teu nome. Estarei aqui, no nosso cais particular, observando o horizonte e esperando para ver se o vento, em um sopro de misericórdia, decide trazer-te finalmente de volta para casa.

O tempo, cruel, passou em vão.
Viu a estação mudar, o ponteiro avançar.
Mas o vazio aqui, no meu coração,
recusa-se a sair, a se findar.
​Somos dois mundos, sem a ponte.
Distantes, sim, e o drama é meu.
Vejo o futuro lá no horizonte,
mas ele é igual ao dia que você partiu.
​Nada mudou.
​Na quietude fria da sala,
onde só o silêncio me acompanha,
escutei, em uma onda, uma farra,
o murmúrio da sua voz, tão estranha.
​É o toque final desta melancolia:
saber que a dor tem seu nome, sua morada.
O amor se foi, mas a saudade é magia
que te traz de volta, em cada madrugada.

EU E O MAR...


Sol , mar , praia
Tudo é silêncio
Espaço vazio
areia quente ,
mar a me chamar
Prefiro ficar
debaixo do guarda sol
a sós com minha água de coco
Saboreando aquele momento
toque do vento
murmúrio do mar...
Deus a me espreitar
Eu a louvar ..

edite lima , Novembro/2019.

A Espera da Palavra

Existe um silêncio que pesa no peito, um vazio que se instala enquanto a alma se senta na beira do caminho esperando, apenas, que alguém fale. Esperando um eu te amo que venha sem pressa, um sinto sua falta que cure a distância, ou um simples estou aqui que reorganize o mundo que desabou por dentro. Passamos a vida guardando palavras com medo de parecer fragilidade, sem perceber que o outro pode estar no limite das suas forças, precisando apenas ouvir que a sua existência faz diferença e que o seu lugar no mundo continua guardado com amor.

A Dor do Vazio


A jornada de quem escolhe acolher muitas vezes esbarra no espinho doloroso da ingratidão e do silêncio. Dói profundamente quando nos doamos por inteiro, esvaziamos as nossas próprias reservas de afeto para preencher o vazio alheio e, no fim, recebemos em troca a indiferença ou a traição. Essa quebra de expectativa gera um sentimento de abandono e nos faz questionar o valor de termos sido abrigo. No entanto, compreender que a resposta do outro diz respeito apenas à maturidade dele, e não ao valor do nosso gesto, é o que nos impede de fechar as portas do coração para o mundo.