Aglomerados de rocha vagam pelo vazio... Celso roberto nadilo
Aglomerados de rocha vagam pelo vazio contínuo do espaço, sem dar pistas de que, sob suas camadas de poeira e gelo, repousam as tumbas dos novos faraós cósmicos.
Cruzando o infinito, uma supervia quântica corta o cosmos — um corredor multigaláctico idealizado e erguido pelos antigos construtores da humanidade. Entre as sombras do passado, os Anunnakis permanecem como silhuetas de histórias possíveis e impossíveis; nunca os vimos, mas suas crenças ecoam através dos séculos. Mais adiante, nas lendas da mídia antiga, sussurra-se sobre os Dopras, uma civilização lendária cujas colônias abrigam humanos e híbridos em perfeita coexistência mútua. E há Atlantis: suas cidades submersas e pirâmides desafiadoras fazem a imaginação arder, revelando que o Egito e seu povo escravizado foram tristemente injustiçados, transformados em meros artifícios de uma história mal contada.
Enquanto isso, nós, em nosso profundo desequilíbrio, tateamos o escuro tentando alcançar a Lua e, quem sabe, Marte. Os anos passam, as tentativas falham, e o vácuo deixado pelo progresso é preenchido por teorias de conspiração e alienações como o terraplanismo. Paradoxalmente, até mesmo esses retrocessos parecem ser degraus — dolorosos, mas inevitáveis — na lenta evolução da mente humana."
