Poemas Vazio

Cerca de 7167 poemas Vazio

O toque chama — insiste — repete,
um eco metálico no vazio,
como se minha urgência fosse leve,
como se meu tempo fosse frio.

Do outro lado, silêncio.
Um silêncio que pesa, que arranha,
que cresce dentro do peito
feito algo que não se ganha.

Não é só a ligação perdida,
não é só o “depois eu vejo”,
é o desprezo que se insinua
como um gesto sem apreço.

Porque ali vai meu trabalho,
minha pressa, minha razão,
e volta apenas o nada
ocupando a conexão.

E então nasce uma chama breve,
bruta, rápida, voraz —
um impulso de quebrar o mundo
pelo respeito que não se faz.

Mas no fundo, o que grita mesmo
não é raiva — é ser ouvido,
é querer que, do outro lado,
exista alguém comprometido.

Decepção.

O vazio não está mais aqui,
Pois teho quem me faz rir.
Solidão, saia daqui,
Pois tenho quem me faz sorrir.

Como a brisa suave de um luar,
Assim me vejo por demtro surtando,
Com esse seu olhar,
Sinto meu rosto esquentando.

Como posso aguentar,
Ver essa cena?
O meu amor,
tentar tirar-me da cabeça?

Por isso digo,
Uma dica importante.
Não fique como fico,
Com essa dor constante.

Amor não dói
O que dói é o vazio que ele deixa dentro do seu coração
Quando ele se quebra e vai embora
Restando apenas tristeza, arrependimento e solidão

CHEIO DE VAZIOS
De que te enches oh vazio
Com teu espaço invertido
Quão mais robusto mais esguio
Em tantos nadas sem sentido
Do Big Bang deves ser tio
Sem precisão do acontecido
Idas e vindas por um fio
Em teu silêncio merecido
A emoção de ser bravio
De utilidade em ter vivido.
(Alfredo Bochi Brum)

Eu sabia que um dia você iria partir…
mas não imaginei o tamanho do vazio.

Que a dor faria morada,
silenciosa e constante.

E que a saudade viria assim —
avassaladora, sem pausa, sem aviso…
tomando tudo que ficou de você em mim.

“A oração, a meditação e o vazio fértil são caminhos antigos e profundamente humanos para acessar o silêncio interior e se conectar com algo maior do que nós. São práticas que transcendem religiões, culturas ou crenças específicas porque nascem da necessidade de se recolher, escutar e encontrar sentido.”

- do livro O centro é você: como se reencontrar no meio da confusão do mundo

VAZIO ESTRANHO
Outra vez pensando apenas em caminhar
Me encontro confrontada
Com dúvidas sobre onde essa estrada
Vai me levar
Talvez haja pedras nesse caminho
E talvez eu caia
antes de entender por quê


Não chore
Ainda não é o fim do mundo
Se perder no meio do caminho
Encontrará a saída antes que o sol se vá
Todos nós em algum momento
Nos perdemos
E agora o que nos resta
Um vazio
Um vácuo
De quem ainda finge saber andar
⁠

MISERICÓRDIA


Misericórdia, pai!
Esse vazio na barriga, esse buraco no peito, essa amarga vida, misericórdia!
Será bela o suficiente a realidade para virar poesia?
A fome, a violência, a matança.
Me perdi para os tiros, as balas perdidas direcionadas intencionalmente ao meu peito,
Eles me mataram, pai!
A luz do sol é forte, mas não tem praia.
O luto da casa, a fome da semana, a morte do dia.
Santa Vida, mãe de misericórdia, vida, morte e angústia nossa, salve!
A ti imploramos, nós, malditos filhos de Eva, por misericórdia!
Ó vida, tu és tão colorida pra quem é maioria, e tão cinza para as minorias.
Cinza, a cor do cartaz de luto.
Luto! Luto e não sobra nada!
Eu morro de trabalhar e me falta em casa;
Maldito és tu, que me oprime, que me desgasta.
Eu rezo para implorar misericórdia!
Misericórdia, misericórdia, misericórdia, misericórdia!
Amém.

No Silêncio de Dentro


Há um silêncio que não é vazio
é espelho.
Nele, a alma se escuta sem disfarces,
e tudo o que gritava por fora
revela que sempre nasceu por dentro.
Quando o silêncio incomoda,
não é o mundo que pesa…
é o encontro inevitável
com aquilo que evitamos sentir.
Mas, se a coragem permanece,
algo sagrado acontece:
o ruído se aquieta,
os medos se assentam,
e a mente, enfim, respira.
Então, no terreno quieto do ser,
brotam ideias como sementes de luz
discretas, profundas, vivas
porque toda criação verdadeira
nasce primeiro
no silêncio do coração.


Simone Cruvinel

03/05/2026

Não é um espaço vazio.
Não tem paredes ou limitações.
Ele expande, ele tem vida…

É semelhante às profundezas do mar.

Aquele que me deu nome,
o que me acolheu,
que deu sentido a quem sou.

Onde eu nado livremente,
como se já conhecesse cada esconderijo daquele oceano.

Eu sou a extensão.
Eu vivo ali.
Também é o meu lar…

Os meus mergulhos não me afogam.
Eles me dão consciência de quem eu sou.

E, quando retorno, é o sol que me recebe,
com a sua força e clareza.

E essa é só uma pequena parte
da beleza do pertencer.


Ana Caroline Marinato

Mesmo quando o coração se sente vazio, o Espírito Santo está ali, soprando vida e lembrando que somos amadas e escolhidas.


Janice F Rocha

Máscaras
Lembranças falsas lançam suas máscaras no vazio.
Graças a Deus, somos todos falhos, errantes e pecadores.
Por isso, por gentileza, não fale de mim,
até porque já não me lembro de você.

Entre a Pressa e o Vazio

Vejo as pessoas indo e vindo,
cada uma com sua vida e sua história.
Tristes, felizes, chorando ou sorrindo,
tão perto da morte ou sedentos por glória.

Quando foi que essa corrida começou?
Não ouvi o barulho da largada…
talvez porque o que ainda me apetece os olhos
seja o retrato de uma vida já ultrapassada.

Onde não corríamos pra ser melhor que o outro,
nem pra mostrar quem tem mais ou melhor,
mas sim quem ia estar conosco na caminhada,
com olhos marejados de amor.

A companhia de uma vida parece tão longe,
que chega a ser uma viagem,
na qual o destino é incerto
e, na ótica de hoje, talvez uma miragem.

Enquanto o mundo busca comparação e status
pra, de alguma forma, se sentir vivo,
eu conto as coisas que vivo —
sozinho em um quarto, sozinho…
sonhando com um mundo mais compassivo.

Raphael Bragagagnolle

Solidão Cósmica


Flutua pelo vazio do espaço
Quem faz da dor um grito silencioso
Vagando sem rumo através dos astros
Desenha palavras não ditas
Que ecoam como algo precioso


Passa por cometas e estrelas
Sobrevivendo ao frio e ao calor infernal
Se fortalece cada vez que morre
Mas as marcas que ali ficam
Lembram que a dor é incondicional


Alguma vez no vasto universo
Orbtaria um majestoso lugar
Numa via de estrelas distanciadas
Descansa na sombra de um planeta
Com vista para um belo luar

O vazio que ficou na casa parece o reflexo de dentro do peito. Mesmo igual, tudo mudou: até a densidade do ar da casa mudou e ficou mais pesada e sufocante. O mesmo chão que antes era sólido, às vezes parece movediço. Todos os nossos sonhos e risos deram lugar a um silêncio que antes acalmava e era apreciado, mas que agora virou ensurdecedor e confuso.
Quando o "nós" deu lugar ao "eu", o mundo – tanto interno quanto externo – mudou de forma. Parece que ficou mais difícil se entender e viver a partir de agora. O ambiente ficou mais amedrontador e traiçoeiro. Será que tudo que a gente viveu não era real?
Esse fim gentil parece pior e mais difícil de suportar, pois eu não tenho nenhum sentimento ruim para me apegar. Eu não consigo desejar o mal, não guardo nenhum rancor, apenas ressentimento. Como se segue a partir disso, sem nada? Como se supera ou se convive com essa loucura? Juro, eu achava que fosse mais fácil...
A estrutura do espaço, dos planos, a forma de se enxergar: sem a presença dela, perderam a cor, o sabor, o cheiro. O que antes era lar virou um espelho. E ficar cara a cara só contigo mesmo, com as lembranças, com o que poderia ter sido, é muito doloroso.
Será que nomear o sentimento reduzirá um dia o poder que ele tem sobre mim? Será que criar novos rituais me ajudará a reencontrar o "nós"? Ou, mesmo vivo, ele foi embora para nunca mais voltar? Como achar a saída desse labirinto? Existe alguma lente para me localizar no eco da ausência?

Sabe o que mais me intriga?
A complexidade e a magnitude do céu.

Ele me abre um vazio no interior.

Não um vazio de ausência,
onde o vácuo é absoluto.

Mas um vasto lugar,
onde a imensidão cabe perfeitamente.

Ele me convida a perceber o infinito de possibilidades
e, ao mesmo tempo,
o quão pequena eu sou diante de tudo.

Se eu pudesse trazer para essas palavras
o mais lindo céu que já vi…

E se pudessem tocá-lo
como eu o toquei…

Observei camadas
e deixei que cada ponto de luz me atravessasse.

E hoje percebo
que uma parte dele reside em mim.

Afinal,
existem coisas impossíveis desver.

E é por isso que eu sempre me lembro:

as estrelas são possíveis
para quem tem o céu no coração.

Ana Caroline Marinato

Temeis a dor da alma...
Mais que a dor da carne.
Porque tudo que não se completa
É um vazio infinito.

Vazio…

No dicionário
significa desprovido de conteúdo,
contudo faço um apelo ao leitor:
o meu vazio tem nome
e pode ser chamado de amor.

O vazio que reside em mim
não foi por mera coincidência,
aliás, saliento
que esse companheiro diário
é fruto da minha total incompetência.

Incompetência em ser humano.

Ora, precisamos ser honestos,
também fui rude, desleal
e com amor ausente de gestos.

Mas faço uma correção no meu texto,
se não vos importunar:
humano é aquele que vive, aprende e erra,
acerta
e com consciência
nos faz diferenciar.

Errei com quem mais amava,
fui ausência
quando apenas a minha presença
era necessária,
e agora o vazio
que eu deixei no peito
se instaura.

Chame de carma, retorno,
eu confesso que não ligo,
trago comigo dores e desilusões
que rezo
por não findarem comigo.

Se não findaram,
ao menos matou uma parte de mim,
que acreditava no amor
e que não era uma pessoa ruim.

O tempo a curou
e disso me alegro,
não gostaria de ser o algoz
daquela que obteve
meu único sentimento sincero.

Esse vazio caminhará ao meu lado,
já estou me acostumando
com sua estranha beleza,
ao ponto de acordar
e desejar:

“Bom dia, tristeza.”

Raphael Bragagnolle

*UM GRANDE VAZIO...*
Apesar de tentarmos satisfazer os nossos desejos, no final, sempre ficamos com um GRANDE vazio no coração. Reflita com atenção:

_Você é viciado em tudo que dá prazer? Que vida vazia! A busca do prazer nunca é satisfeita (Provérbios 21:17)._

A questão está na motivação do coração...

_Motivos confusos transformam a vida num emaranhado; os motivos puros levam você pelo caminho direito (Provérbios 21:8)._

Ele é o vazio almanaque,
O Mortuário de embarque,
A escuridão do charque,
A alma vazia de palanque.

Frívolo pilar longínquo,
Imutável e oblíquo,
Honorário pulsante,
Averso de semblante.

Oscilante atômico,
Crespo cômico,
Contradiz o advento imaginário,
Permeia e nada em um aquário.

Maresia da fertilidade,
Desbravam-no na futilidade.

Quem é este ser incompreendido?