Poemas de Lamento
O Tempo que Não Volta
Eu sou a memória que dança no vento,
um eco de risos, um doce lamento.
Sou a criança que correu no quintal,
com os pés descalços, num mundo imortal.
Eu vi nos olhos dos homens de bem,
a força do caráter, o amor que se tem.
Vi nas virtudes, tão simples e puras,
a luz que curava as dores mais duras.
Eu brinquei com o tempo, sem medo de errar,
construí castelos que o vento levou.
Pulei amarelinha, subi em árvores altas,
e nas noites de lua, contei tantas estrelas.
Eu sou a alegria que não se repete,
o abraço apertado, o doce biscoito.
Sou a inocência que o tempo levou,
mas que em meu peito ainda vive, ainda dói.
Eu vejo agora, com olhos de gente,
que o tempo não volta, que o tempo não mente.
Mas guardo comigo, no fundo do ser,
os valores que ensinam a gente a viver.
Eu sou a criança, o adulto, o passado,
o futuro que espera, o sonho guardado.
E mesmo que o tempo não queira voltar,
Guardo minhas virtudes, pra nunca parar.
Poema: (deso)lamento
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel
já não posso voltar atrás, consertar os desacertos
e desfazer tudo aquilo que me fez quebrar em pedaços tão pequenos,
me restando somente o futuro ora premeditado.
eu tento, tento remar com as mãos,
mesmo em frente à invencível tormenta,
mas, sabe, ainda estou aqui,
sofrendo, chorando e rindo de tudo e de mim mesmo,
ainda estou vivo, mesmo sabendo que o fim me espera.
então me debato,
choro e rio,
também me desespero,
choro e rio,
enquanto o doce abraço espero.
Arrependimento
Hoje meu peito dói, um peso profundo,
Arrependimento ecoa, um lamento fecundo.
Pelo que já não tem como ser remediado,
Minhas amizades se foram, um mundo desolado.
Os poucos que ficam, em sombras, se escondem,
A confiança se esvai, como o tempo responde.
Estou fraca, um reflexo do que eu fui,
E a credibilidade se foi, um eco que não flui.
Fui ao fundo do poço, mergulhei na mentira,
Envolvi meus amigos, numa teia que delira.
Agora estou só, na solidão que me abraça,
Um mar de arrependimento, que nunca se disfarça.
Amigos se vão, como folhas ao vento,
E tudo será história, um triste momento.
Fui vilã do enredo, mesmo sendo no fim,
Carrego a dor da perda, um eco de mim.
Que a vida ensine, que a dor é um farol,
A iluminar os caminhos, mesmo em meio ao sol.
E que, ao olhar pra trás, eu possa ver,
Que o arrependimento é só um passo a aprender.
Da sua vida, sempre sentirei tudo,
Nos momentos de alegria, nos de lamento profundo.
Quando tudo vai bem ou quando tudo vai mal,
vejo em seus olhos a dor, o peso, o sinal.
Do perfil do Jão, sua tristeza reflete,
um grito mudo que na alma se repete.
Sinto muito essa vida que tem que passar,
pois a mim preferiu apenas enganar.
Te vejo surfar nas ondas da ilusão,
mas nesse mar, não serei a sua canção.
A correnteza te leva, sem rumo, sem paz,
e eu fico à margem, onde o amor não se faz.
Eu Posso
Eu posso erguer meu próprio caminho, seguir adiante sem medo ou lamento, vencer espinhos,
rasgar o tempo e moldar o destino, romper correntes,
sarar feridas,
e renascer das cinzas do vento.
Ultrapassar os muros erguidos, ultrapassar a dor, unir pedaços, ultrapassar o medo e ser maior.
Eu posso tocar o infinito,
eu posso ser livre no grito,
eu posso vencer o que há de mais aflito, ser coragem,
ser verdade,
ser sol,
ser.
Eu posso acender minha chama,
ser fogo, ser brasa.
Ser centelha e maré que inflama.
Ser tempestade que passa.
Ser quem sonha e quem ama.
Ser o voo que não se atrasa.
Eu posso trilhar novos passos,
ser coragem,
ser imensidão,
ser o sopro que toca o chão,
que rasga a escuridão,
ser a força do meu trovão.
Eu posso recomeçar do nada,
ser coragem,
ser imensidão,
ser o sopro que toca o chão,
que rasga a escuridão,
ser a força do meu trovão.
Eu posso acender minha chama,
ser fogo, ser brasa.
Ser centelha e maré que inflama.
Ser tempestade que passa.
Ser quem sonha e quem ama.
Ser o voo que não se atrasa.
Lamento
Depois de tanto tempo
Eis me aqui em tua presença
Nos caminhos do pecado fui levado e andei sozinho
E me esqueci daquele dia em que eu te conheci
No encanto e nas ilusões desse mundo me perdi
Me lembro de como tu me guardava
E o que o teu Santo Espirito me ensinava
Não soube dar valor ao verdadeiro amor
E agora abatido aqui estou
Peço ouça meu clamor
Eu me arrependi daquele dia em que te abandonei
Ai como eu sofri, Jesus vem me perdoa
Eu vacilei
Na escuridão da alma, um lamento ecoa,
Em sombras profundas, a dor se aloca.
No silêncio da noite, os demônios dançam,
Emaranhados em sombras que avançam.
Sangue se mistura com lágrimas frias,
Em um mundo de angústia, onde as almas se perdem.
A lua, testemunha silente do desespero,
Enquanto corações partidos clamam por alívio.
Em cada canto escuro, um segredo escondido,
Em cada suspiro, um grito contido.
A escuridão abraça, sem piedade ou perdão,
Num poema dark, ecoa a solidão.
Mas mesmo na penumbra, há beleza oculta,
Em meio ao caos, uma luz sepulta.
Pois onde há sombra, também há luz a brilhar,
Num eterno conflito, onde a esperança ousa se manifestar.
Lamento
Como a agua lisa de uma praia cercada por ilhas
A calmaria dentro de mim me assombra
Poesias vem e vão em pilhas
No silêncio vazio das sombras
Imaginações , soluções , parecem ter me sido arrancada
A alma quase desfalece no desespero
Cicatrizes abertas , atadura tirada
Lutando ferozmente , cortado pelo medo
De onde vem esse mal senão de mim
A natureza humana e infantil e imatura
Metade da vida vc aprende sim
A outra metade você se cura
A vida quando vazia não te oferece muito senão tristeza
Qual o sentido de prolongar os dias na turvez desses pensamentos
Coração escravizado tirou me toda beleza
Restando apenas o lamento
Pouco lamento esse afastamento entre nós, mas entendo os motivos de tal abismo
Nessa relação fizemos muitas promessas, porém, poucas foram cumpridas
E assim, não percebemos quanto de espaço deixamos para as mágoas que se formaram
Nos perdemos pelo caminho e nossas mãos, antes entrelaçadas, se soltaram sem que nos déssemos conta
- Onde ficou nossa atenção?
- Em que momento o fim dos sentimentos nos acometeu?
Lembro que você começou a planejar viagens, enquanto eu só aprofundava minhas raízes...
- Como não percebemos?
Acho que a gente se acomodou e não enxergamos os sentimentos se apagando, como se fosse algo escrito na areia de uma praia...
A maré subiu, as ondas levaram, e estávamos tão distraídos que nem notamos a diferença.
Começamos a agir de forma mecânica e não havia mais paciência para lidar com as discussões.... a gente nem tentou lidar, buscar bom senso
Afogamos nosso sentimento, acabamos aquela amizade antiga e perdemos a cumplicidade que todos admiravam
Inclusive, até a admiração que sempre nutrimos pareceu se transformar em raiva.
Eu não desejo seu mal, mas quero distância de você e sei que hoje essa é a única recíproca verdadeira que ainda nos resta.
O LAMENTO DA ENCHENTE
Sabe quem sofre na enchente?
Quem teve a casa levada pelas águas.
Quem tá com a roupa molhada, e apenas ela!
Aguardando o Sol sair.
Num país de dimensões Continentais
Enquanto o SUL tá sofrendo com rompimento de barragem.
O NORDESTE tá comemorando com sangramento de açudes.
A AMAZÔNIA tá em chamas!
O CERRADO no correntão!
O SUDESTE curtindo o show da Madame.
Aos poucos tudo volta ao normal,
A dor do outro vira mídia social.
Karma
Estou presa por correntes banhadas de injustiças
Onde se ouve o lamento de uma mãe Intercedendo pelo seu filho
Enquanto do outro lado
Pessoas vazias
Engolidas pelo próprio ego
E suas mentes doentias
Procriando gerações com uma infância sofrida
Mais um inocente pagando os pecados dessa Família
De 13 ninhada 10 vingaria
Mas apenas 1 se salvaria
Reflexos como um espelho de quem os criou
O sangue que corre em sua veia
Foi o mesmo que os envenenou
Almas vagando sem direção
Alimentando-se e de corpos frescos
Como uma enorme teia de aranha
Uma armação de fios de seda
Capturando suas presas
Que ficam totalmente sem defesa
EU MESMA pt.1
As vezes me pergunto o que estou fazendo
Quanto mais eu penso, mais me lamento
Tento perguntar o que me faz feliz, mas a resposta é tão clara que me perco naquele quarto branco
Pedindo por um caminho que me leve além daqueles muros.
Que são visivelmente invisíveis pra quem vê de fora
E que são visivelmente dolorosas pra quem sente por dentro.
Lamento de um Eterno Menino
Em brumas do ontem, onde as luzes se cruzam,
Rezava a família ao inverso destino,
Que arrebatou, com mãos invisíveis e firmes,
Um filho, um anjo, de sorrisos divinos.
No seio do lar, uma estrela fulgente,
Nascido em corpo de homem, coração pueril,
Guardava a pureza dos céus em seus olhos,
E em risos serenos, o mundo sentiu.
Ond'outros viam a ciência e leis rígidas,
Via ele cosmos, e em estrelas dançava;
Na poesia e música encontrou a linguagem
Que ao peito dos homens, mansamente tocava.
Filósofo, advogado, de astros amante,
No seu mundo próprio, uma missão traçava:
Ensinar que no amor, como um rio que flui,
Encontra-se o sentido onde a vida se lava.
Mas como explicar, quando o céu se desfaz,
O quebrar da ordem, o filho que parte?
Chora o universo, na perda de um astro,
Que brilhou tão breve, em tão frágil arte.
"Se ele é incrível", assim ele disse,
"Ele não será fácil, mas vale o lutar";
Pois mesmo na dor da mais cruel despedida,
É o amor que nos resta, é o amor a ficar.
Sagrado menino, em adulto disfarçado,
Tuas lições de ternura, ainda ecoam, vivazes;
No teatro da vida, foste peça rara,
E nas cortinas do fim, deixaste rastros de paz.
Por todos os dias em que a música cessa,
E em que os poemas não podem consolar,
A lembrança de um espírito eterno e criança
Nos fará sorrir, nos ensinará a amar.
Não se demore no lamento, apenas aprenda e siga.
Há quem te ame e há quem te odeie.
Há quem te engane e há quem te saboreie.
Há quem te cale e há quem amplie a tua voz.
Há detratores e há os que te celebram.
Apenas aprenda e siga, e habite onde as existências te favoreçam.
O meu Albatroz voa, livre, nunca perdido.
E a única coisa que lamento
É que não tenha voado comigo.
A dor do amor é um silêncio profundo,
Onde as palavras falham, e o corpo padece,
É um lamento que ecoa no fundo,
Uma saudade que nunca se esquece.
É o coração partido em mil pedaços,
E a mente que insiste em reviver,
Cada toque, cada gesto, os abraços,
Agora sombras que não podem fazer.
O amor, em seu brilho, traz a beleza,
Mas também a tristeza de uma perda,
E a alma chora, sem nenhuma certeza,
Se o que foi vivido é dor ou promessa.
Na quietude da noite, a saudade é cruel,
Como a brisa fria que congela o ser,
E mesmo quando se apaga o céu,
A dor do amor ainda insiste em viver.
Pauliane, nome que ecoa no tempo,
Sussurro doce, meu maior lamento.
Na infância, quando o mundo era vasto,
Teu sorriso era o brilho do espaço.
Teu olhar guardava segredos do céu,
Um mundo de estrelas sob um fino véu.
Mas eu, tímido, prisioneiro do medo,
Deixei calado o amor em segredo.
Cada passo teu, uma dança discreta,
Cada riso, a melodia mais completa.
Cada chute que ela dava na bola era um sonho embalado,
Ela usando aquela mecha dourada no cabelo me deixava todo encantado,
Mas minhas palavras, presas na garganta,
Fizeram-se silêncio que a alma canta.
Os anos passaram, levaram-te ao longe,
Mas teu nome em mim é fonte que não se esconde.
Pauliane, guardo-te no peito como canção,
A lembrança de um possível amor, minha eterna estação.
Se pudesse voltar, ao tempo voaria,
E no murmúrio do vento, teu nome diria.
Pauliane, és a história que ficou sem final,
O poema que vive em meu coração imortal.
Noite calada, como num lamento...
Foi cena alegre...
Oh quão lembrado estou...
Grande...
Grande Ilusão...
Perdida nos abismos da memória...
Pelas saudades que me aterram...
Durmo...
E o que importa?
Já não vivo em mim...
Chora o vento…
Noites sem brilho...
Noites sem luar...
Dolorido canto deste penar...
Meu olhar se pousou e se perdeu...
Mas por certo, a fé ardente...
Não perdeu a sua viva claridade e persiste...
E na volúpia da dor que me transporta...
Ainda insiste...
Sinto-te longe...
Ó esperança quase morta...
Entre esses vultos falantes porém mudos...
Sou eu mais do que eles...
Ou tenho igual fado?
Um soluço subindo a eternidade...
Coração...
Coração...
Nas veredas da vida a alma não cansa...
Alongo os vacilantes passos...
Sob o julgo do tempo...
Ergo o cálice e blindo...
Sorvendo sublime veneno...
Sangue...
Luar...
Distantes saudades...
Sandro Paschoal Nogueira
Um Lamento
a
Ecoar.
Lamentável
é a Postura de
Quem Não
Almeja Ser Feliz.
Felicidade é a
Mais Pura Arte.
Ricardo Mellen....(*."
Mágoa
É preciso o aceitar do tempo
Até que todo vivido lamento
Liberte das amarras o seu coração
E que a mágoa que hoje te ganha
Saia da sua alma e suas entranhas
E lhe deixe livre ter paz de viver.
