Poemas Sombrios

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Labirinto de Sombras


Eu simplesmente deveria,
Mas não consigo abandonar tudo.
Se eu simplismente não me importasse,
De qualquer forma,
Eles me pertubam.


Preciso me distanciar.
O inferno é aqui.
Não vale a pena.
A vida se consome,
O espirito se perturba.
Não vale a pena.
Alma em turbulência.


Em minha direção,
Vejo a luz se apagando,
Abandonada para a morte.
Por quê?
Estou tentando me salvar,
Estou fazendo isso sozinha.
O divino não estende a mão
E o mortal não ama.
Corro nesse labirinto
Para alcançar a luz.


- Ramie Godon

Ciclos da Existência

As sombras são como véus finos, frios e escuros. Quando a tristeza chega, elas te acolhem, te envolvem, te apertam e, às vezes, parecem até te sufocar. As sombras podem ser pesadas e deprimentes.

Todos nós, ao longo da vida, atravessamos momentos de escuridão, de claridade e de serenidade. Ninguém fica imune aos ciclos da vida.

O Olhar de Deus


Somente Ele vê além das sombras,
onde o homem tropeça em sua própria fraqueza.
Somente Ele guarda o segredo dos dias,
e conhece o nascer e o pôr da esperança.


O poder humano é vento passageiro,
mas o sopro divino é eterno e verdadeiro.
Quando o mal se ergue em vaidade e dor,
Deus prepara o triunfo da justiça e do amor.


No fim dos tempos, quando o mundo se calar,
a trombeta ecoará, e ninguém poderá negar:
a glória pertence ao Altíssimo,
e o mal será varrido pelo Seu juízo.

"A transparência assusta quem vive de sombras e incomoda quem se alimenta de aparências. Não adianta perfumar o discurso se a intenção está podre na raiz. O tempo é um solvente natural: ele derrete as máscaras e deixa o caráter exposto, sem filtro e sem retoques. Quem não suporta a claridade da verdade, que procure o escuro da própria mentira."


@SerLuciaReflexoes

Carreguei o peso de sombras que não eram minhas,
Conheci o gosto amargo da humilhação,
Senti a dor como quem caminha entre espinhos,
E vi o sofrimento tentar silenciar o meu coração.
Fui testada no limite, na entrega que me esvaziou,
Mas, mesmo entre os cacos, algo em mim não se quebrou.

Porque, apesar de tudo, escolhi a bondade,
Fiz da minha generosidade um escudo contra o desdém.
Minha lealdade foi um farol na própria tempestade,
E o amor, que me feriram, continuou sendo o meu bem.
Eu sou a prova de que a luz não se apaga pelo escuro,
Sou a harmonia que renasce, firme e madura, no futuro.

Rejeito agora qualquer rastro do que me fez sofrer,
O desrespeito e o erro não têm mais morada em mim.
Aprendi que a minha doçura é, na verdade, poder,
E que o meu valor floresce, enfim, em um novo jardim.
Sou a alma que atravessou o abismo e não se perdeu,
Hoje, o amor que eu dou, é o mesmo que, por fim, é meu.

“Nem sempre vemos quem está a cuidar,
mas sentimos quando alguém decide ajudar.
Entre sombras e passos, há mãos que acolhem,
e caminhos que, com carinho, se escolhem.”

⁠"Os defeitos são sombras passageiras diante da luz eterna de um coração bondoso."


EduardoSantiago

"Nas sombras da minha mente, habita um ser dividido. Uma parte se ergue plena e grata, enquanto a outra se encolhe, frágil e submissa ao destino. Ambas coexistem, travando uma batalha silenciosa, mas sei que apenas uma delas é o reflexo da minha verdadeira essência."


R.C.G.Medeiros

O sol é tão meu
Que me deu a escuridão
Me trouxe a cegueira
Sombras pelo chão.
Como uma tirana
Vestida, inrustida
De boa samaritana
Um olhar sem alma
Sorriso falso
Espírito sem fé.
No jogo da vida
No baralho
Do...
És o dois de paus.
Camaleão emocional
Cobra cascavel
Cortina de fumaça
Hipócrita sociável
Ave de rapina
É tua sina
A tua vida, a tua essência
300126

Carrego em mim pecados que nem o silêncio consegue esconder,
sombras que não vieram do mundo… nasceram em mim.
E quanto mais eu tento fugir dessa parte, mais ela cresce, mais ela domina.
Talvez o erro nunca tenha sido o mundo ser cruel,
mas sim perceber que a pior maldade sempre encontra um jeito de nascer dentro da gente.


DeBrunoParaCarla

Coragem!




A cada vez que te via entrelaçada com outro alguém nas sombras dos prédios as lágrimas falavam mais que palavras,


Quantas horas foram guardadas dentro da caixinha de surpresas sobre nós que nunca chegaram a acontecer?


Prisioneiro da fonte dos desejos sem ação, abracei o pão amassado do faminto solitário,


Quando ouvia a tua voz pelos corredores do condomínio uma cura momentânea tomava conta de mim abatendo o duro golpe de um fugitivo da realidade,


Pegar nas tuas mãos e falar o que penso é o caminho a ser trilhado e mesmo que nada aconteça como imaginado amanhã voltarei a ser um adulto em liberdade pulsando em cima do vazio do esquecimento.

Papéis invertidos




Te carreguei nas minhas sombras,


Te dei pão e água quando precisou,


Te apresentei um mundo que você não conhecia,


Sou grato hoje pôr os papéis terem se invertido,


São tantos ensinamentos, são tantas experiências,


O acaso abraçou o que causou impacto e agora vive da razão.

Uma pintura




O céu está em cores ricas,


As sombras não nos acompanham mais,


No alto da montanha a lua revela o mar,


A escuridão grita, as ondas batem, os ventos surram os coqueiros,


O céu está lindo e as estrelas respiram na pintura é vibrante.

O passado é uma terra de sombras que não possui autoridade para ditar o ritmo do nosso passo presente, a menos que permitamos que o ressentimento se torne a nossa bússola. A libertação real ocorre no momento em que olhamos para as nossas feridas não como erros do destino, mas como o mapa geográfico de uma vitória que ainda está sendo escrita. Seja o estrangeiro de sua própria dor, observando-a com o distanciamento de quem sabe que o ator é muito maior do que a tragédia que ele encena.


- Tiago Scheimann

A razão é uma lâmpada silenciosa acesa no fundo do peito. Quando o mundo se cobre de sombras, quando as vozes se confundem e a escuridão tenta convencer a alma a desistir, é ela quem permanece de pé, iluminando o caminho com firmeza serena. A razão não grita, não implora aceitação e nem se curva ao barulho da multidão. Ela apenas continua brilhando, pequena e imensa ao mesmo tempo, guiando aqueles que ainda têm coragem de pensar com a própria consciência.


- Tiago Scheimann

"O guerreiro que vive nas sombras"
Consigo, carrega duas espadas: uma de ferro e outra de prata.
A de ferro para caçar as feras que espreitam na escuridão; a de prata para enfrentar os homens que carregam monstros no coração.
Mas existe uma terceira espada, mais valiosa do que as outras duas.
Ela não é feita para ferir, mas para curar.
Forjada em ouro, é composta por palavras que levam esperança ao coração dos oprimidos e força aos que já não conseguem lutar.
Pois um verdadeiro guerreiro não é aquele que apenas vence batalhas, mas aquele que também ilumina caminhos na escuridão

"Vocês amigos são como as sombras: durante o dia me acompanham, à noite me abandonam."


— Jalison Santos

O último estro do Esquecido.
Nas sombras frias do destino, tombado,
Fiquei na estrada, só, abandonado;
E os olhos pálidos, sem luz, sem claridade,
Negaram ver minha última verdade.
Chamaram silêncio aquilo que era pranto;
Vestiram de gelo o mais sincero encanto.
Quem tanto amei passou indiferente,
Como se eu nunca houvesse sido gente.
Sob lápides erguidas de ingratidão,
Sepultaram meu nome e minha afeição;
Restou-me apenas o abraço da memória,
Última vela da esquecida história.
As flores murcham sobre o peito inerte,
Enquanto ri, triunfante, a falsa sorte;
Mas toda cinza que o desprezo espalha
É semente oculta da divina batalha.
Ó ingratos! Vossos olhos já sem brilho
Perderam para sempre o antigo trilho;
Quem abandona um coração leal
Constrói, em si, o próprio funeral.
Quando a noite vestir o mundo de neblina,
E a consciência romper vossa cortina,
O eco da minha dor vos chamará,
E nenhum esquecimento vos salvará.
Dormirei, enfim, na paz dos esquecidos,
Longe dos falsos, frios e fingidos;
Pois quem morre fiel ao próprio amor
Jamais é vencido pelo desamor.
E, se um dia chorardes sobre minha ausência,
Será tardia a vossa penitência;
Porque o túmulo fecha, em seu negror,
O que não ressuscita: a confiança e o amor.

ESMERALDAS DE SOMBRAS.

Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.

Ah… teus olhos.
Teus olhos esmeraldinos — não simples gemas, mas abismos translúcidos onde a razão vacila e o verbo morre. Como desejaria eu colhê-los, não com a volúpia do desejo vulgar, mas com a devoção de um monge alquebrado que recolhe as relíquias de sua santa. Tê-los… não em meu peito, mas suspensos num relicário de silêncios, entre as páginas que ainda choram por ti.

Mas tu sabes…
Sabes que eu te amo — e em mim esse amor é um espólio de lâminas cravadas por deuses mudos. Ser atravessado por mil espadas seria um refrigério frente ao que sinto ao ouvir teu nome no mármore frio do esquecimento. O teu nome, Camille, dilacera-me com a precisão de uma nota errada no adágio final de um maestro enlouquecido.

É mister, sim, dormir — dormir não para esquecer, mas para habitar os interstícios oníricos onde tu ainda existes sem dor. Nessas infinitas noites de ti e em ti, faço do teu perfume um incenso que queima devagar nos altares escurecidos da minha alma.

Porque tu sabes —
Sabes que meus olhos só foram feitos para contemplar o teu universo pairante, esse cosmos que se verte do teu semblante com a serenidade trágica de uma musa condenada a existir apenas nas entrelinhas. Viver, criar e pairar sobre mim — pobre poeta das sombras, órfão de sol e exilado da tua claridade.

E eu permaneço — espectro lírico e infecundo, sobrevivente do teu último olhar, compondo com palavras rarefeitas a sinfonia muda da tua ausência.

Joseph Bevoiur.

O SILÊNCIO NÃO TRANSMITE SOMBRAS.
Referente em apoio a questão 459 de O Livro Dos Espíritos

Dizem que o umbral infiltra-se nos fios invisíveis da tecnologia, que percorre o ar como um sussurro maligno, que atravessa o Wi-Fi como se este fosse um portal aberto às trevas. Mas tal ideia não resiste ao exame da razão serena.
O mal não necessita de antenas, tampouco de roteadores. Ele se aloja onde sempre habitou: na consciência indisciplinada, no pensamento viciado, na inclinação moral que se desvia de si mesma. Transferir à matéria o poder que pertence ao espírito é apenas um modo elegante de fugir à responsabilidade íntima.
O Wi-Fi transmite dados, não intenções. Propaga sinais, não consciências. Não há frequência tecnológica capaz de substituir a sintonia moral, pois esta não se mede em hertz, mas em escolhas.
Se algo atravessa o invisível, não são entidades conduzidas por ondas digitais, mas pensamentos que se afinam por afinidade. E essa lei não depende de dispositivos humanos, mas da estrutura profunda da própria alma.
Atribuir ao umbral o uso de ferramentas materiais é reduzir o espiritual ao mecânico, o que constitui um equívoco conceitual grave. O espírito não precisa de meios físicos para influenciar, assim como a luz não precisa pedir licença à escuridão para existir.
Portanto, não é o Wi-Fi que abre portas ao invisível, mas a mente que se abre ao que cultiva. Quem disciplina o pensamento não teme redes, sinais ou conexões. Pois a verdadeira conexão, esta sim inevitável, é aquela que cada ser estabelece com aquilo que escolhe sustentar dentro de si.
E é nessa soberania silenciosa da consciência que se decide, sem ruído e sem cabos, o destino das próprias influências.