Poemas Sombrios
O sombrio da minha mente domina mais a cada dia
Medo da minha presença,
Mas eu gosto da solidão
Não suporto a agonia,
Me consome lentamente
A cada passo uma nova ferida,
A cada noite uma nova poesia.
"No meio Do inverno Sombrio”
No meio da escuridão
Hoje eu sou o escuro
Eu sou o verde que nunca será maduro
Eu sou uma tempestade sem precipitação
No meio do inverno Sombrio
Eu sou um humano sem coração
Nós não somos mais pequenos
Mas isso não significa que já crescemos
Somos tão minúsculos que até da nossa idade nós esquecemos
Tão perto do inverno Sombrio
E tão distante do inferno Eu sorrio
Sorrir tristeza para não chorar
Esconder os Sentimentos Para não demonstrar
No meio do inverno Sombrio
Mesmo que as horas não passem
Sempre que nós lembrarar-mos que nós vamos morrer
Estaremos sujeito a dor e depressão
Últimopensador
Vamos meu amor, vamos desaparecer deste lugar sombrio, barulhento e cruel.
Vamos viver o nosso romantismo sem necessidade de cobranças, sim, vamos nos permitir o gozo sem pressa.
Nosso amor é tão forte quanto o tempo, pois somos eternos e não precisamos de correr, afinal, o tempo é nosso, nosso é o prazer.
Nilo Deyson Monteiro Pessanha
Rio da Morte
Vento sombrio
Que sopra sobre
Este rio de tormentos
Do qual estou dentro,
Imerso em vil sentimento,
Passa pesaroso e friorento
Tal qual os versos arenosos
Deste aqui poeta sutil,
Gelando a água ribeira,
Trazendo uma mágoa inteira
Que me vai dissipando.
Estive amando -
Razão pela qual estou
Sofrendo e chorando.
Uma paixão sem sentido
Dum coração atrevido
Que ama o impossível,
Sonhando ser visível.
Na cama quente
Com a fronte ardente
Me assoma uma fonte
Incandescente de desejo,
Que se soma aos latentes
Arquejos de minha mente.
Mas meu pejo me desengana,
Dizendo que ninguém mais
Me ama, que é inútil insistir
Nessas fantasias de sentir
Sem toque físico, apenas
Um choque psíquico.
Uma lição de Filosofia.
Uma questão de Psiquiatria.
Por isso estou aqui,
Tremendo de frio,
Morrendo neste rio
Chamado realidade,
Me afogando em
Minhas próprias verdades,
Ao acaso de ópias ilusões.
Tudo aqui é raso,
Cheio de distorções
Tal qual as veleidades
Que tanto me torturaram.
Receio já estar perdendo
Os sentidos, deixando
Para trás este mundo,
Me indo ao infindo
E profundo Estelar...
Deixar-me ir, partir
Para uma nova jornada
De auto-conhecimento,
Um breve momento
Entre viver e existir.
E saber que nada
Na vida é em vão -
Um porvir, uma partida
Para alguma lição
Que nos faça evoluir.
Estranho é saber que você quis entrar em meu mundo sombrio
Gozar de todas as impurezas, me encher de incertezas
E só pôde me oferecer um mundo Disney
Meu amor, eu sou de verdade!
Nunca soube viver de (na) mentira!
CONSCIÊNCIA NEGRA
Reviver a um passado sombrio é trazer ao presente os problemas que já se foram.
OS ESTRAGA-PRAZERES
fazem questão de contar e reprisar as ofensas que seus antepassados
sofreram.
Celebrar o dia da Consciência negra é afagar feridas que já se curaram.
O fato de haver históricos negativos na vida já é ruim, mas colecionar desgraça e andar por aí lamuriando-se para que todos vejam, é DOENTIO
PERDIDA ALMA ESQUECIDA
É uma alma esquecida num mundo sombrio
Perdida no meio da solidão
Uma sombra que caminha pelos vales da morte
Que absorve as lágrimas de quem chora
Um ser que rasga os céus a pedir ajuda
Mas ninguém ouve os seus gritos
Uma alma que pede luz para a sua alma
Mas no seu caminho só encontra escuridão
Pede aos deuses amor paz interior
Sem medo de lhe ser negado.
Já faz um tempo desde que fiz um novo amigo
Esperando outro verão sombrio acabar
Já faz um tempo e nunca se sabe quando
Esperando outro verão sombrio acabar
Árvores mortas
Momento sombrio
Lua cheia
Esperança vazia
Prazer inexistente
Cores frias
Ausência de alegria
Apenas nostalgia
Solidão bate na porta
Solitude: bem-vinda
Lembranças vivas
Muitos sinais vitais e pouca vida
Dói o passado
Sofrimento sentido
Vida maldita
Mal atravessado
Sentimento transpassado
Coração puro,
porém inseguro
DESCONEXOS
Me atenho em saber do que devo ser,
como me sentir perante ao sucinto sombrio.
Sentir nunca foi privilégio meu,
se foi, me fui privado de tal bem.
Te perceber em mim me custou,
Abster-me de ti não me curou.
Ganho cada vez mais cenas involuntárias,
pairando meu consciente,
te sinto fortemente pensando em meus devaneios.
A julgar por meus poemas desestruturados,
minhas frases desconexas;
que só fazem sentido se lidos silenciosamente,
seria taxado com um tolo desesperado por sentir um tanto de afeto que me foi prometido a centenas de anos atrás.
Por me ater em saber o que devo ser,
confesso;
Me perdi no que diz respeito a saber quem fui antes de você.
A libélula
O desconhecido e sombrio amor.
Esses que dilaceram o coração e que nos sufocam a ponto de acharmos que a luta pela sobrevivência é vã.
Não há saída, a luz não existe e Deus, na verdade, não passa de um herege.
Fora de Controle por Saik
Meu passageiro sombrio
Assumiu os comandos
Meu coração sente frio
Minha alma em prantos
Desesperadamente tento assumir o comando
Mas me sinto perdedor em todas as batalhas
Eu que sempre me esforço tanto, ando
Sentindo profundamente minhas falhas
Eu me prendo, me julgo e me condeno
E não adianta ficar escondendo
Me deixei levar por aquilo que não sou
Quero ir e fico, quero ficar e vou
↠ Maio ↞
Tempo frio.
Encoberta o brio,
da longa noite.
Lua sem estrelas,
quase sombrio.
Finda maio,
o calor faz a rota ao contrário.
O vento assovia,
Melodia da seca e cicia:
Mistério!
O falso sério,
no monólogo do eremitério.
VAZIO MEIO QUE SOMBRIO
O que escrever?
Quando já não se tem mais palavras.
O que dizer?
Se o que sobram só são as lágrimas.
No que rimar?
Se na sua mente já não tem
Palavras para igualar
E no seu coração não tem mais
Nenhuma fonte de reação.
Raiva?
É..... Deve ser oque se fala nesse momento.
Dor?
Isso me dá pavor
Tristeza?
Causa da minha frieza.
Vazio?
É por isso que estou tão sombrio.
Se eu pus pra fora?
Eu gritei várias vezes com o criador de tudo
É por isso que eu sei que não tenho salvação
Porque eu questionei o dono de toda nação
Na solidão do meu ser, me sinto afundado,
Como se estivesse em um poço,
profundo e sombrio.
No abismo insondável, sou subjugado,
Sinto-me solitário,
no vazio desamparado.
O abismo interior, um "eu" solitário,
Procura amizades, laços necessários.
Mas as cordas que encontro são tênues, frágeis,
Mal me sustentam,
Sobre esse meu abismo hostil.
Um coração magoado chora em silêncio,
Coberto de lágrimas que caem ao vento.
No outono sombrio, as folhas se vão,
Levando consigo a última ilusão.
O frio se instala, endurece a paixão,
E o amor já não encontra mais chão.
As flores murcharam, o riso calou,
A primavera, quem sabe, nunca chegou.
Mas no ciclo da vida há sempre um renascer,
Mesmo no peito que teme sofrer.
Sob as cinzas do outono, a esperança refaz,
E um novo amor brota na estação da paz.
NAS ASAS DA SAUDADE
Foi em vão os versos para me serenar
Na treva afiada do sombrio sentimento
Cada rima tentou, assim, desencontrar
De ti... e mais e mais, se fez momento
A prosa insisti em versos para te amar
Na poética somente pesar e tormento
Pois, cada estrofe escreve o teu olhar
E cada suspiro aquele sonoro lamento
Pranto, sussurros, sensação e agonia
Foi-se sonhos sonhados com paixão
E agora somente está sentida poesia
Que pronuncia, tão cheia de vontade
Em um momento referto de emoção
E, tudo, então, nas asas da saudade!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
23 fevereiro, 2024, 18’35” – Araguari, MG
Malthus, profeta sombrio dos tempos idos,
Previu a escassez em meio à abundância,
Sua teoria ecoa pelos séculos,
Como um aviso à nossa inconstância.
Minha luz nos meus dias mais sombrio
Minha felicidade nos meus dias mais triste,
Motivo do meus ciúmes no meu dia mais calmo.
Eu te amo Khauanny não falo isso da boca pra fora eu quero passar meus dias com vc meu amor
Sussurros do Abismo
Diante do reflexo sombrio de seu passado, debrulhada em sangue e lágrimas, a mente humana, desprovida de esperança, vagueia em um abismo de desespero. As culpas pesam como correntes invisíveis, arrastando a alma para um ciclo interminável de autocrítica e dor. As dívidas emocionais acumulam-se, transformando-se em fardos que esmagam o espírito, cada memória um lembrete cruel das promessas não cumpridas e dos sonhos desfeitos. A esperança, outrora um farol brilhante, agora esvai-se como fumaça ao vento, inalcançável e distante. Nesse vazio existencial, o ser se perde, apegando-se apenas ao eco de uma humanidade desvanecida, tentando encontrar algum sentido no caos interior.
With pain, Lunosat.
