Poemas sobre Ruas

Cerca de 1709 poemas sobre Ruas

Solitário
Como um lobo solitário
vago pelas ruas da cidade.
As estrelas, à noite, são meu guia.
O vento, durante o dia.
Becos sem saídas.
Esquinas apontam nenhum lado.
Caminhos errados.
Um cão abandonado.
Memórias de memórias.
Sentimentos no passado afogados.
Falta-me identidade.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Velhas Pedras da Cidade - Évora -

Velhas pedras da cidade
que outrora já foi Moura
"Ruas-Frades" por piedade
que o passado não perdoa.

Velhas pedras da cidade
que o silêncio não calou
passe a vida ou a idade
pois o tempo as consagrou.

Velhas pedras da cidade
são cansaços do destino
são poemas sem vaidade
de poetas sem caminho.

Velhas pedras da cidade
- cinza fria que não sente -
não se esqueçam da saudade
no olhar de toda a tente.

Inserida por Eliot

Desnatado Natal

Vagarosamente os flocos brancos
vestem as árvores e as ruas.
Pulam sorrisos nas mãos das crianças.
Casas adornadas de esperança
com pisca-piscas de mil cores
estampadas em portas coroadas de azevinho.

Fazem-se partir milhões de pedidos
aos confins da Lapónia,
sonhos embrulhados de inocência,
alarvemente aproveitados
pelo incessante consumismo.


À medida que o vento faz o playback da harmonia,
o Mundo fantasia-se de bondade.
A solidariedade incentiva a humanidade
a um consoado cessar-gelo,
comovem-se corações e Invernos
num calor humano que não aquece a verdade.


E a vocês, que fazem da rua a vossa cama,
das estrelas o vosso tecto, não têm sonhos,
[mas sabiamente observam
esses sociais mendigos corações
nos seus costumes no desnatado Natal],
abro as portas da minha casa,
ofereço-vos a minha mesa,
o calor do meu abraço,
e o sentimento deste poema:
o Natal é uma camuflagem
passageira no coração das civilizações.

Inserida por JoniBaltar

⁠Évora-me
da infância
à velhice.
Évora-me
das ruas
até às planícies.
Évora-me
vagarosamente
como um poema
de Amor.
Évora -me
da cabeça
aos pés.

Inserida por JoniBaltar

Nas ruas
Nas calçadas,
Nas pessoas.
Dentro de algum alma
Ou em um pequeno jardim,
O amor está
Aonde se deixa
Ele entrar!

Inserida por pablodanielli

Anônimato

Hoje passei pelas ruas da minha mente, passei pelas esquinas dos meus sentimentos e descansei na praça do anonimato.
Como é bom ser uma pessoa anônima e andar pelas ruas com sossego... caminhar na praça, fazer compras... Na ausência de fama os amigos são verdadeiros. Não temos fãs que conhecem nosso trabalho, mas desconhecer o nosso ser como um ser humano comum, no anonimato não há paparizes e sim observadores passivos.
Eu amo ser anônima sou feliz na essência da simplicidade!

Inserida por Rutyenne

UM CÃO EM MEU PESADELO

Pelas ruas eu vi abandonado
Um cão abstrato e zangado
Do lado um jovem desamparado
Olhando para o animal perigoso

Correu pela calçada soando
Atravessou na frente dos carros
Do lado viu outro animal
Não teve jeito, logo passou mal

As forças acabaram no sinal
Sobre duas cabeças perigosas ficou
Correndo deu de frente ao hospital e parou

Logo ali ele entrou
Der-repente inúmeros cães o abordou
Após três segundos, do pesadelo retornou.

Inserida por lucianogaldino

a elite de meu pais.
e uma elite tao sofrida.
pra eles as casas são blindadas.
e as ruas proibidas.

Inserida por coturnonoturno

cansado...
pode ser do silêncio de ruas vazias das manhãs
pode ser dos sussurrares das vassouras batendo ao chão
pode ser deste eu mesmo, incógnito, meândrico, desleixado.
se for, só me resta finar-me
se não o for
me restarão todos os sabores na boca do beijo que nunca foi eternizado.

Inserida por robertoauad

não tenho a fé dos fervorosos devotos do vai e vem das ruas entupidas da estupidez canina.
não compartilho meu olhar numa noite de lua cheia, sem saber que existe um ser meu... a espera.
não acredito que os homens sejam solidários, exclusivamente na morte!!!
não quero ter a vida do destino reservada, num beijo gélido, incompreensível
não me quero numa rota suave e sem dores que o amor costuma nos presentear.
não tenho tempo de noites breves, pois estou com muita pressa.

roberto auad

Inserida por robertoauad

Noite dos cachorros perdidos

Enquanto o latido
Toma conta das ruas,
Restos são jogados
Como banquete.
Na tentativa
De amordaçar,
Bocas famintas.
Como uma sinfonia absurda
A raiva espumando pela boca,
Já contamina as diferentes formas de vida.
Dessem-lhe pauladas!
Duchas generosas de agua!
Por um breve momento recuam
Mas fome é tanta,
Que seu amo assustado recua.
Corre e com medo se esconde,
Atrás de falsas propagandas
De alegrias gratuitas.

Inserida por pablodanielli

Que eu não entre em ruas erradas e becos escuros.
Que eu chegue a tempo.
Pelo menos uma vez na vida, que eu chegue a tempo.
E, Deus.. se eu não chegar..
que você me espere um pouquinho.
Só um pouquinho.
Eu já te esperei tanto...

Inserida por saysaysay

⁠Conceição, terra que me viu nascer,
no calor das tuas ruas aprendi a viver.

Te carrego no peito, no passo e no sonho,
cidade pequena de coração medonho.
Aqui plantei meus afetos, minha história,
na poeira dos dias, escrevo tua glória.

Do volante ao olhar, respiro teu chão,
sou filho do barro, da fé, da paixão.
Na luta dos bairros, na voz que ecoa,
sou grito que pulsa, justiça que doa.

Por ti, Macabu, já enfrentei correnteza,
enfrentei o silêncio, venci a incerteza.
Com o povo na alma, sigo a caminhar,
pois quem ama sua terra não pode parar.

Te amo, Conceição, com força e ternura,
na brisa da tarde, na infância mais pura.
Sou tua semente, sou tua esperança,
sou o menino que voltou com confiança.

E até que o sol baixe atrás da serra azul,
eu lutarei por ti, minha Conceição de Macabu.

Inserida por obrennoeduardo

⁠Sou o lixo jogado nas ruas...
Sou a água poluída, suja,
Sou o ser humano abandonado nas ruas,
Sou o meio ambiente destruído,
Sou a chuva que cai com poeira.
Sou os peixes, mortos pelo esgoto.
Entre tantos a poluição o descaso público,
Sou apenas o pobre de cultura e sem estrutura

Inserida por celso_nadilo

⁠Ruas escuras, destino traçado
Vida de fita, nunca fui moldado
Foco no futuro, terno riscado
Nasci no árduo, 4M nato

Inserida por pensadormusic

⁠*“O Lugar Onde o Amor se fez Mar”*
Eu andava pelas ruas da ausência —
um deserto de silêncio e de promessas,
onde o tempo escorria em pó e vento,
mas ouvia, no fundo, aquela canção:
o canto leve do rio, o sussurro da areia,
o abraço antigo da terra e do céu.

Sentei-me na margem do instante,
onde a água se dobra em espelhos de calma,
e o cansaço, esse velho amigo,
desfez-se como fumaça de cigarro na madrugada.
Ali, o mundo era só um gesto simples —
um abraço que não pede nada,
um silêncio que fala de eternidade.

Os anos, esses ladrões de lembranças,
tentaram apagar o mapa do nosso refúgio,
mas o lugar ficou — intacto, suave,
como um verso guardado na pele.
Não é só um ponto no espaço,
é o começo e o fim do nosso tempo,
o jardim secreto onde o amor germina
mesmo quando a gente esquece de regar.

Hoje procuro com os pés cansados,
mas sobretudo com o coração que sabe —
a dor que é saudade é também promessa.
Será que existe um retorno?
Um caminho feito de memórias e luz,
onde possamos reviver a primeira vez,
onde o amor não morre, só se reinventa?

Vamos, então, deixar o tempo de lado,
e abrir a porta daquela casa antiga,
onde o amor se fez mar e a vida, poema.
Porque o amor que nasce assim, tão simples,
não se perde — só se transforma,
e será sempre o nosso lar,
o lugar onde o amor se fez mar.

Inserida por sezar_kosta

⁠e foi nasruas do antigo
onde eu nunca cheguei a te levar
que eu percebi que meu corpo anseia por ti
que teu cheiro mexe com meu cérebro, mesmo sem perfume
deixa-me em êxtase

naquele dia molhadas de água salgada
quando vejo, já estou a abrir minha caixa
tentando buscar meu lar

eu disse que ficaríamos juntas
mas me pego questionando
se algum dia
tu vais querer voltar.

- depois de todo esse tempo, eu ainda te amo

Inserida por deceasednysmia

⁠Os olhos do Lince

O que passou...
Passou como vento que varre ruas vazias...
Foram tempos de descobertas,
dores e aprendizados.
Houve risos que ficaram na memória e lágrimas que caíram no silêncio de noites longas...
O que passou nos moldou,
nos quebrou e, de certa forma, também nos refez.
Mas já não está mais aqui...
vive apenas na lembrança.
O que continuamos vivendo...
É um reflexo do ontem,
carregado de perguntas que ainda não têm resposta.
Há uma pressa em seguir e uma pausa que insiste em nos frear. Vivemos entre esperanças e repetições...
tentando encontrar sentido no meio do caos e da rotina.
Cada dia é um recomeço disfarçado de continuidade.
E mesmo cansados,
seguimos.
E então vem a solidão...
Não a ausência de pessoas,
mas aquela que habita dentro, mesmo em meio à multidão.
A solidão de não ser completamente compreendido,
de sentir demais,
de esperar demais.
Ela se senta ao nosso lado quando as luzes se apagam e o barulho cessa.
E ali,
no silêncio mais cru,
somos só nós...
com tudo o que fomos,
o que ainda somos,
e o que,
talvez,
nunca seremos.
Darwin Melo

Inserida por darwin_melo

⁠CARTA PARA MINHA AMADA
LONDRES 19/03/2025

No coração das ruas, onde os sonhos sussurra em cada pedra
Você, tão linda quanto o Palácio de Buckingham, minha realeza, minha paz em meio à grandiosidade.
Eu e você, pelas margens do Tâmisa,
onde reis e rainhas desenharam seus legados, mas nenhum trono é tão poderoso quanto o teu olhar,
que me coroa com a certeza de sermos pra sempre nós.
Sob o céu cinza, ou dia ensolarado,
a luz dos nossos passos ilumina as ruas estreitas.
Você me guia por museus de memórias,
por castelos de séculos,
e eu me perco, não na história,
mas em você, que carrega o brilho
de ser única .
O frio nos abraça como a bruma matinal,
silenciosa e acolhedora.
E juntos, em cada esquina deste país de histórias,
construímos a nossa,
com a certeza de nosso amor sempre tão recíproco, e eterno.

Inserida por JessCamargo

⁠Sociedade X Indigentes

Os ébrios que andam pelas ruas de alguém
Cantando as músicas que não ouvem
Ouvindo os que falam sem língua e virgulas

Partindo para lugares que ninguém vai e virá
Desbravar o estado de suas mentes retidas
Ao tempo dos relógios, humanos de ternos
Olhando em pulsos vazios, sem alma e vida
Como aqueles esfomeados, ponteiros de vossos dias

São os atenuadores da saudade
Os amigos do esquecimento
Apoiadores convictos do real
O acaso de pessoas indigentes

Conhecem a mentira e a verdade
Não previnem o manhã "raquítico"
Pouco reagem ao descuido da tempestade
E desde sempre é a maioria que existe
Para nada existir, em motivo do povo

Inserida por guilherme_niemeyer