Poemas sobre Ruas
A solidão se desmanchou em chuva
Ensopou as ruas do meu coração
Onde havia buracos de mágoa
Lagos cheios de paixão
A solidão tem dois lados
Pra quem quer
Pra quem pode
É um adeus mal colocado
Eu caminho pelas ruas da minha cidade onde percebo talentos escondidos, corações feridos, e almas partidas ao meio prestes a serem jogadas para dentro de um precipício, Vejo pessoas vazias que fazem cair lágrimas invisíveis de seus olhos, vejo mães tristes por terem perdido os seus filhos tão novos, vejo pais cansados de tanto trabalhar para no final do dia os seus filhos se alimentarem, vejo mães novas que carregam seus filhos que acabaram de nascer, tanta responsabilidade é ter um filho, eu vejo crianças inocentes que vagam pela calçada brincando de qualquer brincadeira que lhes vier em mente, também vejo no canto de uma rua, um senhor maltrapilho com suas roupas todas rasgadas e seus chinelos desgastados, sua face é de alguém muito cansado e pela sociedade tratado com desprezo e pouco valor.
Enquanto em diversas casas muitos comem, bebem, festejam, dormem em seu lugar de descanso e lazer, muitos dormem congelados pelo sereno e o vento frio de uma noite escura.
Assim como aquele senhor a quem nem um pedaço de pão tinha na mão, eu vi seus olhos aflitos pedirem por socorro eu ouvi sua alma gritar, quero sair daqui, alguém me tira daqui, mas ele sorriu, apenas sorriu, esse velho mendigo maltrapilho me fez ver a simplicidade do viver e que não é preciso ter muito para ser feliz.
Nas ruas anda perdido
E não tem onde dormir;
Muitos chamam-lhe bandido,
Outros tentam-lhe fugir...
in VERSOS - Trovas e Sonetos
Tristeza de criança
Criança, eu queria estar contigo nas ruas da sua infância.
Correr os campos e jardins com flores.
E dar-te os olores
que a vida te negou.
Queria trocar nossos sapatos,
talvez gostasse mais dos meus.
As minhas roupas (das sobras também), te daria.
Mentiria... Por um sorriso de quem ganha um novo presente...
E você nunca saberia que eu houvera trocado meu riso
pelo teus tristes olhos, contentes!
Minha alma vaga triste
Pelas ruas da cidade
Procuro um grande amor
Ou uma simples amizade
Amizade pode ser
Um ser humano
Ou um animalzinho
Pois não tem diferença
Pois por eles tenho carinho
AS CONEXÕES HUMANAS
As luzes dos postes se acendem. Se ouve carros nas ruas, buzinas estridentes e conversas paralelas. Neste exato momento, cada um está por enfrentar suas movimentações físicas e psicológicas. Há pessoas por todos os lados. São casais, são amigos e são desconhecidos na avenida movimentada. Há música, há festa e há energia em abundância. Muito além do que se consegue descrever, só se sente. Ser humano é ser movido pelos sentimentos e pelas conexões. É se aceitar e ser aceito. É criar laços e cortá-los. É conviver no ódio e na harmonia. É errar e reconhecer erros. Contudo, observar e também fazer parte de tudo isso é de fato sem explicações. A energia humana é algo que parte de dentro pra fora, que exala sem pedir permissão, que une todos os corpos. Ser vivo é ser além do respirar e o do bombear sangue. Ser vivo é se conectar a si mesmo e aos outros através da alma.
Júlia Dias.
As vezes encontramos o que se é perdido no mar,
na leitura, no caminhar das ruas, nas gravuras.
Encontramos o perdido na canção,
no toque do piano, no suor que escorre da alma,
à medida que bate o coração.
As vezes encontramos o que se é perdido em alguém,
no encontro de dois corpos, num beijo incompetente,
no luar do olhar de quem tasse bem.
Encontramos o perdido num drama,
num romance vermelho, na personagem vulgar,
na ousadia de quem se ousa a mudar.
Encontramos o nosso perdido em tanto lugar...
No entanto, não nos damos conta nessa busca hostil entre âmago e dracma,
Que o que sempre está perdido, quase sempre está em casa.
RUAS TÊM CORAÇÃO DE PEDRA
Não espere nada do seu amor por elas
A não ser cimento, asfalto
E uma família nova
Na casa de um velho conhecido
Quando menos se espera
Uma RUA muda de SENTIDO.
É Natal -
É Natal nos sopés da madrugada!
É Natal na voz de cada Homem ...
Pelas ruas! Pelas casas! Há em mim,
como em todos, um apelo de ordem,
amemo-nos uns aos outros sem ter fim.
Tocam sinos na voz dos horizontes!
Há luzes que se acendem na escuridão ...
Há desejos que convergem para a Paz,
nasceu um Menino que esmaga a solidão,
e eu, ao longe, contemplando Monsaraz.
É Natal! E nós precisamos de Natais!
Precisamos que o Natal chegue aos Corações.
Que cada Homem saiba o que é o Bem ...
Que não viva apenas de paixões
e traga Amor no seu olhar também.
É Natal na Raiz do dia vão!
Aquele que nos esmaga sempre
que não sabemos por onde ir ou que fazer
ou que nos apetece regressar ao ventre
da nossa Mãe p'ra voltar a adormecer ...
É Natal nos vales da escuridão!
Aí onde a Luz precisa de brilhar.
Amemo-nos uns aos outros sem ter fim
porque nasceu um Menino p'ra nos salvar,
cultivemos o Amor como Rosas num jardim.
Quem vem
E não se arrisca
Voltará no trem da vida
Quem prever
Esperança?
Nessas ruas desumanas
Quem acreditar
Floresce
Com o raiar do sol na pele.
Será Natal onde não há grandes festas?
Será Natal onde as ruas não estão iluminadas?
Sei que é Natal nessas praças enfeitadas,
e que é mais Natal onde há grandes "orquestras".
Onde uma criança não tem pão, não pode haver consoada;
onde um mendigo passa frio, o Natal é mais escuro!
Tampouco será Natal onde um coração é duro,
nem tampouco terá Fé quem não acredita em nada.
E por vermos andar os outros, fazemos o nosso Natal,
com presépios e estrelas da divina ostentação;
e desta maneira, ninguém quer uma festa igual às dos outros,
que, com garbo, também querem distinção.
Não obstante, com mais de dois mil anos de atraso,
numa modesta manjedoura dos arrabaldes de Belém,
se Jesus Cristo levantar a cabeça, por acaso,
constatará que o seu Natal não é quase de ninguém.
Sinto todo sentimento do mundo
Vejo os amores pelas ruas
Os casais que se buscam
Nos beijos, as fugas.
Invejo os amores alheios
Não os entendo, desconheço
Afinal, do quê o amor é feito?
Minha eterna busca, meu desespero.
O amor é qualquer coisa
Tal cousa qualquer
Dor curada de placebo
Inexistente, mas não percebo.
Viajando
Em ti pensando, e vendo a noite
passar.
Meu pensar viaja.
Perambulo em ruas, praças e paro
em qualquer lugar.
Noto calor em meus braços, é o sol
a raiar.
Dormi em uma poltrona,
após passar a noite, a te amar.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Mrmbro da U.B.E
Nem em uma quinta-feira
de ruas frias,
ônibus cheio,
as sete e dezenove,
à dezenove quilômetros de você,
conseguem me deixar longe o bastante
para que eu não pense em você.
De tantas ruas quanto atravessei
Quantas mãos eu segurei
Creio sejam tantas quantas me largaram
Quantas delas, ao longo do caminho
A gente pode confiar, não sei
Creio sejam tantas quantas
Hoje eu vejo aqui por perto
Estando assim, sozinho
Quantas pressas eu vivi
Nenhuma dessas eu guardei
Ficaram todas tão perdidas e esquecidas
Quanto os pés que alcançam
O outro lado
Das ruas que a vida atravessa
Cada esquina fria
Cada olhar atrás se esconde
Onde estão tantas cortinas
Vãos, desvãos, janelas e retinas
Todo olhar que nos espia e vê
Cada rotina
Nossas mãos perdidas
Esquecidas e vazias
Quase tão vazias quanto as nossas vidas.
Edson Ricardo Paiva.
IRMANDADE
Seres perambulam pelas ruas e becos,
Seres que eu costumo chamar de irmãos.
Por eles passam homens de gestos secos,
Gestos de quem nunca teve mãos.
...
Seres desprezados pela Consciência,
Seres que são filhos de Deus como nós.
Habitam o Mundo triste da sobrevivência,
Um outro mundo que não possui voz.
...
Seres que se alimentam da miséria
E se cobrem com o nevoeiro noturno,
Seres nunca esquecidos pela Existência aérea.
...
Seres que se alimentam da sofreguidão
E se consolam com o anjo taciturno,
Simples seres que eu amo de coração.
RIO, ENCANTO MEU
Quantas ruas, becos e vielas
Transpassam dentro de mim
São as esquinas da vida
Que escondem meus fragmentos.
Nas largas avenidas
Que amolecem os meu pisar
Ah, princesinha do mar
Garota encanto de Ipanema
Ah, sol da Prainha
Barraca do Pepê
Reserva Marinha
Desenrola meu espírito.
Alô, alô!!! Realengo, Madureira, Penha !
Trilhas de profundas caminhadas
Tijuca, Andaraí e Vila Isabel
Marchinhas de muitos carnavais
Meu Império Serrano
Nascido no alto da Serrinha
Tudo canta meu Rio de Janeiro
És tu que mora nos cantos de mim.
RIO, ENCANTO DO MEU CARNAVAL
É carnaval...
Sapucaí sonho meu
Quantas ruas, becos e vielas
Transpassam em mim
São as esquinas da vida
Que escondem meus fragmentos.
Madureira, Penha, Realengo
São trilhas de profundas caminhadas
Tijuca, Leme e Vila Isabel
Marchinhas de todos os carnavais
São nas largas avenidas
Que amolecem o meu pisar
Minha fantasia lembra
A princesinha do mar que desfila
Junto a Garota encanto de Ipanema
Ah, sol da Prainha borda meu carnaval
Me desenrola o espírito no samba
E o meu Império Serrano
Construído no alto da Serrinha
Tudo canta meu Rio de Janeiro
És tu que mora nos cantos de mim
É carnaval...
Colinas e ruas
O Senhor preservará a sua saída e a sua entrada. - Salmo 121: 8
O salmo 121 era o favorito de meu pai. Os escoceses chamavam de “Salmo do Viajante”. Sempre que um membro da família, um hóspede ou um amigo estava saindo em uma viagem, esse salmo era lido - ou mais frequentemente cantado - nas orações da família. Quando meu pai deixou o “país antigo” quando adolescente para navegar sozinho para os Estados Unidos, ele foi despedido desse salmo.
Ao longo dos anos, meu pai desfrutou muitos dias saudáveis, mas suportou outros que eram sombrios e sombrios. Na Primeira Guerra Mundial, ele levou consigo as palavras deste salmo para a batalha, e depois disso, enquanto permanecia no hospital por quase um ano se recuperando de ferimentos por estilhaços.
No versículo 1, o salmista olhou além das colinas para o Deus que as criou. Meu pai morava na parte mais difícil da cidade de Nova York. Embora raramente visse colinas, ele mantinha a certeza de que o Deus das colinas também era o Deus das perigosas ruas da cidade.
Nos seus 87 anos, meu pai experimentou muitas "saídas" e "entradas". E quando saiu pela última vez, acredito que estava cantando o Salmo 121 enquanto descia o vale e viajava para casa, para o outro lado.
Como é reconfortante que o Deus das colinas e das ruas acompanhe todo crente em Cristo!
Ele sempre guardará a tua alma.
O que prejudicaria Ele controlará;
No lar e a propósito,
Ele te guardará dia após dia. - Saltério
Mantenha seus olhos em Deus; Ele nunca tira os olhos de você. Haddon W. Robinson
Vagabundos.
Ninguém mais se escandaliza ao ver as ruas do Guarujá tomadas por vagabundos andarilhos que incomodam os transeuntes de várias maneiras.
Bêbados, flanelinhas, flanelinhas bêbados, homens e mulheres jovens e fortes, perambulam à cata de qualquer trocado que lhes supra as necessidades.
A condescendência com essa situação, aliada à piedade que a maioria de nós tem pelos seres humanos e pelos animais abandonados, impede que façamos justiça com as próprias mãos, negando votos para os verdadeiros culpados pela situação que o país atravessa.
Vagabundos criminosos posam de políticos enganando a cada eleição todos os que os elegem.
Não há muito que a maioria de nós possa fazer senão execrar esses políticos vagabundos.
Aqui no Guarujá precisamos banir a eleita por contar mentiras.Não contente em não cumprir as promessas, atirou a cidade num caos maior ainda do que o deixado pelos últimos prefeitos.
Todos ladrões e corruptos, inelegíveis e condenados por atos de improbidade.
Para alguns foi necessária a justiça divina, porque em vida teriam burlado em toda e qualquer instância a justiça dos homens.
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