Poemas sobre Ruas
Poças
As ruas estão cheias delas
Límpidas ou imundas- água parada
De seu modo refletem o céu
Imitam sua silhueta
Iludem os pássaros
Ficam ali, simplesmente imóveis
Esperando o dia de glória
Quando finalmente irão sublimar
Se juntarão as nuvens.
Seja diferente
Com o sopro veio a felicidade
Arte é cultura,nas ruas desigualdade
Muito bom é ter liberdade
Acredite,você também tem capacidade
De pensa de canta fazer acontecer
Recomeçe encante meu lazer é viver
Ajude em troca ganhe um abraço
Recarregue as energias olhando pro alto
Deixe a preguiça no armário
Seja diferente pegue o caminho contrário.
A filosofia dos livros é diferente da filosofia das ruas.
Na ruas, o pensamento está na sombra do poste no asfalto em pleno sol do meio dia.
Nos livros, o pensamento está na importância do motivo, de se colocar sob sol do meio dia, e ao mesmo tempo procurar a sombra de um poste no asfalto...
hoje quase peguei o ônibus errado duas vezes e isso
invocou em mim as ruas labirínticas da cidade
em que o céu se desmancha
em escuridão nascente
a confusão que fiz com os nomes
não será perdoada
a memória anda ruim para coisas boas e pequenas
repentinamente a pequenez das coisas é o que importa
as pequenas ruas da cidade
Me perder?
Eu já me perdi várias vezes
Por ruas que nem sei o nome
Amores?
Já perdi umas dúzias,punhados mesmo,o que não perdi foi a coragem de seguir.
Vento... por quê não me levas daqui?
Eu caminho pelas ruas sem rumo.
Tu, bagunça e emaranha meus cabelos na envolvidão da tua dança.
Me sinto só, mas quando vem ao meu encontro, me abriga, acalenta o meu coração.
Ah, porque me bombardeias com um turbilhão de pensamentos toda vez que me debruço no parapeito de minha janela, quando o silêncio da madrugada insiste em me manter acordada?
Há muitos mistérios no mundo...
Que não nos cabe revelar...
Tormentas que vagam nas ruas...
Sombras frias que pairam no ar...
Espaços sem estrelas...
Ares pesados a girar...
O que vi...
Nessa madrugada fria...
Hoje...
Me é permitido contar...
Sobre casas ...
Sobre coroas de pessoas...
Nos ventos...
No silêncio tenebroso...
Vi chegar...
Sem rosto...
Veio buscar...
Algo estranho...
Muito estranho...
Sem palavras para explicar...
Sei apenas...
O que vi...
Sei apenas que esse pouco posso dizer...
Do pouco que vejo...
O que está para acontecer...
Toda vez que eu vi...
Toda vez que senti...
Toda vez me calei...
Toda vez respeitei...
Toda vez olhos fechei...
Toda vez orei...
Sempre a Deus recorri...
Para alguns pude avisar...
Não quiseram me ouvir...
De nada adiantaria também...
A hora era aquela...
Que estava a chegar...
Alguns olhares tristes...
Vi se despedir...
Alguns cães a sentem...
Quando se põe a uivar...
Lamento triste...
Nessas ruas...
Madrugadas frias...
Espaços vazios...
Quem vem buscar?
Nada mais posso dizer...
Nada mais posso contar...
Sandro Paschoal Nogueira
#Em #ruas...
Vielas...
Ela está...
Sob a luz da lua...
Ou de postes bruxeleantes...
Cantos em penumbra...
Jovens mancebos...
Alguns senhores garbosos...
Andarilhos da noite...
Ficantes...
A pele não tem mais viço...
Noites mal dormidas...
Bebidas...
Drogas...
Tudo consumiu...
Vulgaridade sua amiga...
Nessas horas vazias...
O perigo é certo...
Seu tempo que é incerto...
Ri de sua infelicidade...
Justifica sua iniquidade...
Das escolhas erradas...
De sua mocidade...
A ânsia de viver ainda é grande...
Mais madrugada não garante...
Sofre...
Não se dá por vencida...
Enquanto haver um sopro de vida...
Quando aurora anuncia...
O início de mais um dia...
Tal qual Nosferatu...
Volta para sua tumba...
Que antes vazia...
Agora preenchida...
Pela triste criatura...
Das madrugadas perdidas...
Sandro Paschoal Nogueira
#Hoje #entardeço #lilás...
Sai de casa esquecendo a razão...
Entrei em ruas, avenidas e vielas...
Em contra mão...
Cada um tem o seu amor...
Cada um sua forma de amar...
Seu destino a traçar...
Entreguei-me a vida...
E ela namorou comigo...
Flores e sorrisos alheios...
Se abrem para eu passar...
Caminhando em pedras azuis...
Meus devaneios...
Vivo cercado de flores...
Esquecendo meus dissabores...
Cultivando muitos amores...
Logo eu tão simples...
Assim quero ser...
Ouço cantos suaves saindo de algum lugar...
Bem longe...
Vozes se escondendo por alguns becos...
Que estou a chegar...
A chuva hoje não veio...
Não sei se ainda virá...
Isso, agora, não me importa...
A tarde finda...
Em doce encanto me convida...
A me perder no horizonte...
A abrir minhas asas...
E seguir mais adiante...
Em lugares mágicos e desconhecidos...
Farei deles meu abrigo...
Encontrarei a verdade bem além...
Banharei-me em fontes de virtudes...
Levando em minha bagagem..
Um sonho interminável...
De que a paz seja meu teto...
E de ter você sempre ao meu lado...
Sandro Paschoal Nogueira
O esquizofrênico
Pelas ruas, um destino qualquer.
Doente, chapado e soberbo.
Ecoavam-se vozes que a ele pareciam sobras
Do que sempre quisera ouvir.
Aquele destino antes citado,
No fundo, era apenas um.
Ah, os bordéis da paissandú...
Vulgos e famosos, rompiam classes.
Pobres, ricos ou mulatos.
Em bares, reunia-se com amigos.
Os mais bêbados e desagradáveis possíveis.
Declamavam ideologias, amores ou conquistas.
Discutiam sobre livros, a vida e política.
Por suas falas ou famas, todos sabiam.
Mesmo com defeitos, era um bom moço.
Nunca foi compreendido e,
Por sua vida toda, fora descartado.
Desde lares e amores à sua poesia.
Caminho com olhar
De desprezo
Pisados entre detritos
Ruas demasiadas de sujeiras
Pobre aterro
Atmosfera caótica
Contento com ver natural
A Visibilidade está em ser
Amante da própria alma.
Onde moro?
Nas ruas da nossa casa, construída com nossos beijos e abraços.. Moro na ilusão dos sonhos...
moro na solidão da noite sob o teto das estrelas.
Moro em ti, na tua alma. Moro nos caminhos buscando tuas pegadas.
Poesia
As ruas,foram
tristes para quem
se aprisionava.
Agora vai de encontro a tragédia.
Perdeu-se no vapor do narcótico.
a matemática das ruas
e suas esquinas perpendiculares e calçadas paralelas
com imperfeições imperceptíveis
e quadras em retângulos
que terminam em praças circulares
por onde passam carros a sessenta por hora
e pessoas atarefadas
e onde se sentam pessoas
que jogam o tempo e os silêncios
aos pombos indiferentes
Quem sabe nos encontremos de novo
vítimas do acaso
Nessas ruas sem saída
dessa cidade que dormia
Labirinto de pedras e asfalto
Cobertos por tetos frágeis mas nada transparentes
Amanhã ou mês que vem
Procuramos um novo dia
Procuramos uma saída
Sol na palma da mão
E o violão,
desenvolvendo mais uma canção
Juntos só nós e as estrelas
Nós e o universo
tão sozinhos mas tão cheios de mistério
Luzes de calor
Luzes do céu
Nossas asas nos distanciam do aranha-céu
Pessoas nos sugam
E as cidades com suas grades,
ajudam
Fugir daqui é sensação de vento
Vento forte rompendo o cimento
Os estilhaços acenderam a chama que vem do centro
Nos perdemos naquele labirinto
nas ruas desalinhadas
Nos prendemos com cinto,
com ideias amarradas
Nos perdemos nas calçadas,
nos sinais, nos tijolos
Estamos construindo barreiras pelos solos
Nos perdemos no som,
nas faixas e na multidão
Nos perdemos em mais um vagão,
vagamos sem destino sem olhar pro coração
Nos perdemos em portas
Portas que não abrem
Nos perdemos no preto e no cinza,
esquecendo do verde e do azul da brisa
Óculos escuros mesmo sendo de dia,
escondemos o que o coração não via
A roupa de grife nos cobria,
jogando fora nossa carta de alforria
Marchem soldados,
temos cabeças de papel
Nossos olhos foram cobertos,
tampados por um véu
Ninguém parou pra ver o céu
Estamos muito ocupados cumprindo nosso papel
Marchem soldados,
temos o peito de aço
Coração controlado que não lembra do abraço
Corpo linchado
Soldado pau-mandado,
Foi mandado pra vala
sem nem ser notado
esqueça que esta frio...
as pessoas vivem na ruas não esquecem,
o frio mata e constrói o amor...
tenha pena de quem não tem mais nada,
uma blusa, um cobertor salva uma vida,
um pouco de de comida,
olhe no espelho verá a verdade no teu coração...
as pessoas não são algo a ser ignorado,
seja humano não seja como ser humano.
aprenda que todos tem o direito de existir.
e compaixão te fará mais humano;
sendo amor e fraternidade em nossos corações.
Poesias nas ruas
Achei!
O palco perfeito
Onde seremos ouvidos
Nossas manifestações serão agora respeitadas
Achei!
Aquela liberdade que de tanto lhe falei
E busquei
Achei!
O lugar ideal para mostrar minha arte
Seja dança
Seja poesia
Seja desenho
Seja teatro
Seja vivo
Seja arte
Aqui será interpretada por diversas maneiras
E por diversas pessoas
Mas...
Não consegui encontrar uma coisa...
O limite...
O limite da arte.......
Não é problema
Achei!
O lugar ideal.
MINHA CIDADE DOS SONHOS
Nessa minha cidadezinha
Tem ruas arrumadinhas
Casas bem pintadinhas
Com plantas nas janelinhas...
Tem jardim com plantas floridas
Todas as casas são bem coloridas
As ruas todas bem compridas
Onde só moram pessoas queridas...
Nessa minha cidade tem o alto do cruzeiro
Onde as tardes descansam o tropeiro
Tem pé de umbuzeiro
E tem aquele moleque ligeiro...
No meio da rua passa um riachinho
Tem até um barquinho
Que navega ligeirinho
Feito asas de passarinho...
Carro não passa por ela
Aqui só se anda de bicicleta
Todas elas na cor amarela...
A tardezinha se senta na porta da rua
Hora de prosear e ver a lua
Todos querem falar, cada um conta a sua...
EU ANDO NAS RUAS
Eu ando nas ruas vendo o tempo passar
Bebida barata , o amor esta no ar
Não adianta sorrir
Não adianta chorar
Sim, o amor esta no ar .
Não adianta falar
Não adianta olhar
Letra por letra o preconceito derrubar
Amigos do peito , amigos do coração
Juntos nós vamos cumprir essa missão
Eu quero ser livre , eu sei
Falar só por falar não da
Nós temos um jogo pra virar
Tu pode não saber mas isso pode te matar
Doença, preconceito, sujeira , corrupção
Essas são palavras da nação
Por elas criamos uma revolução através dessa canção.
