Poemas sobre Ruas

Cerca de 1759 poemas sobre Ruas

Tem pessoas que passam
e deixam o mundo torto.


Depois delas,
as ruas não sabem mais ser só ruas.
O lago não sabe mais ser só água.
Os lugares viram armadilhas
para a memória.


Eu ainda te procuro
onde você não está.
Na igreja.
Na academia.
Nas esquinas da cidade
que aprenderam o seu jeito de andar.


Eu quase fui.
Quase deixei um bilhete.
Quase atravessei meu próprio orgulho
para te desejar feliz aniversário.
Quase me esqueci
de tudo o que me feriu.


Mas eu não fui.
Porque algumas pessoas
ensinam a gente
que amor também pode ser silêncio.


Eu lembro de coisas
que talvez você nem lembre mais.
De caminhadas sem destino.
De risadas que não precisavam de motivo.
De um jantar simples
que virou casa.
De um dia em que você acordou
nos meus braços
e, por um instante,
o mundo ficou quieto.


Eu sei que erramos.
Eu sei que doeu.
Eu sei que você não soube me cuidar.
Mas o que eu senti por você
foi limpo.
Foi inteiro.
Foi verdadeiro.


E talvez isso seja o que mais machuca:
ter amado alguém
que não soube ficar.


Eu carrego uma marca na pele
que não é vaidade.
É memória.
É prova de que existimos
em algum tempo do mundo.


Às vezes penso
que eu não significo nada pra você.
Que eu fui só mais um trecho da sua vida.
Uma página dobrada.
Um nome esquecido.


Mas eu sei o que eu vivi.
E isso ninguém apaga.


Você não está mais aqui,
mas tudo ainda sabe o seu nome.
Mesmo que eu não diga.


E dói.
Dói porque foi real.
Dói porque eu ainda sinto.
Dói porque eu não soube te esquecer...

2 anos juntos
Angra dos Reis
Andando pelas ruas
Uma igreja
Wesleyana
Risadas, coração quente, felicidade
Sensação de que o universo estava em paz com nossa união.

Entre confete e silêncio

Nas ruas nasce fevereiro
com seus tambores solares,
uma alegria ensaiada
que aprende a sorrir mais alto que a fome.

O país veste plumas
para não ver as costuras abertas.
Cada lantejoula cobre
um buraco antigo do telhado.

Chamam de festa popular —
e é,
porque o povo é especialista
em sobreviver cantando.

Mas há um cansaço
escorrendo por baixo da tinta:
um mapa rasgado em avenidas,
um futuro vendido em três acordes.

O pão chega em migalhas,
o circo em carros alegóricos.
A multidão aprende o refrão
antes de aprender o porquê.

Enquanto isso,
nas casas quietas,
a solidão assiste pela televisão
um país que não cabe mais em si.

Ninguém é tolo sozinho —
é junto que a distração floresce.
É mais leve dançar
do que sustentar a pergunta.

E assim fevereiro passa:
o Brasil amanhece rouco,
coberto de papel picado,
sem lembrar o que tentava dizer.

Nas esquinas da vida, entre ruas vazias e avenidas apressadas, você passou por mim.
Foi rápido demais para ser esquecido.
Não sei se foi sua beleza, seu perfume ou o silêncio que ficou depois.
Só sei que algo se partiu naquele instante.
Desde então, sigo te procurando em rostos errados e caminhos perdidos.
Alguns encontros não vêm para ficar.
Vêm para doer e nos mudar para sempre.

O mundo se tornou um lugar muito perigoso para se viver,
onde as ruas engolem passos sem eco,
e o ar carrega o peso de olhares que não se encontram.
Sombras alongam-se como garras no asfalto rachado,
e o coração, esse pássaro preso,
bate forte em ritmo de sirene distante.
Mas no meio do breu,
uma vela teimosa pisca,
não para banir a noite inteira,
só para sussurrar:
ainda há luz que resiste,
ainda há quem ouse acender outra chama
com mãos trêmulas,
e sonhar com um amanhã menos afiado.

Se há trevas nas ruas,
se o céu for um deserto sem o brilho do luar,
e num clarão de luz o teu olhar vier me guiar…
as mais belas palavras são ditas no silêncio de cada olha

⁠"Andando pelas ruas sobre a luz do Luar, me deparei com um casal apaixonado sentado em um banco na praça, parei um instante, sentei-me e fiquei a observá-los... Cara de apaixonados com o olhar sereno e entrecortados. Nenhuma palavra saia da boca deles, também nem precisava, o olhar falava por si só.

Tantas coisas para serem ditas, mas que preferiram ficar ali se enamorando sobre a luz do Luar. De repente, meu celular tocou, acordei para atendê-lo, sentei na beirada da cama e percebi que aquele casal apaixonado éramos nós;

Nesse momento, um sorriso tomou conta do meu ser, voltei a deitar e fiquei ali te enamorando pela noite toda."

Passos perdidos


Pés andas por ruas
Tentam encontrar sua presença
Sentir a singularidade do teu toque
Sentidos da tua alma
Persisto na extensão dos retratos do nosso olhar.

Hoje se comemora o dia em que você nasceu, por isso eu vi tantas flôres abertas embelezando as ruas quando sai para trabalhar.

Por isso ouvi os primeiros cânticos dos pássaros quando o dia ainda estava apenas clareando.

Por isso o sol brilhou intensamente no amanhecer.

Por tudo isso eu calculei que era em sua homenagem.

Parabéns, que da forma como o dia se mostrou para mim, seja para você também, florido, alegre e de muita Luz em sua vida.

DIA TRISTONHO
Hoje é um dia tristonho para o sol distante que componho
Ruas de terra com plantações ao redor sorteiam as pétalas da nostalgia de menino.

O menino chora!
A descoberta nas areias desertas que o banho de água doce deixou.
Experimenta o amargo das gotas que lavam a face.
O menino chora!

A inocência trazida num rosto que mostra em cada sulco as marcas que a vida lhe deu.
Sem ar o menino chora!

Dormindo no carro, escondido na areia, saindo do barro...
O menino chora!

Amargor da angústia, aperta o peito que reopousa no leito.
Deitado reclama do estômago que incomoda.

Sorver o coro angelical numa despedida fúnebre é a cena que a peça nunca quis encenar.

Sabores e sonhos.
Formas e doces.
Temperos da vida. (Júlio Raizer)

As ruas que andei, ladeiras que subi, encantos que vi, momentos que vivi.
Sonhos que dobraram esquinas, subiam escadas.
Da janela velha eu via telhados que guardavam vidas.
Saudades que ficou carrego dentro de mim.
Sheylasouza


⁠

NADA COMO ANTES

De onde eu vim,
Lembro com muita saudade.
Ruas e quintais não são mais como antes.
Por lá eu cresci, vi muitas flores se abrindo
No raiar das manhãs. Quantas vozes eu ouvi.

Atrelado ao ar do lugar, Timbó está incravado em mim.
Suas praças me recordam bem, profundas lembranças
Que o tempo marcou.

Não posso esquecer dos amigos que um dia
Comigo sorriram. Aqueles que foram,
Os que me disseram, os que propuseram, os que se fecharam,
Os que se abriram e aqueles que nunca mais vi.

AROMAS DE MAIO

Todo vestido de amarelo

Enfeita ruas e avenidas

Florindo o tempo

Maio é o mais tão singelo.



Ainda na alvorada

A alegria enfeita o dia

O céu fica colorido

Com a linda passarada.



Mês das novenas de Maria

Das noivas e das mães

Mês que traz harmonia.



Que nos abençoe Nossa Senhora

Que a nossa esperança

Nunca vá embora.



Irá Rodrigues

Olinda no coração

Como poderia esquecer
tuas ruas rumo ao céu,
tua brisa em carrossel,
patrimônio em cordel.

Fostes caminho para holandeses,
abrigo para os portugueses,
e para todos, muitas vezes,
lugar de belos prazeres.

Com palavras te lembrar:
praia, orla, sol e mar,
praças, casas, se hospedar,
ladeiras, igrejas, passear.

Bonecos gigantes de montão
no carnaval de tradição,
Olinda tu és o meu pendão,
também estás no meu coração.

O GRANDE VAZIO DIGITAL

O mundo digital virou uma Matrix que esvaziou a realidade. As ruas estão cheias de pessoas, mas sinto que falta alma, falta calor humano. Tudo ficou frio, distante e superficial — tanto fora quanto dentro das telas. É impressão minha ou o "mundo real" está desaparecendo?

Lu Lena / 2026

Entre Estrelas e Espinhas

Vejo prédios, ruas e, ao fundo, barcos. Ao olhar para o horizonte, noto luzes acesas que, no balanço das ondas, criam a nítida impressão de um pisca-pisca sobre o mar.

Mas, observando de outro ângulo, percebi que, quando o vento tocava a água, levantava pequenas gotas, e eu via o que mais parecia uma chuva de estrelas caindo e mergulhando à beira-mar.

Um sentimento de amor invadiu meu peito, e eu me questionei:

— Será que um coração endurecido, um dia, cai na graça do amor?

Uma nuvem passou por mim, como se aguardasse uma resposta.

E, naquele instante, um pensamento surgiu, leve como espuma de verão. Algo veio à minha mente que considero verdadeiro:

No mar de verdades e mentiras, quem não souber saborear um bom peixe acabará envenenado pelas próprias espinhas.

Por ruas e vielas
Ando pensando
O mundo parece está lento
Porque por onde ando vejo vc em todos os momentos…

Ecos de um mundo fragmentado


Tantas rotas, ruas e avenidas,
tanto caminho, tanta trilha a seguir.
O mundo se abre como um campo imenso,
um jardim fértil, mas também espinhoso.


E enquanto o sol insiste em nascer para todos,
cada um prefere caminhar na sombra oposta,
erguendo muros onde poderiam florescer pontes,
rasgando a terra que antes nos nutria.


A sociedade se divide como o tronco partido,
galhos que não mais reconhecem a mesma raiz.
A seiva que deveria circular em união
escorre, perdida, em direções contrárias.


Somos folhas levadas pelo vento do poder,
presas em redemoinhos que não escolhemos,
presas ao solo que comprime nossas raízes,
sem perceber que também somos parte da floresta.


E entre pedras, rios e desertos,
a vida sussurra que tudo é movimento.
Mas nós, reféns de ilusões e correntes invisíveis,
esquecemos que até as águas, ao se dividir,
sempre retornam ao mesmo mar.

O Vazio das Ruas


Você foi embora.
Disseram-me que estava fora,
Talvez no sítio, em São Bento,
Ou vendendo o apartamento que guardava o seu teto.
Se parti com você em lembrança,
Espero ter deixado algum bem na mudança.


Tive vinte mil projeções na mente,
Escrevendo sobre o autor do meu afeto.
E sou redundante, sim, propositalmente:
Te amo com o afinco dos poetas antigos,
Com a dor sagrada que as mães trazem consigo,
E a paixão urgente de uma menina.


Quem diria que, na minha idade,
Eu seria escrava dessa insanidade?
Um amor que pesa mais que o meu próprio corpo,
Que me carrega, me arrasta, me domina.
Uma loucura sã, impossível de esquecer,
De controlar ou de me perdoar por querer.


Por que, meu Deus, fui escolher você?


Você me bloqueou, me cancelou, seguiu o vento.
E agora as ruas estão vazias de você.
Choro lágrimas de ausência, mas celebro o teu momento.
Se um dia voltar para visitar o teu menino,
Venha conhecer o meu novo canto, o meu destino.


Uma semana antes de partir, te viram passar por aqui...
Achei que te veria caminhando, livre e renascido.
Hoje sinto falta de ouvir-te, do som que se perdeu.
Fracassada por não te esquecer? Talvez.
Mas convicta de que ninguém te amou como eu.

(Estrofe 1)
Quero sair pelas ruas do mundo
Sem colocar hora pra voltar
Deixar o tempo falar mais profundo
E o meu peito aprender a escutar

Ver a beleza escondida nas folhas
Ouvir o vento contando quem sou
Cada caminho guarda memórias
Que o coração nunca abandonou

(Pré-Refrão)
E quando a noite me beija devagar
Um novo sonho começa a acordar

(Refrão)
Eu vou flutuar no escuro
Onde a luz me encontra e diz quem eu sou
Sentir a brisa da noite no rosto
E viajar na vida que o tempo deixou
Eu vou, eu vou…
Entre a noite e o infinito, eu vou

(Estrofe 2)
Quero tocar o silêncio das águas
E me banhar de sentido e razão
Ver as estrelas pintando estradas
Que só se enxergam com o coração

Cada paisagem me chama pra dança
Cada sorriso me pede canção
Viajar é renovar a esperança
Que nasce forte dentro da mão

(Pré-Refrão)
E quando o dia vier me encontrar
Eu sei que a noite vai me acompanhar

(Refrão)
Eu vou flutuar no escuro
Onde a luz me encontra e diz quem eu sou
Sentir a brisa da noite no rosto
E viajar na vida que o tempo deixou
Eu vou, eu vou…
Entre a noite e o infinito, eu vou

(Ponte – mais suave, estilo MPB intimista)
E se um dia eu perder o caminho
Eu me encontro no som do luar
Pois a vida é só um passarinho
Aprendendo a voar

(Refrão Final – crescendo emocional)
Eu vou flutuar no escuro
Onde a luz me encontra e diz quem eu sou
Sentir a brisa da noite no rosto
E viajar na vida que o tempo deixou
Eu vou, eu vou…
Entre a noite e o infinito, eu vou
Eu vou…