Poemas sobre Relógio

Cerca de 1611 poemas sobre Relógio

Eu vi muitas madrugadas entrarem
e junto com o ponteiro do relógio passarem lentamente
enquanto eu mudava os móveis de lugar.

Assisti muitos filmes e seriados me revirando no sofá,
e nos rápidos intervalos, que serviam para esvaziar a geladeira,
eu passei correndo pelo corredor e vi a nossa cama arrumada.

Escutei discografias completas caminhando sozinho pela casa,
e chorei diversas vezes vendo nossas fotos,
finais de filmes de comédia e escrevendo sobre como me sentia vazio.

Eu vi da janela da sala muitas vezes o Sol nascer
e o novo dia chegar sem trazer notícias suas,
e dormi muitas manhãs cansado de tanto pensar e esperar por você.

Inserida por demetrioMDS

Estou aqui
Ainda estou aqui
O relógio continua a andar
Mas ainda estou aqui
Os meus passos estão presos
Presos pela condição

Já dei volta ao mundo
Mas ainda estou aqui
Já sei como será o fim
Mas ainda não la estive
Da mesma forma que aqui cheguei, ei de partir…

Inserida por aniltonlevy

Horas soltas…
Relógio descontrolado…
No chão um porta retrato quebrado.
Sobre a mesa rabiscos amassados…
Versos soltos ao vento.
Sentimento soterrado.
Coração quebrado.
Um desiludido!

Inserida por ThaynaraBrandao

O relógio é um indivíduo atrasado, sempre em contradição
A criança tem sonhos de gente, só precisa de um empurrão
O frio que congela o sangue é o mesmo que queima o pulmão
As folhas que caem no outono, se perdem na outra estação.

Inserida por gabidelvechio

Atravesso A Porta (bomba relógio)

Todos querem falar um pouco
que eu tenho que me acostumar
Que eu devo deixar pra lá
Aprender a lidar

Mas não,
Eu não sei aprender...
Mas não,
Eu não quero aprender...

Nos outros olhos vejo acelerada
a vida que escapa
Todos fazem tão pouco por si
E quem lhes quer bem sente (chora)

Minha consciência vive
em constante batalha
De tanta guerra sangro por dentro
E quase nunca me permito chorar

Fazem de piadas os meus sonhos
Juntam-se para rir um dos outros
Tão pobres de vida
seguem tão cheios de vazios

Sobre meus ombros carrego suplicas
Atrás dos meus olhos ninguém vê
Mas a cada vez que atravesso a porta
sinto que morro mais um pouco

Meu coração levanta todo dia
a bandeira clamando por paz,
Mas minhas pernas marcham enfrente
e estão cada vez mais cansadas à resistência

Meu íntimo grita pela vida
Não nasci e cresci igual
Me sinto um deslocado
Um barco fora do curso

Queria ser como o cara do filme
Ou o garoto do livro
Mas atravesso a porta
como um carro bomba

Inserida por demetrioMDS

O Relógio

Não há como se livrar
Não existe alforria
Quem poderá nos salvar
Das horas dos dias

Já nascemos escravos
Um único ser humano
Aprisionou todo o resto
Tornou o tempo “concreto”

Neste momento nos condenou
A prisão perpétua decretou
Com sua simples invenção
Aprisionou geração a geração

Agora vivemos a mercê desse instrumento
Dominados pela “máquina do tempo”
Será que conseguirei terminar estes versos
Antes que o “tic - tac” da meia noite se acabe?

Inserida por Marri04

Sentido? Horário...

E o relógio antigo,
Tocando as horas...
Só o tempo é eterno?

Inserida por FrancismarPLeal

Devagar anseia o tempo, o coração,
que pulsa sem parar,
como uma bomba relógio.
As mentes atormentadas,
sobre uma tela de um quadro em branco.
O sangue que se transforma em tinta
para as poesias malditas nascerem.
A loucura, a embriaguez lúcida.
A noite que nós convidam para dançar...

Os gritos de socorro,
as lágrimas contidas para dentro.
Os ruídos de baixo de suas mentes,
os passos no corredor.
A história se repete, não percebem?
Há mais nomes na lista do que de costume,
mas a casa ainda continua vázia.
Queria eu fugir deste inferno.
Acordar um dia e ver um céu azul lá fora...

Queria eu um dia ligar a TV
e não assistir a mais uma nova arma sendo criada.
Leve-me daqui, joguem -me na camara de gás,
isso não fará diferença alguma agora.
Pendurem me em uma cruz
como vocês fizeram com os outros,
como fizeram com seus medos.
Queimem suas mentiras com um livro,
isto nunca será esquecido.

Orem pelos pobres, ajoelhe se diante do seu rei,
enquanto ele os cegas com o brilho de seu trono de ouro.
Devagar anseia o tempo, o coração,
que hoje já não quer mais pulsar.

Inserida por MagaiverW

O tic tac do relógio
mostra-me que é hora de fazer acontecer
tenho que lutar com toda minha fé
e dar meu pequeno e primeiro passo

Não posso mais viver atrasada
nem tampouco querer passar adiantada
sento um pouco e começo a refletir
em como organizar o meu eu interior

É necessário paciência para esperar
força de vontade para conseguir
é necessário também se arriscar
com os pés no chão e objetivo á vista

Promessas e dívidas são um desperdício
não se conquista algo só falando
tentar de novo e agir é pois
a metade da fórmula do sucesso

A outra metade pergunta os curiosos
qual é e onde procurar
digo que ela sempre está lá
esperando que destranque a porta da confiança
[em sí mesmo

Cada segundo que passa
em cada minuto que muda
em todas as horas que vão e voltam
são de uma tal importância chamadas: Tempo de Ouro

Ter uma atitude e ir atrás
ou ter uma atitude e esperar o momento certo
mas não posso acomodar-me em minha desdém
não quero tornar-me um acúmulo de inutilidade em pessoa

O tempo não é paciente
ou serei uma vencedora que tenta e equivoca-se
ou serei uma arcaica perdida nos tempos de hoje
e é isso que o relógio diz ao fazer tic, tac, tic, tac
[tic, tac

Inserida por thaisbenvenutimoraes

Tantos caminhos para percorrer,
neste momento apenas um para escolher,
o tempo do relógio para,
o amor que eu sinto ao passar do tempo não.

Inserida por BrunoJacobus

Os ponteiros do relogio passaram passivamente todos os minutos...

tudo como deveria ser feito. Se acertando a cada virada dos ponteiros

e tambem morro quando tenho de matar minhas vontades!

E quando um pedacinho de mim que mostrei...

me desnudo fiz

e foi todo... inteiro.. que me entreguei!

Inserida por rafakoz

Se o amor fosse um relógio,
A saudade seu pêndulo,
Os ponteiros jamais parariam
de marcar o tempo da felicidade.

Inserida por andresaut

A cada minuto vejo e sinto minha vida se esvaindo no relógio
Sem poder fazer nada
Sem viver nada
Desperdiçando o que e mais valioso
A vida.

Inserida por nerdfanpage

Perdido no tempo espaço em um paradoxo infinito
A o som do relógio cuco
Procurando um amor
Ao ri-timo do coração
Em seus olhos
Descobri quem amo
(You).

Inserida por nerdfanpage

Restaram as fotos na parede, o relógio de pulso marcando dez minutos atrasado e o copinho de pinga. Sentada, pensando, não sei se fiz a escolha certa. Nem quero saber também: já foi, já foi.
E agora dá um arrependimento daquilo que nem ao menos fiz. Por mais que eu finja ser não-sentimental, sinto o coração se fechando quando ninguém sussura ao meu ouvido, na hora de dormir:
"Durma bem, meu amor

Inserida por Drea-Oliveira

Einstein? Heim?

Lá, na parede,
O relógio torto. Só,
O tempo não se curva?

Inserida por FrancismarPLeal

Quero viajar no tempo
Sobre céu que nos cobre
Mais rápida que o vento
Nos ponteiros do relógio
Sobre o quinto elemento

Como é bom tocar o céu
Quando se está dormindo
Na caneta ou pincel
Os sonhos vão surgindo.

- Israel Lima

Inserida por IsraelLima23

Achados na Lembrança...


Num relógio apressado, ponteiros sem freio
Dependurado por sobre o umbral de acesso
Onde vivente, me havia generoso exemplo
Inda infrene, desde tenra juventude o visitava



A puerícia se perdeu entre uma conversa e outra
E nesse mundo nosso, nele, descortinei um amigo
Um mestre que bem conheci... e me apaixonei
Vezes, envesso à sua visão de perdão e aceitação



Admirava-me com a facilidade e simplicidade
De traduzir-se em suas palavras que fluíam
Fáceis, viajantes, disparadas amenas
Com imenso poder de entrega e sabedorias



Aprendi que perdoar é mais que um verbo
Que o amor é mutável, mas jamais se finda
Que quem fere, é quem mais necessita de cura
Que bom sentimento é dádiva, eternamente pura

Inserida por mucio_bruck

Botões Filosóficos

O relógio do tempo anuncia que é hora de partir.
Adoravelmente nostálgica a noite se despede e, entre as brumas do amanhecer silenciosamente se afasta.
Um dia que nunca existiu surge nos braços da aurora, envolto num manto de cores quentes e reluzentes, como um bebê recém saído do ventre acolhedor da mãe sendo entregue aos cuidados do pai: o tempo.
O tempo o recebe em seus braços poderosos de pai sábio e dominador.
A natureza em euforia comemora o milagre do novo.
Humanos sonâmbulo perambulam em torno de si mesmos, como bichos adestrados. Orgulhosos exibem a taça do prazer que deve ser bebida até o fim do dia.
Eu, contrariada com a despedida da noite converso em tom nostálgico com meus botões filosóficos sobre essa tirania do tempo.
Inconformada por ter sido literalmente arrancada dos meus sonhos, finalmente acordo para entrar em um outro sonho.
Ainda bocejando, esfrego os dedos sobre os olhos, como criança mimada, assim que sinto os primeiros pensamentos pousarem sobre minha cabeça como pássaros insones. E ali eles fazem seus ninhos.
Um corvo atrevido infiltrado no bando murmura aborrecido uma frase que faz todos os outros pensamentos levantarem vôo de mim: nem sempre um novo dia traz consigo um dia novo!
E cá com meus botões filosóficos mais uma vez ponho-me a resmungar: odeio ter de admitir que esse corvo tem razão!

Inserida por ednafrigato

Olhos desnudos

A gente nem percebeu
Mas o relógio voou
Não tinha máscaras
Sentimentos invadiram

A noite serena
Sem a lua tornou-se pequena
Mãos entrelaçadas
Dois corações na mesma
badalada

Verdades do olhar
Diz mais que qualquer palavra
Quando o amor acontece
Um dia parece uma eternidade

E assim vamos indo
Se amando em meio
os conflitos
O amor que floresce
é o plantado no olhar
E teus olhos desnudos
me fez brotar
Poema de autoria #Andrea_Domingues ©


Todos os direitos autorais reservados 08/02/2020 às 10:50 horas
Manter créditos da autoria original #Andrea_Domingues

Inserida por AndreaDomingues