Poemas sobre Pássaros
A ANDORINHA
Poisou uma andorinha
Tão mansinha
No parapeito,
Mesmo a jeito,
Da minha janela.
Era um sinal de vida
E eu pela minha sofrida,
Meti conversa com ela
Por gestos de simpatia
Em plena sinfonia,
Pintando com alegria,
A mesma paisagem da tela.
A amizade pura,
Cura
E supera
A mais dolorosa ferida,
Quando ela me disse ao
ouvido
Num silêncio estabelecido,
Sempre que haja primavera:
É sinal que renasce a vida!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 21-03-2023)
O frevo ferve, faz serão;
Sou a tua andorinha que faz verão.
Os corpos saem do chão,
O céu é tocado com as mãos:
Só no batuque do coração.
Tens nas mãos a minha sombrinha,
E eu tenho você em minhas mãos.
As estrelas em nossos caminhos
Não surgiram de versos vãos.
O frevo comanda o enredo,
A música vestida inteira de luar,
Vejo o meu lindo sol a brilhar,
Te tenho doce, carinhoso e ledo,
Dançamos livres do medo.
O mar que abençoa o povo,
Faz o ritmo do frevo,
Molhando os nossos passos,
E sabe de todos os segredos.
O amor é o estandarte
Que nos credita o frevo de amar
- e sem fim -
Eu sei que você me quer,
E que foi o frevo do
Destino que te trouxe para mim.
Amanheço em Rodeio,
- sou andorinha
Em plena afinação
Com o sentimento.
Levada pelo vento,
Alumiada pela luz,
Que vem do teu peito.
Amor secreto amor,
A cada batimento,
Sou a arte em fulgor
Em cada letra,
Sou o teu secreto amor.
Revoada poética de letras,
- só tu me secretas
No passo da música,
Na composição sanfoneira,
- amanhecida
Perfumada com chimarrão,
Colada em teus lábios,
Amando o seu sabor de pinhão,
Santa Catarina é canção,
Que não se apaga,
Que não se esquece,
E que vive eternamente
Morando no teu coração.
Amor secreto amor,
Exaltando a nossa terra,
Sou a tua paixão secreta,
- sagra
A fragrância suspensa,
- ítalo-germânica
Um cadinho minuana,
Você não se engana,
E nem me engana;
Temos um grande patrimônio,
Para desafiar o mundo,
Seguindo sempre em frente,
- Libertados de tudo.
E eu recomeçarei quantas vezes forem necessárias. E essas são sempre as partes mais bonitas de minha história.
O que realmente a tecnologia contribuiu para colocar em prática a mensagem de Cristo, “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei?”.
Baforadas de charuto
Saber viver é o que importa,
Não faz diferença o rico e o pobre.
Cuido das plantas pequenas,
Limpo os meus pensamentos.
Olho os movimentos da rua,
Vejo um cachorro feliz,
E, gente correndo da chuva.
Dou mais umas baforadas,
A fumaça se espalha pelo vento.
Meus pensamentos ninguém leva embora.
O importante é saber viver!
Olhando às pequenas coisas...
...a tranqüilidade do céu sem nuvens.
E, as estrelas escondidas.
Lírio da Paz floresce bonito.
Estou confiante em mim,
Na paz da minha alma.
Não vale a pena mentir e ferir a si próprio.
A fumaça do charuto se espalha no ar,
É o vento forte que leva.
Os pensamentos são blindados,
Calmamente observo tudo.
Saber viver é luz!
A felicidade pode ser intocável na alma.
O charuto está no fim.
Saber viver é o que importa.
Tudo o mais evapora,
Inclusive a vida.
A bem vivida e a desperdiçada,
Ambas não voltam mais.
O charuto acabou.
Pensamentos são eternos,
Saber viver é o que importa!
Você é uma águia, ele é um passarinho ainda no ninho aprendendo a voar. Larga a criança, que te dou fogo e você vira fênix.
Aprendi a usar o medo como aliado, ele me alerta, mas nunca me faz ficar parado. Planejo tudo devagar, não arrisco sem certezas e não perco tempo com relevâncias. Sou águia no ar, as vezes observando abaixo os invejosos, mas sempre olhando para cima visando voos mais altos.
“Os abutres se acham livres para achar as presas, mas são as águias que sabem o valor do seu voo.”
Giovane Silva Santos
SOU,,,
Sou águia, adoro lugares altos e montanhosos
sou como a águia em muitos aspectos.
Para viver comigo quero:
Minha "Águia gemea", que as vezes voe junto comigo,
outras vezes me deixe voar sozinha.
Porém sempre voltando para o mesmo ninho.
Genelucia
Águia
Agora é hora de conhecer lá fora
De ir embora pra imensidão do ar
Sou como flecha pronta pra atirar
Miro-me no alvo, deixo-me escorregar
E assim vou voando ao óbice1 da vida
Resgatando o meu direito de ser águia e voar.(bis)
Amanheceu e o sol nasceu
Eu vejo a vida despertar
Sou como flor, pronta para exalar
O seu perfume, solta-se no ar
Malaquias 4:2
Sabe aquele momento em que estamos tão esgotados que recorremos a energéticos ou estimulantes para tentar seguir em frente? O pecado faz isso conosco: rouba nossa energia, alegria e propósito, deixando-nos presos em ciclos viciosos. Mas Jesus é o Sol da Justiça que brilha sobre nós com sua luz restauradora. Ele traz cura para nossas almas e vigor para nossas vidas, libertando-nos de tudo o que nos desgasta. Em Cristo, não precisamos mais perseguir bênçãos; elas nos alcançam enquanto vivemos em Sua luz. Estimulantes químicos podem até nos dar asas, mas é passageiro e, com o tempo, nos destrói. Muitas vezes, no outro dia, amanhecemos ainda mais abatidos. Mas Cristo nos dá asas de águia, renova nossas forças e nos leva a alturas que jamais imaginaríamos, sem nos desgastar, mas nos dando vida abundante e eterna.
O mais passarinho de todos
O mais passarinho de todos soprou o vento,
e o pardal achou onde ficar.
Até a andorinha, sem mapa nos olhos,
desaprendeu a se perder.
O mais passarinho de todos bordou os rios,
escreveu caminhos sem pressa.
Fez o tempo andar de pés descalços
e me ensinou a brincar de novo.
O mais passarinho de todos acendeu as folhas de verde,
e o chão se ajoelhou em raiz.
Até as pedras, duras de silêncio,
aprenderam a escutar o orvalho.
O mais passarinho de todos desfez a distância do céu.
Coube no voo, na seiva, no barro,
e até na palavra que eu não sei dizer.
Eu, pássaro de asa murcha,
com sua ajuda, encontrei pouso.
Neste fim de semana,
Eu iria ela vinha,
Horas marcadas não tinha.
Foi assim na sexta,
Sábado durante dia,
Sol muito irradiava, brilhava.
Neste sentido ,
Imaginei um fim de semana lindo,
Brilhante formoso ensolarado,
Nele, poderia termos nos encontrado.
Como sempre rápido ele muito voava,
Batidas no meu coração pensava , olhava , imaginava,
Dentre isto tudo sabe ler meus olhos , por este motivo no ar parava.
Você
Tudo isto vejo em você,
Todo dia cada amanhece,
Fortalecendo sempre.
Pois bem , sua beleza encanta,
Faz imaginar andorinha que voa,
D´vezes no ar paira,
Sua dança encanta.
Pensamentos voam longe,
Segue numa só direção , horizonte,
Por estar seu olhar distante,
Contudo sempre contagiante,
Dentre tudo isto ah em ti olhares sinceramente.
CAMPINAS
Quando cheguei nessa terra de andorinhas,
Elas voaram até mim
E fizeram ninho no meu coração.
Virei verão.
E assim como essas aves vem e vão,
Eu também alço voos, muitos,
Mas sempre volto
Pra essa cidade
Que adotei como minha.
Vai ver também sou andorinha.
Alda de Miranda
