Poemas sobre Lixo

Cerca de 1115 poemas sobre Lixo

CULTURA, LUXO & LIXO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Se o lixo cultural me desagrada, o luxo também. Sou apegado à cultura genuína; essencial. À ausência de aparatos ou embalagens que não acrescentam valores; apenas ostentam, fazem volumes, enchem os olhos, mas não a alma. É do luxo cultural que sobram montanhas e montanhas de resíduos inúteis; rejeitos que atraem parasitas e roedores humanos nocivos às artes e à literatura. O lixo cultural é o derrame não reciclável do luxo cultural.

Inserida por demetriosena

NEM LUXO NEM LIXO

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Creio em gente que diz o que os olhos atestam;
o que nada retém, adverte ou previne;
tenho fé no semblante que desnuda o corpo
e lhe torna vitrine sem filtro fumê...
Louvo gente bem gente, não capa e verniz,
idolatro a grandeza da simplicidade,
quanto menos é deus mais alguém me seduz,
quanto menos é cruz mais comove o caminho...
Não há luxo nem lixo nos meus ideais,
nada mais, nada menos do que me completa
ou me solta no livre compasso do tempo...
Faço culto às pessoas de boa vontade,
que não têm a verdade como sua escrava
e vieram ao mundo pra viver ao vivo...

Inserida por demetriosena

⁠O LIXO DO NATAL

Demétrio Sena - Magé

Está nas ruas chuvosas e precárias de minha cidade, Magé, o lixo de Natal. Houve comemoração no mundo inteiro, mesmo com essa festa macabra e longa do Coronavírus. Umas mais modestas e respeitosas, outras bem mais extravagantes e "nem aí" para o sofrimento alheio.

Nos guetos, becos e vielas, houve os olhos de quem assistiu às festas na expectativa de revirar o lixo do Natal, no dia seguinte, para roer os ossos da ostentação, do barulho e do "nem aí". Pessoas sombrias e silenciosas, entre os restos de luzes multicoloridas fabricadas para estampar, com requintes especiais de crueldade, as diferenças sociais.

E para contribuir com o cenário, a vingança pós-ano eleitoral, dos prefeitos não reeleitos ou mal sucedidos em suas apostas: A não coleta do lixo de Natal, porque as prefeituras não honraram seus compromissos com as empresas contratadas e, os coletores, que ficaram sem seus proventos finais ou o décimo terceiro, não saíram para realizar a coleta.

Eis a performance do Natal: contrastes de ostentação e miséria, expectativas trabalhistas frustradas e vinganças políticas que penalizam, proporcionalmente, as classes cotidianamente mais sacrificadas. O lixo do Natal vai muito além do que os olhos veem.

Inserida por demetriosena

⁠Um rascunho de poesia na beira de uma lata de lixo:
Eu deveria esta la dentro
No escuro do esquecimento
Mas fiquei aqui fora
para te trazer um sentimento

Inserida por Haddamc

⁠O copo descartável pensa:
Eu ja estive na boca de alguém
Hoje lixo
Não beijo mais ninguém

Inserida por Haddamc

⁠ Pratique o bem
Não faz mal a ninguém
Jogar o lixo
Sempre nas latas de lixo
Cuidar da natureza
Acabar com a pobreza
Ajudando o próximo
Com o propósito
Por um mundo melhor
Ninguém faz nada só.

Inserida por 10uilton

O “” pobrema “” do lixo é que ele vai de um lugar para outro e nada é feito...
Não falo como critica, pois isso é um problema de todos.
Inclusive meu.
Penso que a questão seria alguém inventar algo que transformasse o lixo em algo útil a toda sociedade..
"" Limpa-se o quintal, mas suja-se o mundo...""

Inserida por OscarKlemz

"" Vontade de lixo
jogado na vala escura da ambição
proscrição
vontade de ser
coito interrompido na imensidão
floração, cultivares finitas formas
derradeiras sacanagens infantis
sonhos de noites de verão
vontade de mim
um elo deixado no tempo
vertigem nardônica sangrenta
urticária, mosto aveludado
suprime o embalo da fome
na cara do cara que se acha nobre
e tem nojo do lixo...""

Inserida por OscarKlemz

Valorize tudo que ainda ficou
Teu lixo pode ser o meu ouro
O caminho, pirata desvenda
O que foi já foi, alguém achou
Meu lixo pode ser o teu ouro
Quem procura, sempre acha⁠

Inserida por FranciscoFontes

⁠Olhem, qdo uma pessoa vive chamando o outro de "lixo" ou de "doente", ou de qualquer outro palavreado ofensivo, como a gente costuma observar hj em dia, principalmente nos comentários dos posts jornalísticos, simplesmente porque a opinião do outro não atende alguma expectativa dela, é quase certeza que há alguma coisa "errada" com ela. Algumas pessoas só veem no outro aquilo que há dentro delas mesmas.
Ofender e humilhar, gratuitamente, os outros, no fundo, reflete muito do estado de espírito do agressor, e de sua própria fragilidade intelectiva e argumentativa.
Essas pessoas certamente foram excessivamente intoxicadas no decorrer de suas vidas, tornando-se, aliás, altamente autodestrutivas, a ponto de se tornarem incapazes de adotarem uma atitude psicologicamente diferente daquilo que elas próprias são.
É uma questão puramente biológica, psicológica, social e espiritual.
Sempre foi assim, tudo reflete no coração e na alma. Qdo estamos bem com nós mesmos a nossa alma brilha e se reflete no coração, e naturalmente atraimos a doçura do amor e do viver, e vice-versa.
Mas, felizmente, dizem por aí que há remédio pra td nesta vida, e que banho de água doce adocica a alma, e leva a pessoa a se sentir bem consigo mesma, atraindo o amor (o próprio e o dos outros tbm), é só ter cuidado pra não exagerar e ficar melado demais.

Inserida por reconceituando

Cada Drummond que leio,
faz de minha poesia
um lixo que nem rima eio
e nem imagina o ía.

Inserida por kikoarquer

⁠Nado n'água graxa
da lagoa d'água.
O lixo alga entre os dedos do pé
me musga a pele
me anágua um abuso nojo
e sou deflorado no chulé

Inserida por kikoarquer

Fui levar meu lixo na lixeira,
e no meio do caminho uma velhinha caminhava
com sacolinhas na mão, sacolinhas de lixo.


Então eu disse no capricho:
– Deixe que eu jogo fora para a senhora,
faço de bom coração.


Mas ela foi discreta:
– Não, não. Meu lixo está muito sujo, acho melhor não.


Insisti, educado, e disse:
– Senhora, seu lixo é mais limpo que o meu.


E ela, com tino, retrucou:
– Sim, sim. Mas na competição de lixos o limpo perdeu.

Inserida por kikoarquer

Não nege a fé!


⁠Não joge seu ministério no lixo,
pra ti ainda tem solução,
quem abre mão de Jesus,
por certo perdeu a razão.

Jesus Cristo é o caminho,
pois assim se apresentou.
Quem deixa de seguir,
por certo passará horror.

Sem mim, nada podeis fazer
Assim ele falou, por mas que esteja difícil:
Ele contempla sua dor.

Volta enquanto é tempo,
a porta dá graça ainda não fechou.
Por ti Cristo, morreu provado o seu amor.

Inserida por COMPOSITOR

⁠VIDAS E ENCONTROS

Na rua dos sem esperança,
Entre cartões, lixo e encolhos,
Viram estes meus tristes olhos
Um ser sem futuro ou herança.

Nem sequer um ar de bonança
Da sorte que já lhe foi aos molhos,
Eu vi entre os seus escolhos
Nos olhos da sua lembrança.

Sentei-me então mano a mano
Ao pé dele, rosto de criança,
Mas eis que num gesto insano
Demonstrando inconfiança,
O pobre quase me rejeitou.

Deu um grito que me arrepiou
E da sua garganta avança:
Nunca a tempestade amainou
Nem me trará a bonança!

(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 05-11-2023)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

⁠Lixo mental

A ausência de sono jamais será um inquilino solitário.

060123

Inserida por J6NEMG

Ajude o meio ambiente:
Com tanto lixo acumulado no seu cérebro,
o melhor que você possa fazer é reciclá-lo.
Por um planeta sem lixo mental!

Inserida por ByCoelhinha

A política é como um lixo fétido,
quanto mais nela se mexe,
mais fedida fica...

Inserida por EvandoCarmo

GARI

Catador de lixo.
Aqui e ali.
Lixeiro, sim, senhor.
Cheiro de suor.
Trabalhador.
Onde está o desprezo?
Logo ali,
Vem um gari
É isso aí.

Inserida por GermanoGoncalves5

SOU MEU PSICANALISTA (B.A.S)

No lixo da angústia
Vou transmutando
E assim vou aprendendo
A essência da vida, da poesia

Que loucura, sou meu psicanalista
E tropeço nas palavras
E escorrego nos meus sentimentos
Quem sabe em outras humanidades

A folha do papel vazio
Encontro-me e desencontro-me
A metáfora é o caminho
Para reencontrar meu nirvana

Papel não tem cordas vocais
E na alquimia do poema
Transformo o lixo do mistério
No ouro da sabedoria

by:Licença Poética, Editora Biblioteca 24 horas
Bartolomeu Assis Souza, 2011

Inserida por bmdfbas