Poemas sobre Frio

Cerca de 4865 poemas sobre Frio

Não é frio na barriga.
É paz.
É deitar ao lado de alguém
e o corpo finalmente entender
que pode descansar.
É o silêncio confortável,
o braço encaixado sem pressa,
o cuidado nos detalhes pequenos:
o cobertor puxado devagar,
a mão que procura a outra
mesmo dormindo.
Amar assim não dá borboletas.
Dá sono.
Um sono profundo, pesado, tranquilo,
de quem não precisa vigiar o mundo
porque encontrou abrigo em outro peito.
Tem gente que fala de coração acelerado,
mas bonito mesmo
é quando alguém desacelera a gente.
Quando o abraço vira casa,
o carinho vira travesseiro
e dormir ao lado da pessoa
parece a coisa mais segura do mundo.

A água sente a pele da terra,
guarda o calor, o frio, o silêncio.

A água reflete tudo o que existe,
céus, árvores, rostos, sonhos.

Ela não julga, apenas devolve,
um espelho líquido da vida.

No frio da noite,
o vapor se torna orvalho.
Um momento de ciência,
um vislumbre do eterno.
Do invisível ao visível,
do passageiro ao profundo.
O orvalho nos ensina:
em cada gota, o universo se condensa,
o frágil torna-se belo,
o transitório toca o intemporal.

Ó verme de sangue frio…


O raiar do dia se aproxima,
teu fim não tarda em chegar


Mas não me abandones nesta noite fria,
pois sem ti também não consigo respirar


Por favor, não me abandones,
por favor, não te esqueças de mim,
apenas lembra que sempre fui fiel a ti


Zela-me,
protege-me,
do meu próprio sangue
banha-me


E toma de mim
tudo quanto tu
precisas para existir


Se possível, leva-me às estrelas,
faz-me sobrevoar outro mundo,
onde eu possa te glorificar e amar
sem a obrigação de justificar-me


Permite-me vibrar
ao ritmo de tua voz,
sentir teu beijo gélido
perder-se entre minhas curvas,
e contemplar teu olhar sedento
pelo pouco que de mim ainda resta


Meu amigo…
Meu amor…
Ó meu verme de sangue frio…


Não tenhas piedade de mim —
teu amor é razão bastante
para que eu me deixe consumir


Nunca me acordes,
nunca me cures,
porque de mim já nada resta
senão a carniça do que foi meu lar
Ó verme de sangue frio…


O raiar do dia se aproxima,
teu fim não tarda em chegar


Mas não me abandones nesta noite fria,
pois sem ti também não consigo respirar


Por favor, não me abandones,
por favor, não te esqueças de mim,
apenas lembra que sempre fui fiel a ti


Zela-me,
protege-me,
do meu próprio sangue
banha-me


E toma de mim
tudo quanto tu
precisas para existir


Se possível, leva-me às estrelas,
faz-me sobrevoar outro mundo,
onde eu possa te glorificar e amar
sem a obrigação de justificar-me


Permite-me vibrar
ao ritmo de tua voz,
sentir teu beijo gélido
perder-se entre minhas curvas,
e contemplar teu olhar sedento
pelo pouco que de mim ainda resta


Meu amigo…
Meu amor…
Ó meu verme de sangue frio…


Não tenhas piedade de mim —
teu amor é razão bastante
para que eu me deixe consumir


Nunca me acordes,
nunca me cures,
porque de mim já nada resta
senão a carniça do que foi meu lar

Vem o vento frio,
Leva a saudade pra longe,
Lágrimas no mar.

Lu Lena / 2026

Dizem que gaúcho aguenta tudo.
Frio,
distância,
solidão.

Mas ninguém fala do homem
que perde um amor ainda vivo
e precisa fingir firmeza
enquanto desmorona por dentro.

Porque existem pessoas, prenda,
que vão embora sem morrer.
E deixam um vazio tão grande
que nem campo aberto dá conta de carregar.

A herança crua de um toque que corta sem lâmina,
instala seu frio nas dobras da alma e chama isso de casa.
Amor sem nome, aprendido no avesso. Ardor confundido com abrigo,
pressão travestida de cuidado,
silêncio pesado chamado de paz.
E então derrama,
em gotas quase invisíveis,
aquela mesma ferrugem que um dia bebeu. Inteiros são partidos em estilhaços mansos,
feridas plantadas como quem oferece flores tortas, e quem recebe nem sempre entende, só sente o desalinho.
Mas pra quem carrega, é lógica, é caminho, é o único idioma que respira.
Até que um instante rasga o véu do costume,
um espelho sem anestesia,
um cansaço que grita baixo.
E vê.
Não era amor, era eco.
Não era cuidado era defesa com gosto antigo.
E no susto da lucidez,
começa o desvio do próprio rastro:
mão contida antes do corte,
palavra filtrada antes da queda,
impulso domado na beira do abismo cotidiano.
Troca-se a migalha densa do caos
por gestos ainda frágeis de inteireza.
E onde antes rastejava a repetição cega,
ergue-se, hesitante,
um novo jeito de existir que não fere pra sentir.

Eu sou o outro.

Sou esse morador de rua.
Sinto sua fome,
sinto o frio, o calor, a chuva.
Sinto sua vergonha,
sinto sua humilhação,
sinto o perigo, a indiferença,
sinto a sensação de não ter valor.

Sou essa mulher agredida —
em palavras e no corpo — pelo marido.
Sou essa mulher que trabalha na rua e em casa,
e ganha menos apenas por ser mulher.
Sou essa mulher que, por tanto tempo,
viu suas escolhas serem decididas sempre pelos homens.

Sou essa criança no mundo,
que sofre por ser frágil, por não ter força.
Sinto o sofrimento violento que os adultos causam.

Sou esse doente na cama,
sofrendo de dor, desenganado pelos médicos,
com apenas a morte esperada no futuro.

Senti a dor do Holocausto judeu,
senti a dor da escravidão do negro.

Eu sinto a dor do outro.
Eu sou o outro.

​A distância, meu amor, é só um nome frio,
Um mapa inútil, um cruel vazio.
Entre o meu corpo e o teu, um mar imenso existe,
E a saudade, em meu peito, teimosamente insiste.
​Cada noite que cai, é um punhal de pranto,
Sinto a falta do teu cheiro, do teu doce encanto.
Mas juro, com a dor que me rasga a alma inteira,
Que este amor é chama, e a distância é só a fogueira.
​Não há léguas que quebrem este nosso laço,
Pois te carrego na pele, no sonho, no abraço
Que só a lembrança permite. Não te aflijas, meu bem,
A distância só prova o tamanho que o amor tem.

Olhares que se cruzam o espaço frio da sala,
O silêncio grita com o erro que cometi,
O peito aperta, a voz engasga e cala,
Ao ver que teu perdão eu perdi.


Você me fita quando estou distraída,
Mas se viro o rosto, você desvia o olhar
Eu faço o mesmo, com a alma ferida,
Fingindo que n dói te ver afastar.


Dói saber que teu sorriso tem outro rumo,
Que outra pessoa ganhou sua atenção,
Só de lembrar, meu mundo perde o primo,
E as lágrimas inundam meu coração.


Minha mente repete teu nome sem parar,
Você é o único eco que habita em mim,
Mas fico presa em você, presa no medo de perguntar,
Se você também me quer por perto enfim.


Será que seu silêncio esconde esconde saudade? Ou será que meu erro apagou oque vivemos? Fica dúvida que consome a realidade, Enquanto fingimos que não nos conhecemos.

Cidade em Suspenso


A cidade acende e me apaga
No reflexo frio dos semáforos
Cada janela parece uma pergunta
Cada esquina, um rascunho do que sou
Eu caminho entre ruínas discretas
De promessas, vitrines e sinais
O concreto me ensina a dúvida
E a dúvida me ensina a ir além
Quem desenha o mapa da pressa?
Quem decide o valor do silêncio?
Se o futuro mora no relógio
Por que eu sempre vivo no intervalo?
Tem uma fome antiga no asfalto
E um eco que não sabe se responde
Eu carrego a noite no bolso
Como quem guarda o que não se esconde
O que é chegar, afinal,
Se toda chegada já vira partida?
O que é ser inteiro na cidade
Que nos pede versões resumidas?
Se eu me perco, é por lucidez
Se eu me calo, é pra ouvir melhor
No meio da fumaça e do ruído
Ainda existe um nome para o sol
E eu sigo, porque seguir também é verbo
Porque parar parece uma forma de cair
Porque talvez a verdade more
No movimento de não se definir


Daniel Vinicius de Moraes

Brincando
O que importa o frio?
O que importa o calor?
O que importa a alegria?
O que importa a dor?
A vida prossegue,
mas não corre o tempo.
A vida é a aurora
que precede o nascimento.

Meu amor, você é aquela sensação gostosa, de quando o tempo está pra chuva e faz frio 😍


Wanessa Guimarães Z96

“Aqui o vento é mais frio.
O ar não traz cheiro.
Não recordo a infância há algum tempo.
O que antes era desespero por não estar aqui
agora é calmaria
sem memória.”

"Frio que Sente"


Tem um frio
que não vem do mundo,
vem de dentro.
É quando você ainda sente tudo,
mas já não consegue demonstrar nada.
O coração não para de bater…
só aprende a se proteger.
E, às vezes,
se proteger
é esfriar.

"Há quem prefira o calor da ilusão
ao frio da verdade.
Deixa-se enganar não por falta de visão,
mas por medo de enxergar demais.
Só que a mentira é chama frágil:
ilumina por instantes,
mas cedo ou tarde apaga,
e a escuridão cobra a conta."

Lucci e Fabi saíram um dia,
com café frio e pouca energia.
“Precisamos de sala, palco e plateia!”
“E que não caia a internet véia!”
No Discord acharam só gato e cachorro,
um bot bugado gritando socorro.
Criaram canal, mas na hora do teste,
foi só silêncio… ninguém aparece.
Na Twitch pensaram: “Agora vai!”
Mas o chat xingava: “Cadê o Wi-Fi?”
Um cara entrou só pra pedir pão,
outro jurou que viu alien na transmissão.
No YouTube enfim tentaram pousar,
mas esqueceram de apertar “publicar”.
Gravaram três horas de puro talento,
sem áudio, só vento e um barulhinho de vento.
E assim na aventura, com riso e tropeço,
Lucci e Fabi seguem o progresso.
Porque no fim, não importa o bug do sistema,
a graça tá sempre em rir do problema.😂😂

Café Frio e Silêncio


A ex chegou sem avisar,
a atual ficou no sofá,
uma perguntando quem era a outra,
e a outra sem nem respirar.
O café esfriando na mesa,
o clima pegando fogo no ar,
três mulheres e mil problemas
dentro do mesmo lugar.
Uma saiu batendo a porta,
jurando nunca voltar,
a outra saiu no silêncio
que faz qualquer peito afundar.
E no meio daquela fumaça
de ciúme, tensão e azar,
ela percebeu que amor confuso
só serve pra atormentar.
Porque quem cobra mas também esconde,
quem ama mas vive a duvidar,
transforma beijo em labirinto
e cansa qualquer olhar.
Então pegou o celular cansada,
pensou: “ninguém vai me endoidar”,
deletou as duas da cabeça
e voltou pro Tinder sem pensar.
Porque às vezes é mais tranquilo
tatuar dragão, cobra e punhal,
do que tentar entender
relacionamento emocional.


— Lucci Santz

As noites trazem a luz do luar
E o frio hálito da morte.
Anseio por ela a cada segundo,
Enquanto busco abrigo em teus seios, ó minha amada.
Nem os anjos dos céus,
Nem os demônios dos mares mais sombrios
Seriam capazes de separar nossas almas.

Tua beleza, invejada pelos anjos,
Atrai a própria morte,
Ó minha doce companheira.
E é neste sepulcro silencioso
Que nossos corpos se encontram,
Unidos para além da vida,
Sob o eterno véu da eternidade.

⁠As pessoas quando morrem são enterradas em um túmulo mórbido, frio e mudo, mas por todo tempo estiveram enganadas! Já estavam sepultadas nos corações dos ímpios vivos.

191122II