Poemas sobre Frio
A Água que Escolhi Dividir
Um dia me empurraram para o fundo de um poço.
Escuro. Frio. Silencioso.
Ali eu conheci a dor pelo nome,
a solidão pelo abraço,
e as lágrimas pelo sabor.
Quem me feriu foi embora,
acreditando que ali seria o meu fim.
Mas Deus desceu onde ninguém desceria.
Sentou-se ao meu lado no silêncio,
secou minhas lágrimas,
fortaleceu meus braços
e me ensinou a subir.
Cada pedra virou um degrau.
Cada cicatriz virou força.
Até que um dia eu alcancei a luz.
Lá de cima descobri algo precioso:
quem já conheceu a sede
aprende a encontrar água.
Passei a tirar água do poço
para matar a sede de quem chegava cansado,
ferido, sem esperança.
Então a vida me surpreendeu.
No caminho encontrei justamente quem havia me lançado naquele abismo.
Desta vez, porém, era ela quem estava fraca.
Era ela quem tinha sede.
Era ela quem estendia as mãos.
Eu poderia ter lembrado de tudo.
Poderia ter dito:
“Agora é a sua vez.”
Muitos esperavam isso de mim.
Mas havia algo maior dentro do meu coração.
Porque Deus nunca me deu água
para que eu escolhesse quem merece beber.
Ele me deu água
para que eu nunca esquecesse de onde Ele me tirou.
Então estendi minhas mãos.
Dividi a água que eu tinha.
Ajudei quem um dia me abandonou.
Não porque a dor não existiu.
Não porque esqueci as feridas.
Mas porque o amor de Deus foi maior do que elas.
O perdão não muda o passado.
Mas muda completamente quem escolhe perdoar.
No fim, compreendi que o maior milagre não foi sair do poço.
Foi não deixar que o poço permanecesse dentro de mim.
Meu amor, você é aquela sensação gostosa, de quando o tempo está pra chuva e faz frio 😍
Wanessa Guimarães Z96
Um peso morto
O frio da madrugada gela meu corpo.
Inerte estou à beira do mar...
Minha mente a divagar...
Como um barquinho perdido no mar.
Abandonada emocionalmente
Tento colocar minhas coisas no lugar...
No meio de tanta bagunça louca... tenho a impressão de que vou ficar...
Do mar vem o conforto
Entro devagar... o corpo mais frio começa a ficar...
Boio nas águas salgadas...
Deixo as ondas me levar...
A boiar... a boiar...
O sol nasce no horizonte.
O calor de volta traz.
Volto pra areia silenciosamente...
Minha dor no fundo do mar...
Novo dia.
Esperança.
Alegrias?
Deixará meu caminho de ser torto?
Deixarei eu de ser pro mundo um peso morto?
Você partiu.
O frio cinza da manhã só viu
meus olhos vazios seguindo
sua imagem aos poucos lá longe sumindo.
Você partiu.
O sol quando chegou
tristemente me abraçou...
procurando preencher o vazio que você deixou.
Você partiu.
As nuvens no céu
cancelaram seu habitual passeio,
e como eu se perguntaram:
'Se era para partir por que você veio?
E você partiu....
Bom dia
A fogueira não pegou,
O dilúvio encharcou,
O frio me congelou,
São João não rolou,
São Paulo não deixou.
Benê Morais
🫂🧣🔥
"O frio lá fora congela o tempo, mas embaixo do nosso cobertor o clima incendeia. Não existe inverno que resista ao calor da tua pele e ao compasso calmo do teu abraço."
— Anjinha Sensual
SOB A MORTALHA DO SILÊNCIO. FRIO,
Irrompe a força que o sepulcro encerra,
E a seiva bruta, em ríspido arrepio,
Rasga a epiderme escura desta terra.
O verme cego que no lodo habita
Assiste à queda da cinzenta lousa,
Enquanto a flora, em ânsia que palpita,
Na podridão do húmus se repousa.
É a primavera, este espasmo orgânico,
Que veste a rama com a cor da vida,
Célula a célula, em motor mecânico,
Curando a estéril e invernal ferida.
Do átomo escuro à pétala vermelha,
Tudo ressurge em espantoso ensaio,
E a mesma força que a matéria espelha
Brilha no germe sob o sol de maio.
EU, DO ESPELHO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
não há alma que disfarce
a verdade sem solução.
Vejo a máscara rompida,
feito vidro a se partir;
toda a farsa desta vida
já não pode mais mentir.
Teus discursos são fumaça,
teu orgulho, pó sem cor;
quem semeia a própria trapaça
colhe espinhos de amargor.
Sob o verniz das palavras,
onde a vaidade fez morada,
jazem promessas macabras
numa consciência arruinada.
O tempo, juiz silencioso,
não aceita bajulação;
desnuda o falso virtuoso
diante da própria ilusão.
Teu retrato é sombra e lama,
é castelo sem alicerce;
arde por dentro a chama
da mentira que te aquece.
E enquanto finges grandeza
nas vitrines da multidão,
a verdade, com firmeza,
grava teu nome na escuridão.
Pois ninguém foge ao reflexo
que habita o íntimo profundo;
o remorso é um nexo
entre a alma e o próprio mundo.
Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
sei que não existe disfarce
para enganar o coração.
A noite cobre os telhados,
mas não encobre o pensar;
há fantasmas acorrentados
que o silêncio faz despertar.
E o homem que vende honras
por aplausos passageiros,
ergue sobre frágeis sombras
os seus tronos derradeiros.
Quando o último véu cair
e cessar a encenação,
restará apenas ouvir
o veredito da razão.
Porque a mentira floresce,
mas não resiste à estação;
cedo ou tarde apodrece
sob o peso da revelação.
E então, diante do espelho,
sem plateia, sem perdão,
verás teu próprio conselho
transformado em condenação.
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Sem Disfarce.
Eu, do espelho em minha face,
do escarro frio também no chão,
sei que não existe disfarce
para enganar o coração.
Do osso que se ergue na carne,
da sombra que o corpo projeta ao sol,
sei que a vida é um pacto de carne
com o pó que nos espera no final.
Não há perfume que cubra o cheiro
da matéria que nos compõe e nos leva,
nem palavras de amor que não queiram
alimentar a fome do verme na terra.
Eu, do dente que treme na gengiva,
da veia azul que se ergue na mão,
sei que a mentira é só uma folha viva
sobre o esqueleto do que há de ser sempre igual.
O olhar do espelho é cruel e puro,
não tem piedade nem compaixão;
mostra o rosto que o tempo amadurece
e o coração nu, sem ilusão.
Do suor salgado na testa aberta,
do ar que entope a garganta seca,
sei que nada vale a falsa certeza
que a alma carrega como um peso pesado.
Não há deus que cure a dor da carne,
nem anjo que vista o ósseo nu;
a verdade é um espinho que arranca a pena
e deixa o homem nu diante do que é seu.
Por que não?
Outro dia, fui até um jogo de futsal pela manhã num dia frio com amigos da juventude em meados de 1995.
Em um momento da minha infância, fui comer com a minha mãe um frango assado de frente pro mar em Aracaju, SE.
Certa noite fui tentar um momento de carinho com a minha querida Tatiane numa praça no estado de alagoas a uns 30 anos atrás.
Vi na noite passada uma cadela chamada Cayara, que foi uma grande amiga num momento difícil da minha vida.
O engraçado é que todos esses momentos pude vive-los de forma realista e quase palpável através de minhas viagens reveladoras de que podemos sim nos colocar em diversos períodos e momentos de nossas vidas viajando no tempo por meio dos sonhos.
Por que não acreditar que em um dado momento da nossa história iremos descobrir como levarmos nossos corpos a estes mesmos lugares que estivemos um dia?
Amor frio
Não toca mais a pele que te deseja,Mas almeja a frieza de uma vida imaginária e fria.Em meio a tanta tecnologia,Sua ausência se tornou constante.Em meio a poucas trocas de conversa,A tela distancia amores e alegrias.Vivendo no imaginário,Em uma vida que não é real...Porque a sua própria vida,Já foi largada há muito tempo.
— Roseli Ribeiro 2026
O Sol envia intensamente sua energia, atravessando as camadas da atmosfera. Entre o frio do espaço exterior e a geometria cósmica em um alinhamento perfeito para a vida, ondas de calor cortam o vácuo e criam o calor focalizado.
A Terra emana a beleza hipnotizante da perfeição, refletindo a luz e espalhando pelo mundo a nobreza do céu. Encontrando as nuvens carregadas de gases, a água se derrama em uma cachoeira de gotas, e a neblina escurece os céus.
A noite cai, vagante, trazendo a madrugada — um ser que paira sob a luz do luar. Pálida, a Lua apenas reflete a luz solar. O Sol, que é intrinsecamente branco, torna-se amarelo pelo desfecho único da natureza ao atravessar a atmosfera; e as nuvens dispersam cores diante de olhos cheios de sonhos. Afinal, o simples ato de sorrir transforma o mundo.
Veneno do ar
O frio que faz em São Paulo não é um frio úmido e macio; é um frio matinal, quase rarefeito, que dá a sensação de ser ainda mais gelado. A poluição aumenta a tensão desse inverno cortante. Diferente do frio do sul do país — que, embora mais acentuado, tem um ar menos pesado e menos agressivo —, aqui o gelo dói nos ossos.
Às vezes sinto que a Era do Gelo está mais perto, mas provocada por esse choque extremo entre a temperatura, a poluição e o calor. O frio só faz exaltar o tempo que nos fascina.
O desejo humano tenta transformar o deserto em floresta artificial, mas os nossos sonhos ainda são gelados. No sentido mais profundo, vemos aglomerados urbanos que viraram neblina. O Sol aparece, às vezes parecendo mais opaco e distante, pois as nuvens de fumaça sufocam a alma.
O Eco do Vale
Nas ruas vazias em ruínas, o frio traduz o sentimento que ganha forma e contorno.
O frio cedo, quase rarefeito com neblina, rebobina o sono quase preguiçoso.
Nos desejos, apenas o cansaço da noite, como a ressaca do sono.
O chuveiro resolve qualquer problema, mas o frio contrasta com a feira de rua:
Pessoas passam com pressa em suas prisões mentais.
O barulho do vento contrasta com o desejo de ver o pôr do sol,
Mas a fome parece sair de uma ficção científica.
A luz tímida do tempo nublado mistura-se ao frio cortante.
Cachorros latem e dão eco no vale, como na planície em outras horas no passado.
Vejo notícias e vejo também modinhas, que se traduzem como algo insípido...
Pois quem entende o que os humanos fazem?
Deepfakes mostram um novo aliado: o ar de beleza exposta em um cenário caótico.
Política dentro do final de semana parece cerveja quente sem álcool...
E ainda com sabor de frutas.
O cheiro de churrasco definha meus pensamentos.
Ao longe, barulhentos rumores de chuva; a música barata tira o silêncio.
Até os pássaros têm frio.
Por Celso Roberto Nadilo
O rio sujo ar pesado fumaça das fábricas é simplicidade o final de semana.
O Zoológico dos Últimos Dias
O ar frio e doentio.
Olhares que julgam e condenam na essência,
enquanto a flor apodrece diante do mar poluído.
Peixes mortos, palavras de consolo e lamento:
nada trará a vida de volta,
nenhum pesar pagará as dívidas da existência.
Diante do fato, o ônibus cheio.
Palavras jogadas no lixo do oceano.
O mau cheiro é a simplicidade,
o retrato exato do ser que se diz humano.
Humanize seu ser humano:
Leve para passear três vezes por dia,
dê banho uma vez ao dia,
recolha seu lixo e recicle, simulando preservar o mundo.
Não deixe que o alimentem na rua.
Leve-o para ser castrado.
As luzes do híbrido se tornaram vivas
porque a energia biológica estava esgotada.
Depois de uma semana sem descanso,
é preciso trocar os olhos e descarregar a memória.
Enquanto isso, o bot humano prepara o novo ensaio:
a locução do algoritmo dando espetáculo no palanque.
Vamos criar um novo circo. O pão?
As migalhas damos para as crianças;
algumas engolem moedas, achando que são doces caindo do céu.
Mas, dos céus, só cruzam os aviões,
pulverizando as nuvens para que a chuva já caia limpa com cloro.
No zoológico, humanos são expostos como répteis,
condutores da curiosidade alheia.
"Como se reproduzem?", pergunta o documentário raro.
Mas não há reprodução ali:
um casal de homens num recinto, duas mulheres no outro.
Os velhos são exibidos como souvenir e adorno;
a pele humana, supervalorizada,
agora serve para esticar tambores e fabricar sabonetes.
Alienígenas tentam comprar um exemplar:
mais uma espécie em extinção no mercado negro da deep web,
sorteada na deepdark.
Enquanto isso, nos confins do universo,
seres desconhecidos abrem uma caixa lacrada:
"Não abra. Produto com prazo de validade vencido."
O humano se contorce no fundo do caixote.
Está bêbado? Está drogado?
A mãe puxa o filho pelo braço e avisa:
— Não toca. Ele tem um cachimbo.
No refúgio do vasto sentimento.
Observo a imensidão do universo...
Sinto frio e a solidão dos corpos celestes...
Sou testemunha que mundos morrem nas virtudes das sombras...
Somos seres pequenos diante o lampejo do universo...
Nem compreendemos nos mesmos...
Nossos ancestrais tinham a conexão dos deuses místicos tínhamos a compreensão inata torna navegante de um mundo desconhecido...
E novas descobertas o universo nos espera talvez num futuro distante outros pensadores terão mesmo olhar em outras terras buscando a beleza no caos predomina a escuridão do universo.
Solitude do Amanhecer
Na solitude do amanhecer, notei as nuvens em camadas,
o vento frio e o cheiro da terra úmida.
Pois, na madrugada, o sereno pairava sobre as planícies...
e o mesmo sentimento pairou sobre minha alma.
Luz e frio cortante
Transfere sensações que seremos capazes de suportar.
No estado profundo de lucidez, caminhamos no frio...
As emoções transcendem o olhar profundo e analítico; com a dor e a malícia, vemos as arestas do desconhecido.
No entanto, as descobertas e a curiosidade nos tornam navegantes. E, na resiliência de nossos sonhos, navegamos no espaço.
Os bolsões de frio...
Frio extremo devido a poluição crescente... alienação humano.
O luxo é negócio e petróleo é ouro...
O impacto ambiental é desastroso.
As geleiras quebram e descongela.
O alienado diz o gelo derrete e mato pega fogo.
Bolsão de frio extremo as pessoas morrem nas ruas sem proteção.
Os abrigos de pessoas em estado de vulnerabilidade sofre com alienador.
As bolhas de frio fazem mudança no meio ambiente, plantações morrem, inundação entre outros problemas ambientais e sociais.
O vento frio amargo,
Sonho tardio entre esses dias frios.
Corpo no relento...
Alma desgastada e cansada...
Minhas lágrimas secaram.
O sentimento também secou agora caminho no escuro das ruas..
O frio parece nao ser tão frio.
Nem mesmo as luzes parece tão simples devorar os sentimentos.
Noite cai sobre destino da madrugada
Olhar frio da lua da liberdade aos meus pensamentos.
O luar está encoberto por nuvens de existencialismo.
Então caminho ate meu interior vejo a vida que resiste em clamar tem fome de viver.
O dia amanheceu dentro de mim os espaços antes eram descritas pelo ardor descarado da cidade são expostos pelo barulho da minha mente em silêncio.
Dia aparece no meio do apartamento mais tudo que vejo são paredes que se apertam pessoas que não se conhecem vivem para sobrevivência mais parecem robôs de carne cheios de metaforas.
Alienações de um tempo que passou,
Assim passo pelas asas da liberdade.
