Poemas Sobre Céu
Sonho de Voar
Carrego asas no pensamento
mesmo preso, sigo o vento
no peito, um céu a chamar
ninguém pode me impedir de sonhar
*“Uma flor no jardim chamado céu”*
És tu, delicada como o amanhecer que toca devagar as janelas da alma.
No infinito jardim chamado céu, florescer, entre estrelas silenciosas, como quem nasceu do próprio brilho da lua e aprendeu com o vento a amar.
Teu olhar tem perfume de primavera, teu sorriso acalma tempestades, e quando tua voz encontra a minha, o mundo inteiro parece caber
num simples instante de paz.
Se o céu cultiva as mais belas flores, foi porque sonhou contigo primeiro.
E eu, mero viajante do amor,
te admiro em silêncio,
como quem contempla
a mais rara flor no jardim eterno do universo.
Paramos de olhar para o céu porque nos acostumamos demais com a terra. Nossa mente, nossos sonhos, nossos vínculos e nossas conquistas estão presos a esta vida passageira. Porém, Paulo nos lembra que "as aflições do tempo presente não se comparam com a glória eterna que será revelada em nós."
— Romanos 8.18.
Que neste dia, mesmo nublado,
a luz encontre um jeito de te abraçar.
Que o céu cinza não pese no peito,
mas te ensine que até as nuvens passam.
Que haja calma no que você não entende,
força no que você precisa enfrentar,
e fé — daquela silenciosa —
que sustenta mesmo sem você perceber.
Porque nem todo dia precisa ser bonito por fora,
quando Deus já está cuidando de tudo por dentro.
Helaine Machado
Não é de repente…
é no tempo certo,
no compasso do céu,
que o sonho floresce.
Deus sussurra primeiro
no silêncio do coração,
como quem planta esperança
em meio à espera
Helaine machado
Quando a seleção entra o país muda de tom,
fogos cortam o céu, rádio aumenta o som,
até quem desacredita acompanha o dom,
de ver onze jogadores levantando a multidão.
E se vier o hexa vai ter povo chorando,
lembrando das batalhas que seguimos enfrentando,
porque no fundo o brasileiro vai lutando,
entre sonhos partidos e a esperança retornando.
Helaine machado
Você é como um diamante raro, escondido no tempo e lapidado pelo céu.
Não existe brilho que se compare ao dos seus olhos,
nem joia no mundo que alcance o valor da sua beleza.
Quem encontra um tesouro assim, encontra um motivo para acreditar no amor.
Dobre os joelhos
e sinta o céu se abrir,
a fé brilhar,
a força brotar
e o amor de DEUS
te renovar
e tudo transformar.
Olhe para o teto, não o de concreto, mas o céu...
Veja aquela lâmpada, não a de vidro, mas o sol, a lua...
Vire ao seu redor, não entre as paredes, mas para tudo que está ao seu redor...
Preste atenção nesses desconhecidos, que desconhecidos? Eles têm sangue, têm vida, assim como você...
Vivemos todos juntos, na mesma casa, no mesmo planeta.
Somos uma grande família humana, que ainda não tomou consciência disso.
Sinta-se em casa, pois todo lugar faz parte do seu lar,
E todos são seus semelhantes, humanos, como você.
Maria das Flores
Maria das flores, amiga que o céu me deu,
e que jamais me traiu.
Cúmplices em tantos momentos fomos,
até nas pequenas loucuras que só nós duas compreendíamos.
Talvez não fôssemos perfeitas,
mas nossos corações sempre souberam caminhar na mesma direção.
Ela possui uma sensibilidade rara.
Conversa com suas meninas, as plantas.
Cada uma tem um nome, uma história,
e parece florescer conforme o coração de quem se aproxima.
Maria guarda, no mais íntimo da alma,
algo que somente Deus é capaz de compreender.
Oh, Maria das flores,
as plantas também parecem ler o teu coração
e respondem em pétalas, cores e perfume.
Amiga rara, presente precioso de Deus,
flor que a vida escolheu plantar perto de mim.
Que o tempo jamais apague
a beleza da amizade sincera.
Há laços que não se explicam,
apenas florescem,
como um jardim cultivado com amor.
Autora: Márcia Reis Nazar
© Todos os direitos autorais reservados.
Vidas aquarelas -
Há dias em que o céu está de bronze e os pássaros, calados.
O vento parece envergonhado, não vai para um lado e nem para outro.
Hoje eu pintei a minha alma de cores aquarelas, pois parece a única coisa viva em meio a tantas coisas foscas.
Pintei as minhas palavras de marfim, para que se alguém não puder ouvi-las, terá o prazer de vê-las.
Queria, pois, ainda hoje, andar pelas avenidas num anoitecer de verão, onde a vida parece um filme e a lua, uma utopia.
Quem sabe assim a liberdade decida andar sem destino por cada canto deste lugar, que parece levar a lugar algum.
Ainda hoje li aquele livro, o mais vendido do mundo, vi que a esperança teve muitas parábolas e uma pesada Cruz.
Ainda hoje pensei quão levianas estão essas almas, tão juvenis e carentes, parecem nem viver, e sim sobreviver.
Que loucura, a escravidão acabou, mas ainda há seres escravos de si mesmos, quimera, cruel e banal, vive essa nação.
Pensei por hoje, e não deixei para amanhã, quão grande foi Roma e seu triunfo, mas maior foi a queda, quando o orgulho tomou o lugar da empatia.
Observo o céu azul e a lua cheia me traz a inspiração com versos singelos e poesias bem diretas aos sentimentos opostos.
As estrelas brilham diante aos meus olhos escolhendo-me a presenciar a extraordinária beleza de deus.
Flores perfumadas lembram-me o amor e aos carinhos perdidos em um lugar dominado pela solidão.
Quero sentir a felicidade e restituir minha vida e esperar o amor verdadeiro.
O alquimista do cotidiano
Não é o raio que corta o céu num estrondo,
Nem a cena de cinema com chuva e paixão;
O amor é o silêncio que preenche o fundo,
A nota constante em meio à confusão.
É o café posto à mesa sem ninguém pedir,
O olhar que traduz o que a boca não diz,
A vontade mútua de ver o outro florir,
Sendo, no processo, também mais feliz.
Não vive de heróis, nem de grandes lendas,
Mas de mãos dadas enquanto o tempo corre;
É o laço macio que dispensa as vendas,
O fogo que se cuida para que não morre.
É porto, é partida, é o risco aceito,
De ser imperfeito em um mundo ideal,
E descobrir que, dentro do peito,
O amor só é grande quando é real.
Título: Presente do Céu
Deus me deu um lar
e dentro dele colocou eternidade.
Chamou de família.
Diana,
meu abrigo nos dias difíceis,
minha paz quando o mundo pesa,
presença que transforma rotina
em milagre diário.
Em teus olhos eu aprendi
que amar é decisão
e também cuidado.
Isaque, meu primogênito,
força que cresce diante dos meus olhos,
promessa viva de futuro,
eco do meu nome
caminhando mais longe que eu.
Ismael, meu pequeno raio de luz,
riso que quebra qualquer cansaço,
mãos pequenas que seguram meu dedo
como se segurassem o mundo.
Vocês três
são a resposta de muitas orações
que eu fiz em silêncio.
Família não é acaso,
é presente de Deus
embrulhado em responsabilidade,
amor
e eternidade.
Se eu tiver vocês,
tenho riqueza que não se conta,
tenho herança que não se perde,
tenho céu começando aqui.
Título: Bé Bé, Homem de Céu no Peito
Meu pai,
Josimar Pedro da Silva —
mas para nós, simplesmente
Bé Bé.
Nome pequeno,
grandeza imensa.
Homem de passos simples,
palavras poucas,
olhar honesto
e Deus morando no coração.
Não usava ouro nas mãos,
mas carregava valor na alma.
Sua riqueza era caráter,
sua herança, exemplo.
Bé Bé ensinava sem discurso,
mostrava na prática
que dignidade não se compra
e fé não se negocia.
Tinha o céu nos gestos,
a bondade no jeito de falar,
e mesmo em silêncio
sabia aconselhar.
Um dia partiu…
assim, como quem atende um chamado mais alto.
Foi para a glória,
como homem que cumpriu sua missão.
E deixou aqui
um vazio que ecoa saudade,
mas também uma força
que nos mantém de pé.
Pai,
a ausência dói,
mas o teu exemplo permanece.
Porque homens como você
não morrem —
apenas sobem
para morar mais perto de Deus.
E em cada oração nossa,
há sempre um sussurro:
obrigado, Bé Bé.
VICTORIA DOCINHO
Victoria, meu docinho encantado.
Nos teus olhos vejo um céu estrelado;
em seu âmago, contemplo uma doce ternura em forma de flor.
Teu nome já canta um hino de amor.
Com sorriso que acende manhãs,
brilha mais que mil joias cristãs.
Teu jeitinho suave, puro e leal
é abraço que cura, é toque sem igual
que afasta minha essência do mal.
Victoria, meu raio de sol em doçura,
tua presença é linda, leve e segura.
Tens no riso a chave da alegria
e, no olhar, o brilho da poesia.
Docinho que a vida me concedeu com fervor,
encantando caminhos com seu calor.
Meu coração dança em doce harmonia
toda vez que ouço:
“Victoria, tenha um dia de plena alegria!”
Reconhece-te nas Estrelas ✨
Em outro planeta, num céu sem medida,
dois olhos se viram, lembrança sentida.
Sem dizer nada, a alma entendeu:
“Te conheço de antes, de um tempo que já morreu.”
Anjos não têm asa.
Têm presença.
Não caem do céu..
aparecem no meio do caos
quando você já estava quase desistindo.
Anjo é quem segura sua mão
sem fazer barulho,
quem te olha nos olhos
e lembra quem você é
quando você esquece.
Não vestem branco.
Vestem coragem.
Não brilham por fora..
acendem você por dentro.
Às vezes vêm em forma de amiga.
Às vezes em forma de estranho.
Às vezes em forma de dor
que te obriga a crescer.
Anjos não salvam a vida da gente.
Eles ensinam a gente
a salvar a própria.
E depois vão embora
como se nunca tivessem sido milagre..
..mas você sabe.
A lua em minuto,
tão breve quanto um suspiro,
mudou o curso da noite.
No céu, nada parecia diferente,
mas dentro das pessoas
havia um estado alterado de convivência.
Palavras ficaram mais pesadas,
silêncios mais longos,
olhares mais distantes.
Talvez a lua não mova apenas marés.
Talvez ela toque
as correntes invisíveis da alma.
E por um minuto apenas,
o mundo inteiro esqueceu
como era conviver consigo mesmo.
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