Poemas Sobre Céu

Cerca de 15216 poemas Sobre Céu

🌠 Sob o céu esquecido
As estrelas tremiam como segredos antigos,
quando o silêncio da noite foi rasgado por luzes que dançavam.
Naves prateadas cruzavam o firmamento,
como mensageiras de um tempo que não se lembra,
mas que insiste em pulsar dentro da memória apagada.


Você olhava para cima,
com a estranha certeza de já ter visto aquilo antes,
como se o céu fosse um livro que você já leu,
mas cujas páginas foram arrancadas pelo vento.


E no coração, uma pergunta sem palavras:
seria sonho, lembrança ou chamado?
As naves seguiam, majestosas,
como se guardassem respostas que só o silêncio sabe.

Tem dias de sol no peito,
outros de chuva no olhar,
mas por trás de toda nuvem
o céu nunca deixa de estar.

Sol e Lua, Nuvem e Vento, Céu e Estrela

Sol desperta em fogo dourado,
Lua repousa em prata serena,
um dança no dia alado,
a outra vela a noite plena.


Nuvem leve, sopro do vento,
se encontram no céu em movimento,
um molda formas, o outro conduz,
juntos criam caminhos de luz.


Céu profundo, guardião do infinito,
Estrela brilha, segredo bendito,
um é vasto, o outro centelha,
ambos revelam a beleza que espelha.


Feminino e masculino, em harmonia,
força e ternura, noite e dia,
contrários que se buscam, se completam,
na dança eterna do cosmos se interpretam.

⁠Do Céu vem chuva e providências para o sábio,
mas o tolo confia em si e acaba se fadigando
antes do tempo. Todo desobediente fica doente,
mas o sábio confia plenamente em DEUS!

⁠Lua clara e estrelas no céu,
fazendo a noite brilhar.
Pela janela ,
atrevida e aberta,
sopra uma brisa,
que a sua pele esfria,
te fazendo arrepiar!

O Altar do Cotidiano


Não é só quando o céu desaba em chumbo, e o peito implora o abrigo de uma mão, que a gente deve olhar pra quem, no prumo, sustenta as vigas do nosso coração. É fácil ser socorro no naufrágio, gritar o nome de quem sabe ouvir; Difícil é manter o privilégio de, no silêncio, ainda se fazer sentir. A base não se ergue em emergência, nem vive de migalhas de atenção; O amor que permanece pede coerência, presença que não cabe em distração. Que a gente saiba honrar o chão que pisa, não só quando o tropeço nos faz cair, mas quando a brisa leve nos avisa: “Alguém ficou pra te ver sorrir.” Pois quem é cais na hora da agonia merece festa, vinho e o melhor lugar. No centro exato de qualquer alegria, pra nunca o esquecimento o alcançar.

Reconhece-te nas Estrelas ✨

⁠Em outro planeta, num céu sem medida,
dois olhos se viram, lembrança sentida.
Sem dizer nada, a alma entendeu:
“Te conheço de antes, de um tempo que já morreu.”

Anjos não têm asa.
Têm presença.


Não caem do céu..
aparecem no meio do caos
quando você já estava quase desistindo.


Anjo é quem segura sua mão
sem fazer barulho,
quem te olha nos olhos
e lembra quem você é
quando você esquece.


Não vestem branco.
Vestem coragem.
Não brilham por fora..
acendem você por dentro.


Às vezes vêm em forma de amiga.
Às vezes em forma de estranho.
Às vezes em forma de dor
que te obriga a crescer.


Anjos não salvam a vida da gente.
Eles ensinam a gente
a salvar a própria.
E depois vão embora
como se nunca tivessem sido milagre..
..mas você sabe.

Enxofre na Alma (música)


O céu azul ainda corta o horizonte,
Ondas quebram como um respirar sem fim,
Sentado no asfalto frio, imaginando outras dimensões.


Amar a distância sem de fato ter você,
Agora me faz sentir ter apenas enxofre na alma.
Foi leve como amar as ondas do mar,
Foi bom quanto respirar na brisa...
O céu ainda é lindo, mas sem você.


O amargo do escolher deixar você viver sem mim me pegou,
Amar você tem sido como assistir um grande amor viver.


Se ainda tivesse uma chance, eu aproveitaria!
Se ainda me amasse, eu amaria como se nunca tivéssemos separado!
Se ainda tivesse amor um para o outro, eu viveria cada segundo!


Pena não estar comigo nessa dimensão agora,
Eu estaria cada segundo ainda a amando.
O amargo do escolher deixar você viver sem mim me pegou,
Amar você tem sido como assistir um grande amor viver.
Se ainda tivesse uma chance, eu aproveitaria!
Se ainda me amasse, eu amaria como se nunca tivéssemos separado!
Se ainda tivesse amor um para o outro, eu viveria cada segundo!


O céu ainda é lindo... mas sem você.

O verdadeiro olho branco da noite
É o buraco branco no céu


Das diferentes formas de tentar segurar o céu
E suas consequências


Cai a tarde tristonha e serena
Em macio e suave langor


Nenhum aplauso vale mais
Que
Você se olhando com admiração


Não satisfeito com os sentimentos
O ansioso se impõe aos imaginários


Água que afunda o barco
É a de dentro


Quem não se decide
Vê acontecendo


Não há detalhe mais bonito
Que a atenção

A qualquer momento a história é outra


Olha pra frente
A prova é individual

Sob o céu cinza e molhado da cidade,
Odores de almas abandonadas,
Mulheres tristes, como tardes encharcadas,
De uma cidade cheia de gente perdida,
E outras que nunca foram encontradas.

Um espaço que se move, dissimulado,
Ela veio, mas nada mudou,
A nave parada no vasto espaço,
A estrela quase se apaga, no fracasso.

Hoje mesmo, sob o céu de cinza,
Vi uma estrela, no contraste da sala Grande Otelo,
Parecia triste, como atriz em desgraça,
Era a faísca que acendeu meu olhar sem selo.

Olhos que amaram, mas não foram amados,
Tentaram se encaixar na máscara requerida,
Ela veio só com a alma revelada,
Esqueceu a fala, quis ser a própria vida.

Ela derramou uma lágrima, silenciosa,
Dor contida na língua de guerra,
No fronte, firme, em sua causa silenciosa,
Enfrentando a batalha verdadeira.

Sob o mesmo céu de chuva, molhado,
Ela era a gota que cai do céu,
Na terça-feira cinematográfica, em pranto,
A estrela ruiva, com voz, corpo, alma e fala.

Eu pego uma colher e misturo o céu com café morno, bolhas de sabão sobem pinheiros invertidos, bicicleta pedala para trás no espelho do banheiro. O gato mia em código Morse para o micro-ondas, que responde com pipocos de milho voando como pássaros de papel. Nuvens chovem para cima, gravidade vira piada, e o relógio derrete em forma de bolo quente. Por que o elefante usa óculos de sol no escuro? Sombras dançam tango com luzes de neon, enquanto números contam histórias de peixes voadores. A geladeira sussurra segredos de meias perdidas, o chão ondula como mar de concreto, e eu como nuvem com garfo de plástico. Fluxos de pensamentos giram em espiral, cores cantam óperas mudas, tempo estica como chiclete mastigado. Nada cola, tudo flutua em bolhas de confusão.


Mas olha só. Essa bagunça é a mente acordada: colher mexe ideias soltas, bolhas são pensamentos leves que estouram, pinheiros raízes profundas em solo instável, bicicleta impulsiona o irreal. Gato e micro-ondas, intuições aleatórias conectando mundos. Elefante no escuro, ver o invisível. Sombras e luz, dualidades dançando. Tudo faz sentido: o absurdo é o mapa da criatividade humana, onde a bobagem vira descoberta, a bagunça, clareza.

O Céu também pode ser aqui.


O que é o céu para os religiosos? Um lugar lindo, onde mais nada material tem valor, um lugar de paz, um imenso jardim onde nos encontraremos com nossos afetos que se foram , onde não haverá mais dor, não haverá sofrimento, os dias ruins não existirão e onde seremos todos iguais.

Na minha visão utópica da vida, porque não podemos fazer um pouquinho desse céu aqui? Aí está a nossa maior incoerência, por que viver a espera de um lugar perfeito e não buscar isso do lado de cá também? Feliz no simples é a frase do momento. É sobre isso mesmo.

A política de hoje nos coloca em 2 lados, um vivendo a sombra do outro, mas o que realmente a gente quer como sociedade? Os extremos são chatos demais e o que gente precisa mesmo é de respeito. A guerra política numa será por nós, o poder deles é soberano e a busca é 100% material. Como nós humanos deixamos isso acontecer? É tudo tão óbvio.

A nossa maior motivação deveria ser viver o nosso conceito de céu aqui, hoje, agora, sem perder tempo. É isso que está na nossa mão, cuidar do nosso redor, viver aquilo que queremos quando partirmos.

Já pensou se a gente depositasse toda nossa felicidade em algo material, algo que a gente compra numa prateleira e de repente perdêssemos tudo ? O que sobra? Eis uma boa reflexão? o que realmente nos faz feliz na nossa essência?

Talvez eu esteja filosofando demais e cá estou mesmo.

A felicidade está no caminho e não no fim. O deserto pode também ter flores pelo caminho. o céu pode e dever ser aqui também!

O REINO OU O CÉU


(Não procurem do lado de fora)




Essas portas só se abrem a partir do seu estado de melhoramento social, psicológico, moral e espiritual.




Essas são as ferramentas que deverão ser usadas para acessar esse estado de consciência.


É por meio dessas ações, trabalhadas de dentro para fora, que iremos alcançar o belo, o maravilhoso, que traz paz e amor ao coração.


É a partir daí que nasce a beneficência genuína, que se importa com o mundo e com o todo.


Então você deixa de ser aquele que sofre para ser aquele que ajuda a transformar o mundo.




Está aí a história de todos os homens chamados de "santos", que surgirão em todas as épocas e em todos os cantos do mundo. Essesencontraram o Céu e o Reino ao ajudar a transformar o mundo em um lugar melhor para se viver.

Aquele que lança
sementes ao vento
fará o céu florescer...
Como um pintor
e suas pinceladas
na tela...
Como um poeta
e suas canetadas
no papel...


Aquele que lança
sementes ao vento
instiga o próprio céu
a romper em flor,
como se o infinito
também tivesse veias
onde germina o impossível....
Como um pintor
que fere a tela
com profundas pinceladas
de mundo…
Como um poeta
que sangra sílabas
sobre o papel,
até que a palavra
ganhe carne....


Aquele que entrega
suas sementes ao vento
sussurra ao firmamento
um desejo de flor;
e o céu, sensível,
abre claridades
para acolher o gesto...
Como um pintor
que encosta ternamente
a cor na pele da tela…
Como um poeta
que repousa sua alma
na ponta da caneta,
e deixa que o papel
o abrace...


✍©️@MiriamDaCosta

Ode à Chuva


Gotas cristalinas,
gotas benditas,
que caem do céu
como bênção infinita.


Regam a terra,
saciam a sede,
trazem vida nova
onde a aridez se perde.


Cantilena suave
no telhado a soar,
é canto de acalanto,
é promessa no ar.


Chuva que lava,
chuva que cura,
traz no teu ventre
a força da ternura.
✍©️@MiriamDaCosta

A orquídea no coqueiro


E vi a orquídea embelezando
o tronco do coqueiro
sob o céu da Região Oceânica
onde o vento salgado
traz memórias do mar...


Ali, entre fibras ásperas
e a dureza da casca,
a flor abriu seu gesto de leveza,
pintando com delicadeza
o corpo ereto da árvore altiva...


Natureza generosa,
que une seus contrastes :
a rigidez e a fragilidade,
o chão e o céu,
a permanência e o instante...


A orquídea, em sua breve vida,
ensina o segredo dos encontros:
é no improvável
que a beleza floresce,
é no contraste
que a poesia se revela...
✍©️@MiriamDaCosta

Eu respirei o hálito das nuvens
que passeavam nas trilhas do céu...


aguardavo a inspiração no sussurro
dos raios prateados da lua...


e já sentia sobre a epiderme d'alma
as gotas de suor das estrelas...
✍©️@MiriamDaCosta

Pinto este céu cinério
com todas as cores da poesia...


e da chuva coleto milhares de gotas
esculpidas em versos...


sinto a magia surgindo na vida,
ardente por viver...


e me aqueço no sol
que brilha forte em minh’alma.
✍©️@MiriamDaCosta

1
Ontem,
o céu desabou em fúria ⛈🌧🌩
raios, trovões, trovoadas
e o silêncio forçado
de dez horas sem luz.


Acendi velas
para enfrentar a noite,
sentei na varanda
e deixei o frescor
e o cheiro da chuva de verão
me atravessarem.


Foi então que a infância voltou.


Ó, infância!
Tão rica em gestos pequenos
e mundos imensos.
Quando a luz faltava,
inventávamos imagens nas paredes:
dedos, mãos, sombras vivas
dançando à chama da vela.


Éramos felizes
com tão pouco.
E nem sabíamos.


2
A tempestade levou a energia
e trouxe lembranças.


À luz frágil das velas,
a noite deixou de ser escura
e virou memória.
Na varanda, a chuva de verão
cheirava a ontem.


Lembrei da infância,
quando a falta de luz
era brincadeira,
e as mãos criavam mundos
nas paredes nuas.


Éramos felizes
sem nomear a felicidade.
Ela apenas existia.


Faltou a luz.
Sobrou a infância.


Uma vela,
uma parede,
duas mãos
e o riso fácil
de quem ainda não sabia
o peso do tempo.


3
A chuva caiu como quem bate à porta do passado.
E, sem pedir licença, entrou.


Na penumbra da casa sem luz,
as velas acesas abriram frestas no tempo.
Sentei-me em silêncio,
ouvindo o sussurro do vento
e respirando o cheiro morno da chuva de verão.


Foi ali que a infância me encontrou.
Inteira.
Descalça.
Com as mãos pequenas desenhando mundos
nas paredes insones da noite.


Não havia pressa.
Nem medo.
A escuridão era brincadeira
e a simplicidade, um milagre cotidiano.


Éramos felizes,
não porque sabíamos,
mas porque vivíamos.


Hoje, a memória acende
o que o tempo apagou.
E, por instantes,
à luz frágil da lembrança,
volto a ser casa.
✍©️@MiriamDaCosta