Poemas Sobre Céu

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Quem viveu cercado de tempestades
começa a desconfiar do céu azul.
Não porque desaprendeu a sonhar,
mas porque o coração passou a esperar o trovão.
Ainda assim,
há dias em que o sol insiste.
Não para apagar o passado,
mas para lembrar que nenhuma dor
foi feita para ser morada eterna.

Às vezes, o céu parece pensar por nós. As nuvens avançam lentas, desmontando formas que mal nasceram, como ideias que o coração inventa para suportar o peso do julgamento. Em uma praia sem nome, vi um caranguejo caminhar de lado, e entendi que nem toda verdade segue em linha reta. Há destinos que chegam por desvios, marés e silêncios.


O tempo, nesse lugar invisível, não corria: respirava. Ele pousava sobre a pele como sal, entrava nas lembranças, abria portas antigas e deixava à mostra as cicatrizes que fingimos esquecer. Cada marca tinha sua própria luz, como se a dor, depois de amadurecida, aprendesse a iluminar.


Então percebi que viver é aceitar a estranheza das coisas. As nuvens não pedem permissão para mudar, o caranguejo não se desculpa pelo seu caminhar, e o julgamento mais duro quase sempre nasce dentro de nós. O tempo apenas revela o que já era semente: que as cicatrizes não são o fim da pele, mas a caligrafia secreta daquilo que conseguiu permanecer. E, quando a maré recua, sobra no chão uma espécie de oração muda, lembrando que até o vazio pode ser abrigo.

Eu pego uma colher e misturo o céu com café morno, bolhas de sabão sobem pinheiros invertidos, bicicleta pedala para trás no espelho do banheiro. O gato mia em código Morse para o micro-ondas, que responde com pipocos de milho voando como pássaros de papel. Nuvens chovem para cima, gravidade vira piada, e o relógio derrete em forma de bolo quente. Por que o elefante usa óculos de sol no escuro? Sombras dançam tango com luzes de neon, enquanto números contam histórias de peixes voadores. A geladeira sussurra segredos de meias perdidas, o chão ondula como mar de concreto, e eu como nuvem com garfo de plástico. Fluxos de pensamentos giram em espiral, cores cantam óperas mudas, tempo estica como chiclete mastigado. Nada cola, tudo flutua em bolhas de confusão.


Mas olha só. Essa bagunça é a mente acordada: colher mexe ideias soltas, bolhas são pensamentos leves que estouram, pinheiros raízes profundas em solo instável, bicicleta impulsiona o irreal. Gato e micro-ondas, intuições aleatórias conectando mundos. Elefante no escuro, ver o invisível. Sombras e luz, dualidades dançando. Tudo faz sentido: o absurdo é o mapa da criatividade humana, onde a bobagem vira descoberta, a bagunça, clareza.

Chovia devagar, como se o céu quisesse tocar a memória sem machucá-la. Sobre a mesa da varanda, uma flor de plástico enfrentava a chuva com sua beleza imóvel: perfeita por fora, incapaz de sentir por dentro. Ao lado dela, havia uma ampulheta de sal, derramando grãos úmidos como se o tempo, naquela tarde, tivesse aprendido a se dissolver.

Dentro de casa, o espelho como um portal devolvia mais do que um reflexo. Quem o olhasse com calma via passagens para versões antigas de si mesmo, para ausências ainda acesas, para afetos que nunca souberam ir embora. E, acima do telhado, a estrela parecia vigiar tudo em silêncio, como uma testemunha paciente das coisas que só o coração entende.

Então veio a compreensão: viver é isso. Ser, ao mesmo tempo, chuva e permanência, delicadeza e artifício. Somos também um mar em que a água é doce, vasto e contraditório, onde a dor e a ternura se misturam sem pedir explicação, e mesmo assim fazem sentido. Porque a alma humana floresce quando aceita o impossível e aprende, com humildade, a morar no mistério.

Noite de Pouso

Abriu-se o leque de estrelas
Espetáculo do céu
A chama que aquece é da
vela que nos ilumina
Fogo que se incendeia

Duas taças na areia
Dois corações unidos
Sozinhos no paraíso
Num mesmo ritmo
Na sintonia do som

Acompanhados da paz
Que para um o outro traz

Os pássaros estavam lá.
Enormes.
Inúmeros.
Observando.
Mas o céu continuava azul.

É quase como uma assembleia silenciosa no céu.
Nenhum fala.
Nenhum se aproxima.
Nenhum voa.
Eles simplesmente estão ali.
E você está sendo observada.

Eu te amo, e sempre te amarei...
Mesmo quando o sol deixou de brilhar e a tempestade tomou o céu,
Mesmo quando teu sorriso não se revelou a mim,
ou quando tua indiferença feriu o meu coração...

Mesmo quando meus erros me desviaram do caminho,
ou quando teu amor pareceu se afastar de mim,
Mesmo quando as estrelas cessaram de brilhar
e a vida, simplesmente, perdeu o sentido...

Ainda assim, te amei.

Amei-te quando o sol voltou a iluminar meus dias,
quando a tempestade se dissipou
e teu sorriso novamente aqueceu minha alma,
enchendo meu coração de alegria e esperança.

Passamos por dores e turbulências,
mas, mesmo em meio a tudo isso,
eu sempre te amei — e continuarei a amar-te.

Deus
Originou o universo
Do céu
Originou a lua e estrelas
Do Rio
Originou o mar
Da terra
Originou os frutos
Do homem
Originou a mulher
Da mulher
Originou a familia
A Origem
Deus é eterna.

O homem suplica ao céu e, quando o céu atende, vira as costas.
Isso revela um paradoxo antigo: desejamos com intensidade aquilo que ainda não temos, e tratamos com indiferença aquilo que passa a nos pertencer. A ausência nos move. A presença nos acomoda.
Pedimos com fé, mas recebemos sem consciência. E assim transformamos dádiva em descarte, oportunidade em arrependimento.
A verdadeira oração talvez comece depois do "amém": na responsabilidade de honrar, cuidar e dar sentido ao que nos foi confiado.


Jefferson Pianco

O INTERIOR



O céu,
o inferno,
ou o meio-termo,
estão dentro do próprio coração.


Antes de crer na grandeza do universo,
é preciso ponderar o que existe dentro da própria cabeça.


Fazem-se perguntas para as quais ainda não se está pronto para as respostas.
Criam-se expectativas que, muitas vezes, rasgam as próprias entranhas.


A vida boa é no passo do gado:
pastando, remoendo,
na sombra, vendo o sol se pôr.


A eternidade, a doce eternidade,
é assunto da crença de cada um.


Se não crê no inferno,
mas não destrua o céu dos outros.

Nuvens carregadas cobrem o céu da alma, espalhando dor e tristeza, enquanto a desesperança sussurra segredos de um amanhã incerto.
E assim sigo eu...


Rosangela Calza

14 de novembro de 2022


Eu sonhei também, semana passada, que estava o olhando céu á tardinha e passava um grande objeto voador no céu, com duas turbinas ao lado, e grandes faróis, carregando uma grande faixa com o nome Jesus, em seu comprimento e atrás várias cartas de baralho, em torno de 7 ou 8, que voavam e de repente parou todas de frente para mim, e eu fiquei tentando mostrar às pessoas ao meu redor, e uma única delas, não conseguiu ver, eu chamava no sonho de ovni, eu virei as costas e quando retornei de frente, apareceu um manto gigante, muito reluzente na minha frente e todos correram com medo, só eu fiquei.
Ele ficou na distância de uns 30 centímetros de mim, entendi que era para que eu tocasse, então, toquei e nesse momento uma energia muito forte, preencheu todo o meu corpo, e eu chorei como nunca havia chorado, um choro de alegria, como se tivesse sido purificada, de todos os meus pecados.
O meu esposo, estava ao lado e eu pedi para que ele tocasse também, e ele tocou e automaticamente, também chorou.
Esse sonho foi incrível!


Eu não consigo entender meus sonhos, mas a maior parte deles, acontece com detalhes na vida real.
Por isso, tenho medo, quando são ruins.
Muito bizarro, mesmo!"

Bolas de fogo, no céu e ninguém sabe o que significa, mas eu sei... Escrevendo em 14 de outubro de 2023

"Eu sei o que é essa bola de fogo. Na mesma noite que apareceu, entre 12 e 13 de outubro, eu na madrugada tive um sonho e via não só uma, mais duas bolas dessas no céu e quando se aproximaram, era como se me envolvesse dentro delas, tornando as duas, apenas, uma! desse jeito aí, bem grande, amarela e luminosa. Dentro dela, havia dois cavaleiros, cavalgando vindo em direção á mim, com seus cavalos, um ao lado do outro. Eles eram como o próprio fogo e ardiam em chamas, seus cavalos também. Depois,
acordei e fiquei pensando nesse sonho, até ver um vídeo aqui dizendo que o cavalo amarelo é o quarto cavaleiro do apocalue o único que vêm acompanhando com outro cavaleiro, são os cavaleiros da morte e o outro é o inferno. Eu estremeci ao ver isso, e á noite anterior, fui assistir os vídeos aqui no Kwai e todos mostrando essas duas luzes no céu, a mesma visão que tive, com todas as características. Preparem a alma de vocês, porque a terra arderá em chamas. Acredite quem quiser, esses sinais estão por toda a parte e apenas quem tem um profundo contato espiritual, irá entender todas essas coisas. Prepare a sua alma, JESUS existe e ele está voltando! Mas, antes dele voltar o povo da terra vão pagar por todas as profanações e pelo não arrependimento. Leiam apocalipse 4, 9 e irão entender tudo! Assistam o meu vídeo que diz "JESUS ESTÁ VOLTANDO, eu sou parte do exército de Cristo."

⁠Não quero ver teus olhos tristes
sob o céu tão estrelado,
o lado que eu gosto do teu lado,
é o lado de dentro quando
eu entro calmo como se o teu coração
fosse minha morada,
beijo teu útero como se fosse meu último desejo,
mas meu último desejo é sempre o penúltimo,
e eu quero sempre esse beijo...
sou triste porque esse é o álibi pra tua presença,
amar-te não é crime,
mas amas este meu lado marte,
esse meu lado triste, vazio, imenso
que comporta a tua presença
com todos os teus pecados

INSACIÁVEL

Queria sorver,
Em teus lábios o mel,
Em teus braços o calor,
Em teus olhos o céu,
Em teu coração o amor.

Queria poder,
Teu nome murmurar,
Um te amo sussurrar,
Em teu pescoço sentir,
Teu cheiro, meu elixir.

Queria saber,
Por que o tempo é inexorável,
O coração ingovernável,
A vingança implacável,
E o amor que tenho insaciável.

Autor: Agnaldo Borges
09/10/2014 - 02:45

⁠Ouvindo o barulho do mar,
Sentado na areia,
Com esse céu azul bonito,
Que se perde no infinito,
Tenho vontade de dar um grito,
Onde estás minha sereia.

"Se o céu for como creio ser,
então certamente essa é a
última vez que nos vemos."

⁠Sobre a vida... e a vida...

E a vida segue seu rumo... mais um dia do lado de cá... o Sol no céu a brilhar... já mais uma noite do lado de lá... a lua e as estrelas num brilho bruxuleante a escuridão a afastar.

Um dia a menos... ou um dia a mais... uma noite a menos... ou a mais.. tanto faz... Mas, ao menos, você ainda está aí pra ver o tempo passar... e ele passa apressado, não importa o lado...

Você anda tão calad@... no seu próprio caminho concentrad@... tantos passos já dados... tantos passos por vir (bem, meu bem, se muitos... nunca se sabe)... e você, meio perdid@, já nem sabe muito bem o que vale a pena seguir.

Algumas dores, alguns desamores, decepções, ladrões de ilusões... por tudo isso você cruzou... e de tudo isso você provou... e de tudo o que sobrou? O que foi que o vento não levou? Alguma coisa de bom ficou?

Siga... sim, siga... ou fique parad@.

Tanto faz... na realidade se tudo o que o vento traz é só o que seus olhos carnais conseguem ver... tanto faz... porque tudo, no fim, vai mesmo é com o vento se desfazer... você pode atrás correr, entre os dedos querer prender... se nada há mais do que você pode ver... no que se resume todo um viver?

Em morrer... camarada... em morrer... e mais nada. Se tudo o que existe é só nesta vida é que há pra se viver... resta mesmo é o morrer.
E fim!!!

Diz pra mim: quem foi que convenceu você de que é só assim!? Simples assim! Vai, diz pra mim...

⁠Calmaria

Depois do temporal a calmaria.
Surge um céu brindando um novo dia.
Chuva raivosa foi aguar em outro lugar...
Deixou espaço para o Sol brilhante no horizonte raiar.
Brisa suave a manhã vem suavizar.
Pássaros cantam um novo dia a chegar.
Borboletas coloridas... sobre flores perfumadas... no jardim estão a bailar.
Novo dia. Dia novo.
Sol... calor de manhã de verão.
Sopra um vento meigo de novo.
Folhas das árvores a cobrir o chão.