Poemas sobre Árvores
Na essência da liberdade, nem pavor nem escuridão.
Faço das árvores muralhas...
O céu é meu teto, a lua meu lustre,
Estrelas arandelas.
Dádiva
As minhas asas deixei,
por entre as árvores passei...
Em todos os oceanos nadei...
Por sobre as pedras voei...
Meu segredo não saberei,
não sei ao certo se sou anjo,
ou humano...
Se sou poeta ou anônimo,
se sei, ou não sei...
Se são conceitos ou liberdade para novos sonhos.
Mas se lhe digo que te amo, acredite...
Se estou contigo, confie...
Se sou presente, é porque sua presença me fascina...
Se inventei, eu inventei novamente...
Não estou aqui para ser fraco ou forte ...
Quero ser real na não-realidade...
Ser desejo por não existir, e por existir você desejar...
Por sobre as flores lembrei...
Lembrei de você... Novamente, eu lembrei de você...
Se aqui estou, é porque na alvorada conquistei a minha dádiva.
Decidi por não ter asas, para permanecer aqui e poder te amar...
Os dias eu vencerei...
E os meus segredos contigo, dividirei.
''Não é a estatura que exibe a grandeza de um homem,
Apesar de serem as grandes árvores as que dão mais sombra,
Pois das pequenas vêm o alimento que o homem consome
E são muitos os mortos quando uma sequóia tomba''.
Estava caminhandopor uma grande florestade árvores frondosas,
de repente, eis que me aparece
um ser de leves movimentos,
face formosa, pele delicada,
lindos cachos soltos ao vento,
foi como se eu estivesse sonhando acordo
num caloroso e raro momento.
Numa área de natureza verdejante com lindas árvores frondosas, vi o seu sorriso charmoso florescendo, demonstrando um contentamento admirável, contagiante de tão sincero, deixando todo aquele lugar iluminado e o dia ainda mais belo.
Nesta ocasião, senti como se o tempo tivesse parado, enquanto o meu coração estava alegre, os meus olhos bem atentos e eu refletindo no meu imaginário, satisfazendo o meu lado poético, imerso em um sonho acordado, mesmo sendo bastante passageiro.
Naturalmente, fiquei despreocupado com o restante a minha volta, a realidade daquele cenário era muito mais interessante, principalmente, por estar diante dela, sendo inspirado, dando vida a um simples poema, cujos versos foram formados com toda a presteza.
Ninguém e nada desagradável apareceu para atrapalhar esta tamanha bênção num misto de intensidade, romantismo e simplicidade de uma cena apaixonante entre este poeta e esta inspiração abençoada, pertos e distantes, uma conversa respeitosa e sem palavras.
Umedeçamos nossas raízes
Diferente das árvores, porque também somos lugares, nossas raízes acontecem
descoladas do chão, no movimento das nossas andanças em busca de um nutrir-se.
Raízes são o que nascem de nós no encontro com o Outro, de nossas experiências, e nos
trazem/levam alimentos. Uma fé de também não crê, e uma esperança que também pode ser vista. E são tantas ramificações, fertilizadas por lugares outros.
Possa ser que independente do lugar que estamos, nossas raízes já tenham alcançado o além-mar/horizonte.
Elas não precisam voltar, porque estão ligadas a nós. E mesmo à distância, podemos umedece-las.
A cultura é para a humanidade, como as raízes são para as árvores. Além de deixar firme a sua base, alimenta-as e fortalecem. Possibilita as
pessoas que à ama , irem além do alcance. Metaforicamente falando, te dão asas para voar!
280922
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Varrermos diariamente a folhagem que cai das árvores é bem melhor do que sermos grelhados pelo excesso do efeito estufa e respirarmos a poeira intensa da desertificação de nossos quintais pavimentados.
ÁRVORES DA VIDA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
A sombra fresca e revigorante que nos enche de vida e paz, é o fruto generosamente ofertado por muitas árvores que os tolos dizem que não dão frutos.
AS ÁRVORES
Demétrio Sena, Magé- RJ.
Ao ver que a mangueira de meu quintal, mesmo frondosa, verdejante, cheia de vida não dava mangas, meu amigo deu a sugestão infeliz:
- Corte logo essa árvore, seu Demétrio; ela não presta; não dá frutos.
Argumentei sobre a sombra refrescante, a beleza da fronde, o verde que a mangueira ostentava enchendo aquele quintal de vida, poesia e pássaros... mas nada. Meu amigo batia o pé; reforçava o seu argumento: árvore que não dá frutos deve ser cortada.
Se dependesse dele, as florestas seriam devastadas, de modo a só ficarem de pé as poucas árvores que ofereçam frutos próprios para o consumo pelos humanos. Quanto aos animais, morreriam todos. Uns, porque não podem ser comidos; e outros, para serem comidos.
- Não, amigo; não cortarei minha mangueira. Tenho muita estima por ela, e considero frutos sagrados, sua sombra e beleza.
Visivelmente contrariado pelo insucesso de sua sugestão, meu amigo se foi, após uma despedida meio ranhenta.
Considerando sua idade já um tanto avançada, e consequentemente a de sua companheira de muitos e muitos anos, confesso que às vezes me preocupa o que meu amigo possa pensar em fazer com ela, que já não lhe dá filhos... ou frutos...
Que a saúde me garanta plenitude;
o verde das árvores me passe esperança;
e o azul do céu me favoreça na lembrança de uma tarde bonita que tive quando criança.
Já vi flores brotarem das pedras
Árvores gigante nascerem na lama
Vinhas frutíferas tão dóceis sobreviverem ao deserto
Rosas encantadoras desabrocharem em um simples copo com água.
O corpo humano foi feito para usar alimentos simples, que nascem na terra, nas árvores, temperados com sol, água e repouso absoluto no fim do expediente. O segredo da saúde e longevidade está na maneira de combinar os ingredientes harmônicos na preparação do elixir da vida. Ao contrário do que nos fazem acreditar, envelhecer não é sinônimo de doença; envelhecer faz parte de um ciclo da vida.
Pessoas que não se alimentam para viver, mas vivem para comer, cavam a sepultura com os próprios dentes. Os maus hábitos alimentares são uma das grandes causas das doenças. E os medicamentos que aliviam os sintomas sem tratar a causa deterioram o corpo, levando à morte precoce.
As células não reconhecem os componentes artificiais dos medicamentos e o próprio corpo começa a trabalhar no sentido contrário ao que faz a regeneração das células. Ao contrário da alimentação natural que faz uma simbiose com o corpo biológico. Este é o segredo do elixir para a longevidade da vida com saúde e bem-estar.
Da janela da minha casa vejo meu quintal...
As árvores, as montanhas e o azul do céu que corta seus cumes,
Tudo que está além da minha casa é o meu quintal...
Posso andar, navegar, sobrevoar... basta apenas sonhar...
Da janela da minha casa vejo teu olhar refletido no meu pensamento,
Teus olhos cor de folha de abacateiro...
Mais fácil penetrar na profundeza do mar
Do que entender o silêncio do teu olhar.
Da janela da minha casa contemplo o mundo
Com ar de filósofo...
Fica parada.
As árvores à frente e os arbustos ao teu lado não estão perdidos.
Onde quer que tu estejas, chama-se Aqui,
e tu deves tratá-lo como um estranho poderoso,
deves pedir permissão para conhecê-lo e ser conhecida.
A floresta respira. Escuta. Ela responde:
Eu criei este lugar ao teu redor,
se tu deixares, poderás voltar dizendo. Aqui.
Para o Corvo, não há duas árvores iguais.
Para o Rouxinol, não há dois galhos iguais.
Se o que uma árvore ou um arbusto faz te é desconhecido, certamente tu estás perdida. Fica parada.
A floresta sabe onde tu estás.
Tu deves deixar que ela te encontre.
- David Whyte
É por Sua questão que vivo!
Sim, Tu, que fizestes questão de colocar as flores no topo das árvores,
Tão vibrantes e delicadas, que em meio ao asfalto resistem;
Tu, que fizestes questão dos bichos, belos e livres;
Tu, que deu a cada folha nervuras e viços diferentes,
Que das ondas, fez dos mares às canções
E do ar, do vento, à voz
Dando ainda ao céu, mil tons de cor e infinito,
Da mesma forma, fizeste questão de mim, e por isso eu o amo e o compreendendo.
Eu conheço tuas questões, que fizestes questão! E por isso o amo infinitamente.
Quer resplandeçamos juntos no além, ou não, pelos olhos do que amo, já o vi cem vezes.
Te conheço, e repouso em seu peito junto ao calor e batimentos do coração dos que vivem, e por eles eu vivo.
Sim, nós estivemos juntos tantas vezes, por tantos dias e noites, que como em um sonho se vão.
Tudo é lembrança e o único gosto que sinto em minha boca é vento.
As mesmas ruas, os mesmos lugares, as mesmas pessoas, no meu caminho: Você.
Essa força, que prende meus pés ao chão, não pode conter meus pensamentos.
E assim, atravesso todas as camadas do céu e rasgo o impossível.
Eu enlouqueço e me contorço como um nervo estremecido, que sou.
E ainda que eu não seja nada, sou muito, apenas por existir.
Para sempre, sua filha amada.
Natali Azevedo.
Aqui, só havia eu e minha jangada.
Ao redor, árvores e mais nada.
Queria tê-la para viajarmos às Américas,
ver além das telas.
Remendando-a constantemente, cuidava dela com bom gosto.
Laçando-a a uma quina, procurava mantê-la a salvo.
O tempo muito se passou, já se ia agosto.
O aglomerado de madeiras se soltava frequentemente.
Remendo, remendo, remendo…
A jangada mostrava-se diferente.
Apesar de perto, estava distante.
Talvez por isso eu estava tremendo.
Chovendo, corria para segurá-la.
Trovoando, permanecia para amá-la.
Quando o Sol voltou das cinzas e a alegrou,
ela, da minha mão, desagarrou.
Minha querida jangada, cuido de ti há meses.
Minha querida jangada, tento ir contigo às alturas.
Esforcei-me para estar contigo nas aventuras,
mas afundaste-me umas tantas vezes.
Logo que afundávamos, segurava-te antes de mim.
Puxava-te para a superfície e remendava-te.
Era indescritível o quanto te queria.
Nadaria rios inteiros atrás de ti.
Nenhuma outra me fará experienciar o que, por ti, senti.
Carregaste a esperança de noites melhores.
Cultivaste a criação de sonhos maiores.
A terra de Gonçalves Dias pode ter palmeiras.
As aves, lá, que gorjeiem à vontade.
As estrelas, que brilhem.
Que os bosques vivam lá.
Minha terra tinha mais vida,
onde navega a minha jangada.
O vento, que aqui atravessa os fios de cabelo,
não faz o mesmo lá.
Minha jangada tinha mais vida,
e a minha vida, mais amor.
Oh, querida jangada…
Como ainda te espero para navegarmos,
esperançoso de mais uma vez nos amarmos.
Perdoo-te, minha amada.
Somos como árvores que precisam de ser cuidadas, para que os nossos ramos cresçam em direção ao céu para receber a luz, alguns dos ramos tendem com as adversidades a ficar encruzilhados.
Já as nossas raízes prendem-se à terra para absorver os nutrientes necessários ao nosso crescimento e também para manter a estabilidade durante as tempestades.
É nas nossas raízes que se encontra todo o conhecimento e sabedoria.
É sem dúvida na terra que temos que alimentar e tornar mais fortes as nossas raízes.
Lua Sonhadora.
Já é noite no céu.
Os pássaros e as árvores estão dormindo.
E o que tiver de mais bonito.
Talvez já esteja dormindo.
Sonhando com as estrelas ou tendo bons sonhos.
É mais uma noite em que muitos sonhos de alguma forma cumprimentam o anoitecer.
E a luz da Lua retorna.
Com um equilíbrio fantástico nos seus suspiros.
Noite amiga dos seus sentidos.
Na luz branca que prevalece enquanto além desse céu estrelas cintilam.
Uma Lua acordada e dedicada.
Trazendo grandes inspirações.
Que reluz sobre as noites que já a esperavam.
Com sorrisos retocados pela luz do seu luar.
Que predomina sobre o silêncio que muitas vezes se faz quando metade da fauna e da flora adormecem.
E outros que a veem se compadecem.
Dos seus corações lhe dedicam um uivo,um sussurro ou algo profundo e sincero.
Como aquele brilho esbranquiçado que se sobressai nas noites.
Desde as noites antigas é assim.
Como essa noite que voltou.
Bela face lunar.
Bela das feições únicas e emotivas.
Mostrando um caminho iluminado até o seu lugar.
Para poder sonhar também.
Porque se outros pensamentos,corações e vozes sonham,a Lua que é o motivo desse sonhar também fecha os seus olhos e se deixa acreditar com uma criação parecida com a sua.
Deslumbrante em verde e azul.
E que antes de dormir ou não,olha através da sua vida e pede entre o silêncio noturno e as estrelas que não dormem que mais um desejo seja realizado. Tendo naquela bela e inegável face o seu sonho mais bonito e interminável.
