Poemas sobre Árvores
A vida é uma formiga
que foge por todos os canteiros,
raízes de árvores, lençóis de água
e trincheiras do caminho empedrado
onde se esconde e protege
das solas de sapatos
que a tentam apanhar.
Transporta também migalhas
que se parecem com fardos
mas nem ela
nem as outras formigas
sabem a ingratidão
do peso que carregam.
A poesia tem cor
E foi vista
No céu estrelado
Nas flores
Nas árvores
Nos pássaros
Nas borboletas
Cada toque
Cada rima
Verbo verso
No contexto da menina
Foi lida nos olhos
Na imensidão que fascina
Nas paredes do quarto
No jardim da minha vida
No silêncio da noite
A lua que domina
O poeta são as estrelas
E o céu são as linhas
Poema de autoria #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 12/12/2019 às 11:00 horas
Manter créditos da autoria original #Andrea_Domingues
Se nos resta tempo …
Que minuciosamente seja aproveitado
Como as folhas que caem das árvores no outono
Dando a natureza um novo cenário.
SONETO INVERNOSO
Inverno, dias tristes, sem luz...
As árvores se despem de seus trajes verdes,
Esqueletos inertes,
Meu pensamento fica triste, sinto tua falta!
Em minha cama enrolada em cobertores,
Onde estão teus braços, enlaces, abraços, não sei!
Onde estão nossos abrigos invernais?
Tudo ausente de meus sonhos, encantos, magias...
Por que partiste para tão longe?
Na solidão das minhas noites,
Fecho os olhos, imagino, sinto você
!
Apareces entre anjos imensos…
Em um céu repleto de estrelas,
Sorris para mim…
mas as folhas das árvores meu bem cai com
O tempo
Mas minhas lágrimas por amar você
Cai a todo tempo
Eu olho para frente
Cadê os frutos das árvores as quais plantei com todas minhas sementes
Na mente sempre acende uma luz que reluz
Na escuridão a fé ainda me conduz
Por um caminho estreito
Cheio de vampiros
Onde não existem rosas apenas espinhos
Elegia
As árvores em flor, todas curvadas,
Enfeitarão o chão que vais pisar.
E a passarada cantará contente
Bem lindos cantos só em teu louvor.
A natureza se fará toda carinho
Para te receber, meu grande amor.
Virás de tarde, numa tarde linda –
Tarde aromal de primavera santa.
Virás na hora em que o sino ao longe
Anuncia tristonho o fim do dia.
Eu estarei saudoso à tua espera
E me perguntarás, pasma, sorrindo:
Como eu pude adivinhar quando chegavas,
Se era surpresa, se de nada me avisaste?
Ah, meu amor! Foi o vento que trouxe o teu perfume
E foi esta inquietação, esta mansa alegria
Que tomou meu solitário coração...
E mais um raio caiu em meio as árvores, o fogo na mata se espalhava.
O som forte de trovoadas ecoavam por todo lado, os animais pareciam aterrorizados.
Presságio que mais uma vez o céu iria enxaguar as impurezas, era a temida chuva.
O fogo aos poucos se apagava, roedores agora precisavam sobreviver e se refugir dos golpes frios e gélidos de água.
como uma cascata de chocolate, a água enlameada chegava aos rios que desaguava na imensidão do oceano, sujando de tal forma como se fosse um cisco no olho de um gigante, comparado a imensidão do mar.
Algumas horas se passaram e o calor na terra, aquecia o solo e até mesmo ardia a pele ou pelo.
Sinal verde quando o sol chegava ao clímax iluminando todo o mundo, agora os pássaros podem cantar, a mais completa sinfonia orquestrada pelo o organizado coro, fauna.
O mundo é mundo é mundo, complexo e simples, sem palavras, sem dialetos, sem linguagem.
A caça e caçador, a presa e o vilão que espreita, seguem o fluxo do cotidiano da vida.
E foi assim por milhares de anos, até que o homem surgiu.
Tudo era perfeito, até que o homem imperfeito, que se acha perfeito, trouxe consigo o mais horrível significado de perfeito, perfeito caos.
O vento sopra impetuoso,
vergando a copa das árvores.
As folhas caem no chão:
folhas secas, folhas verdes.
Por que não somente as secas?
As Palavras
A música não mente.
As árvores não mentem.
Os olhos tristes do animal não mentem.
Unicamente mentem as palavras.
Como dizer-te a verdade com elas?
Quisera falar-te com os olhos do cão,
dar frutos como a árvore,
chegar a ti com a delícia
e a escondida lágrima de Mozart.
O esplendor da verdade:
Beleza à qual minhas palavras,
torpemente,
procuram aproximar-se.
É impossível.
Nunca saberei dizer-te que te quero
As folhas das árvores balançaram
Com o desespero das flores murchas
Caídas abaladas solitárias
As folhas choraram a tristeza de um dia frio
Pela ausência do calor difundido
Com bela aquarela do campo
caindo e se enterrando
No solo coberto pelo aveludado
Amor que as flores deixaram
Antes de dizer adeus
Quando vejo
A brisa batendo nas árvores
E com delicadeza
Tocando as folhas
Lembro do dia
Em que meu pensamento
Foi junto dela
Bisbilhotar você
E querer
Beijar-lhe a face, delicadamente
E as estrelas mostram um brilho intenso
E meus olhos lagrimejaram sob sua imagem
Fiel e ilustre imagem
Arrastarei com o tempo
Mas desde que ele pare
Só pra eu poder olhar-te
Mais um instante
Ah, delírio seria para o meu pulsante
Saborear seus risos
Penso em você
Mesmo quando não tenho a intenção
Mesmo quando não penso
Você me acompanha
Até quando durmo
Quando sigo preocupada
Em meu caminho solitário
Você me faz companhia
Digo te amo
Mesmo quando não tenho a intenção
Mas um instante
Em que meu pensamento
Desloca-se para seu ser, para
Beijar-lhe a face, delicadamente
E meus olhos lagrimejaram sob sua imagem
Lembro do dia
Em que meus olhos correram sobre sua face
Ah, delírio para o meu pulsante
Você me acompanhou desde aquele feliz momento
Mesmo quando não tinha a intenção
Fiel e ilustre imagem
Do meu amor mais verdadeiro.
Primavera de criança
(Gorete Salvador)
Hoje reparei as folhas das árvores todas
Lentamente a se mexerem,
Parecendo estarem dançando...
Reparei melhor...
Não estavam se mexendo
E sim
Aplaudindo,
As
Flores...logo abaixo no jardim
Lembrei também...
Como eu gostava de balançar...
Em um balanço colocado numa árvore...
Que saudades do tempo de criança!!!
E as folhas continuavam
A aplaudir as flores...
E eu a balançar...reparando...
É PRIMAVERA
Dia 24/09/07
Nunca pare de sonhar
Havia no alto de uma montanha três árvores.
Elas sonhavam com o que iriam ser depois de grandes.
A primeira, olhando as estrelas disse:
eu quero ser o baú mais precioso do mundo e viver cheia de tesouros.
A segunda, olhando um riacho suspirou:
eu quero ser um navio bem grande para transportar reis e rainhas.
A terceira olhou para o vale e disse:
quero crescer e ficar aqui no alto da montanha;
quero crescer tanto que as pessoas ao olharem para mim,
levantem os olhos e pensem em Deus.
POEMINHA
As folhas despencam das árvores e se vão...
as arvores se sentem mutiladas e choram,
minha alma me arrebenta por dentro,
e, você me ingnora
Paz
Diante do azul do céu
As árvores verdinhas
Os pássaros cantando
Beleza é a vida.
Da vida surgem flores
Amor de mãe natureza
A felicidade de viver
Um amor inesquecível
A paz do espírito
Esperança de um dia melhor
E mais feliz
É, assim é a vida.
Cheia de caminhos e
De incertezas, mas um
Dia sei que chegaremos a
Ter um mundo repleto de coisas boas e de felicidade
Basta querermos fazer-mos por onde
E melhorarmos-mos nós mesmos daí em diante
Alcançaremos um caminho de vitórias e conquistas.
Os pássaros içaram vôo
O vento vinha suave - quase não o percebo
Até que tocou as árvores, as grandes e magníficas árvores
Algumas folhas caíram - algumas dezenas delas
Mas, tantas outras milhares ficaram
Então vi - tive a mais linda revelação
A vida também é breve
Fruto do prazer
Árvores de alma e carne
Galhos de braços sensíveis
Flores de olhos me acalme
Bons frutos se fazem impossíveis
Núcleo dos meus desejos
Centro de minha atenções
Entranhas que me perco de beijos
Doces e desejosas tentações
Frutos vestidos em prazer
Colhidos em vários sentidos
Doce fruto que existe em você
Pecados entre pernas, escondidos
Tarde ou cedo, eu irei cometer.
No verão não te verei mais.
Restarão as fotografias que sei de cor e a brisa nas árvores...
E se chover dentro de mim, me tempestuarei nas páginas de um bom livro com uma história de vidas retalhadas.
Você sempre foi meu verso favorito, apesar de inverso e feito á mão.
Eu deixarei te esquecer, enquanto as luzes cintilantes invadem meu quarto.
Todos nós aprendemos, cedo ou tarde.
Pois hoje faz frio, mas amanhã terá sol.
Casa velha;
Cheira poeira, mofo.
As árvores te dão as sombras;
As sombras te descansa no calor.
O sol ilumina sua imagem.
Casa velha tu és!
Nas noites és sombria;
Ninguém se aproxima;
O medo domina.
Casa velha;
Quem te quer, quem te deixou?
Continua no mesmo lugar;
Casa velha;
Que te renovas?
Paredes rachadas,
Telhado quebrado;
Quarto escuro;
Sala sem luz...
Mas ainda seduz.
Houve alguém,
A quem te planejou,
Nunca esquece...
Teu coração padece.
Mas ainda há forças,
Continua em pé.
Sobrevive o frio do inverno sozinha,
Mas casa velha...
Não de seu tempo...
Mas, de um passado.
Seus olhos molhados.
Sabe...
Há alguém do outro lado...
Que ainda te quer.
Passaram-se os dias...
A luz retornou.
A alegria bate a porta...
A porta se cai,
És tu que anseia,
Que adentre alguém...
E viva contente...
Em seu interior.
Paulo Sérgio Krajewski.
31 de Março de 1998.
