Poemas sobre Alma
Casar por Amor
Casar para Amar
Casar por amor é fogo ardente,
Coração que pulsa, alma que sente.
Mas casar para amar é semente,
Que brota aos poucos, cresce envolvente.
No primeiro, a chama é intensa,
No segundo, a luz é imensa.
Um nasce pronto, outro se faz,
Ambos são laços, nunca sinais.
Pois amor que explode pode sumir,
E amor que se rega aprende a florir.
SimoneCruvinel
Como poesia você surgiu em minha vida
Como poema você impregnou em minha alma
Tão pura, tão serena e, em simultâneo, tão calma.
Como os versos mais doces tomasse meu coração.
Fizeste da minha alma de menino um toque uma poesia , uma explosão.
Teu sorriso é uma bela poesia
Teu sorriso penetra em mim
suaviza minha alma
um semblante inocente
abriga minha essência
na lucidez da tua palavra
encontro afago para o coração
tua presença me descortina
uma pluma sonhadora
enfeita o céu estrelar
do meu coração
e a vida se aninha
@zeni.poeta
um belo dia, uma garota
um dia
a luz que bateu na janela da minha alma
e clareou meus pensamentos
foi a do teu sorriso
e que então
permitiu-me me banhar
nas águas dos teus olhos
tais águas que purificaram meu espírito
bendita seja a sua voz
que agracia meu coração
e me alegra com teu chamdo
para então
no fim da tarde
me deleitar no teu abraço
a agradecer por
um belo dia, uma garota
ter me salvado
da infelicidade de antes não conhecê-la
Ecos de minha alma
Me lembram tempos antigos,
Das manhãs cobertas pela névoa prateada,
Quando os carvalhos sussurravam segredos ocultos.
Onde a vida era simples, mas celebrada alegremente,
E os mistérios da vida jamais eram esquecidos.
Éramos gratos aos deuses da Terra,
Pela Mãe que floresce, pelo Pai que aquece,
Pela brisa que carrega os nomes dos ancestrais.
As colheitas que vinham da terra eram fartas, pois nossas almas eram gratas.
Elas eram motivo de festa e celebração.
Cada grão de trigo era bênção,
Cada gota de orvalho, mistério divino.
E ao final do ciclo — dançávamos sob as estrelas —
Homens, mulheres e espíritos:
Todos um só povo, uma só tribo — filhos da Natureza.
Soneto da Alma Serena
E então o amor se fez real, como nunca,
Que sem seu manual, me abre, me manca.
E se vem, é bruma, cada vez que sua tranca
Se tem e se traça, com suas vertes brancas.
Ela se separa e se ajunta, de tanto amar a mim com boa ventura.
Quase o céu lembra sua figura, de tanto pensar em beleza.
Quase em mim o véu forma a solidez
De que a sutileza se fez azul — natureza,
E com grande certeza, minha riqueza.
Como uma ditadura em meu peito, a incerteza.
Hei de sempre lembrar a ti: o quanto a pintura é mistura
De amor, arte e conjuntura.
E quando te deparei nua, quis ir de encontro à lua,
Buscando ali a cura, para a doçura
Que nunca vi a sentir: ternura.
E de tantos poemas impressos, somente este hei de escrever sem mudar nada.
Que de tanto que estou de encontro à m'alma,
Escrevi somente uma vez, pra minha serena.
E juro, que em plena luz do dia,
Não há nada além de tudo, me adorna
Que me faça sempre amar-te mais, como única.
E de tanto sofrer, o amor ali termina,
Que parece que a qualquer dia,
A flor à luz de velas se queima, contagia,
Se torna florida a nobreza de uma delicadeza suave — cordura.
E de tanto ler poema, há de descobrir eternamente o que é o amor, presuma.
Não trago ouro, nem prata,
Nem ofereço o que passa.
Venho com os versos da alma,
Com a arte que acalma.
Não vendo o que brilha em vitrine,
Mas te dou, sem custo algum, a cultura que ensine.
Minha alma tem sede,
Sede de amplidão.
Na vastidão do infinito,
Brilhar na escuridão.
Nos incontáveis desertos desta vida,
Encontrar a flor sagrada dos nobres peregrinos.
E, como um caminhante em busca do eterno,
Me encontrar com o meu Criador.
Da Alma que Anda Descalça
A alma não grita.
Ela sussurra em entrelinhas
e anda descalça pelas ruas do mundo,
pisando certezas como cacos de vidro.
Quem ouve a alma, desaprende o caminho do aplauso.
Mas encontra a si mesmo,
como quem descobre um velho livro
numa estante empoeirada do tempo.
"Ser amado é um presente; saber amar é um poder. Quem teme o amor, se afasta da própria alma."
Raphael Denizart
Não viva lamentando...
Pois teu lamento só alimenta a alma negra que existe em você...
Viva seu dia como se fosse o ultimo e sempre coloque limites em tudo...
Porque sem limites a vida trará lamentos no futuro.
Quando o desejo queima e a alma se entrega.
Fisicamente, te amar é perdição.
É pele que queima, toque que eletriza, desejo que não se explica, só se sente.
Na carne. No suor. No arrepio.
Você me excita sem esforço, me chama sem palavras,
e o meu corpo atende como se já fosse seu por direito.
Mentalmente, você é labirinto e farol.
Me prende com uma inteligência afiada, um caos que combina com o meu.
Cada pensamento seu é um convite ao vício, um desafio ao meu próprio controle.
Você bagunça minha lógica, me tira do eixo… e mesmo assim, me faz querer ficar.
E humanamente… você me enlouquece.
Porque amar alguém por completo não é sobre perfeição,
é sobre intensidade.
É sobre ver suas falhas, seus medos, suas sombras…
e ainda assim desejar você mais do que nunca.
Você é o caos que meu mundo precisava para fazer sentido.
E eu?
Sou só a alma que se perdeu em você… e nem quer ser encontrada.
"Quando a conexão ultrapassa o físico e invade a alma, não existe mais volta.
É corpo, mente e loucura em uma dança que só dois intensos conseguem dançar.
E é exatamente aí que mora o perigo… e o prazer."
Uma força me impulsiona,
lagrimas da alma emociona.
labrinto da mente, vozes ecoam
canção dos pássaros que voam
são como troco em pedradas
tristeza na alme pela farpas.
O Poeta Não É o Espelho, É a Ponte
Nem tudo que diz o poeta
sai do fundo da sua alma.
Às vezes, é a dor de um outro
que sua sensibilidade acalma.
Ele lê no olhar calado,
no gesto que ninguém viu,
o sentimento que grita mudo
e que no peito do outro explodiu.
Não é preciso ter vivido,
nem ter chorado aquela dor.
O poeta sente por dentro
o que pulsa no redor.
Às vezes, escreve um poema,
às vezes, vira canção.
E quem ouve logo pensa:
"esse verso é solidão..."
Mas engana-se quem julga
que é dele a emoção.
O poeta é tradutor da alma,
não precisa explicação.
É dom que poucos carregam:
dar forma ao que é invisível.
Ser a voz de quem se cala,
e fazer sentir o impossível.
Então, se um poema te toca,
ou uma música te faz chorar,
não pense no autor com pena —
agradeça por ele te revelar.
Tem gente que caminha reto…
mas vive torto por dentro.
A coluna aguenta.
Mas a alma… geme em silêncio.
A gente acumula o que não vê.
Não são malas, nem caixas.
São camadas de silêncio.
Palavras que ficaram presas na garganta.
Olhares que machucaram sem dizer nada.
São dores que ninguém sequer notou.
mas que moram bem aí no fundo.
Desde cedo...
Ensinaram a engolir o choro,
a não demonstrar fraqueza,
a ser forte e não incomodar.
Mas ninguém explica…
que ser forte o tempo todo
também adoece.
Então você vai…
vai fingindo que tá leve.
Sorrindo pra não preocupar.
Segurando pra não desabar.
Aos poucos, você vai deixando de existir dentro do próprio corpo.
Até que um dia, o corpo grita.
O cansaço que não passa.
A raiva sem motivo.
Com essa vontade silenciosa...
de simplesmente... desaparecer.
Mesmo quando, por fora,
parece que tudo tá certo.
Bonito.
Normal.
Lá dentro, a alma sabe.
Ela sussurra, no intervalo entre um suspiro e outro:
“Me ouça.”
Hoje talvez seja o seu rito.
O momento de parar.
De abrir mão do que você carrega.
De sentir o que ainda te pertence.
E deixar no chão o que virou peso morto.
Você não precisa contar pra ninguém.
Nem se justificar.
Só respirar…
e deixar ir.
Porque, às vezes,
a maior força não está em continuar,
mas em soltar.
"Mãe"
Ela não foi só corpo:
foi alma,
foi prece,
foi silêncio que entendia,
abraço que curava.
Ela partiu,
mas ficou no café quente,
no gesto distraído,
no calor que vem do nada
e me faz lembrar:
mãe não morre,
vira eternidade.
Se todas as histórias já foram escritas, quem escreveu a minha? Este não tem alma. Escreveu minha infância com tristeza, tirando de mim o que poderiam ter sido minhas melhores lembranças. Levou minha mãe que me deu à luz e me amamentou.
Em uma tragédia sofri, acolhido pela minha avó que me criou com muito carinho e amor.
Mas o cruel escritor da minha história também a tirou de mim.
De casa em casa, cresci, amadureci,nunca me esqueci, desde que o mau escritor que escreveu tantas tristezas e perdas levou embora minhas joias mais preciosas. Hoje só me restam lembranças e saudades. Um escritor malvado e ruim escreveu uma história triste, não teve piedade de mim. Todos os Dias das Mães passo tristemente sozinho, com o coração pesado, colando cada pedaço do meu coração partido
Este escritor nunca foi filho, nunca teve mãe
Para entender que não se pode tirar uma mãe de um filho...
de algum mondo,
minha alma
conhecia
a sua alma
antes que
tivéssemos tido
a chance
de nos encontrar
- foi como voltar para casa depois de um dia muito, muito longo
EGOISMO
No peito estreito, onde a alma delira,
ergue o egoísta seu reino sombrio!
Seu coração é prenhe de vazio,
e a empatia jaz ali, em mentira!
Cego ao clamor da dor alheia, é frio
e surdo aos rogos que a bondade inspira!
Só para si o mundo inteiro gira,
e nele vai, para um norte sem brio!
Deixando rastros de seu desamor,
segue isolado, em torre de vaidade,
colhendo espinhos onde existe flor!
Rompendo os laços da fraternidade,
há de encarar, ao fim, o próprio horror,
de não saber do amor e afinidade!
