Poemas Saudades do Emprego Antigo
I miss the old Xexel...
Eu sinto uma grande falta do antigo eu..
Sinto falta do Xexel destemido e sorridente,
Do Xexel que não era ausente...
Sinto falta daquele Xexel que não se importava com o formato dos seus dentes...
Sinto falta do Xexel bobo e medroso,
Do Xexel Alegre e choroso,
Ou quem sabe do Xexel que odiava miojo...
Sinto saudades do Xexel tranquilo,
Do Xexel que não soava frio,
Do Xexel espontâneo e com brilho...
Sinto falta do Xexel ingênuo, que não havia provado do veneno...
Sinto falta do Xexel aventureiro que queria desbravar o mundo inteiro,
Sinto falta do Xexel Carente e manhoso, onde foi parar aquele bom moço?
Ele anda por ai cercado de fardos e sacos pesados...
Anda bem cansado, mas assalariado...
Anda meio perdido, mas segue no caminho...
Anda confuso, mas nunca sujo...
Ele anda meio solitário, mas nunca mal acompanhado...
A verdade é que ele mudou, mas não parou de procurar.
Procurar pelo seu futuro, ele corre atrás de tudo
Ele anda indeciso, mas nunca sem equilíbrio
E se eu o quiser encontrar, como devo chamar? É só gritar que ele vai lhe achar...
Veio-me à mente um antigo jogo de agilidade mental em que ao formar um círculo, cada participante devia retomar muito rapidamente o que fora dito por seu predecessor, adicionando um novo elemento, e assim por diante, até que alguém fosse incapaz de dizer o que mais faltava ao sujeito…
Por aqui passou um soldado todo sujo e derrotado. O soldado não levava… Hmm, mochila!… (next), mochila, sim, ele estava usando, o que ele não carregava era fuzil… (next), rifle, sim, ele levava, o que não tinha era um cantil… (next), cantil, sim, ele estava carregando, o que ele não vestia era um uniforme…
Por aqui passou um reitor todo triste e fracassado. O reitor não portava um plano estratégico… Hmm, planejamento estratégico…(next), plano estratégico, sim, ele portava, o que não tinha era execução estratégica… (next), execução estratégica ele tinha, o que não tinha era liderança… (next), liderança, sim, ele tinha, o que não transparecia era ousadia…
Como se pretende ser reconhecido logo do ciclo de mandato reitoral?
Como um reitor empreendedor?
Como um grande líder visionário?
Como um abnegado ser humano que trabalhou intensamente e articuladamente pela causa da educação?”
Soneto Nº 1
Fui conduzido por um longo caminho
O Senhor que me conduziu
Muito antigo de dias me pediu para escrever
E eu espero que você possa ler
Ele não me disse o que eu ia encontrar pelo caminho
Mas a sua voz suave como o vento
Era persuasiva e persistente
Escutei como se escutasse com a mente
Segui sozinho por um caminho muito estreito
Me cortei pelo caminho, me machuquei, quase que morri
Sorri, ao chegar no fim desse caminho
Tinha uma mansão com o meu nome e Mustang conversível
Do bom e do melhor havia Tudo
Guardei a minha espada e o meu escudo em um dos átrios
__
Edson Felix
16/02/2021
Brazil
"Dê-me um descanso"
Diz a gramática do
dicionário antigoe do
professor sabido.
Mas o bom, como também
o mau jovem do Brasil
dizem todos os dias
"RLX E DÁ UM TEMPO"
Aqui onde o mar brilha
E sopra forte o vento
Sobre um terraço antigo
Em frente ao Golfo de Sorrento
Um homem abraça uma menina
Depois de haver chorado
Então, ele limpa a voz
E recomeça o canto
Eu te quero bem, sabe?
Mas tanto, tanto bem, sabe?
É uma corrente agora
Que faz o sangue queimar nas veias, sabe?...
( Luciano Pavarotti - Caruso )
𝔈𝔤𝔦𝔡𝔢 𝔡𝔬 𝔑𝔬𝔯𝔱𝔢
Para os caminhos expandir,
um antigo rito realizei.
Na mente o desejo;
Na mira da rústica baqueta — o brasão.
Diante dos três pontos no triângulo entoei,
o poder em palavras a ti, saudar.
Draconiano de Tríplice Face,
o vento do norte rebate o ardor das lamparinas:
— Serás tua presença a se revelar?!
Ríspido foi o "Lord" ao validar:
— Para quê me convocasse? Breve seja!
— Um trato iremos firmar... (respondi com voz firme e visão trêmula).
Um riso estritamente sarcástico rompia o vazio do ambiente:
— O que meus legionários ao teu favor possam interpor?
— Proventos (x), em três semanas precisarei, em troca de uma arte poética que eu te brindarei.
— Terás! Disse o duque abissal, num sim, ecoante, findando o colóquio.
O reflexo no espelho dissipou-se como o carvão que queimava os perfumes.
Três dias de Vênus se passaram e num telefonema o sortilégio a se confirmar!
Três são tuas faces, 30 são tuas legiões!
Ágios Bime,
Diligente e Poderoso Espírito!
𝔄𝔡 𝔳𝔦𝔠𝔢𝔰𝔦𝔪𝔲𝔪 𝔰𝔢𝔵𝔱𝔲𝔪 𝔖𝔭𝔦𝔯𝔦𝔱𝔲𝔪 𝔊𝔬𝔢𝔱𝔦𝔞𝔢,
ℑ𝔫 𝔥𝔬𝔫𝔬𝔯𝔢 𝔢𝔱 𝔤𝔯𝔞𝔱𝔦𝔞𝔯𝔲𝔪 𝔞𝔠𝔱𝔦𝔬𝔫𝔢,
Ás vezes na vida você precisa tomar a decisão de desistir de um novo sonho, para manter um antigo sonho que já foi realizado.
E quando algo assim acontece é doloroso, porque desistir de algo importante não é fácil, mas é algo a se pesar.
Pois perder o que já tem por algo que ainda você não tem certeza que vai conseguir é arriscado demais, e pode não haver uma segunda chance. E acabar perdendo ambos.
Então o que fazer?
Quando realizamos um sonho logo procuramos por outra coisa, parece que nunca estamos satisfeitos e sempre queremos mais, mas se tem algo que devemos aprender é saber quando parar e ter contentamento com o que já se tem e desfrutar disso.
Por em risco algo bom que você já tem para alcançar algo que põe isso em risco, será que vale a pena?
Ás vezes é melhor abrir mão.
Não é desistir e sim preservar o que com muito esforço você alcançou o que tem hoje. E não é que não possa sonhar mais ou querer mais da vida, você pode sim, desde que não te faça perder o que é tão precioso para você hoje.
- Ana Chahin
Meu antigo eu
.
Nem sei se tenho direito de falar por ele, já que essa pessoa deixou de ser eu há tanto tempo, que guardo tão poucas recordações comigo, tem anos que não o vejo. É um alívio, para ser sincero. Penso que meu antigo eu não teria tanto orgulho de mim agora, quem sabe até me odiaria, afinal, me tornei tão diferente dele.
.
Meus ideais mudaram, expandiram e evoluíram, eu fui para longe demais da pequena borda em que me encontrava, me distanciando de mim mesmo. Digo com certeza que ele não se orgulharia de mim, mas eu também não me orgulho dele, meu eu do passado com todos os seus tabus que pareciam inquebráveis, sua mente rodeada por grades de ferro, as crenças que o impedia de tecer seu pensamento crítico e com todos os seus preconceitos, me causa uma grande aversão.
.
Caso meu antigo eu me encontrasse hoje, não nos daríamos tão bem, o crescimento é o distanciamento de nós mesmos, o abandono de vestes que não nos servem mais, o livramento de coisas que já não nos convém. Não posso pedir perdão por quem já fui no passado, pois já não sou mais aquela pessoa, felizmente é preciso coragem para assumir não ser mais o mesmo, e isso não é vergonha alguma, medo tenho eu de permanecer o mesmo pra sempre.
O Nosso Antigo Amor
Hoje penso se realmente
Vale a pena,
Pois nesse jogo, já
cansei de perder.
O jogo que digo
é o jogo do Amor,
O mesmo que constrói
destrói...
Mas em tudo tem um
lado bom
O meu, foi conhecer
Você!
Ainda lembro daquele
Sorriso sincero,
Daquele cheiro,
beijo e tudo.
Enfim, ainda lembro
de cada momento ao seu
lado,
Ainda lembro do nosso
Antigo amor!
Amigo é a mão que te segura quando te falta chão,
É conhecido reconhecido tão antigo no teu coração!
Guria da Poesia Gaúcha
O suspiro se misturou, aquele medo antigo fez cócegas em algum lugar do lado de dentro, medo de perder, de não poder, de separar, de se perder...
-Para! –disse ela em tom repreensivo.
-O que eu fiz?
-Pensou.
Sem entender ele deu de ombros.
-É inevitável.
Ela sorriu, aquele doce sorriso o amoleceu e todos os pensamentos e medos sumiram de sua mente.
-É exatamente como eu imaginava. –disse ele- Você não mudou nada.
DESEJO
Gosto do seu jeito,
Perco-me nele e gosto de gostar,
Sinto como se fosse antigo,
Como num paraíso proibido.
Olho-te todos os dias,
Sem cansar e sem te dizer,
Medo?
Talvez...
E no meu profundo desejo,
Prendo-me na verdade,
De querer-te amar...
Sentir seus braços a me abarcar.
Depois percebo o real,
O inevitável vem me lembrar,
Existem valores...
Prendem a sua distância de mim.
Não quero chorar, nem perder,
Insisto no direito de ter,
Um momento se quer,
De prazer...
Eu nos teus braços,
Você a me agasalhar,
E em loucuras vamos se doar,
Numa infinita vontade de ficar.
Mora no centro; apartamento antigo
Barba grande; velhos amigos
Copo cheio; cheiro de asma
Rock; calça rasgada
Sente o blues...
Antigo dilema
Escrevo de pressa
O que vem na mente
Depois rabisco
Quando a razão se faz presente
Escrevo aquilo que o coração grita
E a mente silencia
Falo o que o coração sente
Quando a razão estar ausente
E é sempre esse dilema
Quando um sai o outro entra
Quando haverá trégua?
A alma estar enferma
Será que haverá cura?
Será que tem solução?
Estou num via de mão dupla
Não quero andar na contra mão
Vim à ti como um reles band-aid,
que beija as feridas deixadas pelo
antigo hospede, até que chegue a hora
do meu descarte !
saudade é aquele perfume antigo,
é aquela música com sabor de amor primeiro,
é aquela fotografia que o tempo amarelou
Amor coração, amor Pai, amor Mãe, amor irmão.
Amor amiga, amor amigo, amor novo, amor antigo.
Amor querido,amor doce, amor amargo,amor sofrido.
Amor mentiroso, maldoso que prende, escraviza e pisa.
Amor verdade; ama, conquista, cuida bem e da liberdade.
Amor é só pra amar, quem ama não vai matar e nem maltratar.
Sou um condenado do amor, ou apenas um iludido.
Aprendiz do ofício mais antigo amar e não saber.
Nesta estrada não há mestre nem discípulo,
todos tateiam entre feridas e promessas,
vivem lições sem diploma,
um aprendizado eternoonde a formatura nunca chega,
e o coração nunca esquece.
ROSA, ESPINHO E RAIZ
Rosa, teu nome é um verso antigo que o tempo não soube decifrar. Teu corpo, um mapa de cansaços dobrados em silêncio. Cada ruga, um caminho que não escolheste. Os dias te escorrem pelos dedos como areia grossa, e ainda assim, seguras o peso do mundo nas costas curvadas. Erraste como quem planta em terra seca, mas regaste com lágrimas o que a vida insistiu em queimar. Nada muda, mãe. Os anos passam e te deixam a mesma dor, só que mais quieta, mais funda, como um copo quebrado colado com saliva...
Os teus filhos - esses estranhos de teu próprio sangue - não veem que o desprezo é uma faca sem cabo: fere as mãos de quem a segura. Eles não sabem, Rosa, que um dia a solidão baterá à porta deles também, e trará o mesmo sabor amargo que tu engoles há décadas. Choras às escondidas, esfregando no avental manchado as lágrimas que ninguém merece ver. O espelho já não te devolve o rosto que um dia foi jardim; agora só mostra os espinhos que cresceram por dentro, enquanto teu sorriso murcha devagar, como flor esquecida no vaso...
Mas oh, mãe ferida, tua raiz ainda segura a terra. Mesmo quando o vento sopra forte e os frutos caem podres aos teus pés. Há uma luz trêmula em ti que nenhum abandono apagou. Talvez porque o amor, quando é de mãe, seja o único fogo que queima sem consumir. Rosa, eu te vejo. Se os outros não olham, eu escrevo teu nome na parede escura desta história. Não serás apenas a que sofreu. Serás a que resiste, mesmo quando o mundo te diz que já não há razão. E no teu peito partido, lateja um verso que ninguém ouviu: Eu era forte, e ninguém perguntou...
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