Poemas Saudades do Emprego Antigo
É para rir o para chorar, o antigo poeta algum dia já disse isso, rimos da nossa insegurança,
rimos da falta de significância.
Rimos da desigualdade, rimos da atual realidade. Entra ano e saí ano e somos assaltados, pelos engravatados de caneta. Não doí tanto quando um tiro certeiro de um bandido maloqueiro, porém no bolso rola um desespero....
Paixão bandida, não tome conta da minha vida;
Olhe o que me veio em mente um amor
antigo e descontente.
Cerca de 8 anos atrás fiz questão
de me apaixonar, por um amor que
só poderia me maltratar.
Paixão bandida, vai saia logo da minha vida.
esqueça desse homem que hoje te venera, e por
muito te considera, não quero perder mais tempo
por amores que persistem a interromper o lindo
ciclo do amor que tem acontecer.
Hoje passou tanto tempo, várias outras paixões
apareceram, o tempo foi gentil comigo e esta paixão
bandida que por anos me atormentou por fim agora
se encerrou.....
As portas que a dor me deu
Trago no peito um chaveiro antigo,
onde penduro as dores que ousei sentir.
Não as neguei, nem as adormeci —
dei-lhes nome, corpo e tempo.
E por cada uma, uma porta se abriu.
Oh, quantas vezes desejei não saber de mim!
Mas bastava que uma lágrima caísse inteira,
sem vergonha, sem pressa,
e o som de uma fechadura cedia —
como quem rende o coração a um amor impossível.
Há portas que me levaram a desertos,
onde o vento me arrancou as certezas;
outras, me devolveram o riso antigo
que eu pensava morto.
Nenhuma delas seria minha
se eu tivesse virado o rosto à dor.
Porque é no instante em que ela me atravessa,
que eu a torno caminho,
e o sangue, mapa.
Sim... cada dor que me rasgou,
destrancou um tempo, uma face, um lugar.
E hoje sou feita disso:
de cem portas escancaradas
por onde caminham os dias melhores
que antes,
eu apenas ousei sonhar.
O Arquiteto
Antigo Saturno – No princípio a expansão do calor habitava o frasco da matéria e por muito tempo adormeceu adentro do corpo físico. Estado Mineral (Rígido, duro e denso).
O calor, no entanto não era um corpo sólido, entre vários calores foi doando-se em corporeidade.
Antigo Sol – O calor despertou em várias temperaturas diferentes em contato com o ar e a luz.
Em seu Reino Etérico uma profunda respiração o ser crescia em processo de vida e morte (Hipnos e Tânatos).
Antiga Lua – Água, movimento e vontade alcançavam os céus... Instintos fraternais, conjuntos, comunhão e a formação do corpo astral. Reino animal.
Aterramento
Marte e Mercúrio – Com a separação do Sol as configurações hierárquicas somaram os indivíduos.
A Lua com grande influência e massa separa-se em seus rastros sonoros – Sentidos!
O fator tempo um grande estagiário desde primórdios velho conhecido em todos os reinos concebia e organizava todo organismo social.
A pedra fundamental havia sido lançada...
A forma em raça e raízes que se reproduz rapidamente sempre repetindo o moldável.
Por fim, resfriou-se por inteira.
Espelhamentos e luminosidade (Aurora Boreal), Quase um paraíso gelado.
Raça Raiz – Hiperbórea.
As forças da natureza e a inteligência cósmica – A explosão da Vida!
A chama roubada entregue aos homens – “Consciência”. A queda dos Anjos.
Os seres em conflitos e a nova ordem/ Uma grande força contrária, hierarquias revoltadas atuando em conjunto com a natureza.
Cataclismas! Pelo poder havia sido abusada...
Morrer, renascer, eis nossa primeira extinção!
Observação natural das coisas, um novo brotamento...
Um novo Mundo!
O amor antigo é mesmo único e também original
O amor antigo deveria sim ser... O atual!
O amor antigo tem raízes profundas
O amor antigo com a infidelidade não se junta
O amor antigo não desmorona
O amor antigo não tem conta
Conta a acertar, pois o amor antigo
Nunca deve, sempre está disposto a ser doar;
Amor coração, amor Pai, amor Mãe, amor irmão.
Amor amiga, amor amigo, amor novo, amor antigo.
Amor querido,amor doce, amor amargo,amor sofrido.
Amor mentiroso, maldoso que prende, escraviza e pisa.
Amor verdade; ama, conquista, cuida bem e da liberdade.
Amor é só pra amar, quem ama não vai matar e nem maltratar.
"PALAVRAS DE UM CARRO ANTIGO"
Pois é, hoje somos velhos guerreiros, que um dia fomos desejo de consumo por ser 0 km. Ainda assim, por alguns somos desejados, pois nos acham raros, bonitos, clássicos, etc...
Nós somos capazes de formar grandes amizades e até mesmo famílias, pois nossos consumidores são pessoas diferenciadas.
Nós antigos, conseguimos fazer pessoas acordarem cedo em uma manhã de domingo, para se reunir e bater um papo, seja em uma praça, parque ou até mesmo na rua, trazendo conhecimento, história e formando mais amizades, pois quem tem um antigo nunca estará só.
Para você, carro novo, desejo boa jornada nos kms da sua vida e que um dia assim como eu, você possa estar aqui, comigo, reunindo famílias e trazendo junto histórias que marcaram sua trajetória.
A você, meu dono, agradeço imensamente o carinho que tem por mim, perdoe minhas quebras, pois não sou jovem, mas farei o possível para que os passeios de domingo sejam os melhores possíveis.
Juntos ainda teremos muitas histórias pra contar.
Obrigado por tudo!
Ass:
Seu eterno companheiro de lata!
Aquela lembrança
Retornou como um antigo erro aquela lembrança.
Corri pela areia da praia para esquecê-la.
Coloquei óculos escuros para não vê-la
Mergulhei no mar para afogá-la.
Redimensionei-me.
Fiz-me pequena...
Corpo decomposto...
Fiz tudo o que podia pra daquela lembrança não sentir mais o gosto.
Retornou... simplesmente retornou.
e fustigou-me.
Aquela lembrança
Retornou como um antigo erro aquela lembrança.
Corri pela areia da praia para esquecê-la.
Coloquei óculos escuros para não vê-la.
Mergulhei no mar para afogá-la.
Redimensionei-me.
Fiz-me pequena...
Corpo decomposto...
Fiz tudo o que podia pra daquela lembrança não sentir mais o gosto.
Retornou... simplesmente retornou.
e fustigou-me... de-va-ga-ri-nho
FUSTIGOU-ME... DE-VA-GA-RI-NHO...
OLHA o TREM
Trem é antigo,mais pode ser moderno ..
Em cada ponto de estação ele se releva.
Atravessa túnel,alegra o passageiro
E ainda faz o reconhecimento da Geografia
Mostra vale,monte , colina e pontão!
Repensar esse transporte é cuidar da nação
Na sua economia , no transporte da população.
As linhas de trem então,
assemelham_se as da mão ✋
Cada minuto contigo é como um filme antigo,
Um enredo de amor que nunca é consigo.
Amor e conexão, uma canção eterna,
A felicidade, às vezes, uma vaga lembrança.
Ainda é tempo de sonhar, meu amor perdido,
De fazer do passado um sonho revivido.
Mostrar que o amor é como uma obra de arte,
E que em cada suspiro, ele nos parte.
Repetir em cada verso, em cada melodia,
Que és tu quem colore minha vida vazia.
És tu que, como uma musa, faz-me sentir,
Aumentando o tamanho do mundo em meu existir.
Eu sou um violino antigo ..
Ou talvez uma poetisa triste ..
Sou letra de uma canção esquecida ..
Ou um tesouro no baú esquecido..
Eu sou o friozinho do inverno..
Ou aquela ventania de outono na janela..
Sou flocos de gelo caindo ..
Ou lua cheia na noite vazia ..
Eu sou um velho ditado .. Ou sei lá talvez uma musica que já não toca mais ..
Mas sou valiosa , sou rara ... não sou pra qualquer ouvido ..nem pra qualquer autodidata não sou pra qualquer fã de poesia , muito menos colecionadores banais .. pra saber mais de mim precisa ir fundo ... na alma .. ter sensibilidade.. porque eu sou algo inexplicável..sou enigma..sou especial demais pra ser de qualquer um...tenho meu valor, não aceito qualquer coisa..
Sou uma árvore centenária, que brota em um corpo de menino. Minha alma é um livro antigo, cheio de histórias, cheio de sabedoria. Meus olhos são dois poços de água profunda, onde o tempo se reflete, onde a eternidade habita.
Sou um homem que já viveu mil vidas, e ainda assim, sou um menino que brinca com o universo. Minha presença é um silêncio que fala, um vazio que está cheio de significado. Eu sou o resultado de todas as minhas vidas, e ainda assim, sou um mistério para mim mesmo.
Eu sou um enigma, um labirinto, onde a verdade se esconde e a mentira se revela. Mas eu não tenho medo do desconhecido, porque eu sei que sou o guardião de meu próprio destino.
Eu sou um rio que flui sem parar, mas que ainda assim, é profundo e tranquilo. Minha superfície é lisa e brilhante, mas minhas águas são turbulentas, cheias de correntes e redemoinhos. Eu sou um vulcão que dorme, mas que pode acordar a qualquer momento.
Minha vida é um tapete ricamente tecido, com fios de alegria e tristeza. Eu sou um poeta que escreve com o coração, e que canta com a alma. Eu sou um homem que ama profundamente, e que pode detestar com a mesma intensidade. Eu sou um ser humano, com todas as minhas contradições, e ainda assim, sou um mistério para mim mesmo. Mas eu não tenho medo de mim, porque eu sei que sou um ser em evolução.
Eu sou um rio que flui, um vulcão que dorme, um poeta que escreve, um homem que ama. E eu continuo a fluir, a dormir, a escrever, a amar, a viver. E quando eu finalmente chegar ao fim do meu caminho, eu saberei que vivi, que amei, que escrevi. E que deixei um pedaço de mim mesmo, no coração de todos que conheci. E assim, eu me tornarei imortal, um eco que permanecerá para sempre. Um eco de amor, de poesia, de vida. E eu serei feliz, porque vivi.
(“O velho jovem de mil vidas”, de Douglas Duarte de Almeida)
A vida, aqui neste mundo
É tão minha, quanto a tia Sarah
Em um antigo álbum de figurinhas
Por mais eu a quisesse
Jamais pude achá-la
Assim a vida caminha
Aquilo que hoje não tem
Amanhã não há diferença
Se tinha ou não tinha
O ponteiro do relógio na parede
Mente
E mente mesmo quando
Não diz nada
Cada hora vivida é uma ilusão
Que a gente a pensa vivida
Mera imagem de espelho
Que a mente projeta
Essa gente, meramente abjeta
Moldura iludida, que longe se vê
A pintura, a caravana e o deserto
Se olhar a areia mais de perto
No reflexo, um Oceano de Estrelas
Convexo e cediço, cujo olhar carrega
Em sua esteira
A vida verdadeira
Inteiramente não passa
Mera entrega pra um mundo de sonhos,
Mesmo a quem
Se nega a vê-la assim e perceber
O feitiço do tempo
Eternamente irritadiço,
E que também não vê
A menor graça em tudo isso.
Edson Ricardo Paiva.
CREPÚSCULO DOS OLHARES QUE SANGRAM LUZ
Olho nos teus olhos e algo antigo desperta, como se a noite respirasse dentro do nosso peito. A lua inclina seu rosto sobre ti, oferecendo um lume pálido que se mistura à palidez de nossas almas que se procuram desde a penúltima dor. Há um frio doce que percorre o ar, um silêncio que se esculpe em nossas carnes como um sacramento soturno.
A única lágrima que guardamos nos recônditos mais ocultos se desfaz lentamente, como se abrisse uma fresta entre dois mundos. Não é apenas lágrima. É o resto de uma saudade que jamais encontrou nome, é a memória de um pacto selado quando ainda éramos apenas um rumor de espírito à beira de outro universo.
O romantismo aqui não é júbilo. É ferida luminosa. É o toque místico do invisível que paira entre nós, sussurrando que o amor nunca é de superfície, mas sempre de abismo. E é no abismo que te encontro, envolto em uma aura de noite eterna e, ainda assim, como se guardasses o pressentimento de uma alvorada impossível.
Tu esperas por mim. Eu espero por ti. Somos dois vultos que caminham por corredores espirituais, cada qual trazendo no peito a impressão de que a vida inteira foi apenas prelúdio para este instante. A lua testemunha. Os recônditos aquiescem. E o amor é profundamente nosso, que se eleva como neblina sagrada que se recusa a morrer.
Narrativa Inspirada no Conto Sufi.
Fragmentos do Infinito.
Conta um antigo conto da tradição sufi, atribuído a diversas escolas do Oriente Médio, que a Verdade em sua pureza integral desceu à Terra e os homens não puderam contemplá-la em sua totalidade. Para que não se perdesse por completo, Deus partiu a Verdade como se fosse um espelho, e lançou seus estilhaços ao mundo.
Desde então, cada ser humano carrega em si um pequeno fragmento desse espelho divino, refletindo uma porção da Verdade, mas jamais o seu todo. Aqueles que tentam impor seu pedaço como sendo a totalidade do espelho, sem reconhecer os fragmentos que os outros portam, caem na ilusão do orgulho e da cegueira espiritual.
Saudade do Rio antigo.
Lá onde o sol beijava o mar,
Minha infância voou, sem pressa,
Em Niterói, berço de sonhar.
Na Escola Santos Dias, aprendi,
Letras e números, sonhos e gritos,
Professores que inspiravam,
Amizades que eternizam.
Praias de Icaraí, São Francisco,
Onde o verde encontra o azul,
Crianças rindo, ondas dançando,
Inocência sem igual.
Cinemas de rua, filmes clássicos,
Sorvetes na mão, risos livres,
Calçadões de madeira, histórias,
Vozes do passado, memórias.
O Rio de Janeiro de outrora,
Era um cenário de magia,
Carnaval, samba e alegria,
Viva a saudade que não passa.
Hoje, da distância, eu vejo,
A cidade que meu coração guarda,
E, na saudade, eu sinto,
O Rio antigo, minha alma guarda.
Do jeito antigo
Peço pro seus pais
Serei o abrigo
Um barco no cais
Se houver perigo
Me deixa e vai
Te dou minha vida
E faço muito mais
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