Poemas Saudades do Emprego Antigo
Minhas emoções são lobos de pelagem densa e olhar antigo; conheço-lhes a sede e, com o peso da minha presença, transformo o caos da matilha em instinto e ordem permeia a sinfonia.
Quando voltar a relacionar-se com alguém, tome cuidado para não comparar com seu antigo amor, são pessoas diferentes, o tempo é outro e a história será também outra. Agora se a comparação for inevitável, nem prossiga, seu coração ainda é daquele que sua boa gosta de chamar de ex.
Sou mais do amarelo queimado, do azul areado, do branco antigo, do creme de menta, do escarlate, da esmeralda, do jambo e da laranja avermelhada, do mamão batido, do marrom rosado, do rosa discreto ao rosa chocante, passando pelo rosa profundo, do rútilo, do tijolo refratário, do urucum, do vermelho indiano e claro do pretinho básico, afinal eu não gosto das cores padrão, o diferente sempre me atraiu.
Sinto falta,de algo antigo,algo que me fazia sorrir,e que hoje me faz pensar,o tanto que mudei,o tanto que fiquei preso na minha própria maldição,eu aceitei isso,achei que seria melhor e é,mas não é o correto.
Sempre que falarem de um antigo amor, sorria. Pois somente em seu sorriso, lembrará o quanto valeu a pena.
Nasci da escuridão por séculos fui escravo do rei mais cruel do antigo mundo, mas em uma das noites mais escuras e terríveis já vistas por todos fui libertado e levado para as cavernas do vulcão depois da floresta dos mortos, lá no calor do fogo me foi prometido á destruição de meu inimigo, lá fui banhado no rio de fogo, lá me tornei a morte, lá me foi revelado o poder a magia dos antigos.
Quando ainda se ama verdadeiramente um antigo amor, nossa maior saudade são os pequenos gestos como um sorriso, um chamego, um olhar, uma careta, brincadeiras, coisas que não se encontram em mais ninguém, a não ser naquela pessoa, e que nos mostram de como essa pessoa era extremamente especial aos nossos olhos, coisas que no passado não passavam por nossa consciência do que um dia poderíamos perder.
Sou julgado como um antigo, que não se adapta aos novos costumes, que não enxerga a realidade. Dizem até que sou anormal, só porque a grande maioria age diferente. Sussurram até injúrias, nas quais, ouço baixinho ser chamado de louco. Não importa-me o que pensam, o que dizem, o que julgam e o que falam, jamais deixarei de acreditar no fato responsável e capaz de dar sentido a minha vida: a existência de um verdadeiro amor!
Aí vem as suas amigas e te dizem:"Um amor antigo é curado com um novo amor".Mas eu não posso pegar todo esse amor embalar pra presente e entregar pra outra pessoa, porque mesmo que você não queira esse amor é seu.Não dá pra fazer outra pessoa preencher o vazio que você deixou e que só você vai preencher.
Eu aprendi que nem sempre você precisa de um novo amor, pra esquecer o antigo, pra assim ser feliz, só precisamos de paciência , e consciência de que as vezes basta ter perto amigos que te "abração" de verdade, pessoas que querem seu bem de verdade, e de colocar a razão em primeiro plano que existem muitas coisas possíveis de te fazer muito mas feliz, uma delas é apenas viver pra você, sempre de cabeça erguida.
Acho que meu antigo eu sempre foi me trazendo para o que sou hoje, porque você sabe, as pessoas nunca me agradaram, e acho que sou idiota por isso.
A cesta transpassada, sempre no mesmo braço do antigo relógio parado, carregava algumas dezenas de rosas coloridas. Caminhando sem pressa, sem anseios, ele buscava algo que só encontrava além de um olhar. Qualquer hora, era a hora e ela não passava despercebida por seu olhos cansados, caídos e esbranquiçados. Houve um tempo, um longo tempo aliás, que ele vendia rosas, hoje as distribuía. Cada rosa daquela, era digna de muito esforço, muita bondade, cumplicidade, sabedoria, amor. Cada rosa daquela era digna do império que ele construiu. Agradecimento. Era a resposta na ponta da língua quando alguém o questionava do motivo daquilo, mas essa era só uma parte da verdade... Eu ganhei uma dessas rosas. Eu olhava fixamente para algum ponto da praça e pensava em muita coisa, porém não conseguia pensar em nada concreto, senti uma presença ao meu lado e lá estava ele, com a cabeça levemente inclinada para baixo, me oservando por cima do óculos, não obtive reações, apenas olhei em seus olhos também. Entregou-me uma rosa, dois toques no meu ombro e saiu. Intuitivamente quis sentir o seu perfume e notei um mini cartão em seu embrulho. Intuitivamente abri pra ver o que havia escrito... “Você é muito mais que isso”. Depois desse dia eu entendi a outra parte da verdade.
Ainda agora vinha rememorando a caminho do terminal de ônibus com um amigo o costume antigo do "beber o defundo". Calma não se tratava de canibalismo, nem creptomania era um hábito de quando alguém vinha a óbito pra fazer sala, ou seja, o finado saia de casa, feito na novela Éramos Seis, e pra virar a noite ate de manhã, segurar o povo, tinha jogo de dominó, cachaça, cerveja, daqui a pouco todo mundo alto, maior risadagem, gritos de bati! (O game over no dominó) parecendo mais uma festa, dando a entender a quem passasse que o ente bebido era muito querido, quantos amigos ele tinha. E haja hipocrisia. Só faltava durante o féretro, cortejo fúnebre, sair distribuindo umas latinhas e chegar todo mundo bêbado no cemitério. Amigos na saúde e na doença, na alegria e na alegria.
O passado irá te torturar, o futuro te atormentar e o presente será esquecido como um belo e antigo cântico.
