Poemas que Fala sobre Adeus
ÁH, HUMANOS!...
Sofrem antes da mágoa,
choram antes do adeus,
caem antes da queda,
gritam antes do susto...
Fogem antes do medo,
sabem antes que "deus"
o que é mal, mau, pecado,
indecente ou injusto...
Chutam antes da hora,
perdem antes do jogo,
saem antes que acabe,
xingam antes da ira...
Julgam antes da prova,
queimam antes que o fogo,
trancam antes da chave,
prendem antes do tira...
Querem mais do que têm,
veem mais do que é,
mandam mais do que pedem,
fingem mais do que são...
Gastam mais que recebem,
rezam mais que têm fé,
sonham mais do que dormem,
comem mais que a porção...
Fazem menos que devem,
falam mais do que os atos,
ganham mais que merecem
da rotina e da sorte...
Pensam menos que falam,
fedem mais que seus flatos,
nascem depois da vida,
morrem antes da morte...
ESTAÇÃO DO ADEUS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Depois de tantos acenos,
tantas frustrações
e vai e vem,
descobri que a mais triste
das quatro estações,
é a velha estação de trem...
NÃO DE AMOR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Os que amam de fato,
sem ser amados,
dão adeus e se tratam...
Ao perdurar o tumor,
às vezes morrem de amor...
mas nunca matam.
VERSOS DE ADEUS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Apesar do presente, o futuro faz ninho;
se nas vias de agora o que sinto resvala,
sei fluir na distância; virar passarinho;
me livrar das correntes; romper a senzala...
Dobro sonho por sonho, acomodo na mala,
quero a rosa e não temo conhecer espinho;
minha carga é só minha, me cabe levá-la,
só meus pés foram feitos para meu caminho...
Sendo assim me desculpe, seguir é missão,
viverei as verdades de cada emoção
que me chama no vento; no clima lá fora...
Dou adeus e confesso que levo a saudade;
se puder vá em busca da maturidade;
seu espelho revela que passou da hora...
SINCERAMENTE ADEUS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Sempre fui um perito em saltar das relações que apresentem o mais leve declínio. Se tem que haver o infarto, que seja fulminante. Morrer a prazo está fora de cogitação para os meus afetos... os meus.
Toda conquista é gradativa, e vale a pena subir degrau por degrau, porque o prazer é assim. É como beber socialmente; gole a gole. Fazer a língua estalar com sutileza no céu da boca, e sentir bem mais do que o sabor... a essência do que se bebe.
Desconquista, não. Ela não pode ser gradativa, porque neste caso, é agonizar. Se há de reduzir a cumplicidade, frear a entrega ou estabelecer parâmetros, é o começo do fim. Contagem regressiva. Quando percebo essa contagem, prefiro ignorar os degraus e ir direto ao fim, pois é melhor me quebrar do que me consumir.
Não quero mais sua tática de me fazer notar que os tempos mudaram. Que já não somos os mesmos daqueles anos. Rejeito a contabilidade ou administração fria de uma nova forma de afeto, por ser uma novidade somente sua.
No que tange a nossa relação, ainda sou aquele menino e os tempos não mudaram. Não me tornei prudente ou probo. Meu afeto não despertou para os novos rumos da realidade que nos rodeia. Posso dizer que não cresci.
Por esse olhar adverso, essa contramão de conceitos que divergem na forma de revivermos nossa história, resolvi dar adeus. As adaptações racionais, as aparas e a contemporização criam sucos gástricos que me consomem nas entranhas do sentimento.
Pulo da escada que você sugere. Vou direto ao chão, para não chegar lentamente à mornura de uma relação básica. Uma espécie de limbo afetivo que não combina com o que já fomos... ou fui por nós.
ADEUS
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Nunca mais partirei...
não quero mais ficar longe
dos olhos teus...
adeus, adeus!
Respeite autorias... sempre cite autor.
ALÉM DO AMOR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Entendi seu adeus e não condeno
a palavra escondida em eufemismos;
mais pra frente, outro dia, qualquer hora;
um agora esticado pra depois...
Nem julguei que faltasse o sentimento,
que nevasse no chão do seu afeto,
fosse terra e cimento sobre a história
de vivências tão fortes e profundas...
Reconheço a distância das verdades
entre nossas quimeras, nossos sonhos,
nosso dom de saudades infinitas...
É por isso que aceito seu adeus
em silêncio, segredo que desvendo,
pois entendo as razões além do amor...
EUTANÁSIA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Um adeus que chegou ao meu aceno,
sem a minha vontade ou conivência;
foi um dreno imprevisto e compulsório;
eutanásia do sonho terminal...
Veio à mão, exigiu meu gesto vago,
gradual, reticente, sem anúncio;
dei um trago moroso numa guimba
cuja brasa expirava em outra ponta...
Era seu esse adeus, foi golpe sujo
desviar o processo para mim,
pra eu dar o seu fim à nossa história...
É a pura verdade, que acenei;
porém sei que o aceno, embora meu,
se assinou com a sua acenatura...
O A DOIS E O ADEUS
Demétrio Sena, Magé – RJ.
O desenlace matrimonial significa a imediata ou gradual divisão de bens, afetos e opiniões. Raras vezes, nem há divisão de bens, mas de afetos e opiniões é tão certo quanto o nascer e o pôr do sol. A cada um, cabe uma parcela de amigos; um pedaço do filho – ou de cada filho –; alguns parentes de lá e de cá e determinadas opiniões contrárias e favoráveis.
Pagamos pelo enlace, um preço que se apresenta em formas de problemas inéditos, contas, aborrecimentos, surpresas em relação ao caráter do outro e desgastes que só o amor justifica em seus desempenhos e na própria existência, pela qual tudo vale a pena. Quando vem a separação, o preço é muito maior. Não há como escapar dessa espécie de multa por quebra contratual, devolução ou não cumprimento daquelas juras de amor eterno.
De ferida em ferida vamos nos curando em novos ‘negócios afetivos’, de natureza romântica/matrimonial ou não. Algumas vezes retomamos os afetos rompidos, com novas juras e perspectivas mais realistas a nosso ver. Há que se ter muita coragem para começar, interromper, tomar novos rumos, retomar os rumos interrompidos ou assumir definitivamente a solidão. Sabemos de antemão que a promissória virá, seja qual for o caso.
Tudo é vida e viver acumula consequências. Temos que arcar com todas elas e não adianta nem pensarmos em fugir. Também não adianta nos fazermos de mortos, pois pagaremos os preços, mesmo dos atos não praticados e daquelas escolhas não feitas. Pecaremos eternamente por comissão, omissão, até por suposta inocência ou neutralidade.
JOGOS DE ADEUS
Demétrio Sena - Magé
Eu te livro mim, não te preocupes
em criar um roteiro tão pungente;
serei gente o bastante pra ter brio
e manter o meu rosto inalterado...
Ou é caso de assim ferir teu ego,
te frustrar por ausência do meu choro,
por manter meu decoro e minha calma
onde o prego me pega de surpresa?
Abrirei minha porta pro teu sonho
de sair do meu mundo e ganhar mundo
lá no fundo insondável do segredo...
Não te fies no meu ressentimento,
eu invento quem sou a cada vão
que me arranca do chão sob meu pé...
... ... ...
Respeite autorias. Isso é lei
INDIGNO ADEUS
Demétrio Sena - Magé
Com franqueza teria resolvido;
na doçura; contudo, com franqueza;
meu ouvido acharia o coração,
pra mostrar a grandeza do seu ato...
Bastaria fluir palavras limpas
que viessem direto lá do fundo,
com o mundo ajudando a traduzir
sua essência, o sentido, a retidão...
Tudo pode ajudar, se for sincero,
a fazer digerir uma verdade
sem alarde nem tanto alarme falso...
Dizer tudo com todos os matizes
nos faria felizes na tristeza
desse adeus que perdeu dignidade...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Fim de um Ciclo Kármico e a Hora do Adeus
Quando um ciclo está para finalizar, o universo começa a dar sinais, avisando-nos que as coisas vão mudar. Assim como as fases da lua e as estações do ano, a mudança faz parte dos ciclos da nossa natureza. Ao longo de muitas estações, o ciclo se completa e a vida nos move, não permitindo olhar para trás.
Querido universo, tenho total compreensão de que a hora mágica só chega quando o tempo entra no eixo para que as portas sejam abertas. Não adianta apenas querer, é preciso entender a lição do bem viver.
O fluxo é abundante, porém, é o acreditar que faz a alquimia do materializar. A magia da realização só acontece quando a frequência está em alta vibração. Na lei da atração, a visão é apenas ilusão; o que conta é o sentir no coração.
Então, estou pronta para as coisas maravilhosas que estão vindo em minha direção. Gratidão.
AMOR E DESPEDIDA
Um adeus que não se deseja professar, prolonga as noites de nossa alma
Ora! Não que sejam as noites uma ausência de luz, ou mesmo a dissipação do calor esplendoroso
Mas, a presença de uma luz calma como a lua, na qual os olhos podem penetrar em profunda contemplação, numa ausência de si mesmo
Uma espécie de inclinação devota, rendida e vulnerável a algo que se revela infinito, no efêmero de nossa experiência terrena...
O amor puro, sem matéria.
O único e verdadeiro amanhecer de nossas almas!
Estou me quebrando lentamente até que eu veja a escuridão surgindo em meus olhos.
uma escuridão que consome;
Apenas sinto dor,
Daquilo que se esperava amor.
Um chefe deve ter um espírito que mesmo no meio da maior escuridão não perca todo o traço da clareza interna necessária para conduzí-lo até a verdade; e, além disso, a coragem de se guiar por essa luzinha fraca" (Clausewitz). Essa coragem diante das responsabilidades, diante do perigo moral, é a coragem de espírito [Courage de L'Esprit].
Qual é a força de alma necessária para empreender, com uma plena avaliação das consequências, uma dessas grandes batalhas das quais dependerão o destino de um exército, de um país, a posse de um trono? Raramente são encontrados generais ansiosos por entrar em uma batalha: "Eles de fato tomam suas posições,se estabelecem, analisam suas combinações; mas começam então suas indecisões; e não há nada mais difícil e, no entanto mais precioso, que saber decidir.
O gênio militar é um dom celestial, mas a qualidade mais essencial de um general em chefe é a firmeza de caráter e a resolução de vencer a qualquer custo.
Na soma dos resultados parciais que constituem o resultado de um conjunto de batalha, Clausewitz vê três elementos essenciais: a rapidez com que as tropas investem, a perda de terreno e a força moral da consciência do chefe. Napoleão também reconhece a parte do chefe:
"Assumo apenas a metade da responsabilidade pelas batalhas que ganhei, e já é muito. Já é suficiente que o general seja mencionado. O fato é que o exército ganhe a batalha".
Sobre a Guerra - A arte da batalha e da estratégia - Napoleão Bonaparte
O amor será um dia seu algoz.
Não só será um algoz como será o pior de todos, pois se camufla em felicidade antes do golpe fatal.
Golpe fatal, disse eu? Não, esse não o desfere de pronto. Amargura-te a carne com açoitadas traiçoeiras. Derrama-te o sangue. Consome-te a mente. E só então quando já tu não tens mais nada a oferecer, desfere o golpe final. Golpe este que dilacera a alma mais que o corpo, mais o coração que o cérebro. Tira-nos o rumo, a vontade, o saber. Nada mais existe senão a tristeza e a dor.
“Quando pedires alguma coisa a Dezembro, pede que te traga presentes que não se vendem em lojas: "Gosto muito de ti", "obrigada por existires", "estou aqui para ti, sempre".
Quando pedires alguma coisa a Dezembro, pede que te traga de presente: Abraços apertados, Gargalhadas altas, Colo de quem mais amas, Mãos dadas o ano inteiro, Ombros que te seguram, Corações onde podes morar sem prazo de validade.
Quando pedires alguma coisa a Dezembro, pede:
Que te traga de presente olhos que brilham por ti e para ti, Palavras que te protegem e cuidam como sol em dias frios, Os pequenos nadas que valem tudo na vida, O essencial que ocupa, sem pesar, O lado esquerdo do peito e o fermento da alegria que faz a vida valer a pena.
Quando pedires alguma coisa a Dezembro, pede:
Que te ensine a viver de peito aberto e a acreditar <sem mas> que há uma *LUZ* ao fundo do túnel para cada escuridão que tiveres de enfrentar.
O nome dessa luz é *JESUS*!
Não esqueçam, amanhã é o aniversário de DELE e assim o presenteamos com nossa Fé, Gratidão e AMOR .
Feliz Natal a você e a toda sua família!
O ocorrido com o "News of the World" não foi um caso isolado
Acontece frequentemente com quem tem o poder e o espaço para colocar ideiais e pensamentos
No entretanto, tecnicas jornalístcas duvidosas, teem que ser combatidas
As consideradas ilegais, nem se fala
